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Audiências da RTP Memória estabilizam após sucesso inicial das aulas na TV

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

As audiências da RTP Memória estabilizaram depois do sucesso da estreia das aulas do #EstudoEmCasa, mas pais e diretores dizem que alunos continuam a assistir e apontam curiosidade inicial do público como possível explicação.


As aulas de apoio através da televisão para os alunos do Ensino Básico estrearam em 20 de abril, durante o estado de emergência devido à pandemia de covid-19, e nesse dia a RTP Memória foi “líder de mercado” entre as 09:00 e as 11:20, com 16,3% de ‘share’ [quota de mercado].

No dia em que arrancou o projeto de ensino à distância, “a RTP Memória foi o canal mais visto junto do ‘target’ 04-14 anos, registando 42,3 mil espetadores e uma quota de 14,3%”, divulgou na altura a estação em comunicado.

No entanto, a evolução diária das emissões, disponibilizada à Lusa pela RTP, aponta para uma tendência decrescente ao longo da primeira semana e para uma posterior estabilização das audiências.

Segundo os dados, que registaram as audiências da RTP Memória até 20 de maio, no final da primeira semana a quota de mercado, entre o ‘target’ 04-14 anos, situava-se nos 11,6%, mantendo uma média de cerca de 11% nos dias seguintes.

A mesma tendência foi registada no ‘site’, onde os vídeos das aulas são diariamente disponibilizados: se na primeira semana a página do #EstudoEmCasa teve uma média de quase 3,6 milhões de visualizações, na semana de 11 a 17 de maio os valores rondavam os 1,8 milhões.

A transmissão televisiva de conteúdos educativos foi uma das propostas do Governo para mitigar as dificuldades de acesso ao ensino, em tempos de trabalho à distância, dos alunos mais carenciados, que não tinham acesso a computadores ou Internet em casa para acompanhar as aulas ‘online’.

No entanto, a iniciativa foi bem recebida por muitos dos professores, que incluíram a ferramenta nas suas planificações para o 3.º período, e tanto os diretores escolares como os pais afirmam que, passado um mês desde a primeira aula, os professores continuam a recomendar esta ferramenta e os alunos continuam a acompanhar as aulas na televisão.

Para o presidente Associação Nacional dos Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira, o sucesso inicial do #EstudoEmCasa talvez se possa justificar com alguma curiosidade do público em geral com o novo formato, que levou muitas pessoas a recuperar memórias da antiga Telescola.

“No início houve uma enorme curiosidade pelas aulas e até de pessoas que não tinham nada a ver com a escola e estiveram a assistir às aulas”, explicou, contando que o relato dos professores é o de uma grande adesão.

“Os alunos estão atentos e estão a participar nas aulas, e os próprios professores também assistem às aulas e depois trabalham com os alunos as aulas que passaram na televisão”, acrescenta.

Os encarregados de educação também apontam a adesão da comunidade educativa e tanto o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), como o presidente da Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) afirmam que a diminuição de espetadores no final da primeira semana pode dever-se a diversos fatores.

Para o presidente da CNIPE, Rui Martins, o “fator novidade” pode ser um deles, mas o representante dos pais admite também que alguns alunos possam ter dificuldades em gerir o tempo entre as atividades síncronas e assíncronas, propostas pela própria escola.

Jorge Ascenção, da Confap, considera, por outro lado, que pode haver alguma “desmotivação” por parte dos alunos, uma vez que, por vezes, o acompanhamento dos professores é “muito espaçado”.

“É como estar a treinar, podemos fazer um treino, mas se não tivermos quem nos oriente vamos desistindo. Sozinhos começamos muito bem, mas depois vamos abrandando a frequência e a intensidade do treino”, compara.

As aulas do #EstudoEmCasa foram também analisadas num inquérito da Universidade Nova de Lisboa, sobre o ensino à distância e, segundo os resultados divulgados na segunda-feira, cerca de 62% dos 2.647 professores inquiridos lecionam disciplinas com aulas no #EstudoEmCasa e a avaliação é tendencialmente positiva.

Em média, os professores avaliam em 5,2 (numa escala de 1-7) a qualidade das aulas da RTP Memória e, numa escala de 1-5, recomendam o visionamento aos alunos em 3,7.

