Seguir o O MINHO

País

Associação Mutualista Montepio vai 6.ª feira a votos com três candidatos na corrida

Têm direito de voto cerca de 460 mil associados.

em

Foto: DR/Arquivo

A Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG) vai na sexta-feira a votos, com três candidatos na corrida e dias depois de o Governo ter colocado a instituição, por alguns acusada de apresentar contas artificialmente positivas, debaixo de supervisão financeira.

O atual presidente do Conselho de Administração, António Tomás Correia, lidera a lista A, enquanto a lista B é encabeçada por Fernando Ribeiro Mendes (que há três anos integrou a equipa de Tomás Correia e é atualmente administrador da mutualista, mas crítico da atual liderança) e a lista C é a de António Godinho, que ficou em segundo lugar nas últimas eleições.

As eleições dos órgãos sociais da AMMG para o triénio 2019/2022 estão marcadas para sexta-feira, tendo direito de voto cerca de 460 mil associados.

Fundado em 1840 por um grupo de funcionários públicos liderados pelo professor e funcionário da Contadoria da Junta do Crédito Público Francisco Álvares Botelho, o então “Monte Pio dos Empregados Públicos” pretendia colmatar, através do apoio mútuo, a ausência de um quadro público de apoio social em Portugal.

Atualmente, a AMMG é a maior associação mutualista portuguesa, com cerca de 630 mil associados, assumindo-se como uma espécie de complemento à Segurança Social e tendo alargado a sua atividade ao negócio segurador e bancário, onde é a única acionista da Caixa Económica Montepio Geral.

Neste ato eleitoral, o presidente da Caixa Económica Montepio Geral, Carlos Tavares, impôs um “código de conduta” aos trabalhadores do banco para “garantir a isenção e independência”.

Constituindo o banco Montepio um canal privilegiado de contacto direto com os associados, e face a denúncias de utilização, em eleições anteriores, da rede do banco em operações de campanha, Carlos Tavares avisou que os trabalhadores que apelem ao voto ao balcão ou usem meios de serviço para participarem em ações por alguma das listas podem vir a ser sancionados.

A forte ligação da maior associação mutualista do país à caixa económica tem, aliás, estado no centro das várias polémicas que têm rodeado o universo Montepio Geral, sendo apontados como exemplos a forte concentração de ativos comuns da associação que servem também o banco ou a venda ao balcão do banco de produtos que são responsabilidade da AMMG, mas por sua vez são garantidas por ações e dívida Caixa Económica.

Nos últimos anos, o Banco de Portugal impôs uma maior separação na gestão do banco e da associação mutualista, que entre 2008 e 2015 foi acumulada por António Tomás Correia, tendo vindo também a defender uma melhor diferenciação entre as duas entidades, que partilham o mesmo nome.

Em 2015, precisamente por imposição do regulador bancário, o sistema mudou, ficando Tomás Correia à frente da mutualista e passando o banco a ter uma gestão autónoma. Já este ano, em setembro, Carlos Tavares anunciou que a Caixa Económica Montepio Geral irá assumir uma nova designação comercial até final do ano, embora estatutariamente mantenha o nome.

Há três mandatos à frente da Associação Mutualista Montepio Geral, Tomás Correia é atualmente visado em vários processos de investigação pelo Banco de Portugal e pelo Ministério Público, por suspeitas de ilícitos na esfera regulatória e criminal.

Este facto tem vindo a ser apontado como um possível entrave à sua tomada de posse caso vença as eleições de sexta-feira, já que, em 29 de novembro, foi publicado em Diário da República um despacho que determina que o novo Código das Associações Mutualistas passa a aplicar-se à Associação Mutualista Montepio e à Monaf (Montepio Nacional da Farmácia Associação de Socorros Mútuos), colocando as duas instituições sob a alçada da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) e os respetivos gestores sujeitos a critérios mais apertados de idoneidade.

Até agora, a associação mutualista tem estado apenas sob a tutela do Ministério da Segurança Social, sem qualquer supervisão financeira, apesar de comercializar produtos financeiros.

Em julho passado, os 163 associados presentes na assembleia-geral da associação mutualista aprovaram com 95,1% dos votos as contas consolidadas de 2017, em que a AMMG apresentou um lucro consolidado de 831 milhões de euros, recuperando face ao prejuízo de 151 milhões de euros de 2016.

Fonte oficial fez, contudo, notar que as contas foram fortemente influenciadas pelos créditos fiscais por reconhecimento de ativos de impostos diferidos, já que o facto de no ano passado a associação ter passado a ficar sujeita à aplicação de IRC (imposto aplicado sobre os lucros das empresas) – após um pedido de informação da própria ao fisco – lhe permitiu beneficiar do impacto de ativos por impostos diferidos no valor de cerca de 800 milhões de euros.

