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Artista Joana Vasconcelos dá coração a Paris no Dia dos Namorados

Criadora do “Pop Galo”, que continua exposto em Barcelos – pelo menos até setembro

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Foto: Divulgação

Paris inaugura na quinta-feira, 14 de fevereiro, um coração gigante em azulejo, da autoria da artista portuguesa Joana Vasconcelos, promovendo um baile popular a que chama os habitantes da cidade, para celebrar o dia de São Valentim.

A obra “Coração de Paris” (“Coeur de Paris”, no título original), que se situa junto à estação de metro Porte de Clignancourt, vai ser oficialmente inaugurada nesta quinta-feira, e serve de mote à cidade de Paris para celebrar o amor neste Dia dos Namorados.

O prolongamento do metro de superfície T3 levou a cidade a pensar novos espaços artísticos públicos, e o pedido deste coração surgiu de várias organizações de moradores deste bairro no Norte da capital francesa.

À artista portuguesa Joana Vasconcelos, que nasceu em Paris em 1971, foi pedido “um símbolo universal para um bairro do Mundo”, como se pode ler no comunicado de imprensa da Câmara Municipal da capital francesa.

O coração, que se acende consoante os batimentos cardíacos e tem movimento rotativo, é composto por 3.800 azulejos pintados à mão no atelier da artista portuguesa.

Aquando da visita de Joana Vasconcelos a Paris, no mês de janeiro, a artista disse à agência Lusa que foi exatamente em Clignancourt, onde os seus pais viviam na altura do seu nascimento, que o seu coração “começou a bater”.

Pop Galo já está em Barcelos

“A minha relação com Paris é bastante íntima, pessoal e, ao mesmo tempo, profissional. Eu nasci aqui há 47 anos e estou a colocar aqui o Coração de Paris, na Porta de Clignancourt, onde eu nasci e onde o meu coração começou a bater”, disse a artista portuguesa.

Além da inauguração oficial, que vai contar com a presença do embaixador de Portugal em França, e de vários eleitos da câmara de Paris, como o vereador luso-descendente Hermano Sanches Ruivo, a junta de freguesia do 18º bairro, onde se situa a Porte de Clignancourt, organiza ainda um baile popular e convida todos os parisienses a celebrar de forma especial este dia de São Valentim.

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Metade das condenações por racismo está relacionada com o desporto

Caso Marega

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Metade das condenações por racismo publicitadas pela Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial (CICDR) está relacionada com o desporto, no âmbito do qual foi aplicada a multa mais pesada, no valor de 1.500 euros.

O registo público de decisões condenatórias divulgado no sítio oficial da CICDR na Internet apresenta um total de 18 processos, nove dos quais relacionados com manifestações de racismo em espetáculos desportivos, instaurados pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e a Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD).

A multa mais pesada, de 1.500 euros, foi aplicada, precisamente, naquele âmbito – “prática de atos de racismo nos espetáculos desportivos” -, em 2019, de acordo com a CICDR, que publicita “os casos de efetiva violação da lei, de forma a prevenir e sensibilizar a opinião pública para as questões da igualdade e da não discriminação”.

Das nove decisões condenatórias relacionadas com o desporto, três resultaram em admoestações e seis em coimas, a mais baixa das quais no valor de 375 euros, devido a “expressões proferidas por um espetador durante um jogo de futebol, dirigidas a dois jogadores da equipa visitante insultuosas e ofensivas em razão da cor da pele”.

Uma das admoestações foi motivada pela “exibição de cruz suástica nazi (símbolo com conotação racista e xenófoba) por um espetador num jogo de futebol”, enquanto outra multa, de 400 euros, puniu “expressões proferidas por um espetador durante um jogo de futebol dirigidas a um jogador de origem africana insultuosas e ofensivas em razão da cor da pele, contagiando a massa associativa”.

O futebol português foi abalado no domingo por um caso de racismo, quando o maliano Marega pediu para ser substituído ao minuto 71 do jogo da 21.ª jornada da I Liga, entre FC Porto e Vitória, após ter sido alvo de cânticos e insultos racistas por parte de adeptos da equipa minhota.

