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Viana do Castelo

Autarca de Viana vai ‘dar tudo’ para travar exploração de lítio na Serra d’Arga

Minério

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Foto: DR

O presidente da Câmara de Viana do Castelo afirmou hoje que tudo será feito para impedir a exploração de lítio na Serra d’Arga, sublinhando que em causa está “uma pérola” ambiental que não pode ser desperdiçada com explorações mineiras.


Na reunião do executivo, em resposta a uma pergunta do PSD, José Maria Costa (PS) acrescentou que os municípios de Viana, Caminha, Ponte de Lima e Cerveira estão a trabalhar no processo de classificação da Serra d’Arga como Área de Paisagem Protegida, naquele que poderá ser um triunfo decisivo para travar a exploração de lítio.

“Tudo faremos para impedir a exploração de lítio. A Serra d’Arga é uma pérola que não podemos desperdiçar com explorações mineiras”, sublinhou o autarca.

José Maria Costa vincou a intenção da região em transformar aquela serra num “santuário ambiental”, rentabilizando-a através de uma aposta no turismo da natureza.

Por isso, e com a ajuda de uma equipa técnica contratada para o efeito, os quatro municípios estão a preparar o processo para o avanço do pedido da classificação como Área de Paisagem Protegida.

José Maria Costa adiantou ainda que os municípios dispõem de informação de que a qualidade do lítio e da matéria-prima que existe na Serra d’Arga “não é relevante”.

“Mais uma razão para podermos ter um outro tipo de aproveitamento, na área ambiental e na valorização de um recurso turístico sustentável”, disse ainda.

Na semana passa, no Porto, o secretário de Estado da Energia disse à Lusa que a lei que regulamenta as regras ambientais em sede de prospeção de lítio está “pronta” e “deve ser aprovada em Conselho de Ministros brevemente”, sendo posteriormente lançado o concurso público.

Em julho de 2019, o Governo decidiu “excecionar” o sítio Rede Natura 2000 Serra d’Arga do conjunto de áreas a integrar no concurso para a prospeção de lítio, mas o porta-voz do movimento SOS Serra d’Arga, Carlos Seixas, assegurou em janeiro que se mantém a pretensão de exploração mineira naquela serra.

Segundo a proposta de Orçamento do Estado, o Governo quer criar em 2020 um ‘cluster’ do lítio e da indústria das baterias e vai lançar um concurso público para atribuição de direitos de prospeção de lítio e minerais associados em nove zonas do país.

Devem ser abrangidas as áreas de Serra d’Arga, Barro/Alvão, Seixo/Vieira, Almendra, Barca Dalva/Canhão, Argemela, Guarda, Segura e Maçoeira.

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Viana do Castelo

Onda de assaltos a viaturas na marginal de Viana

Em Amorosa

em

Foto: Redes sociais

Pelo menos três viaturas foram alvo de assalto com quebra de vidros nesta madrugada de domingo, na marginal de Amorosa, em Viana do Castelo.

As vítimas tinham o carro estacionado nos vários locais de estacionamento daquela via tendo encontrado os vidros partidos, alguns objetos roubados e tudo remexido dentro das viaturas.

Foto: DR

Foto: DR

Esta não é a primeira vez que há registo de múltiplos assaltos a viaturas na zona marginal da capital do Alto Minho. Há três semanas, vários automobilistas queixaram-se da mesma situação.

A GNR está a investigar os furtos e a proceder a diligências para encontrar os responsáveis.

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Viana do Castelo

Mulher agredida no trânsito em Viana do Castelo

EN 13

em

Foto: Google Maps

Uma mulher terá sido agredida por outra mulher após uma manobra no trânsito na Estrada Nacional 13, ao final da tarde de sexta-feira, junto ao Minipreço de Viana do Castelo.

Ao que apurou O MINHO, a mulher seguia numa rotunda pelo lado interior para sair numa segunda saída, quando foi ‘entalada’ por outra viatura que seguia na faixa exterior, mas com o mesmo destino.

 

De acordo com um familiar da vítima, eram cerca das 18:00 horas de sexta-feira. quando a mulher que conduzia a segunda viatura entrou em perseguição à viatura da vítima durante alguns metros, a buzinar, até paragem num semáforo, para ‘ajustar contas’ pela manobra anterior.

Terá então saído da viatura, com duas crianças menores atrás, e desferiu uma agressão na vítima, que sofreu ferimentos ligeiros, sem necessitar de assistência hospitalar.

A vítima procura agora informações junto de possíveis testemunhos que possam ter assistido á agressão, de forma a formalizar queixa na PSP.

Mostra-se revoltada por ter cumprido as regras de trânsito e ainda ter sido agredida por isso.

