Seguir o O MINHO

País

ASAE apreendeu 6,5 toneladas de pescado congelado

Serra do Larouco

em

Foto: DR / Arquivo

Seis toneladas e meia de pescado congelado foram aprendidas pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) na zona centro do país, num valor superior a 50.000 euros, foi hoje anunciado.


Em comunicado, a ASAE informa que a ação foi dirigida a industriais de produtos de pesca e decorreu nas últimas semanas.

Foram apreendidos 5.956 quilogramas de alimentos congelados (bacalhau, dourada, pescada, perca, tintureira, maruca, mariscada, caldeirada, salmão, entre outros), acondicionados em plástico sem marca de identificação, bem como 576 quilos de miolo mexilhão e 51 quilogramas de enguias evisceradas, num valor total aproximado de 52.000 euros, revelou a ASAE.

“Foram instaurados dois processos de contraordenação, tendo ainda sido determinada a suspensão da atividade de preparação de produtos da pesca e da aquicultura e a de congelação de produtos da pesca e da aquicultura nas indústrias, uma vez que esta atividade carece de autorização obrigatória da Direção Geral de Alimentação e Veterinária, não se encontrando aprovada”, lê-se no documento.

Anúncio

País

Bruxelas agrava projeção de contração em Portugal para 9,8%

Previsões

em

Foto: DR / Arquivo

A Comissão Europeia agravou hoje as suas previsões económicas para Portugal este ano face aos choques da covid-19, estimando agora uma contração de 9,8% do PIB, muito acima da anterior projeção de 6,8% e da do Governo, de 6,9%.

Nas previsões intercalares de verão hoje divulgadas, o executivo comunitário reviu em baixa as projeções macroeconómicas, já sombrias, da primavera para o conjunto da zona euro e da UE, mas mostra-se particularmente mais pessimista relativamente a Portugal, ao agravar a projeção de recessão em três pontos percentuais, apenas parcialmente compensada em 2021 com um crescimento de 6,0% (neste caso ligeiramente mais otimista do que os 5,8% antecipados na primavera).

O executivo comunitário espera então agora uma contração em Portugal acima da média da zona euro (-8,7%) e da UE (-8,3%), quando há dois meses estimava que ficasse abaixo, ao antecipar uma queda da economia portuguesa de 6,8%, contra 7,7% no espaço da moeda única e 7,6% no conjunto dos 27 Estados-membros.

“Com o confinamento a começar a diminuir em maio, a atividade económica está lentamente a retomar, mas para muitas empresas, tais como companhias aéreas e hotéis, é expectável que a mesma permaneça bem abaixo dos níveis registados antes da pandemia durante um longo período. O PIB deverá assim recuar 9,8% em 2020, antes de recuperar em torno dos 6% em 2021”, aponta a Comissão, que adverte ainda para riscos sobretudo para o lado negativo, “devido ao forte impacto do turismo estrangeiro”, setor “onde as incertezas no médio prazo permanecem significativas”.

Continuar a ler

País

Entusiastas das ferrovias determinados em ativar troço da linha do Douro em Foz Côa

Iniciativa

em

Foto: Facebool / The Braves Ones

Um grupo de entusiastas dos caminhos-de-ferro pretende ativar “para fins turísticos e de lazer” um troço desativado de nove quilómetros da linha do Douro, que liga o cais fluvial do Pocinho à estação do Côa, no distrito da Guarda.

Este troço de via férrea que serpenteia as margens do rio Douro na antiga linha que fazia a ligação entre as estações do Pocinho (Vila Nova de Foz Côa) e Barca d’ Alva (Figueira de Castelo Rodrigo) insere-se num traçado de cerca de 30 quilómetros por entre túneis e pontes “de grande imponência”, mas está ao “abandono”.

Só estes primeiros nove quilómetros é “que têm potencial para a circulação”, dado que daí para a frente houve derrocadas e furtos de dezenas de metros de carris da linha férrea.

No percurso realizado a bordo de dois veículos artesanais a motor, construídos para fazer este percurso, onde a Lusa viajou, não faltou uma série de “descarrilamentos controlados” devido ao mau estado do traçado desta via ibérica de bitola larga, mas que foi sendo reparado ao longo do percurso já que a bordo seguiam ferramentas para estes “percalços”.

