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Desporto

Atletas de Braga e Barcelos vice-campeões do Mundo em Karaté Shotokan

Ao serviço da seleção nacional

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Foto: Divulgação

António Cardoso, atleta de Barcelos, e Marta Araújo, atleta de Braga, conquistaram medalha de prata no passado fim de semana durante o Campeonato Mundial de Karaté Shotokan, ao serviço da Seleção Nacional, em Odivelas.


O atleta barcelense, que representa a academia Os Académicas, sediada em Barcelos, sagrou-se vice-campeão em kumite por equipas enquanto a bracarense, atleta do Clube Karaté de Palmeira, conquistou a prata na em kumite vertente feminino, também por equipas.

Portugal obteve ainda três medalhas de ouro neste mundial, por Ana Ribeiro, André Martins e Beatriz Mendes, assim como o bronze por Rafael Nunes e Martim Dias.

Esta competição reuniu cerca de 500 karatecas vindos de 25 países.

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Futebol

Câmara do Porto ameaça UEFA com tribunal após cancelamento da Supertaça europeia

Futebol

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Câmara do Porto ameaçou hoje recorrer à justiça para reclamar os prejuízos causados pela decisão da UEFA de não realizar a final da Supertaça europeia de futebol na cidade, acusando aquela instituição de “mentir”.

“Não podemos aceitar não haver contacto com a autarquia e depois que publicitem, no site deles, mentiras”, afirmou o independente na reunião do executivo de hoje onde foi entregue aos vereadores da oposição uma missiva dirigida à UEFA.

O autarca explicou que a UEFA alegou que a final da Supertaça foi transferida para Budapeste por causa da pandemia, argumento que não o município não pode aceitar.

“Não nos dizem nada, romperam um acordo pré-contratual de um contrato que está em vigor e pior dizem que é por causa da pandemia. (…) Não me consta que em Budapeste não haja pandemia”, disse, lamentando “o desrespeito” com o que o processo foi conduzido.

Moreira recorda que o Porto não concorreu para receber a final da Volta a Portugal deste ano, por estar comprometido com as duas candidaturas que foram aceites pela UEFA: a final da Liga das Nações, realizada no ano passado, juntamente com a cidade de Guimarães, e a supertaça europeia deste ano.

E avisou: “em Géneve [na Suíça, país em que está a sede da UEFA] há tribunais”.

Na carta enviada à UEFA, distribuída hoje aos vereadores, Moreira manifesta “surpresa e consternação” pelo facto de a câmara ter tomado conhecimento através da comunicação social de que o Comité Executivo da UEFA decidiu que o Porto já não seria o local de realização da Supertaça Europeia, agendada para o passado mês de agosto e que o jogo teria lugar na Hungria, devido à pandemia de covid-19.

Na missiva, a autarquia assinala que à data da decisão – 17 de junho – o Porto já não registava nenhum teste positivo desde 05 de junho, ou seja, cerca de 12 dias, situação que manteve durante mais de um mês.

“Julgamos assim incompreensível a decisão (…) nem admitimos que nos seja invocado ‘force majeure [força maior]’”, porque na verdade o evento irá decorrer numa outra cidade europeia, e porque um evento da UEFA, a fase final da Champions League, foi organizada em Portugal, numa cidade onde a incidência da covid-19 era maior que no Porto”, lê-se na carta hoje conhecida.

Melhor seria, entende a autarquia, que a UEFA, tendo atribuído a fase final da Liga dos Campeões a Lisboa, dissesse que, por causa disso, optou por não realizar a final da Supertaça europeia no Porto.

Na missiva enviada a 16 de setembro, realça-se ainda que, além dos prejuízos decorrentes da alteração do evento ao nível da logística e infraestrutura já executadas para a realização do evento no Porto, resultam ainda prejuízos de imagem e reputação para a cidade e para o seu município, “na medida em que os adeptos, toda a comunidade futebolista, e também potenciais visitantes e organizadores de eventos presumirão que o Porto não é seguro por causa da pandemia de covid-19”.

A autarquia salienta que não deixará de reclamar a reparação dos prejuízos causados por esta decisão, contudo, diz estar disponível para alcançar uma solução favorável a todos.

Os vereadores da CDU, PS e do PSD mostraram-se solidários com a posição assumida por Rui Moreira, tendo lamentado que a autarquia não tenha sido ouvida sobre esta matéria.

Ilda Figueiredo, vereadora da CDU, que levantou o tema, lamentou que tanto o Primeiro-Ministro e Presidente da República, que apoiaram a realização em Lisboa da Liga dos Campeões, não tenham tido a mesma atenção com o Porto, que foi vítima de uma “discriminação clara”.

Também o vereador do PSD, Álvaro Almeida, criticou a postura do poder central, que se repete “sobretudo quando está em causa algo em Lisboa”.

Pelo PS, Maria João Castro disse estar solidária com a decisão tomada pelo presidente da Câmara do Porto, considerando que “a cidade foi muito maltratada”.

