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Braga

Associação para unir, apoiar e integrar brasileiros em Braga arranca esta semana

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Foto: Glaucia Assis / O MINHO

O número de brasileiros que deixam o país e buscam em Portugal uma qualidade de vida melhor está a crescer. Para além de Lisboa e Porto, Braga é um dos destinos mais procurados pelos emigrantes. Na sequência do crescimento do grupo “Olhar Brasileiro em Portugal: Braga”, na rede social Facebook, a idealizadora Alexandra Gomide avançou com a criação da “Associação Uai – União, Apoio e Integração”, que será inaugurada esta quinta-feira, 17 de maio, às 18:00, com o objetivo de promover o acolhimento, inserção e integração das famílias da comunidade luso-brasileira em Portugal ou que estejam no Brasil com intenção de emigrar.

“A ideia da associação, na verdade, surgiu através do Olhar Brasileiro. Desde que o grupo começou, tentamos fazer um trabalho de integração, porque no grupo há muitos brasileiros e portugueses”, explica Alexandra a O MINHO.

Outra motivação para a criação da associação é a profissional e a adaptação escolar.

“Eu já fazia isso dentro do grupo, mas sozinha, e por causa da procura estava difícil conseguir fazer todo esse atendimento”.

Alexandra resolveu abrir a associação e convidou pessoas que pudessem ajudar no trabalho. Advogado, psicólogo e pedagogo são alguns dos oito profissionais que fazem parte desta equipa, ao lado da idealizadora. A Uai estará sediada na Rua dos Cairos, junto à Estação de Comboios.

“Estamos a fechar parcerias com os centros de formação especializada em Braga que vão ofertar os cursos, mas com liberdade para escolher o profissional que eu quero e isso permite buscar profissionais brasileiros para trabalhar juntamente com profissonais portugueses para fazer esse trabalho. Acreditamos muito no sucesso desse acolhimento”.

Eventos reúnem brasileiros e portugueses

A data de inauguração da associação foi anunciada durante um almoço de integração dos membros do grupo do Facebook, que agora conta com mais de 27 mil pessoas, entre brasileiros e portugueses espalhados por todo país.

Almoço do grupo na última semana. Foto: Divulgação

“Foi uma alegria muito grande. Muitos portugueses foram, e o restaurante estava dividido entre portugueses e brasileiros”.

Alexandra pretende também promover eventos, festas, jantares, colónias de férias para integrar portugueses e brasileiros. Para o próximo mês está programada uma festa junina que vai unir tradições brasileiras e portuguesas.

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Braga

Startup Portugal despediu-se de Caldeira Cabral: “É um empreendedor de coração”

Ex-Ministro da Economia, Professor da UMinho e cabeça de lista do PS por Braga, nas eleições legislativas de 2015.

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A incubadora de empresas Startup Portugal agradeceu hoje ao ministro da Economia cessante, Manuel Caldeira Cabral, por ter ajudado a “fomentar” o setor da inovação no país, considerando-se um “empreendedor de coração”.

“Obrigado, Manuel Caldeira Cabral, por todo o tempo disponibilizado e por ter ajudado a fomentar o setor das ‘startups’ [empresas com potencial de crescimento rápido] em Portugal”, escreve a Startup Portugal numa publicação feita na rede social Facebook.

A associação empresarial dirigida por Simon Schaefer acrescenta: “É um empreendedor de coração”.

Caldeira Cabral, que há três anos deixou os bastidores da política e foi para o Ministério da Economia, não resistiu à terceira remodelação ministerial, e sai do Governo com a polémica escolha do deputado Carlos Pereira para vogal da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) ainda acesa.

Antes desta polémica o ter levado ao parlamento com caráter de urgência, Manuel Caldeira Cabral foi o rosto do executivo – com o primeiro-ministro, António Costa – que anunciou a continuidade da Web Summit em Lisboa por mais 10 anos, um dos dossiês que liderou ao longo do mandato, marcado por uma agenda preenchida com visitas a empresas, de norte a sul do país, e participação em debates.

Desde as primeiras intervenções públicas, o governante assumiu que o investimento seria “a forte prioridade” e o papel das empresas “tem de ser o fator principal”, pela sua capacidade “de assumir riscos que podem criar valor, criar emprego e aumentar a produtividade”.

Manuel Caldeira Cabral, antigo assessor de Manuel Pinho e Teixeira dos Santos, eleito deputado pelo círculo de Braga, assumiu em 26 de novembro de 2015, um superministério, que juntava o turismo, o comércio, as PME (pequenas e médias empresas) e a energia, atribuídos a quatro secretários de Estado.

Nascido em 28 de abril de 1968, Caldeira Cabral, professor universitário no departamento de Economia da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, foi um dos economistas que preparou o cenário macroeconómico de António Costa.

O primeiro-ministro fez hoje a maior remodelação no Governo, envolvendo quatro ministérios, com a substituição, na Defesa, de Azeredo Lopes por João Gomes Cravinho, e na Economia, de Manuel Caldeira Cabral por Pedro Siza Vieira.

O primeiro-ministro propôs ainda as mudanças do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, substituído por Marta Temido, e do ministro da Cultura, pasta em que Graça Fonseca sucede a Luís Filipe Castro Mendes – nomeações já aceites pelo Presidente da República.

Com as mudanças agora operadas, o número de ministros desce de 17 para 16, já que Pedro Siza Vieira passa a ser ministro-adjunto e da Economia.