Por outro lado, as respostas sobre a adesão dos alunos a estas aulas são bastante variáveis, o que, segundo o estudo do Centro de Economia da Educação da faculdade de Economia (Nova SBE), revela que os alunos estão a aderir de forma diferenciada.

Portugal entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

O Governo aprovou novas medidas que entraram em vigor na segunda-feira, entre as quais a retoma das visitas aos utentes dos lares de idosos, a reabertura das creches, aulas presenciais para os 11.º e 12.º anos e a reabertura de algumas lojas de rua, cafés, restaurantes, museus, monumentos e palácios.

O regresso das cerimónias religiosas comunitárias está previsto para 30 de maio e a abertura da época balnear para 06 de junho.

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Covid-19: Mais sete mortos, 413 infetados e 348 recuperados no país

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Portugal regista hoje mais sete mortos devido à doença covid-19 do que na quinta-feira e mais 348 infetados, 78% na região de Lisboa e Vale do Tejo, divulgou a Direção-Geral da Saúde (DGS). O número total de casos acumulados de infeção é de 43.569. Há 28.751 casos recuperados, mais 327.

(em atualização)

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Supermercados acusados de concertarem preços de bebidas com prejuízo do consumidor

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Seis grupos de distribuição alimentar e dois fornecedores de sumos, vinhos e outras bebidas, foram acusados pela Autoridade da Concorrência (AdC) de concertarem preços durante vários anos em prejuízo do consumidor.

“Após investigação, a AdC concluiu que existem indícios de que Modelo Continente, Pingo Doce e Auchan utilizaram o relacionamento comercial com os fornecedores Sumol+Compal e Sogrape para alinharem os preços de venda ao público (PVP) dos principais produtos daqueles, em prejuízo dos consumidores”, anunciou hoje a autoridade em comunicado.

Nas bebidas não-alcoólicas e sumos, a acusação da AdC visa também a cadeia de distribuição Lidl e nas bebidas alcoólicas abrange as cadeias Intermarché e E-Leclerc, referindo a AdC que estes distribuidores representam “uma vasta” percentagem do mercado da distribuição em Portugal.

Nas acusações da AdC são igualmente visados, individualmente, dois administradores e dois diretores, de cada um, dos fornecedores Sumol+Compal e Sogrape.

A AdC diz que os comportamentos investigados “duraram vários anos”, tendo-se desenvolvido entre 2002 e 2017, no caso da Sumol+Compal, e entre 2006 e 2017, no caso da Sogrape.

“A confirmar-se, a conduta em causa é muito grave”, considera a AdC, no comunicado hoje divulgado, no qual explica tratar-se de um novo caso de “hub-and-spoke”, em que os distribuidores recorrem a contactos bilaterais com o fornecedor para promover ou garantir, através deste, que “todos praticam o mesmo preço” de venda ao público no mercado retalhista.

Esta acusação surge cerca de uma semana depois de outra da AdC, também de concertação de preços, a três grupos de distribuição alimentar (Modelo Continente, Pingo Doce e Auchan) e o fornecedor de bolos, pães pré-embalados e substitutos do pão Bimbo Donuts, tendo a autoridade encontrado indícios de utilizarem o relacionamento comercial com o fornecedor Bimbo Donuts para alinharem os preços de venda ao público (PVP) dos principais produtos, em prejuízo dos consumidores.

Habitualmente num cartel, os distribuidores, não comunicando diretamente entre si, recorrem a contatos bilaterais com o fornecedor para promover ou garantir, através deste, que todos praticam o mesmo preço de venda ao público no mercado retalhista, uma prática que a terminologia de concorrência designa por ‘hub-and-spoke’.

A Adc diz que a acusação hoje divulgada integra o segundo conjunto de casos de “hub-and-spoke” investigados em Portugal, acrescendo aos três processos em relação aos quais a AdC adotou notas de ilicitude em 2019, estando também em curso mais de dez investigações no setor da grande distribuição de base alimentar, “algumas ainda sujeitas a segredo de justiça”.

“A adoção da nota de ilicitude não determina o resultado final da investigação”, ressalva a AdC, lembrando que vai agora ser dada oportunidade aos visados de exercer os seus direitos de audição e defesa.

