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Arquidiocese de Braga reúne hoje com pais do Colégio D. Diogo Sousa

Exigem explicações sobre mudanças na direção
Arquidiocese de braga reúne hoje com pais do colégio d. Diogo sousa
Foto: O MINHO / Arquivo

A Arquidiocese de Braga vai reunir hoje com os pais do Colégio D. Diogo Sousa na sequência do anúncio de mudança da direção daquele estabelecimento de ensino.

Ao que O MINHO apurou, foram convidados os administradores de um grupo criado no WhatsApp e mais alguns encarregados de educação para que fossem, a pedido da Arquidiocese de Braga, contemplados todos os anos e ciclos.

A reunião, pedida pelos pais assim que se soube que a atual direção ia cessar funções, terá como objetivos “obter esclarecimentos detalhados sobre o tal regulamento e alterações impostas”.

Os pais irão também “argumentar sobre a possibilidade de tais alterações serem adiadas ao menos até o final do ano letivo, dando realmente à comunidade educativa (inclusive nós, os pais) tempo para perceber exatamente do que se trata e qual a direção que será tomada”.

Como O MINHO noticiou, os pais de alunos do Colégio D. Diogo de Sousa, em Braga, vão realizar uma vigília amanhã, sábado, às 16:30, à porta do estabelecimento de ensino católico.

Em causa está a saída do diretor Cândido Sá e do administrador António Araújo, que terão saído dos cargos devido às incompatibilidade com a alteração das novas orientações pedagógicas do colégio.

Em comunicado, a Arquidiocese de Braga mantém a sua posição, que diz ser irredutível, de avançar com o novo modelo de gestão do Colégio D. Diogo de Sousa, prometendo a nova direção para muito breve, sem adiantar mais pormenores, garantindo “assegurar a continuidade dos projetos e valores que nos caraterizam, mantendo o padrão de qualidade e dedicação”.

Nesse comunicado é citado o Papa Francisco, segundo o qual, “cada mudança precisa de uma caminhada que envolva a todos, precisamente a propósito do Pacto Educativo Global, que poderá estar na génese das mudanças no Colégio D. Diogo de Sousa, em que a iniciativa papal preconiza colocar-se a pessoa no centro de cada processo educativo, ouvir as gerações mais novas, promover a mulher, responsabilizar a família, abrir-se à acolhida, renovar a economia e a política e cuidar-se da casa comum”.

Os pais não sabem até que ponto terão impacto nos conteúdos programáticos do colégio os princípios daquela iniciativa papal, que são entre outros, “promover uma educação que priorize a solidariedade, o diálogo e a construção de um futuro sustentável”, receando a entrada de influências da cultura “Woke” e consequentemente dos princípios defendidos pelo Movimento LGBT.

 
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