Seguir o O MINHO

Alto Minho

Atendimento a vítimas de violência doméstica será reforçado no Alto Minho

Ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva

em

Foto: Ilustrativa / DR

A rede de atendimento e apoio especializado a vítimas de violência doméstica vai cobrir a totalidade do país durante o primeiro semestre do ano, disse esta quinta-feira, a ministra de Estado e da Presidência, em Ponte de Lima.

“O concurso que abriu em janeiro e que termina em março já vai permitir cobrir todo o país, durante o primeiro semestre deste ano”, afirmou Mariana Vieira da Silva.

A governante, falava aos jornalistas, em Ponte de Lima, no final da sessão de assinatura de dois protocolos de Territorialização da Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica, com a Comunidade Intermunicipal (CIM) Alto Minho.

Mariana Vieira da Silva referia-se ao concurso lançado, em janeiro pela secretaria de Estado para a Cidadania e a Igualdade. O procedimento, dotado de 902 mil euros, tem como objetivo reforçar a “cobertura nacional do atendimento e apoio especializado a vítimas de violência doméstica”.

Trata-se de uma iniciativa enquadrada no POISE – Programa Operacional Inclusão Social e Emprego.

Segundo Mariana Vieira da Silva, atualmente “são 218 os concelhos integrados na rede, com estruturas de atendimento a vítimas de violência doméstica”, o que, disse, representa “uma cobertura de 71% do território nacional”.

“Na legislatura anterior alargámos a 48 concelhos e temos hoje 140 casas abrigo e acolhimento de emergência, com 853 vagas para vítimas de violência doméstica.

A secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, que acompanhou a ministra na sessão realizada na sede da CIM do Alto Minho, adiantou que as zonas “a norte do distrito de Coimbra, algumas zonas de Trás-os-Montes e alguns focos em torno do grande Porto”, não se encontram dotadas destas respostas.

Os protocolos assinados, esta quinta-feira, na CIM do Alto Minho envolvem os dez municípios da região, duas organizações não-governamentais especializadas, o Gabinete de Atendimento à Família (GAF) de Viana e o Centro Social e Paroquial de Vila Praia de Âncora, bem como vários organismos da administração pública das áreas da educação, emprego, forças de segurança, justiça, saúde, segurança social.

Os acordos assinados integram-se “na nova geração de protocolos promovidos pela secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade”. A parceria “vai permitir criar e potenciar a rede local, com o intuito de combater o flagelo da violência doméstica e de género”.

Presente na sessão, o presidente da CIM do Alto Minho e da Câmara de Viana, José Maria Costa, sublinhou a importância do “trabalho conjunto” que vai ser realizado por “municípios, movimento associativo e entidades públicas” para combater um “flagelo da sociedade”.

“Acredito que dentro de um ano, e após este trabalho conjunto, vamos poder dizer que demos um passo em frente para eliminar este flagelo da nossa sociedade e um fator que nos empobrece”, destacou o autarca socialista.

Anúncio

Alto Minho

Câmara de Caminha leva pão de ló e doçaria tradicional da Páscoa a casa das pessoas

Covid-19

em

Foto: Divulgação / CM Caminha

A Câmara de Caminha, em parceira com nove pastelarias, vai “levar” pão de ló e doçaria tradicional, porta a porta, à casa das pessoas que estão recolhidas por causa da pandemia de covid-19, proporcionando-lhes um “pedacinho” de Páscoa.

“Se as pessoas não podem sair para festejar a Páscoa por causa do estado de emergência, então um pedacinho de Páscoa vai até à casa das pessoas, levando o pão de ló e doçaria tradicional da Páscoa às freguesias do concelho”, afirmou hoje à Lusa o presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves.

Contactado pela agência Lusa, a propósito da iniciativa hoje divulgada pela autarquia do distrito de Viana do Castelo, o autarca socialista explicou que aquele “serviço só é gratuito para quem não pode pagar, tal como o resto com a restante rede de apoio às famílias criada pelo município para minimizar os efeitos da pandemia de covid-19”.

“Apenas as famílias referenciadas não pagam, é a câmara que assume os custos. Esta é uma forma de mantermos o espírito das famílias em alta depois de três semanas de confinamento, especialmente os idosos marcados pelas saudades dos que não puderam, este ano, vir a casa celebrar a Páscoa”, especificou.

Na nota hoje enviada às redações, a autarquia explicou que o projeto “une” o município e nove pastelarias do concelho.

Cada “munícipe pode contactar diretamente cada uma destas pastelarias ou a própria câmara, através dos números de telefone da Rede Complementar de Apoio e encomendar o seu pão de ló ou os bolinhos típicos da quadra, de modo a que os mesmos sejam entregues no domicílio”.

“Sinto que as saudades da família apertam cada vez mais e vejo as pessoas tristes por terem uma Páscoa diferente do habitual. Acho que estamos num momento decisivo do nosso isolamento enquanto comunidade, as pessoas estão cansadas e sentem muito a falta de uma tradição tão importante como a do compasso pascal e da visita da família. Este é um gesto de carinho e homenagem”, sustentou o autarca.