Mais uma jornada de trabalho em prol da linha do Douro. Em vez de diálogos e petições para a assembleia da República, o…

Publicado por The Brave Ones em Domingo, 8 de março de 2020

Os aventureiros do denominado grupo ” The Braves Ones”, que junta entusiastas dos caminhos-de-ferro da região Norte, fizeram-se ao percurso naquele troço de ferrovia que está desativado e “abandonado” há mais de 30 anos, onde os sinais de degradação de infraestrutura são visíveis.

José Costa é o representante deste grupo “The Braves Ones” e disse à Lusa que esta linha férrea tem bons recursos para ser aproveitada e dinamizada, e há mais de 30 anos que nenhum veículo circulava na via, além de uma máquina que fez, em tempos, alguma manutenção no local.

“Desde 2017 que temos realizado aqui muito trabalho. Começámos por fazer a limpeza do troço de nove quilómetros, entre o Pocinho e estação do Côa, onde temos vindo a melhorar as condições da via”, vincou José Costa.

Este grupo de pessoas, que existe desde 2007, teve o cuidado de ao longo de três anos assinalar e registar todos os pontos “mais perigosos e degradados da via” para que a viagem “experimental” decorresse com toda a segurança.

Para fazer a viagem foram construídos dois veículos de pequeno porte e motorizados que podem transportar seis a sete pessoas.

Apesar de todas medidas de segurança tomadas e eventuais perigos, houve vários descarrilamentos “controlados”, provocados por diversos obstáculos devido ao mau estado daquela ferrovia, mas o percurso foi feito com sucesso e a iniciativa teve cerca de três dezenas de curiosos.

Os entusiastas do caminhos-de-ferro pretendem chamar a atenção para o estado desta via ferroviária que, em sua opinião, “tem um elevado potencial turístico e histórico”.

Na linha estão a ser testados dois veículos artesanais que podem servir de ensaio para outras composições ferroviárias do género.

Ao longo deste percurso experimental “foi impossível não ficar desolado” com o estado de abandono, vandalismo e degradação da linha.

“O avançado estado de degradação e abandono da via é evidente, a vegetação tomou conta dos carris em toda a sua largura. Ao longo destes últimos anos temos feito o corte de vegetação e a manutenção de carris, travessas e outros elementos do traçado”, vincou José Costa.

Os “The Barves Ones” deixaram a garantia de que a empresa Infraestruturas de Portugal, a detentora dos direitos sobre a linha férrea, está a par de todas iniciativas que têm sido levadas a cabo.

“Temos trocados e-mails com a empresa e estamos dispostos a colaborar na manutenção e vigilância da via”, acrescentou José Costa.

As travessas da via, algumas já desfeitas, foram consumidas pelas agruras do tempo e do fogo, e não falta o furto de várias peças do traçado ferroviário, que é possível verificar no terreno.

“Gostaríamos de manter este canal de linha aberto e tirar proveito do trabalho árduo que aqui tivemos. Comprometemo-nos perante a entidade proprietária da linha a relatar furtos ou atos de vandalismo que aqui possam acontecer”, indicou.

Por seu lado, João Moreira, um dos maquinistas de serviço que estreou a sua composição naquele traçado, relatou que nem sempre é fácil circular na via.

“Não temos os meios apropriados para os nossos intentos que passam por preservar a via. O que fazemos num dia, depressa se destrói pelo passar do tempo. Temos de conseguir mais meios e apoios ou vai ser complicado seguir com o projeto de tornar a via circulável para pequenos veículos ferroviários”, observou.

O “The Breves Ones” está em conversações com um grupo de entusiastas espanhóis das vias férreas da “Todavía” para levar o projeto desde o Pocinho a Barca d’ Alva até a estação de Fuentes de San Esteban (Espanha).

Os defensores da ferrovia do Douro, que fazia a ligação entre o Porto, Pocinho, Barca d’ Alva, Fuentes de San Estabam e Salamanca, garantem que não querem com as suas ações “denunciar” nada, mas apenas “atuar em defesa do património ferroviário”.