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Rio considera que “reuniões do Infarmed começam a ter pouca utilidade”

Covid-19

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Foto: DR

O presidente do PSD considera que as “reuniões do Infarmed começam a ter pouca utilidade”, e defende que estes encontros com especialistas devem apresentar uma “fotografia muito objetiva e curta” da evolução da pandemia, e dar “conselhos técnicos”.

Rui Rio assumiu esta posição em entrevista no programa Gente que Conta, do Porto Canal, que será transmitida no sábado à noite.

“As primeiras reuniões, particularmente as primeiras duas reuniões no Infarmed, foram reuniões relevantes na exata medida em que nós todos sabíamos muito pouco de epidemias, de pandemias, disto e aquilo. Foi a explicação da situação, e foram extraordinariamente úteis para quem a elas assistiu”, começou por dizer.

Mas o líder social-democrata considerou que, depois, “começou a ser um pouco mais do mesmo” e concretizou: “há momentos em que são uns gráficos atrás dos outros, com tanta velocidade, que as pessoas que estão a assistir não têm sequer tempo para absorver mesmo aquilo que o gráfico está a mostrar” e “muitas vezes [a apresentação técnica] não tem o encadeamento mais lógico”.

“Eu devo confessar que as últimas reuniões do Infarmed começam a ter pouca utilidade”, salientou Rio, considerando que “na segunda parte, quando se dá a voz às pessoas para fazerem perguntas, então aí a utilidade ainda é menor”.

Na ótica do presidente do PSD, estas reuniões sobre a evolução da pandemia de covid-19 em Portugal – e que juntam epidemiologistas, o Presidente da República, o primeiro-ministro, o presidente da Assembleia da República, os líder dos partidos políticos com representação parlamentar, os líderes das confederações patronais, os líderes das estruturas sindicais e os conselheiros de Estado – deviam “dar uma fotografia muito objetiva e curta, não é muita coisa, e a seguir os conselhos técnicos para isso”.

“E aí são de grande utilidade”, insiste.

A próxima reunião do Infarmed (décima) vai realizar-se na quarta-feira, em Lisboa.

Na entrevista, o jornalista Paulo Baldaia questionou também Rui Rio sobre a atuação da ministra da Saúde e sobre as palavras do seu vice-presidente David Justino, que na quarta-feira disse que Marta Temido não tem condições para continuar no cargo.

No programa da rádio TSF “Almoços Grátis”, David Justino considerou que “há muito tempo que a ministra da Saúde não reúne as condições para continuar no cargo”, justificando com a “desorientação” e falta de sintonia entre os vários responsáveis da área que tutela.

“Eu estou de acordo quando o professor David Justino diz que a ministra da Saúde não tem condições, a forma como o diz é a forma como eu entendo que devemos dizer quando assim achamos, e não ‘rua, deve ser demitida, não tem lugar’”, argumentou o presidente social-democrata.

“Houve um pequeno choque no Infarmed, mas não foi da dimensão [do que se passou com o ex-ministro das Finanças Mário Centeno], portanto, o primeiro-ministro terá de avaliar se efetivamente acha que deve contar ou não deve contar com a ministra”, acrescentou.

Questionado se se fosse primeiro-ministro, Marta Temido continuava no cargo, Rio respondeu que “precisava de obter mais informações relativamente àquilo que é a sintonia entre ela e os serviços para tomar essa decisão”.

“Que não tem funcionado bem, não tem, que a pandemia está à beira de um pandemónio, é verdade, agora dizer assim, da mesma forma tão certa como eu disse quando foi do professor Mário Centeno, não consigo dizer, mas que tinha de ser avaliado, tinha”, realçou.

Questionado também sobre a evolução da pandemia na região de Lisboa, Rio considera que “o Governo atrasou-se na reação que deveria ter na Área Metropolitana de Lisboa, mas por outro lado também as pessoas aqui deixaram de ter o comportamento que tiveram no início”.

“A responsabilidade é do Governo, ponto”, disse, identificando como “atenuantes” a “capacidade técnica demonstrada pela Direção-geral da Saúde, [que] não foi a melhor ao longo de todo este processo”, e um “menor rigor no cumprimento das regras”.

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