A câmara “chegou também a acordo com o arciprestado de Caminha, de modo a que os sinos de todas as igrejas possam tocar de forma festiva ao meio-dia do Domingo de Páscoa”.

“Tanto sacrifício, tanta perseverança da população, merece um bocadinho da Páscoa tradicional. É pouco perante o que o povo tem feito, mas é um detalhe que acho que todos valorizarão”, acrescentou.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,3 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 75 mil. Dos casos de infeção, cerca de 290 mil são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito na terça-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 345 mortes, mais 34 do que na véspera (+10,9%), e 12.442 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 712 em relação a segunda-feira (+6%).

Dos infetados, 1.180 estão internados, 271 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 184 doentes que já recuperaram.

Continuar a ler

Alto Minho

Três utentes e uma funcionária infetados em lar da Misericórdia de Melgaço

Covid-19

em

Foto: Divulgação / SCMM

O provedor da Misericórdia de Melgaço disse hoje que três utentes e uma funcionária do lar Pereira de Sousa estão infetados com covid-19 e que foram testadas mais de 100 pessoas daquela resposta, num rastreio pago pela câmara.

Contactado pela agência Lusa, Jorge Ribeiro, adiantou que “outras sete funcionárias com sintomas estão a aguardar em casa os resultados dos testes”, manifestando “preocupação com a falta de recursos humanos para responder às necessidades daquela resposta social”.

O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço, no distrito de Viana do Castelo, acrescentou que o lar Pereira de Sousa tem cerca de 60 idosos e 44 funcionários.

“Foram todos testados, no sábado. Os resultados devem ser conhecidos na quarta ou quinta-feira. Desde 24 de março que a Câmara de Melgaço está a suportar todos os custos destes despistes”, salientou.

Jorge Ribeiro referiu que os quatro casos de infeção por covid-19 foram detetados no hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo.

“A funcionária está bem. Os três idosos, com outros problemas de saúde associados, também se encontram estáveis”, especificou o provedor.

A Misericórdia tem ainda outro lar, o Cantinho dos Avós, com 30 utentes e 25 funcionários “sem qualquer caso confirmado ou suspeito”.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 345 mortes, mais 34 do que na véspera (+10,9%), e 12.442 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 712 em relação a domingo (+6%).

Dos infetados, 1.180 estão internados, 271 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 184 doentes que já recuperaram.

Continuar a ler

Alto Minho

Alto Minho “exige já” dois mil testes para despiste em lares de idosos

Covid-19

em

Foto: Ilustrativa

O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho disse hoje que a região “exige já” dois mil testes para efetuar o despiste de covid-19 aos cerca de 1.700 idosos residentes em lares do distrito de Viana do Castelo.

“Nós temos cerca de 1.700 idosos a residir no Alto Minho. São necessários dois mil testes para o Alto Minho para se poder fazer um rastreio eficaz de todas as instituições. É necessária urgência. Urgência é para já, não é para daqui a uma semana. É para já. Ouvimos falar que chegaram testes a Portugal, queremos que também venham para o Alto Minho. O Alto Minho exige testes para fazer despiste nas nossas instituições”, afirmou José Maria Costa.

Contactado pela agência Lusa, a propósito de uma nota da CIM do Alto Minho hoje enviada à imprensa, a reafirmar a “urgência” na disponibilização de testes à covid-19 aos lares da região, o socialista José Maria Costa sublinhou que há “um crescimento de casos confirmados nos lares” dos 10 concelhos do distrito de Viana do Castelo.

“Já temos alguns lares em situação muito crítica no Alto Minho e temos outras instituições já sinalizadas com suspeitas de infetados com o novo coronavírus. É necessário termos disponibilidade, imediata, de mais testes para prevenir o pior, e o pior é aquilo que todos nós não queremos, que é ver as instituições a passarem por situações de grande aflição”, destacou.

Para José Maria Costa, que é também presidente da Câmara de Viana do Castelo, os testes permitirão “fazer um rastreio atempado e poder evitar situações mais complicadas”.

“É urgente que venham mais testes para o Alto Minho, e também para a região do Minho. O crescimento do número de infetados é de facto grande e a maior incidência é, de facto, nos lares e nas unidades de cuidados continuados. É preciso disponibilizar testes em quantidade e com celebridade”, reforçou.

Na nota enviada à imprensa, a CIM do Alto Minho apela ao Governo para “reforçar, de imediato, as medidas de prevenção e resolução das situações de alto risco já detetadas nos lares”.

Além dos “testes de despistagem para as situações críticas referenciadas pelas autoridades de saúde nos lares de idosos do Alto Minho”, a comunidade intermunicipal quer ver “implementadas medidas de prevenção nos lares, nomeadamente fornecimento de Equipamentos Proteção Individual (EPI), nos controlos de temperatura à entrada e na rotatividade dos turnos dos colaboradores e funcionários dos lares”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,3 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 75 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 290 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito na terça-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 345 mortes, mais 34 do que na véspera (+10,9%), e 12.442 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 712 em relação a segunda-feira (+6%).

Dos infetados, 1.180 estão internados, 271 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 184 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

Continuar a ler

Populares