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Famalicão

Área Metropolitana do Porto aprova entendimento entre Santo Tirso e Trofa com Famalicão

Associação de municípios MobiAve

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Foto: DR / Arquivo

A Área Metropolitana do Porto (AMP) aprovou, esta sexta-feira, por unanimidade o memorando de entendimento sobre as linhas intermunicipais que atravessam concelhos de Famalicão, Santo Tirso e Trofa e que vai permitir que estes municípios se constituam como associação.


O momento da aprovação deste documento levou o presidente da Câmara da Trofa, Sérgio Humberto, a abandonar a reunião do Conselho Metropolitano do Porto (CmP) de 25 de outubro, depois de uma troca de acusações com o presidente daquele órgão, Eduardo Vítor Rodrigues.

Na reunião de hoje, o presidente do CmP, que convidou como observador o presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão, município que não integra a AMP, reiterou que este era um processo complexo que levou o seu tempo e que obrigou a uma abordagem jurídica.

Por seu turno, o presidente da Câmara de Santo Tirso, Alberto Costa, salientou que a assinatura deste memorando não implica a assunção de compromissos financeiros para os restantes municípios, além da Trofa, destacando a importância da constituição de uma nova autoridade de transportes para a gestão dos interesses comuns dos três municípios.

Já o presidente da Câmara da Trofa, Sérgio Humberto, frisou o caráter “único” do processo desencadeado por estes três municípios, que aguardavam apenas o parecer da AMP para “lançar o concurso” de transportes para aquele território.

Na reunião de 25 de outubro, o autarca envolveu-se numa troca de palavras com Eduardo Vítor Rodrigues.

À data, os municípios da Trofa e Santo Tirso pretendiam que reunião seguinte da CmP, marcada para 06 de dezembro, fosse alterada para data anterior, para permitir que o memorando de entendimento sobre as linhas intermunicipais que atravessam os dois concelhos e ainda o município de Famalicão, fosse incluído na ordem de trabalhos da assembleia municipal de 02 de dezembro.

Os três municípios pretendem constituir-se como Associação de Municípios, a MobiAve, cuja criação está dependente de um entendimento com a AMP que, como autoridade de transporte, gere a rede.

A constituição da associação já teve luz verde da Comunidade Intermunicipal do Ave (CIM do Ave), que, em matéria de autoridade de transportes gere o concelho de Famalicão, faltando uma decisão da AMP, relativamente aos municípios de Santo Tirso e Trofa.

Na reunião de hoje, o autarca de Famalicão, Paulo Cunha, agradeceu o voto de confiança da AMP e sublinhou que o projeto em causa vai representar uma melhoria das condições de acessibilidades para os habitantes não só daqueles três municípios, como também dos que diariamente se descolam para aquele território por motivos profissionais.

Na reunião, o presidente da Câmara da Trofa anunciou ainda que o Tribunal de Contas já deu luz verde ao projeto da construção dos paços do concelho.

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Ave

Mulher colhida por automóvel em Famalicão fica em estado grave

Acidente

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Foto: Facebook de Bombeiros de Famalicão

Uma mulher de 63 anos sofreu ferimentos graves, esta tarde de terça-feira, depois de ser colhida por um automóvel na cidade de Famalicão.

A vítima estaria a passar a Avenida de França, em Calendário, fora de passadeira, quando terá sido colhida por uma viatura ligeira.

A mulher foi assistida no local pelos Bombeiros de Famalicão e pela equipa médica da VMER de Braga, sendo transportada para o Hospital de Braga.

Também um jovem de 15 anos que seguia dentro da viatura acabou por sofrer ferimentos ligeiros, sendo transportado para o Hospital de Famalicão.

A GNR registou a ocorrência.

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Ave

Lidl refuta críticas do sindicato e diz oferecer “condições de trabalho de excelência”

Greve no entreposto em Famalicão

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Foto: DR

A Lidl Portugal recusou hoje as acusações do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), garantindo que “respeita inteiramente o direito dos colaboradores” à greve e que oferece “condições de trabalho de excelência”.

