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Cávado

Até sempre, Paulo Gonçalves

Herói nacional

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Lágrimas, comoção e muitos aplausos marcaram o funeral de Paulo Gonçalves, durante esta tarde, em Gemeses, Esposende, de onde o consagrado piloto era natural.

Depois de centenas terem marcado presença, na quinta-feira, numa homenagem que durou desde o aeroporto até à igreja local, esta sexta-feira voltou a repetir-se a afluência para o último adeus à figura portuguesa mais emblemática da última década no Dakar.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Pelas 16:00 horas, iniciou a missa com centenas de cadeiras no exterior para que todos quanto quisessem participar. Foi ainda colocado um ecrã gigante e altifalantes para que as centenas de pessoas presentes pudessem ouvir.

Durante a cerimónia, a esposa do malogrado motard recordou a “força da natureza” que caracterizava Speedy. “O meu coração sentou quando o telefone tocou, foi o pior dia da minha vida”, disse. “Eras uma força da natureza como nunca vi igual”, acrescentou. “Estejas onde estiveres, vais continuar a lutar por mim e pelos nossos filhos”, disse ainda, afirmando ter “o coração partido em mil pedaços”.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Cerca de uma hora depois, iniciaram-se as cerimónias de cortejo fúnebre até ao cemitério local, deixando em lágrimas os presentes, com um coro de aplausos a furar o silêncio e a comoção que se fazia ouvir.

Familiares transportaram o caixão enquanto a viúva e os filhos seguiram atrás, com o capacete do piloto entre as mãos.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

No local, compreensivelmente, não faltaram motards para ajudar a louvar aquele que ficará para sempre na memória dos portugueses como um herói, que perdeu a vida a fazer o que mais gostava.

O motociclista perdeu a vida no Dakar 2020, na Arábia Saudita, a 12 de janeiro, aos 40 anos, na sequência de uma queda.

O acidente ocorreu ao quilómetro 276 da sétima etapa, de 12, da corrida, entre Riade e Wadi-al Dawasir. Ao todo, essa prova tinha 546 quilómetros.

Depois de anos a competir pela marca japonesa Honda, Paulo Gonçalves participava pela primeira vez no Dakar pela indiana Hero, marca que esteve sempre acompanhou a família após o trágico acidente e onde corria o barcelense Joaquim Rodrigues Jr, cunhado do esposendense.

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Barcelos

Incêndio em poste de eletricidade provoca falhas de luz em Barcelos

Trovoada

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Foto: Posto Avançado de Fragoso - Bombeiros de Barcelos / Facebook

A trovoada na madrugada desta segunda-feira provocou um incêndio num poste de eletricidade, em Fragoso, Barcelos.

O incêndio, na Rua de S. Pedro, provocou falhas na rede elétrica e de fibra em muitas casas daquela freguesia.

Os Bombeiros de Barcelos, através do Posto Avançado de Fragoso, acorreram ao local com cinco operacionais e uma viatura.

“Foi comunicado à EDP que prontamente enviou uma equipa para realizar todos os procedimentos de segurança, de modo a podermos extinguir o incêndio”, referem os bombeiros na sua página de Facebook.

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Cávado

Suspeito de fabricar notas falsas em Esposende nega acusação

Justiça

em

Foto: DR / Arquivo

O alegado líder de um grupo de contrafação de notas de 50 e 10 euros, acusado de prejuízos em toda a Europa de 1,3 milhão de euros, negou hoje ao Tribunal de Coimbra a acusação do Ministério Público.

O suspeito é natural de Arcos de Valdevez e começou por produzir as notas falsificadas em Fão, Esposende.

O arguido, de 34 anos, está acusado de liderar um grupo de quatro pessoas que se dedicava à produção de notas de euro contrafeitas e à sua venda na ‘darknet’, enviando para destinos na Europa, como Montenegro, Irlanda, Alemanha, Inglaterra, França, Áustria, Luxemburgo, Bélgica ou República Checa.

Segundo o Ministério Público, o grupo liderado por este homem, natural do concelho de Arcos de Valdevez, produziu entre o início de 2017 e agosto de 2019 24.775 notas de 50 euros e 10 euros.

