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Alto Minho

Áreas ribeirinhas de Monção recuperadas após incêndios de outubro de 2017

Incêndios de outubro de 2017 tiveram grandes proporções na região do Minho, principalmente em Monção e Braga. Foto: Imagem da SIC Notícias / Arquivo

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Um investimento superior a 146 mil euros, já em curso, vai recuperar e requalificar as zonas ribeirinhas de cinco freguesias de Monção afetadas pelos incêndios de outubro de 2017, informou hoje a Câmara local.

Em comunicado hoje enviado à agência Lusa, o município liderado pelo social-democrata António Barbosa revelou que aquela intervenção, com prazo de execução de 90 dias, vai abranger as zonas ribeirinhas de Ceivães, Barbeita, Segude, Bela e Troviscoso, banhadas pelos rios Minho e Mouro.

De acordo com a Câmara de Monção, os trabalhos “estão em curso, desde a semana passada, nas freguesias de Ceivães e Barbeita, seguindo-se as freguesias de Segude, Bela e Troviscoso”.

15 de outubro, 2017: “Um dia mau demais para ser verdade” em 53 notícias de O MINHO

A intervenção, adiantou, resulta de um protocolo de colaboração entre o Câmara de Monção e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), no valor de 146.964 euros.

O acordo “obedeceu a diferentes fases de implementação, desde levantamento de necessidades, execução dos projetos e lançamento de concurso público, culminando com a execução dos trabalhos, cujo prazo de execução são 90 dias”.

“Este apoio permite recuperar parte daquilo que os incêndios destruíram, respondendo, de forma positiva, ao trabalho político e técnico da autarquia tanto no levantamento/apresentação dos prejuízos como na componente preventiva junto das populações”, referiu António Barbosa, citado naquela nota.

Os trabalhos de recuperação daquelas zonas ribeirinhas “incluem o corte e remoção de material vegetal arbóreo e arbustivo ardido, a consolidação e recuperação de taludes e margens, a execução de pequenas obras de correção torrencial e a construção e/ou recuperação de bacias de retenção”.

A intervenção prevê ainda “a reposição/reabilitação da galeria ripícola (plantação e/ou sementeira de espécies autóctones) e na limpeza da zona de banhos e da área envolvente”.

“Os proprietários das parcelas confinantes com a área de intervenção podem, caso desejem, proceder à retirada de restos de podas e abates no prazo de um mês”, especificou.

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Viana do Castelo

Artes de pesca ilegais apreendidas em Viana do Castelo

Na semana passada.

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Foto: Divulgação/Autoridade Marítima Nacional

A Polícia Marítima de Viana do Castelo apreendeu diverso material na semana passada, durante uma missão de fiscalização no mar territorial direcionada à pesca profissional, com incidência na utilização de artes de pesca sem a respetiva licença ou que não cumpra os requisitos legais no que diz respeito às caraterísticas.

Resultante desta ação foi intercetada uma embarcação de pesca local em plena faina a utilizar armadilhas de gaiola, vulgarmente conhecidas como covos, e após ter sido verificada a licença de pesca confirmou-se não estar licenciada para o tipo de arte.

A caceia, composta por três dezenas de armadilhas, foi apreendida e foi elaborado o respetivo expediente.

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Alto Minho

Nova ETAR de 650 mil euros inaugurada em zona industrial em Melgaço

Em Penso.

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Foto: DR/Arquivo

A nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Penso, Melgaço, num investimento de quase 650 mil euros, a inaugurar na sexta-feira, vai servir a zona industrial instalada naquela freguesia e ainda a aldeia de Alvareda.

Em declarações hoje à agência Lusa, o presidente da Câmara de Melgaço, no distrito de Viana do Castelo explicou que o equipamento foi construído no mesmo local da antiga ETAR, “totalmente inutilizada por falta de capacidade às necessidades das populações de Penso e Alvareda”.

“Agora temos uma ETAR completamente nova, com tecnologia muito avançada e com capacidade de resposta reforçada. A antiga não estava a prestar um bom serviço às populações e ao ambiente. Melgaço tem de ter uma paisagem muito bem cuidada para se afirmar como um território de excelência para os desportos de natureza e, por isso, precisava muito desta obra”, explicou Manoel Batista.

