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Autarca revoltado com águas turvas em praias de Amares e Vila Verde

Câmara de Amares diz tratar-se de “movimentação de terras”

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Presidente da Junta de Sabariz aponta água turva junto à praia da Malheira Foto: Fernando André Silva / O MINHO

As águas do rio Homem, nos concelhos de Amares e Vila Verde, estão com uma tez acastanhada, algo que deixou indignado o presidente da Junta de Sabariz, freguesia situada no concelho de Vila Verde, com este a apontar “foco de poluição”.

Todavia, a Câmara de Amares indica que esta cor não provém de descarga poluente mas sim de trabalhos que decorrem junto ao leito do rio e que provocou movimentação de terras.

A O MINHO, Fernando Silva, autarca de Sabariz explica que a cor acastanhada surgiu durante esta quinta-feira, prolongando-se durante o dia de hoje. “Alertaram-me para esta situação, pois há pessoas a utilizar a praia fluvial que estão assustados pela cor da água”, avança o autarca.

Nesta altura do ano, são centenas de pessoas que procuram a praia fluvial da Malheira, tanto na margem situada em Sabariz (Vila Verde) como na margem situada em São Vicente de Bico (Amares).

Agua turva junto à praia da Malheira Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Fernando Silva contactou então o departamento de ambiente da Câmara de Vila Verde, com o vereador do Ambiente a deslocar-se ao local para se inteirar dos factos. A situação foi depois encaminhada para os serviços ambientais da Guarda Nacional Republicana (GNR) que fez deslocar ao local vários operacionais para verificarem a situação.

Ao que O MINHO apurou, aquela polícia encontra-se a investigar uma possível origem poluente ou se a situação se trata efetivamente de movimentação de terras, como aponta a autarquia de Amares.

Presidente da Junta de Sabariz aponta água turva junto à praia da Malheira Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Em comunicado, o departamento de comunicação da Câmara de Amares esclarece que a cor acastanhada do rio Homem deve-se à execução de uma vala no leito do rio, no âmbito do “fecho de sistemas de saneamento”, que provocou “uma grande movimentação de terras”.

A autarquia adianta ainda que estes trabalhos estão a ser realizados durante a época balnear porque “o leito do rio se apresenta mais baixo”.

Fernando Silva, a O MINHO, explica que “pode ser esse” o problema, até porque “não há um cheiro intenso junto ao rio”, algo que sucede quando as descargas provêm de saneamento. Contudo, o autarca exige que a Câmara de Amares disponibilize à GNR provas efetivas de que se trata de movimentação de terras e não uma descarga de saneamento.

Fonte da GNR indicou a O MINHO que os militares estão a investigar ao longo das duas margens (Amares e Vila Verde) do rio Homem para tentar perceber a origem do que provocou a cor acastanhada nas águas fluviais.

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