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Futebol

Diogo Silva assina pelo Gil Vicente até 2023

Mercado de transferências

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Foto: Imagem Gil Vicente TV

O defesa central brasileiro Diogo Silva reforçou o Gil Vicente, da I Liga portuguesa de futebol, por três épocas, confirmou hoje o clube de Barcelos, na página oficial na rede social Facebook.

Contratado ao Ypiranga, clube que milita na série C brasileira (terceiro escalão) e pelo qual disputou 14 jogos oficiais em 2020, o futebolista, de 25 anos, mostrou-se “grato” aos minhotos por lhe darem a primeira oportunidade de jogar na Europa.

“Isto significa muito para mim. O sonho de todos os atletas, principalmente no Brasil, é o de vir para a Europa e ter sucesso. Estou grato ao Gil Vicente por me ‘abrir a porta'”, disse, no vídeo publicado pelo clube na rede social.

Diogo Silva, que se definiu como um jogador com “velocidade” e “força”, confessou estar “ansioso” por realizar o “primeiro jogo a nível europeu” e reconheceu que a presença de mais 13 elementos brasileiros no plantel “facilita” a sua integração no Gil.

Além do Ypiranga, Diogo Silva representou ainda, como sénior, Maringá, Velo Clube e Londrina, todos do Brasil.

O atacante é o 14.º reforço dos ?galos’ para a temporada 2020/21, depois do guarda-redes Daniel Fuzato, dos defesas Joel Pereira, Souleymane Aw, Talocha e Tim Hall, dos médios Antoine Léautey, Kanya Fujimoto, Leandrinho, Guilherme Mantuan e Lucas Mineiro e dos avançados Boubacar Hanne, Miullen e Renan Oliveira.

O plantel gilista ia começar o campeonato às 18:30 do passado sábado, frente ao Sporting, em Lisboa, mas as autoridades de saúde adiaram o desafio, agora marcado para a semana de 12 a 16 de outubro, face aos 18 casos de covid-19 identificados no clube barcelense: 10 em jogadores, cinco na restante estrutura do futebol, incluindo o treinador principal, Rui Almeida, e três em pessoas alheias ao departamento de futebol profissional.

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Futebol

“Fomos pragmáticos, objetivos e eficazes”

Ricardo Soares

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Foto: DR

Declarações após o jogo Moreirense-Farense (2-0), da primeira jornada da I Liga de futebol, disputado hoje no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos:

Ricardo Soares (treinador do Moreirense): “Entrámos muito bem no jogo. Fizemos o primeiro golo numa excelente jogada e poderíamos ter feito o segundo, fruto da nossa estratégia de pressão alta, forte reação à perda da bola e ataque aos espaços. Continuámos nessa toada, mas sofremos com alguma instabilidade no lado direito.

Contudo, prevaleceu a nossa organização defensiva. Recordo-me de duas situações realmente perigosas. Se o adversário faz golo, o jogo poderia transformar-se e nós teríamos capacidade para ir à luta em busca dos três pontos.

Na segunda parte, entrámos fortes novamente. Há uma situação clara em que o guarda-redes é expulso e fomos muito fortes perante as condições à nossa disposição. Fomos pragmáticos, objetivos e eficazes. Podíamos ter feitos mais golos, mas não concedemos oportunidades e remates à baliza e isso são indicadores de uma equipa focada.

Saíram muitos jogadores que eram habituais primeiras escolhas no passado e vieram jogadores jovens e de realidades diferentes. Isso tem os seus custos e há que ter paciência com eles. Se o clube os contratou, é porque vê qualidade neles, mas o contexto inserido é de muito trabalho e sacrifício. Obviamente estou à espera de jogadores.

A direção sabe que precisamos de vários reforços e acredito que esteja a trabalhar nesse sentido. O campeonato é longo e precisamos de dotar a equipa de outras características para ficarmos mais fortes. Hoje vencemos e estamos felizes, mas temos consciência de que é preciso vir bastante gente para criar competitividade e uma qualidade superior.”

Sérgio Vieira (treinador do Farense): “O mérito é de quem marca e consegue conquistar os pontos, mas foi um resultado extremamente penalizador para nós e injusto pelas circunstâncias da partida. Sofremos muito cedo, mas tivemos uma reação muito forte e oportunidades para empatar e dar a volta ao resultado ainda na primeira parte.

No início da segunda parte, a expulsão do Defendi muda o rumo dos acontecimentos e condicionada o nosso desempenho. Ajustámos a equipa para irmos atrás do resultado, mas era muito difícil face ao atraso em termos individuais, na condição física e no entrosamento. Mesmo assim, acho que ficou uma excelente imagem dos atletas.

O fim da paragem tem sido determinante para ajustarmos processos e elevar os índices físicos de alguns jogadores em competição e não apenas em treino. Isso é fulcral para o desempenho coletivo. Transitámos com cerca de 50% do plantel da época passada e alguns reforços vieram com algum tempo de paragem ou com problemas físicos.

Além dos acertos que temos para fazer, pretendemos elevar a qualidade do plantel. Temos jogadores aqui que podem e vão render muito mais. Viemos com uma atitude ambiciosa, que foi traída por um erro defensivo e por outro erro coletivo no momento de retirar a profundidade aquando da expulsão. Esperemos que haja um ajuste ou outro.”

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