Vários jogadores do FC Porto e do Vitória tentaram demovê-lo, mas Marega mostrou-se irredutível na decisão de abandonar o jogo, numa altura em que os ‘dragões’ venciam por 2-1, resultado com que terminou o encontro.

As reações de repúdio aos incidentes no Estádio D. Afonso Henriques surgiram de vários quadrantes, desde o desportivo (Federação Portuguesa de Futebol, Liga Portuguesa de Futebol Profissional, clubes e jogadores), à esfera social e política, nomeadamente, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o Governo.

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Ministério Público abre inquérito sobre insultos a futebolista Marega

Caso Marega

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Foto: O MINHO (Arquivo)

O Ministério Público instaurou um inquérito relacionado com os cânticos e insultos racistas dirigidos no domingo ao futebolista Moussa Marega no jogo Guimarães-FC Porto para o campeonato nacional, informou hoje a Procuradoria-Geral da República (PGR).

“Confirma-se a instauração de um inquérito. O mesmo encontra-se em investigação do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Guimarães”, indica uma resposta da PGR enviada à agência Lusa sobre o caso registado no jogo de domingo.

O esclarecimento da PGR surge no mesmo dia em que o diretor nacional da PSP anunciou que está analisar as imagens de videovigilância para que “rapidamente se consiga identificar o aparente elevado número de pessoas que participaram nos cânticos racistas” ao futebolista Marega, do FC Porto.

“Temos uma ‘task force’ a fazer isso [analisar as imagens de videovigilância] a tempo inteiro para que rapidamente consigamos identificar o aparente elevado número de pessoas que participaram nesses cânticos racistas”, disse hoje à agência Lusa o diretor nacional da PSP, superintendente-chefe Magina da Silva, à margem da tomada de posse do número dois da Polícia e do comandante da Unidade Especial de Polícia (UEP).

O responsável pela Polícia de Segurança Pública considerou um comportamento “inadmissível” a situação que envolveu o jogador de futebol do FC Porto Marega, que pediu para ser substituído, ao minuto 71 do jogo da 21.ª jornada da I Liga, por ter ouvido cânticos e gritos racistas de adeptos da formação vimaranense, numa altura em que os ‘dragões’ venciam por 2-1, resultado com que terminaria o encontro.

Segundo o diretor nacional da PSP, em causa podem estar eventualmente dois tipos de infrações, designadamente uma que é um crime previsto e punido pelo Código Penal e outra que é uma contraordenação no âmbito desportivo da lei do combate à violência no desporto.

Magina da Silva frisou que vão ter de “responder nestas duas sedes quando forem identificados”.

O diretor nacional da PSP disse também que a divulgação de mensagens racistas dentro de um campo de futebol é inédita com “esta dimensão e estes efeitos”, mas “infelizmente já aconteceu pontualmente noutras circunstâncias”.

Também o secretario de Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Antero Luís, que presidiu à cerimónia de tomada de posse do diretor nacional adjunto para a Unidade Orgânica de Operações e Segurança (UOOS) e do comandante da UEP, considerou “uma situação intolerável” o que se passou no domingo no estádio do Guimarães.

“A PSP está a fazer a identificação de todas as pessoas que se encontravam naquela bancada para tentá-las levar à justiça, seja desportiva, seja a justiça criminal. É esse o trabalho que está a ser feito e esperamos chegar a bom porto e depois as autoridades judiciárias decidiram em conformidade”, disse à Lusa Antero Luís.

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Impossível cumprir indicadores de qualidade nos CTT com os níveis impostos em vigor

João Bento, presidente executivo dos CTT

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Foto: DR

O presidente executivo dos CTT, João Bento, afirmou, esta segunda-feira, que há “uma impossibilidade de cumprir os critérios de qualidade” impostos devido aos níveis de exigência que “não existem em parte nenhuma do mundo”.

João Bento falava na conferência de imprensa sobre o novo posicionamento da marca, no ano em que a empresa comemora 500 anos de atividade postal, em Lisboa.

Questionado sobre o tema, João Bento afirmou que “há uma impossibilidade de cumprir os critérios de qualidade em número (…), em nível de exigência, que não existe em mais parte nenhuma do mundo”.

Além disso, “ao contrário do que diz a Anacom, correspondem a níveis de exigência que nunca foram praticados nos CTT”.

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