“A Lidl Portugal assegura que cumpre integralmente com as suas obrigações legais e convencionais e reforça que respeita inteiramente o direito dos seus colaboradores na adesão [à greve], não havendo acréscimo de colaboradores temporários nos dias para os quais a greve foi convocada”, lê-se numa nota enviada, à agência Lusa, por esta cadeia de supermercados.

Na segunda-feira, o CESP, que agendou uma greve para sexta-feira, sábado e domingo no Entreposto – Norte da rede de supermercados Lidl, que fica na freguesia de Ribeirão, em Vila Nova de Famalicão, acusou a Lidl Portugal de não respeitar o direito à greve e não estar aberta a negociações.

Em comunicado, o sindicato referiu que “com o receio esperado do impacto da luta dos trabalhadores neste armazém e o não abastecimento das lojas, já hoje, deram entrada cinco trabalhadores contratados a uma empresa de trabalho temporário, a Work Permit”.

O CESP também acusou esta cadeia de supermercados de recorrer “apressadamente a mão-de-obra barata e precária”, enumerando o recurso a trabalhadores oriundos de países do sul da Ásia, nomeadamente paquistaneses e indianos, e lembrando que esses “são países que se encontram com elevados níveis de contaminação do SARS-CoV-2 [novo coronavírus] e ainda recentemente impuseram medidas mais duras, como o confinamento das suas populações”.

“À estrutura sindical deste entreposto não lhe foi dado a conhecer o plano de contingência. E espanta-se, que estes novos trabalhadores estão a desempenhar as mesmas tarefas dos trabalhadores Lidl efetivos e sem qualquer medida de distanciamento”, lia-se na nota do sindicato.

Ainda de acordo com o CESP, os objetivos da greve são o aumento dos salários de todos os trabalhadores, a negociação do caderno reivindicativo, bem como a resolução dos problemas dos trabalhadores do Lidl.

Em resposta a estas acusações, a Lidl Portugal sublinhou que “cumpre todos os requisitos legais para a contratação de trabalhadores temporários, quando necessário, sendo a segurança e o bem-estar de todos uma das nossas maiores prioridades desde o início da pandemia”.

A empresa garante que “neste período crítico” tem ido “além do exigido legalmente” e enumera que garante a remuneração de grupos de risco e grávidas entre março e fim de junho, disponibiliza máscaras, gel desinfetante e luvas, colocou proteções de acrílico nas linhas de caixa, assim como autocolantes com distâncias de segurança e investiu em limpeza adicional.

A Lidl Portugal acrescenta ainda que criou estações de limpeza de carrinhos, contadores de clientes à porta, bem como um microsite interno com informação em tempo útil, tendo incluído os colaboradores nos grupos de acesso às lojas em horários exclusivos.

“No que diz respeito às acusações de precariedade dos seus colaboradores, sublinhamos que oferecemos condições de trabalho de excelência no setor, a par da progressão salarial, formação e desenvolvimento de carreiras, e contratos de trabalho sem termo, independentemente da carga horária”, lê-se ainda na resposta da empresa.

A título de exemplo, e de entre uma lista com mais de uma dezena de pontos, a Lidl Portugal indica que em 2019 aumentou para 670 euros o ordenado auferido no primeiro ano de trabalho, sublinhando que este valor é superior ao novo ordenado mínimo nacional: 635 euros mensais.

“Estar acima do ordenado mínimo nacional tem sido prática recorrente na empresa. Adicionalmente no Lidl, após dois anos, o salário ao nível de operador é de 820 euros, havendo uma progressão natural”, acrescentou a empresa que também diz ter aumentado, em janeiro, o valor do subsídio de refeição para 7,63 euros, “o máximo legal permitido sem encargos adicionais para o colaborador e que se traduz num aumento adicional líquido de 192 euros ao final do ano [16 euros/mês] para os colaboradores a tempo inteiro e que representa cerca de 1.800 euros no fim do ano”.