Fabricava notas falsas em Esposende para vender na internet

A procuradora da República salientou hoje que o arguido “emitiu notas de 50 e 10 euros falsas, com qualidade muito apurada, com material importado da China, que facilmente passavam por verdadeiras”.

“E ainda teve o requinte de emitir notas de 50 euros da série Europa, numa imitação quase perfeita”, sublinhou.

Na primeira sessão de julgamento, que decorreu hoje no auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra, perante um tribunal de júri, o arguido disse que toda a acusação “é mentira”.

“Nunca falsifiquei moeda e nunca entrei na ‘darknet'”, frisou hoje o alegado cabecilha, que está detido preventivamente há cerca de 10 meses no estabelecimento prisional de Caxias, perante o coletivo de juízes presidido por Rui Pacheco Duarte e sete jurados.

O arguido, que está a ser julgado em processo separado dos restantes quatro elementos, por ter requerido um tribunal de júri, disse que negociava (comprava e vendia) ‘bitcoin’ através de plataformas autorizadas.

O advogado de defesa, Romão Araújo, defendeu hoje em tribunal que o réu está a ser vítima do depoimento dos outros quatro elementos, entre eles uma ex-namorada e os seus pais.

“Não existe prova física nem documental, a não ser estes testemunhos que não podem ter credibilidade, porque são parte interessada”, referiu o advogado, convicto de que o arguido é “vítima da acusação de pessoas que foram apanhadas a fabricar notas e querem salvaguardar a sua pele”.

Na manhã de hoje, foi ouvida a ex-namorada do alegado líder do grupo de contrafação de moeda, cujo relacionamento decorreu entre 2014 e 2017, que o acusou de ter iniciado o fabrico de notas falsas em 2016 e de ter colaborado voluntariamente naquela atividade.

Ao início eram fabricadas na residência da sua companheira e dos seus pais, em Fão, Esposende, bem como num anexo de uma casa que estes tinham em Valadares, Vila Nova de Gaia.

“A ideia [de contrafação] foi dele e eu alinhei”, disse a mulher de 26 anos, que foi ouvida na qualidade de testemunha, embora seja arguida em processo separado, referindo que o antigo namorado passava “muito tempo na Internet e na ‘darknet'”.

Ao tribunal, a testemunha disse que o processo de contrafação começou “de forma rudimentar, com papel normal” e com a passagem das notas em cafés de Coimbra, Leiria e Viseu, “para perceber se [a atividade] podia funcionar”.

“Com o lucro, comprou uma impressora, tintas na China e papel de algodão”, idêntico ao das notas verdadeiras, adiantou a antiga namorada, acrescentando que o início da atividade aconteceu numa anexo à casa da mãe, onde o casal chegou a residir.

Mais tarde, contou, as notas eram vendidas na ‘darknet’ através de contactos do arguido.

A produção de notas foi desenvolvida em várias zonas do país, devido ao facto do casal mudar de casa constantemente.

No dia de Natal de 2017, o arguido rumou ao Brasil e depois para a Colômbia, onde negociava ‘bitcoin’, mas, segundo a antiga namorada, continuou a controlar o negócio, que não sofreu “nenhuma perturbação” com a sua ida para a América do Sul por estar “tudo organizado”.

Já depois de o réu ter viajado, os pais da antiga namorada participaram também na contrafação, que incluiu duas séries das notas de 50 euros, juntamente com outro homem, que está também acusado de integrar o grupo.

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Barcelos

Jipe transporta Nossa Senhora por freguesias de Barcelos

Mês de Maria

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Foto: Vitor Vasconcelos / O MINHO

A imagem de Nossa Senhora de Fátima percorreu, esta noite de sábado, ruas de freguesias de Barcelos, numa manifestação de fé promovida por populares.

Vídeo: Vítor Vasconcelos / O MINHO

Da mesma organização que levou a cruz pascal pelas freguesias de Lijó, Galegos Santa Maria e Galegos São Martinho, as viaturas voltaram a percorrer as ruas daquelas três freguesias em jeito de encerramento do Mês de Maria, celebrado ao longo do mês de maio.

Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO

Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO

Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO

Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO

Recorde-se que este sábado foram celebradas as primeiras missas com a presença de fiéis, após mais de dois meses do encerramento das igrejas, face à pandemia de covid-19.

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