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Braga

Assembleia Municipal retoma discussão de acordo com o SC Braga, descida de IRS e empréstimo

Reunião anterior foi dominada pelo tema da venda da antiga fábrica Confiança.

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Foto: DR

A Assembleia Municipal de Braga, liderada por Hortense Santos, retoma esta terça-feira, dia 16, pelas 21:00, no pequeno auditório do Altice Forum Braga, a ordem de trabalhos da reunião anterior, de 04 de outubro, que acabou por ser dominada por um único tema: a venda da antiga fábrica Confiança, o principal ponto da Ordem de Trabalhos, que motivou acesa polémica e acabou com a maioria PSD/CDS/PPM a aprovar a sua alienação.

Sem discussão e votação ficaram vários assuntos, entre eles três com algum relevo: a cedência do direito de superfície de uma parcela de terreno ao SC Braga – Cidade Desportiva; E, propostas de fixação da Taxa do Imposto Municipal Sobre Imóveis 2019; de lançamento de Derrama a cobrar no ano de 2019; e de participação variável no Imposto Sobre o Rendimento Das Pessoas Singulares (IRS) – ano de 2019. E, ainda, o da contração de um empréstimo bancário de 8,5 milhões de euros.

No primeiro caso, os deputados municipais votam o acordo alcançado entre a Câmara e o SC Braga que prevê que o Município ceda ao clube, por 75 anos, os terrenos paralelos à Avenida do Estádio, recebendo 400 mil euros e o acesso público a um circuito de manutenção.

A proposta prevê, ainda, que o clube construa um circuito de manutenção de “acesso público e livre” e que o município “utilize gratuitamente o futuro pavilhão multiusos do SC Braga, duas vezes por ano”. Por seu turno, a Câmara utilizará os 400 mil euros na reconversão de um pavilhão em São Victor, para acolher atividades de ginástica, modalidade que não tem recinto adequado em Braga.

As duas partes haviam-se desentendido no começo do ano, por causa das contrapartidas: a Câmara invocava um compromisso do clube em ceder um piso na cave do futuro pavilhão – a construir em cima da piscina inacabada junto ao Estádio – e o SCB contrapunha que nada prometera e não queria “misturas” no uso da estrutura.
Na Câmara, o acordo teve votos favoráveis da maioria PSD/CDS e da CDU e a abstenção dos vereadores do PS.

Desce o IRS

No caso dos impostos, a Assembleia vota uma proposta de descida em 0,145 por cento do IRS (Imposto sobre o Rendimento), pago pelos municípes em 2019.

Na agenda de trabalhos está, ainda, a contração de um empréstimo bancário de 8,5 milhões de euros verba que se destina a investimento: “temos em curso um grande número de projetos e de obras que custam muitos milhões”, explicou Ricardo Rio a O MINHO, sublinhando que o Município “tem vindo a poupar dinheiro e a reduzir a dívida, o que lhe permite investir na qualidade de vida dos bracarenses”.

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Braga

Proteção Civil proibiu parque de estacionamento no Estádio Municipal de Braga

Que serve a direção, jogadores, equipa técnica, funcionários e convidados.

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Foto: DR/Arquivo

A Câmara e o SC Braga entregaram à Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) um projeto de obras a realizar no piso substerrâneo do estádio municipal de modo a que este possa continuar como parque de estacionamento, que serve a direção, jogadores, equipa técnica, funcionários e convidados.

A ANPC proibiu, recentemente, por razões de segurança, a utilização do parque de estacionamento do estádio municipal, o que levou o clube a elaborar um projeto de obras.

Ontem, no final da reunião de Câmara, Ricardo Rio, revelou que a Proteção Civil ordenou o fecho do parque, invocando razões várias de segurança, nomeadamente a ausência de saídas de emergência, vulgo «escapatórias», para pessoas e veículos em caso de incêndio, de outro sinistro ou desastre natural.

Rio disse, ainda, que, a ANPC havia já exigido, há cerca de três anos, que a Câmara tomasse algumas medidas provisórias de reforço da segurança, com realce para a colocação no espaço, em dias de jogos de futebol, de uma equipa de bombeiros municipais. O que tem acontecido. Pediu, também, a realização de várias obras de adaptação, cujo caderno de encargos iria até aos 350 mil euros. Depois disso, e numa nova vistoria concluiu que as melhorias que pedira não foram feitas, ordenou o encerramento. Face ao custo elevado dos arranjos, o clube elaborou um projeto arquitetónico para o local, com um custo inferior a 100 mil euros, e que pretende responder às imposições da Proteção Civil.

O assunto foi levantado na reunião de Câmara pela vereadora socialista Liliana Pereira, que se mostrou preocupada com o facto e pediu esclarecimentos. Ricardo Rio sublinhou que, o projeto do estádio – projetado pelo arquiteto Souto Moura e construído para o campeonato de futebol Euro/2004 – , não previa que o local fosse aproveitado para estacionamento, o que veio a suceder, sem que o licenciamento tivesse sido feito. Ao lado do estacionamento, estão várias estruturas do clube, nomeadamente balneários, sala de imprensa, gabinetes de diretores e funcionários e museu.

Salientou que ainda não está determinado quem pagará os custos da operação, se o Município se o clube bracarense: “a estrutura é camarária, vamos analisar o assunto”, disse.

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