O autarca socialista adiantou que a nova ETAR já se encontra em funcionamento há um mês e meio.

“Não estava a funcionar em pleno devido a questões elétricas, entretanto ultrapassadas”, especificou.

O equipamento, que representou um investimento de mais de 649 mil euros, comparticipado em mais de 551 mil euros pelo Fundo de Coesão, vai ser inaugurado, na sexta-feira, pelas 10:30, com a presença prevista do secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins.

Segundo a Câmara de Melgaço, o novo equipamento “inclui dois sistemas de gradagem para remoção de sólidos grosseiros e finos e um desarenador/desengordurador, possui um tratamento primário, incluindo a homogeneização do efluente, correção do pH e nutrientes e um tratamento secundário (biológico Aeróbio por lamas biológicas em modo SBR), num reator com capacidade total para tratamento de 500 metros cúbicos por dia”.

A estrutura está ainda preparada para fazer “um tratamento terciário, constituído por um leito de areia de fluxo ascendente”.

O projeto, “financiado por Fundos Europeus Estruturais e de Investimento(FEEI), do Fundo de Coesão, através do programa Portugal 2020, nomeadamente do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos (POSEUR), estima servir entre 500 e 15.000 habitantes”.

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Alto Minho

Adega de Ponte da Barca planeia investir cinco milhões em novas instalações

Projeto.

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Foto: DR/Arquivo

A Adega Cooperativa de Ponte da Barca e Arcos de Valdevez planeia construir novas instalações a um quilómetro das atuais e calcula que o investimento necessário ronde os cinco milhões de euros.

“O nosso objetivo é fazer lá, na nova adega, os vinhos da vindima de 2021”, disse à agência Lusa o diretor de Marketing da organização, Bruno Almeida, explicando que “atual linha de engarrafamento e rotulagem não consegue satisfazer as encomendas recebidas”.

O mesmo responsável adiantou que “está a ser feito nesta altura o estudo de viabilidade económica”, admitindo que em maio haverá novidades sobre o projeto.

A nova adega ficará num terreno situado em Vila Nova de Muía, incluirá ainda “uma forte vertente de enoturismo”, algo hoje inexistente, e “parte da sua construção será financiada por fundos comunitários”.

Com perto de mil associados, a Adega de Ponte da Barca exportou “cerca de 45 por cento da sua produção em 2018 para 30 países e entre os principais mercados externos contam-se os Estados Unidos, o Brasil, o Equador, a Polónia e a Rússia.

“O crescimento médio anual das exportações nos últimos cinco anos foi de 12 por cento”, destacou Bruno Almeida, referindo que o objetivo passa por “crescer a esse ritmo até 2022”.

O diretor disse ainda que esta adega cooperativa aposta forte “em mercados novos”, preparando-se para entrar no Peru, México e Vietname, e registou “um crescimento abaixo dos cinco por cento a nível interno”.

A empresa vendeu três milhões de garrafas e faturou 4,5 milhões de euros em 2018, prevendo para este ano receitas de “5,1 milhões de euros”.

Constituída em 1963, a Adega de Ponta da Barca iniciou a sua atividade em 1968 e celebrou os seus 50 anos com a apresentação pública da nova identidade corporativa e o lançamento de um vinho da casta loureiro, em homenagem aos seus associados.

Bruno Almeida, ex-quadro da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), salientou que a instituição quis aproveitar celebração do seu cinquentenário para “fazer uma viragem”, na expectativa de assim “aumentar a notoriedade da sua marca”.

“Era importante criar uma imagem coerente com a qualidade dos vinhos que a instituição produz”, vincou.

O vinho comemorativo chegará ao mercado “dentro dois meses” e será o primeiro com a nova imagem corporativa, inspirada na ponte local sobre o rio Lima construída no século XIV.

Um dos pontos altos da cerimónia comemorativa dos 50 anos da Adega de Ponta da Barca foi a homenagem prestada aos “quatro associados que entregam as suas uvas há mais de 50 anos” à Adega de Ponte da Barca.

Na ocasião, o presidente o presidente da CVRVV, Manuel Pinheiro, considerou que “o sector cooperativo é hoje mais necessário do que nunca, para valorizar os produtores e a agricultura” e elogiou a “visão estratégica desta adega, que é rara no sector”.

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