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Região

Associações de turismo do Porto e Norte vão ter o mesmo presidente

Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) e a Associação de Turismo do Porto e Norte (ATP)

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Foto: DR/Arquivo

A Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) e a Associação de Turismo do Porto e Norte (ATP) vão ser lideradas por um só presidente até final de 2019, avançou hoje à Lusa o presidente da TPNP.

Em entrevista à agência Lusa no âmbito de um balanço do primeiro ano de mandato à frente da TPNP, Luís Pedro Martins destacou “a articulação” e o “trabalho conjunto” entre ambas as direções nos últimos meses de forma a que o “presidente da TPNP seja também presidente da ATP”.

“Fizemos inclusivamente várias reuniões entre as duas direções de forma a que o presidente da TPNP venha a presidir à ATP, a exemplo do que acontece em todo o país”, contou Luís Pedro Martins, referindo que essa solução é replicada noutras regiões de turismo do país.

A acumulação do cargo de presidente da TPNP e da ATP, entidades que têm o objetivo de promover o turismo da região Norte interna e externamente, respetivamente, não é novidade. Essa fusão de cargos existe, por exemplo, na Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa, com Vítor Costa, na Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal, com Pedro Machado, ou na Região de Turismo do Algarve, com João Fernandes, recordou Luís Pedro Martins.

“É vontade das duas direções que essa aproximação seja levada mesmo à prática no sentido de não ser só a presidência, mas também poder haver serviços que possam estar partilhados”, acrescentou.

O presidente da TPNP estima que a fusão das direções deva acontecer até ao final deste ano, ainda antes do final do seu primeiro ano de mandato da nova direção.

“Nós queríamos fazer isto em tempo recorde e que [o processo] ficasse concluído até ao final do ano (…), antes de concluir o primeiro ano de mandato”, assumiu, observando que faz sentido que “a promoção do destino não seja bicéfala”.

Luís Pedro Martins, ex-diretor executivo da Torre dos Clérigos do Porto, foi eleito presidente da TPNP a 18 de janeiro de 2019 para um mandato de cinco anos, sucedendo a Melchior Moreira, atualmente em prisão preventiva no âmbito da operação Éter.

“É uma aventura, mas que, na nossa opinião, faz todo o sentido que a estratégia de promoção do destino não seja bicéfala”.

A futura união das direções da TPNP e ATP vai ser possível pelo esforço do presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, do presidente da ATP, Ricardo Valente, e de todas as entidades que fazem parte da atual direção da ATP, como a Douro Azul, Câmara Municipal de Braga, Câmara Municipal de Arouca e Associação Comercial do Porto, elencou Luís Pedro Martins.

Segundo Luís Pedro Martins, a TPNP e a ATP “estavam de costas voltadas” no passado, tendo a TPNP, inclusivamente, saído como associada da ATP.

“Neste momento há duas entidades com duas direções diferentes, mas mesmo assim já conseguimos estar articulados e trabalhar em conjunto, e há hoje uma excelente relação entre a direção da TPNP e a direção da ATP. Nós em tão poucos meses revertemos toda esta situação”, disse.

A 29 de maio, a Lusa noticiou que a Assembleia Geral da TPNP aprovou por unanimidade uma proposta para a TPNP voltar a ser associada da ATP.

Na altura, a TPNP explicou que aquela proposta pretendia reatar uma relação que permitiria “estabelecer estratégias conjuntas de promoção do destino do Porto e Norte de Portugal”.

A Lusa tentou contactar o atual presidente da ATP, Ricardo Valente, mas tal não foi possível até ao momento.

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Aqui Perto

População manifesta-se contra encerramento de agência bancária em Montalegre

Em Salto

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Imagem via SIC Notícias

Várias dezenas de populares de Salto, em Vila Real, manifestaram-se contra o encerramento naquela vila da agência bancária Crédito Agrícola, previsto para sexta-feira, criticando mais uma medida que “patrocina o desinvestimento”.

O balcão do Crédito Agrícola em Salto, no concelho de Montalegre, distrito de Vila Real, irá encerrar na sexta-feira, deixando a vila apenas com uma agência bancária com presença física, o Millennium BCP.

