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“As obras chateiam” mas as “pessoas sabem que vão ter uma cidade melhor”

Entrevista com Mário Passos, candidato da coligação PSD/CDS à Câmara de Famalicão

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Mário Passos, candidato da coligação PSD/CDS à Câmara de Famalicão. Foto: DR

Mário Passos é o terceiro candidato da coligação “Mais Ação. Mais Famalicão” (PSD/CDS) à Câmara nos últimos 20 anos, desde que a união de centro-direito retirou o poder após duas décadas de socialismo. Após três mandatos de Armindo Costa e dois de Paulo Cunha, o licenciado em Física e Química pela Universidade do Minho é a nova aposta da coligação para os próximos 12 anos, e uma aposta pessoal do ainda presidente da autarquia. Nascido em Nine, em 1966, fez carreira académica na UMinho no departamento de Química, onde se tornou professor auxiliar. Em 1999, envolveu-se ativamente na política local, sendo convidado pelo Governo de Durão Barroso para Delegado Regional de Braga do Instituto Português da Juventude. Em 2009, é eleito vereador da Câmara de Famalicão, cargo que exerce até à presente data. É professor-convidado na Cooperativa de Ensino Superior e Politécnico Universitário – CESPU. Para Famalicão, quer seguir o “rumo de desenvolvimento” preconizado pelos antecessores da coligação.

Exerce funções executivas na Câmara de Famalicão desde 2009. Acompanhou Armindo Costa e foi um dos braços direitos de Paulo Cunha. Como famalicense, que balanço faz das mudanças ocorridas desde que a coligação PSD/CDS é poder em Famalicão?

É reconhecido em todo o lado que nas duas últimas décadas o concelho de Vila Nova de Famalicão cresceu em todos os seus domínios, desenvolveu-se e afirmou-se no plano nacional e até mesmo internacional. Famalicão é hoje uma marca muito forte e muitas vezes somos apontados como um exemplo de desenvolvimento. Este percurso foi iniciado quando, em 2002, a Coligação Mais Ação Mais Famalicão, com Armindo Costa, conseguiu pôr cobro a uma gestão socialista com cerca de cerca de 20 anos.
Temos hoje, ao contrário de 2001, uma autarquia financeiramente independente, uma comunidade coesa, um território infraestruturado, um município inovador e audaz. Este é um crédito que não nos podem retirar, uma marca de qualidade e eficiência da Coligação Mais Ação, Mais Famalicão. Primeiro com o Armindo Costa, depois com Paulo Cunha, estabelecemos um patamar de ambição, de rigor e de qualidade.

O PS parece ter encontrado consenso num candidato, algo que não acontecia desde que Agostinho Fernandes governava a Câmara. E este ano há PAN, Chega e IL, novos partidos que vão buscar eleitorado a todos os quadrantes políticos, dois deles entre o centro e a direita. Perante sangue novo, com novas ideias, a coligação conseguirá manter a criatividade e empenho ao fim de tantos anos no poder? Dê exemplos de ideias inovadoras que pretende implementar.

A nossa criatividade e empenho tem a sua fonte no nosso entusiamo por Famalicão, no genuíno desejo de servir e fazer crescer a nossa comunidade. Nos últimos anos o município deu passos seguros para se afirmar como um concelho que oferece uma qualidade de vida das melhores do país e que encontra paralelo em bons exemplos mundiais. Veja-se por exemplo a revolução que está a acontecer ao nível das acessibilidades e da mobilidade. Vamos manter essa ambição. Por exemplo na Habitação, onde é preciso solucionar o problema da dificuldade de acesso dos jovens ao mercado habitacional.

“As obras que estão a decorrer estão a renovar uma zona muito degradada da cidade cuja revitalização era há muitos anos reivindicada na cidade”

Mário Passos, candidato da coligação PSD/CDS à Câmara de Famalicão. Foto: DR

Algumas críticas deixadas por cidadãos apontam várias obras realizadas no centro da cidade de Famalicão, algumas que ainda decorrem. Havia mesmo a necessidade de renovar todo o centro? Foi assegurada a preservação de elementos patrimoniais? Qual o grande objetivo a longo prazo desta revolução urbana?

Para além do modernizar a cidade e alavanca-la para um novo patamar de qualidade de vida, as obras que estão a decorrer estão a renovar uma zona muito degradada da cidade cuja revitalização era há muitos anos reivindicada na cidade, também por questões de segurança. A Câmara aproveitou, e bem, a oportunidade aberta a este nível pelo Portugal 2020, oportunidade que poderia não se repetir. Seria um erro tremendo não o fazer. As obras chateiam sempre mas as pessoas são bem mais compreensivas do que a ideia que se faz passar. Sabem que vão ter uma cidade melhor, mais competitiva, mais moderna, mais dinâmica, mais amiga delas próprias e do ambiente. Todos os elementos patrimoniais relevantes estão a ser aproveitados e valorizados.

Há vários anos que é responsável por pelouros que, à primeira vista, não trazem retorno económico direto, como é o caso do Desporto ou das Freguesias. Vamos ter um Mário Passos atento às questões culturais e sociais, não só do concelho mas de toda a União Europeia (como é o caso da migração)?

Como Vereador das Freguesias, tinha responsabilidades de dinamizar e potenciar todas as dimensões nas nossas comunidades. Foi uma grande aprendizagem. Tenho plena consciência que desenvolvimento significa uma dinâmica equilibrada em todos os domínios. Qualidade de vida significa aceso ao desporto, à educação, à cultura, ao trabalho, a respostas sociais quando necessárias, à saúde, etc… Serei um Presidente atento ao que se passa no canto mais escondido do nosso território e atento ao mundo. Não pode ser de outra forma.

“Temos uma câmara financeiramente forte, sem derrapagens nem zonas cinzentas”

Mário Passos. Foto: Divulgação

É o “homem certo” para liderar os investimentos provenientes do Plano de Recuperação e Resiliência, disse o ainda presidente de Câmara. Vamos ter transparência e rigor? E o que mais?

Como sabe, o Município de Famalicão foi dos que mais conseguiu aproveitar os fundos comunitários na região. Isso acontece porque soubemos planear e estruturar bem os nossos projetos, mas também porque temos uma câmara financeiramente forte, sem derrapagens nem zonas cinzentas. Essa bitola de rigor, transparência, responsabilidade, exigência, é, para além de uma obrigação, um ponto de honra.

Sou um orgulhoso famalicense sem filiação partidária nem nenhuma simpatia especial por qualquer partido, mas acho que o meu voto conta. Ou seja, estou aberto a influências quanto ao sentido de voto. Porque é que deveria votar na sua candidatura?

Porque deve olhar para o percurso de Famalicão dos últimos anos e perceber que a Coligação Mais Ação Mais Famalicão em momento algum defraudou as expetativas dos famalicenses. Porque deve dar valor à experiência e às ideias. Analise com atenção o nosso programa e vai perceber como temos um caminho bem definido, um projeto de desenvolvimento bem estruturado, uma grande ambição para elevar os níveis de qualidade de vida de Famalicão.

Pode consultar aqui o programa de Mário Passos.

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