Já o banco Montepio reportou na semana passada uma subida de 10% do lucro, para 22,4 milhões de euros, nos primeiros nove meses do ano, sobretudo devido à redução das imparidades para crédito, que caíram 40%, para 65 milhões de euros.

Anúncio

Aqui chegado…

...temos uma pequena mensagem para partilhar consigo. Cada vez mais pessoas lêem O MINHO, jornal estritamente digital, líder de audiências. Ao contrário de outros órgãos de informação, optámos por não obrigar os leitores a pagarem para lerem as nossas notícias, mantendo o acesso à informação tão livre quanto possível. Por isso, como pode ver, precisamos do seu apoio.

Para podermos apresentar-lhe mais e melhor informação, que inclua mais reportagens e entrevistas e que utilize uma plataforma cada vez mais desenvolvida e outros meios, como o vídeo, precisamos da sua ajuda.

O MINHO é um órgão de comunicação social independente (e sempre será). Isto é importante para podermos confrontar livremente todo e qualquer tipo de poder (político, económico ou religioso) sempre que necessário.

Inspirados na filosofia seguida pelo jornal inglês "The Guardian", um dos mais importantes órgãos de comunicação do Mundo, também nós achámos que, se cada pessoa que lê e gosta de ler O MINHO, apoiar o futuro do nosso projeto, este será cada vez mais importante para o desenvolvimento da sociedade que partilhamos, a nível regional. Pela divulgação, partilha e fiscalização.

Assim, por tão pouco como 1€, você pode apoiar O Minho - e só demora um minuto. Obrigado.

País

Dois feridos do acidente na Madeira continuam na Unidade de Cuidados Intensivos

Tragédia na Madeira

em

Foto: Diário de Notícias da Madeira

Dois dos feridos do acidente com um autocarro turístico, na quarta-feira, na freguesia do Caniço, na Madeira, continuam hoje internados na Unidade de Cuidados Intensivos, de um total de 16 que continuam no hospital do Funchal.

“Temos dois doentes internados na Unidade de Cuidados Intensivos, três doentes internados na Unidade de Cuidados Cirúrgicos Intermédios, os restantes encontram-se em enfermarias normais”, disse Miguel Reis, adjunto da Direção Clínica do Hospital dr. Nélio Mendonça.

Miguel Reis fez esta noite, numa conferência de imprensa, o ponto de situação do estado de saúde dos doentes que permanecem internados naquela unidade de saúde.

“Ontem [quarta-feira] foram admitidos 28 pacientes, 26 de nacionalidade alemã e dois de nacionalidade portuguesa”, afirmou o clínico, adiantando que “neste momento permanecem internados no hospital 16 doentes, dois de nacionalidade portuguesa e 14 de nacionalidade alemã”.

Do total de doentes que deram entrada naquele hospital do Funchal, 11 já tiveram alta.

Quanto aos dois portugueses envolvidos no acidente e que ainda permanecem internados, Miguel Reis indicou que “a situação mantém-se estável” e com ambos “conscientes”, estando “uma doente internada na Unidade de Cuidados Cirúrgicos Intermédios e um doente internado na enfermaria de Ortopedia”, respetivamente a guia e o motorista do autocarro.

Falando sobre o avião de transporte médico que vai chegar na sexta-feira à ilha da Madeira para levar os doentes que estejam internados de regresso à Alemanha, o responsável clínico informou que, “neste momento, decorre uma avaliação clínica com a equipa médica que veio” daquele país.

O objetivo é a avaliação dos doentes para que, “eventualmente não por critérios clínicos, mas por desejo dos próprios ou dos seus familiares, (…) sejam transferidos o mais rapidamente possível para o seu país de origem”.

“Foi esse o consenso a que chegámos, a nossa equipa aqui no hospital e a equipa que veio da Alemanha”, acrescentou Miguel Reis, vincando não existir “nenhum critério clínico que justifique essa transferência”.

“Ela [a transferência] a ser feita, e o número de doentes [que vão], irá depender única e exclusivamente da situação pessoal dos doentes que manifestem esse desejo, ou que os familiares, na impossibilidade de os doentes darem essa informação, manifestem esse desejo”, reforçou o adjunto da Direção Clínica do Hospital dr. Nélio Mendonça.

Pelo menos 29 pessoas morreram no acidente com um autocarro que transportava turistas alemães, no Caniço, concelho de Santa Cruz, na quarta-feira à tarde.

As vítimas mortais, 11 homens e 18 mulheres, são todas de nacionalidade alemã.

Uma das vítimas morreu no hospital central do Funchal, onde deram entrada 28 feridos, dois dos quais portugueses – o condutor e a guia.