Após terem recebido cartas a dar conta do encerramento, os habitantes de Salto concentraram-se hoje junto às instalações do banco e manifestaram a sua preocupação, sobretudo para com a população mais envelhecida.

O protesto contou ainda com a presença de pessoas de localidades próximas à vila do concelho de Montalegre, que utilizam o balcão, como do concelho de Boticas, também do distrito de Vila Real, e dos concelhos de Cabeceiras de Basto e Vieira do Minho, no distrito de Braga.

Entre as palavras de revolta e protesto, vários populares manifestaram a intenção de fecharem as suas contas naquela instituição.

As alternativas para os clientes do banco se deslocarem a balcões mais próximos estão a cerca de 20 ou mais quilómetros. O balcão de Cabeceiras de Basto é o mais próximo (20 quilómetros), seguindo-se Vieira do Minho (32 quilómetros), Boticas (33 quilómetris) e Montalegre (37 quilómetros).

Para Hernâni Carvalho, o fecho do banco causa um grande transtorno à população envelhecida, pois “os serviços bancários disponibilizados ‘online’ não servem a grande parte das pessoas de Salto”.

“O Interior tem de ter outra dinâmica e, quando perdermos ciclicamente o pouco que ainda temos, isso é devastador para nós”, alertou o habitante da vila transmontana que é também o comandante dos Bombeiros Voluntários de Salto.

Hernâni Carvalho realçou ainda que a “retirada de serviços patrocina o desinvestimento e o despovoamento”.

Apenas com uma instituição bancária com presença física em Salto, a preocupação da população prende-se ainda com os “rumores” de que o balcão do Millennium BCP irá fechar “durante dois ou três dias por semana”.

Também João Poças, habitante de Salto, marcou presença no protesto, lembrando que um banco é “indispensável”, principalmente numa localidade virada para o sector agrícola.

“Esta situação afeta-nos bastante. Grande parte das pessoas habitantes são agricultores e seria importante fazerem-se alguns esforços, a nível das entidades competentes, para evitar este fecho”, vincou.

João Poças teme que “o Interior e Norte do país acabem por ficar totalmente desertificado”.

A Lusa contactou a instituição bancária, que indicou não ter mais nada a acrescentar sobre o tema.

Autarcas com “esperança”

Os presidentes das câmaras de Montalegre e Ribeira de Pena saíram hoje da reunião com o presidente do Crédito Agrícola com a “esperança”, e “quase certeza”, de que não serão encerrados os balcões em Salto e Cerva.

Os autarcas dos concelhos do distrito de Vila Real promoveram hoje, em Lisboa, uma reunião com o presidente do conselho de administração do Crédito Agrícola para contestar o encerramento anunciado dos balcões na vila de Salto, no concelho de Montalegre, e na vila de Cerva, no concelho de Ribeira de Pena.

No final da reunião, o autarca de Montalegre, Orlando Alves, disse à Lusa ter ficado com “esperança” de que os argumentos apresentados “foram atendidos”.

“É uma esperança – dita de forma enfática, feita quase de certeza, – de que as nossas razões e argumentos foram atendidos e que os balcões vão ter continuidade”, destacou.

Para o presidente da Câmara de Montalegre, o Crédito Agrícola é um “banco do mundo rural, para apoiar as pessoas que não dominam as novas tecnologias, e que tem de estar próximo dos pequenos e grandes produtores agrícolas e de pecuária”.

“Foi isso tudo que viemos dizer, eu e o presidente da Câmara de Ribeira de Pena [João Noronha]”, acrescentou.

A população de Salto manifestou-se hoje contra o encerramento do único balcão da instituição bancária na vila, anunciado para o final do mês.

Após terem recebido cartas a dar conta do encerramento, os habitantes de Salto concentraram-se hoje junto às instalações do banco e manifestaram a sua preocupação, sobretudo para com a população mais envelhecida.

As alternativas para os clientes do banco se deslocarem a balcões mais próximos estão a cerca de 20 ou mais quilómetros. O balcão de Cabeceiras de Basto é o mais próximo (20 quilómetros), seguindo-se Vieira do Minho (32 quilómetros), ambos no distrito de Braga. Boticas (33 quilómetros) e Montalegre (37 quilómetros) são alternativas no distrito de Vila Real.