(notícia atualizada às 20h02 com retificação da hora da ocorrência)

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Alto Minho

História de devoção da ribeira de Viana à Senhora d’Agonia contada através imagens

Reportagem

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Foto: Rui Carvalho

A história “arrepiante” da devoção da ribeira de Viana do Castelo à Senhora d’Agonia, “narrada” pelas fotografias de Rui Carvalho quer transmitir, a partir de sábado, a “carga emocional” de um dos momentos “mais fortes” das festas da cidade.

Viana do Castelo vai entrar em agosto, pela primeira vez em 248 anos, sem viver nas ruas a festa que nasceu para honrar a “Mater”, padroeira dos pescadores, mas a “explosão” de imagens que se vão espalhar pela cidade não vai deixar esquecer que é mês de romaria e de fazer sentir uma devoção “sem igual”.

A veneração à padroeira dos homens do mar, que se cumpre há mais de meio século, “entranha-se mesmo que não se seja da Ribeira”. Para Rui Carvalho, que fotografa a romaria da capital do Alto Minho desde 2004, é “um dos momentos mais fortes e intensos”.

Neto e filho de fotógrafos da cidade, Rui, de 43 anos, assina a “Mater”. A exposição de autor abre ao público, no sábado, com uma seleção de trinta imagens, que retratam um “olhar” que se deixou “envolver” nas festas e “tomar” pelo “carinho” das pessoas pela santa.

“Há várias imagens que passam a carga emocional presente naquele momento [procissão ao mar]. É um momento muito pessoal. Há ali toda uma história de vida por trás. De pessoas que perderam familiares no mar, de quando os barcos querem entrar na barra e a coisa corre mal, é para a santa que se viram. Isso sente-se na imagem”, contou hoje à agência Lusa Rui Carvalho, licenciado em ‘Design’ de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

O culto à Senhora d’Agonia tem a sua primeira referência escrita em 1744. Já a procissão ao rio e ao mar, em sua honra, cumpre-se sempre a 20 de agosto, desde 1968.

Este ano, por causa da pandemia causada pelo novo coronavírus, será celebrado presencialmente na igreja de Nossa Senhora d’Agonia, mas com limitações.

A “narrativa” construída pelas imagens de Rui conta uma história de “envolvência” da ribeira “no antes, durante e depois” da procissão ao mar, desde “a preparação dos tapetes floridos, nas semanas que antecedem a romaria, à noite dos tapetes, à procissão ao mar, ao regresso do mar, com a passagem do andor pelas ruas da ribeira no regresso à igreja”.

“Há uma relação entre a ribeira e a Santa, e a Santa e a ribeira, que é muito especial. Em certas famílias nota-se que é muito sentido. Devido até, dia-a-dia, ao andarem no mar, às dificuldades que sentem. Não é propriamente o dia da festa que é importante para a ribeira, é o ano todo. Se calhar, o dia da festa é quando as emoções vêm a flor da pele”, referiu.

Daquela relação nasceu o nome da exposição: “Mater porque é a mãe que cuida dos pescadores, daquela comunidade e dos vianenses”. A mostra é inaugurada no sábado, pelas 17:00, no âmbito do projeto “Pulsar Viana”, promovida no centro comercial da cidade.

“Nas noites dos tapetes, a dona Celeste da Rua Monsenhor Daniel Machado não me perdoa se não for lá comer uma fatia de bolo de chocolate. Passei a fazer parte da vida daquelas pessoas. Há uma empatia muito grande e sinto, agora, com outra clareza a devoção da ribeira à Senhora”.

Além da mostra “Mater”, Rui Carvalho assina as 25 fotografias da exposição “Sentir os tapetes para a Senhora Passar” que vai abrir ao público, também no sábado, a bordo do navio-hospital Gil Eannes.

Ainda a partir de sábado, em seis locais da cidade vão ser expostas 174 fotografias dos números mais emblemáticos das festas, todas de Rui Carvalho que, em 1993, iniciou uma colaboração ininterrupta com a comissão de festas da Senhora d’ Agonia, nas áreas da conceção, ‘design’, imagem e comunicação. É ainda responsável, desde 2015, pelo registo fotográfico da romaria.

“Há uma explosão de fotografias para que as pessoas sintam as festas, apesar de ser um ano anormal”, disse, referindo-se à pandemia de covid-19 que levou ao cancelamento do formato normal da romaria.

Os painéis com as 170 fotografias vão ser colocados nas ruas onde decorrem os principais pontos da romaria e que através de códigos de barras bidimensionais (‘QR Code’) neles instalados, os visitantes podem aceder aos conteúdos multimédia sobre os quadros emblemáticos que, habitualmente, se realizam naquele local e que estarão disponíveis numa página na Internet criada para o efeito.

Reportagem por Andrea Cruz, da agência Lusa

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