O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e o vice-presidente do Governo Regional da Madeira, Pedro Calado, garantiram hoje que os dois feridos portugueses no acidente com um autocarro turístico na Madeira “estão estáveis” e não há vítimas em risco de vida.

Continuar a ler

País

Programa transfronteiriço de 4 milhões vai permitir circulação de artistas e projetos culturais

Projeto cultural

em

Foto: DR

O Programa Centro Magalhães vai envolver um investimento de quatro milhões de euros e permitir a “circulação de artistas e de projetos culturais” entre o Alentejo, Algarve e a Andaluzia (Espanha), revelou hoje a ministra da Cultura.

“O tripé” baseado na “história, criatividade e cooperação” é o que melhor representa o projeto, resumiu Graça Fonseca, em declarações aos jornalistas no final da apresentação do programa, que decorreu no Mosteiro de São Bento de Cástris, em Évora.

Financiado pelo INTERREG V A Espanha Portugal (POCTEP) e integrado no projeto mais amplo denominado SPHERA Cástris para as Indústrias Culturais e Criativas, o Magalhães vai ser executado a partir deste ano e até 2021.

Segundo a ministra, o programa “vai ligar projetos nas zonas do Alentejo, Algarve e Andaluzia”, em Espanha, estando presente “a dimensão da cooperação e da rede”, pois “vai permitir a circulação de artistas e de projetos culturais” entre as regiões.

“Portugal é um país com um património muito rico, mas tem uma dimensão não comparável com outros países, nomeadamente o nosso vizinho, Espanha”, assinalou, apontando a necessidade de criar “projetos que construam redes para além do território e do mercado portugueses”.

Graça Fonseca congratulou-se com o facto de o projeto, que envolve cerca de quatro milhões de euros, permitir “continuar a preservação do Mosteiro” de São Bento de Cástris e ter “uma programação sustentada, com residências artísticas e centros expositivos”.

“Tem uma dimensão de residências artísticas, que vai permitir ter artistas residentes a programar, como também tem uma parte de incubação, uma dimensão de apoio ao empreendedorismo e apoio a projetos na área das indústrias culturais e criativas”, realçou.

De acordo com a governante, os quatro milhões de euros abrangem as componentes de “reabilitação das infraestruturas” e “programação” e serão aplicados nos dois polos do programa, o mosteiro e a Escola de Artes da Universidade de Évora.

Também em declarações aos jornalistas, a diretora regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira, indicou que já foram investidos em obras no mosteiro, nos últimos quatro anos, “mais de 600 mil euros”.

“Temos vários espaços que foram recuperados, fizemos agora as instalações elétricas e estamos a fazer as casas de banho”, mas são “intervenções à escala das nossas possibilidades e sempre intervenções relativamente pequenas para a dimensão do monumento”, indicou.

Com o apoio financeiro do Programa Centro Magalhães, vai ser possível realizar “uma intervenção mais consequente e abrangente”, frisou, admitindo que ainda “não dá para fazer tudo aquilo que é necessário”

O Mosteiro de São de Bento de Cástris, classificado como monumento nacional, poderá, neste projeto, acolher residências, intercâmbios de arte, ciência e património, e incubação de indústrias criativas e culturais.

Será também um novo espaço cultural na região, com salas de exposições permanentes e temporárias, para usufruto dos cidadãos, segundo a tutela.

Na Escola de Artes da Universidade de Évora, irá nascer um laboratório criativo com equipamentos de fabricação digital e prototipagem rápida, aberto aos estudantes da universidade, a artistas, criativos e à população em geral e que servirá como espaço de apoio à incubação de indústrias criativas.

“Pretende-se desenvolver linhas de ação transfronteiriças que reforcem a capacitação do setor das indústrias culturais e criativas das regiões envolvidas: Alentejo, Algarve e Andaluzia”, segundo o Governo.

No Alentejo são parceiros do programa a Direção Regional de Cultura do Alentejo e a Universidade de Évora, tendo a candidatura sido promovida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo.

Continuar a ler

País

Embarcação de pesca localizada e tripulantes estão bem

A bordo da embarcação estão 10 pessoas

em

Foto: DR/Arquivo

A embarcação de pesca que estava incontactável desde a noite de quarta-feira foi hoje encontrada e todos os tripulantes estão bem de saúde, disse à Lusa fonte da Marinha.

Segundo o porta voz da Marinha, comandante Fernando Fonseca, a embarcação, que lançou um alerta na noite de quarta-feira e que estava a ser procurada, está a navegar sem problemas e a caminho de Peniche, distrito de Leiria, apresentando apenas danos no mastro de comunicações.

A bordo da embarcação, que foi detetada pela Força Aérea, estão 10 pessoas, nove tripulantes e um biólogo.

Continuar a ler

EM FOCO

Anúncio

ÚLTIMAS

Patrocinado

Reportagens da Semana

Populares