Segundo um especialista em ferrovias consultado pela Lusa, o troço de linha que liga a Estação do Pocinho a Barca de Alva foi construído em 1887, foi uma das grandes obras de engenharia ferroviária da Península Ibérica e funcionou quase um século, tendo encerrado em 1985.

Continuar a ler

País

Dez distritos em alerta especial laranja nas próximas 72 horas

Risco de incêndios

em

Foto: DR / Arquivo

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) decretou hoje a passagem de 10 distritos, maioritariamente no interior, ao estado de alerta especial laranja nas próximas 72 horas devido a risco de incêndio rural muito elevado ou máximo.

A informação foi avançada hoje em conferência de imprensa na sede da ANEPC (Oeiras), pelo comandante operacional nacional, Duarte Costa, que afirmou estarem “reunidas as condições favoráveis à eventual ocorrência da propagação de incêndios rurais”, tendo por base as previsões meteorológicas do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) para os próximos dias.

O comandante Duarte Costa referiu que as condições previstas para as próximas 72 horas são de tempo seco e quente, com humidade relativa no ar inferior a 20%, vento moderado a forte, sobretudo nas terras altas, temperaturas máximas superiores a 36 graus no sotavento algarvio e no interior norte e possibilidade de trovoada seca no interior norte e centro.

“A ANEPC, através do seu comando nacional, decretou a passagem para o estado de alerta especial laranja para os seguintes distritos: Beja, Bragança, Castelo Branco, Évora, Faro, Guarda, Portalegre, Santarém, Vila Real e Viseu”, disse o comandante Duarte Costa, acrescentando que se mantém o estado de alerta especial amarelo para os restantes distritos do país.

O comandante Duarte Costa adiantou que a ANEPC decidiu fazer o pré-posicionamento de dois grupos de ataque ampliado, um na base de apoio logístico de Vila Real e o outro em São Marcos da Serra, Silves, e de uma brigada de combate a incêndios em Barranco do Velho, distrito de Faro.

“Solicitou-se ainda a manutenção do empenhamento do dispositivo de vigilância e a manutenção do estado de prontidão do dispositivo operacional, todo aquele associado às missões de ataque ampliado. Quanto ao dispositivo aéreo está na sua disponibilidade total, permanente, e na máxima força e vamos também incrementar ações de monitorização estratégica consideradas como convenientes”, disse.

A ANEPC pediu ainda ao Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) “a localização das máquinas de rasto prontas para o emprego operacional nos distritos de Braga, Vila Real, Aveiro, Viseu, Leiria, Castelo Branco, Portalegre, Santarém e Faro” e às Forças Armadas a passagem a nível amarelo do Plano Hefesto, de apoio à Proteção Civil nas ações de combate e prevenção de fogos rurais.

O comandante Duarte Costa apelou ainda à “adequação dos comportamentos de todas as pessoas, numa atitude de cidadania responsável face à situação de perigo de incêndio rural”, recordando a proibição de queimadas e de uso do fogo em zonas críticas e de floresta enquanto vigorar o período crítico de combate a incêndios, até 30 de setembro.

Pediu ainda que as populações evitem deslocar-se para zonas de incêndio “apenas para ver a ocorrência”.

“Uma súbita mudança de vento pode ter consequências imprevisíveis sobre a presença de populares nas imediações dos incêndios por muito pequenos que possam parecer, mas que rapidamente podem evoluir para cenários mais destruidores”, disse.

No dia em que se soube que o Governo desbloqueou uma verba de cerca de quatro milhões de euros para pagar às associações humanitárias de bombeiros integradas no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais, o comandante nacional recusou fazer comentários, confirmando apenas os pagamentos no valor “considerado necessário para pagar a todas as associações humanitárias”.

Questionado se podem ser dadas garantias que os constrangimentos nos pagamentos não vão repetir-se nos próximos meses, disse que apenas pode dar “garantias operacionais” na qualidade de comandante operacional nacional da ANEPC e que outras questões devem ser remetidas “às entidades competentes”.

Continuar a ler

Populares