Já para os clientes do balcão de Cerva, a alternativa mais próxima é na sede de concelho, em Ribeira de Pena, a uma distância de 15 quilómetros. Cabeceiras de Basto (20 quilómetros) e Vila Pouca de Aguiar (30 quilómetros) são também alternativas.

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Cávado

Esposende investe em miradouros nas aldeias

Turismo de natureza

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Miradouro da Sra. da Paz, em Marinhas. Foto: Divulgação / CM Esposende

A Câmara de Esposende vai investir 41 mil euros na criação de miradouros e pontos de observação de aves e na valorização dos percursos pedestres, reforçando a aposta no Turismo de Natureza, anunciou hoje o município.

Em comunicado, o município refere que a rede de miradouros será constituída pelos montes de Arnelas (Gemeses), Faro (Palmeira), S. Lourenço (Vila Chã), Senhora da Paz (Marinhas), Picotinho (Mar) e da Senhora da Guia (Belinho).

Segundo o município, a rota será “devidamente assinalada” e “valorizará não só aqueles locais, mas também todo o património natural e paisagístico no concelho de Esposende”.

Em alguns dos pontos, serão instaladas lunetas de observação e colocados painéis interpretativos da paisagem.

Realizar-se-ão também visitas guiadas frequentes e será editada uma brochura promocional e informativa da rota.

Paralelamente, o município vai instalar observatórios de aves, com vista à valorização da biodiversidade existente no cordão dunar ao longo dos 16 quilómetros de frente marítima e dos estuários dos rios Cávado e Neiva, inseridos no Parque Natural do Litoral Norte.

Os equipamentos vão nascer em Esposende, junto à foz do rio Cávado, e em Antas, na foz do rio Neiva, juntando-se assim aos já existentes na Lagoa de Apúlia e em Belinho.

O terceiro eixo de valorização da natureza incide nos percursos pedestres da rede municipal, relevando o património arqueológico, arquitetónico, religioso e etnográfico.

O comunicado alude à Rede Municipal de Percursos Pedestres, desenhada em mais de 140 quilómetros de trilhos, às ecovias do Litoral Norte (de Apúlia a Antas) e do Cávado (de Fão a Rio Tinto) e às rotas de peregrinação, como o Caminho Português da Costa para Santiago de Compostela e o Caminho para S. Bento (Porta Aberta e Várzea).

O investimento será comparticipado em 88,42% no âmbito do Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos (PROVERE).

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Região

Cadeias de Braga e Viana com greve dos funcionários das cantinas

Exigem pagamento das horas extra

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Foto: DR / Arquivo

Os trabalhadores das cantinas dos estabelecimentos prisionais de Braga e Viana do Castelo, assim como das de Bragança, Porto, e Vila Real, vão fazer greve no dia 07 de fevereiro para exigir o pagamento do trabalho suplementar e categorias profissionais, informou hoje o sindicato.

Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte acusou a empresa “Uniself, de explorar os trabalhadores do serviço de refeições das prisões e de não respeitar os direitos dos trabalhadores”.

Em causa, aponta, “está o pagamento de trabalho suplementar em dívida, reclamado por diversas vezes entre maio e novembro de 2019, e a reclassificação das categorias profissionais de cozinheiro, motorista, e das empregadas de refeitório”.

Segundo aquela estrutura sindical os trabalhadores exigem ainda a “atribuição de um subsídio de risco igual aos dos professores que trabalham nas prisões, no valor de 170 euros mensais, e um aumento salarial de 90 euros para todos os trabalhadores”.

“A empresa paga salários muitos baixos e mantém condições de trabalho inaceitáveis. O sindicato solicitou uma reunião à empresa, mas esta nem se dignou a responder”, acrescenta a nota.

A paralisação anunciada para o dia 07 de fevereiro abrange “os estabelecimentos prisionais dos distritos de Braga, Bragança, Porto, Viana do Castelo e Vila Real, bem como os que trabalham em cantinas e cozinhas que confecionam refeições para as mesmas prisões”.

A Lusa questionou a Uniself, mas não obteve resposta até ao momento.

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