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Tragédia em Guimarães

Arquidiocese de Braga lamenta morte de familiares de padre e frei de Guimarães

Tragédia na A1

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Fotos. Facebook

A Arquidiocese de Braga emitiu uma nota de pesar pela morte de três pessoas no despiste de um autocarro na A1, em Mealhada, esta manhã, proveniente de Guimarães, informando que duas das vítimas são familiares de dois elementos da arquidiocese.

“É com profundo pesar que recebemos a notícia do trágico acidente, ocorrido na A1, de um autocarro que seguia em peregrinação de S. Paio de Figueiredo, arciprestado de Guimarães e Vizela, Arquidiocese de Braga, em direção ao Santuário de Fátima”, começa por apontar o comunicado.

António Araújo, motorista e proprietário do autocarro, era pai do padre Rui Araújo, pároco de São Martinho de Arco de Baúlhe, Santo André de Vila Nune, São Tiago de Faia, paróquias do arciprestado de Cabeceiras de Basto. É também vice-arcipreste de Cabeceiras de Basto.

Já Emília Castro, catequista e elemento do grupo coral em Figueiredo, era irmã do Frei Agostinho Castro, da Ordem do Carmo, natural de Guimarães.

“A Arquidiocese de Braga apresenta as mais sentidas condolências à família e amigos das vítimas, rezando por elas na companhia das palavras do Papa Francisco: Se Jesus ressuscitou é possível olhar todo o evento da nossa humanidade com esperança, até os mais difíceis, repletos de angústia e incertezas”, termina a nota.

Guimarães está em choque com a morte de três pessoas devido a um despiste de autocarro na A1, esta manhã, que provinha da freguesia de Figueiredo rumo ao santuário de Fátima. No acidente morreram motorista, uma catequista que ia a rezar o terço ao microfone e um homem que habitualmente enjoava nas viagens e pediu para ir à frente. A colisão contra um poste foi fatal para estas três pessoas.

António Araújo é uma das vítimas mortais. Motorista e proprietário da empresa de autocarros Roda do Rei, tinha cerca de 60 anos, e era habitual ser ele a transportar os habitantes daquela freguesia durante os passeios anuais a Fátima.

António Araújo. Foto: Facebook

Outra das vítimas, esta do sexo feminino, é Emília Castro, uma figura bastante conhecida em Figueiredo, onde estava incorporada nas forças vivas. Terá morrido por se encontrar na frente do autocarro a rezar o terço.

Catequista e elemento do grupo coral, deixa duas filhas já adultas e um rapaz, ainda menor. As primeiras informações dão conta de que era também elemento da Junta de Freguesia, mas não foi possível, até ao momento, confirmar essa informação. Trabalhava na empresa têxtil Somelos, em Guimarães.

Emília Castro. Foto: Facebook

A terceira vítima mortal, um idoso, com cerca de 70 anos, também residia em Figueiredo, e acabou por morrer por estar no banco da frente, uma vez que enjoava nas viagens.

Alberto Soares. Foto: Facebook

A circulação na A1 foi restabelecida depois de ter estado interdita ao longo de várias horas por causa de um acidente com um autocarro, na zona da Mealhada, que se despistou causando 3 mortos e 5 feridos graves, disse à Lusa fonte dos bombeiros.

Segundo aquela fonte, a circulação “está restabelecida mas faz-se de forma muito condicionada e apenas por uma via”.

Ao autocarro partiu esta manhã de Guimarães em peregrinação a Fátima, juntamente com mais dois, e cerca das 09:30 despistou-se embatendo num poste de eletricidade.

O motorista e dono do autocarro é uma das vítimas mortais do acidente, que causou mais dois mortos, cinco feridos graves e 22 ligeiros.

O homem era natural da localidade de Airão, em Guimarães, sendo que as outras vítimas mortais, um homem e uma mulher, eram da freguesia de Figueiredo, no mesmo concelho.

Segundo informações prestadas no local pela médica do INEM Paula Neto, as vítimas mortais têm “entre os 60 e os 70 anos”, sendo que as idades dos feridos ligeiros rondam “os 40, 50 anos”, havendo também duas crianças “com cerca de dois anos” entre as vitimas ligeiras.

Três dos feridos graves foram encaminhados para o Hospital Universitário de Coimbra e os outros dois para o Hospital de Aveiro.

No local está também a GNR, que adiantou que “no terreno estão elementos do Núcleo de Investigação de Crimes em Acidentes de Viação (NICAV) a recolher informações mas ainda é muito prematuro falar”, no entanto, referiu, “há possibilidade de um pneumático ter rebentado”.

Carlos Tavares, da Proteção Civil, referiu que estiveram no terreno 57 viaturas, das quais cinco eram médicas e duas ambulâncias com suporte imediato de vida, 130 operacionais, um helicóptero, que acabou por não ser necessário utilizar, e duas equipas de apoio psicológico.

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