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Ponte de Lima

Arcozelo quer travar alteração a plano de urbanização de Ponte de Lima

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Central de Betuminoso, em Arcozelo, Ponte de Lima. DR

Uma associação de Arcozelo, Ponte de Lima, está a mobilizar a freguesia para a assembleia municipal de sexta-feira, para “impedir” a aprovação de uma alteração ao plano de urbanização que diz permitir a instalação de uma central de betuminoso.


Em comunicado, enviado à agência Lusa, a Associação Verde Maiúsculo – associação cívica de Arcozelo, adiantou que “mais uma vez, à socapa, o presidente da Câmara de Ponte de Lima, Victor Mendes, quer ultrapassar a decisão do tribunal, atirando para cima dos membros da Assembleia Municipal a responsabilidade pela aprovação dessa indústria poluidora”.

Em causa está a construção de uma central de betuminoso, sem licenciamento, naquela freguesia de Ponte de Lima.

A unidade é contestada pela população da aldeia de Arcozelo que através da Associação Cívica Verde Maiúsculo, em dezembro de 2017, viu o Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga (TAFB) deferir uma providência cautelar que determinou a “imediata suspensão” dos trabalhos.

A Lusa contactou a presidente do movimento cívico, Patrícia Moreira, para fazer o ponto de situação da ação judicial, mas sem sucesso.

Na nota, a associação acusa a câmara municipal de estar, “manhosamente”, a propor que a assembleia aprove uma alteração ao Plano de Urbanização das Pedras Finas, aprovado há menos de três anos, de modo a que a operação de loteamento, que é agora obrigatória, deixe de o ser”.

Contactado pela agência Lusa, o presidente Victor Mendes (CDS-PP) escusou-se, “para já”, a comentar o assunto.

Aquela associação, criada em novembro de 2017, garantiu que “a população não permitirá que essa decisão passe de forma impune”.

“Os arcozelenses não permitirão que essa decisão seja imposta contra a vontade da população, da Junta de Freguesia e da Assembleia de Freguesia”, acrescentou o movimento cívico, apelando à participação de “todos” na Assembleia Municipal, na sexta-feira, às 21:00.

O deferimento da ação pelo TAFB foi anunciado pela associação, em dezembro passado, durante uma reunião da Assembleia Municipal.

Na altura, Patrícia Moreia explicou aos jornalistas que a ação judicial “baseou-se, não apenas nas questões de licenciamento da central de betuminoso, mas também no seu impacto ambiental” e foi acompanhada de “um abaixo-assinado com 1.700 assinaturas”.

A presidente da associação especificou, na ocasião, que além da “trapalhada” no processo de licenciamento, a população, está “preocupada” com o impacto do funcionamento da fábrica na saúde pública.

Explicou que a empresa “vai produzir cerca de 120 toneladas de betuminoso por dia, o que corresponderá, em termos de movimentação de veículos pesados para transporte da matéria-prima e do produto final, a cerca de dez camiões por dia a passar pelas vias centrais da aldeia”.

“Se considerarmos um turno de trabalho de oito horas, estamos a falar de 80 camiões, e se forem dois turnos, são 160 camiões. É uma brutalidade para uma zona rural”, referiu, alertando que a fábrica vai ficar situada “no coração da freguesia, junto a casas e a um centro comunitário, com creche e lar de idosos”.

Naquela sessão da assembleia municipal, Victor Mendes garantiu que “vai cumprir a lei” e referiu “que o procedimento que o município teve para com esta empresa é exatamente igual” ao que tem para com “outras empresas que se querem instalar no concelho”.

Victor Mendes afirmou que o “Ministério da Economia atribuiu àquele projeto a classificação tipo 3, que representa perigo de poluição praticamente nulo”, garantindo que “a população de Arcozelo pode ficar descansada em relação a essa matéria”.

“Está salvaguardada a qualidade de vida da população”, assegurou na altura.

Em novembro de 2017, a câmara participou ao tribunal a desobediência da empresa ao embargo de obra decretado pelo município por ter iniciado a construção da central de betuminoso, sem licenciamento, situação que se mantém inalterada.

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Alto Minho

Fotografia: Carro abandonado na EN 202 já é parte da paisagem em Ponte de Lima

Uma viatura automóvel abandonada à face da EN 202, em Ponte de Lima, já é parte integrante da paisagem verde da freguesia de Brandara. Imperceptível a quem passa na estrada, é possível ver ainda parte do carro descoberta para quem entra na Rua das Barrosas. Segundo a lei, é competência da autarquia a remoção da viatura seguindo o artigo 165 do código da estrada (presunção de abandono). Fotografia: Armando Carriça / O MINHO

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Uma viatura automóvel abandonada à face da EN 202, em Ponte de Lima, já é parte integrante da paisagem verde da freguesia de Brandara. Imperceptível a quem passa na estrada, é possível ver ainda parte do carro descoberta para quem entra na Rua das Barrosas. Segundo a lei, é competência da autarquia a remoção da viatura seguindo o artigo 165 do código da estrada (presunção de abandono). Fotografia: Armando Carriça / O MINHO

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Alto Minho

Mulher ferida após capotamento na A27, em Ponte de Lima

Acidente

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Foto: Arquivo / O MINHO

Uma mulher, cuja idade não foi possível apurar, sofreu ferimentos na sequência de um despiste, seguido de capotamento, na A27, em Ponte de Lima, disse a O MINHO fonte dos bombeiros.

A vítima, condutora da viatura ligeira, seguia no sentido Refoios de Lima-Viana do Castelo quando, por motivos ainda por apurar, entrou em despiste perto do nó de Arcozelo, acabando por capotar a viatura.

Para o local foram mobilizados os Bombeiros de Ponte de Lima com uma viatura de desencarceramento e uma ambulância.

“À nossa chegada, a vítima já tinha saído da viatura pelos próprios meios, não havendo necessidade de desencarcerar”, disse a mesma fonte.

A mulher foi transportada para o Hospital de Viana do Castelo com ferimentos considerados “ligeiros”.

O alerta foi dado cerca das 10:35 horas.

O destacamento de trânsito da GNR registou a ocorrência.

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Alto Minho

Fotografia: Fernando Pimenta, a maior esperança olímpica, andou a apanhar batatas

Fernando Pimenta, a maior esperança nacional para os próximos Jogos Olímpicos, regressou aos tempos de infância e dedicou-se à apanha da batata em Ponte de Lima. “De volta onde fui muito feliz, onde tirei e aprendi muitas lições de vida com os meus avós. Cada vez mais dou valor a esses momentos”, escreveu o campeão mundial nas redes sociais: Foto: Instagram

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Foto: Instagram de Fernando Pimenta

Fernando Pimenta, a maior esperança nacional para os próximos Jogos Olímpicos, regressou aos tempos de infância e dedicou-se à apanha da batata em Ponte de Lima. “De volta onde fui muito feliz, onde tirei e aprendi muitas lições de vida com os meus avós. Cada vez mais dou valor a esses momentos”, escreveu o campeão mundial nas redes sociais: Foto: Instagram

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