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Braga

Autarca de Braga discorda de novo líder do PSD sobre regionalização

Luís Montenegro não quer referendo

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO / Arquivo

O presidente da Comunidade Intermunicipal do Cávado, Ricardo Rio, disse hoje discordar da posição do novo líder do PSD sobre a regionalização, considerando que a criação de regiões administrativas é “premente em qualquer circunstância”.

Em declarações à Lusa, Ricardo Rio (PSD), que é também presidente da Câmara de Braga, adiantou que a posição assumida no domingo por Luís Montenegro vai inviabilizar a concretização da regionalização “num horizonte próximo”.

“Discordo [da posição de Luís Montenegro]. Sou defensor do processo de regionalização e acho que ele seria premente em qualquer circunstância”, referiu.

O novo presidente do PSD, Luís Montenegro, considerou no domingo que um referendo sobre a regionalização em 2024, com a atual situação, será “uma irresponsabilidade, uma precipitação e um erro”.

No encerramento do 40.º Congresso do PSD, Luís Montenegro referiu que o referendo em 2024 “não é adequado”, devido à grave situação internacional e às consequências económicas e sociais muito sérias estão a atingir os portugueses.

Avisou ainda que se o Governo decidir avançar, o fará sem o apoio do PSD.

Os discursos dos militantes do Minho no congresso do PSD

Para Ricardo Rio, afastar o referendo em 2024 “é, na prática, afastar ‘sine die’ a possibilidade de concretização do processo de regionalização”.

“Porque depois também não o será nos anos subsequentes, porque não haverá condições para concretizar o referendo por razões diversas, desde logo pelos ciclos eleitorais”, disse ainda o autarca de Braga.

Para Ricardo Rio, uma vez assumida esta posição, “é também preciso assumir que não haverá regionalização num horizonte próximo no nosso país”.

“Teremos de encontrar ouras alternativas que mitiguem os muitos problemas com que o país se confronta por força do centralismo do Estado”, defendeu.

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