A Lidl Portigual acrescentou, por fim, que ofereceu um “obrigado monetário” aos “colaboradores que estiveram no ativo durante o período mais complicado da pandemia, chegando até 40% do ordenado”.

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Ave

Funcionários do entreposto de Famalicão do Lidl em greve

Ribeirão

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Foto: DR

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) acusou hoje a cadeia de supermercados Lidl Portugal de não respeitar o direito à greve e não estar aberta a negociações.

“Em causa estão situações muito precárias e pessoas que há anos procuram melhorar a sua situação laboral, mas ganham entre 300 e 400 euros, tendo de recorrer a outros empregos, quando são funcionários efetivos e necessidades essenciais. O Lidl prefere ter mais gente a trabalhar e pagar menos”, disse Bruno Silva, do CESP, coordenador do sindicato no distrito de Braga.

O CESP agendou uma greve para sexta-feira, sábado e domingo no Entreposto – Norte da rede de supermercados Lidl, que fica na freguesia de Ribeirão, concelho de Famalicão.

Em comunicado, o sindicato refere que “com o receio esperado do impacto da luta dos trabalhadores neste armazém e o não abastecimento das lojas, já hoje, deram entrada cinco trabalhadores contratados a uma empresa de trabalho temporário, a Work Permit”.

“À estrutura sindical deste entreposto não lhe foi dado a conhecer o plano de contingências. E espanta-se que estes novos trabalhadores estão a desempenhar as mesmas tarefas dos trabalhadores Lidl efetivos e sem qualquer medida de distanciamento”, acrescenta a nota.

Segundo Bruno Silva esta prática é “reiterada” nesta cadeia de supermercados que “naturalmente adivinha uma adesão à greve avassaladora”, à imagem, acrescentou o sindicalista, da greve que aconteceu a meio do ano passado, na qual o CESP diz ter registado uma adesão de 90%.

“Apressaram-se a contratar uma empresa de trabalho temporário para fazer face ao impacto que vão ter [devido à greve]. Temos conhecimento de que as lojas do Norte estão a receber orientações para que os produtos sejam encomendados [aos gestores do Entreposto] até ao fim de semana. Querem que os efeitos da greve sejam diminutos”, referiu Bruno Silva.

Ainda de acordo com nota do sindicato, os objetivos da greve são o aumento dos salários de todos os trabalhadores, a negociação do caderno reivindicativo, bem como a resolução dos problemas dos trabalhadores do Lidl.

O CESP acusa a empresa de “não quer conversar”. “Ao longo dos anos esteve disponível para ver o caderno reivindicativo, dialogar, mas nunca esteve disposta a negociar”, disse Bruno Silva.

Já na nota do CESP lê-se como slogan da greve “A um posto de trabalho permanente, exigimos um vínculo efetivo”, argumentando o sindicato que ao Lidl Portugal “tudo serve” e este “recorre apressadamente a mão-de-obra barata e precária”, enumerando o recurso a trabalhadores oriundos de países do sul da Ásia, nomeadamente paquistaneses e indianos.

“São países que se encontram com elevados níveis de contaminação do SARS-CoV-2 [novo coronavírus] e ainda recentemente impuseram medidas mais duras, como o confinamento das suas populações”, lê-se na nota.

Para o sindicato é “inaceitável” que “muitos trabalhadores aufiram salários bem inferiores ao salário mínimo nacional” o que faz com que, diz a estrutura sindicalista, “vivam abaixo do limiar da pobreza”.

“Importa para o Lidl é investir milhões de euros a cada ano em publicidade e campanhas de marketing, entrando pelas casas adentro publicidade enganosa e camuflando aos olhos de todos os portuguesas a dura realidade que vivem estes trabalhadores Lidl”, conclui a nota.

A agência Lusa contactou via email e telefone a cadeia de supermercados, tendo esta remetido esclarecimentos para mais tarde.

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