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Arcos de Valdevez

Arcos de Valdevez terá um “anjo” para fazer visitantes “voar” até ao barroco

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Um anjinho barroco, virtual, batizado de Asinhas vai fazer “voar” os visitantes do centro interpretativo instalado na igreja do Espírito Santo, em Arcos de Valdevez, numa viagem à origem da cultura Barroca do Alto Minho.

A partir daquele centro, criado num dos mais “icónicos” monumentos do estilo de arte barroca do Alto Minho e a primeira igreja em Portugal dotada de realidade aumentada, o visitante vai ser transportado, através de óculos “de última geração” e guiado pelo “anjo barroco”, para uma viagem de descoberta daquele estilo arquitetónico.

“O pequeno anjinho barroco voa ao nosso lado, guiando-nos e dialogando connosco. A interação é tão simples porque basta a posição dos nossos olhos para nos fazer chegar os pormenores informativos sobre o que estamos a observar”, explicou hoje à Lusa o chefe de divisão de ação cultural da Câmara de Arcos de Valdevez.

Ao colocar um par de óculos HoloLens, contou o também arqueólogo Nuno Soares, o visitante pode ver “com outros olhos” e, em tempo real, a recriação, por exemplo, da construção do altar mor, “uma joia gigante e referência nacional”, ou, então, os dois “magníficos” púlpitos laterais da igreja do Espírito Santo.

Os dois pares daquele equipamento tecnológico de “última geração”, investimento de dez mil euros, vão permitir, a partir de domingo, “uma experiência completamente nova” em Portugal.

O centro interpretativo do Barroco, a inaugurar no domingo, às 11:00, representa um investimento global de um milhão de euros da câmara municipal, com apoio de fundos comunitários.

Está ainda dotado de “um modelo mais convencional de visitação”, através de 20 ‘tablets’, que dispõem de uma aplicação móvel interativa que permite projetá-los para cada um dos pontos de interesse do monumento e obter informação sobre os mesmos, mas sem a tridimensionalidade dos óculos da realidade aumentada”.

Àquele conteúdo, mais destinado a visitas de grupos, junta-se outro suporte tecnológico. Um ecrã com mais de dois metros de diagonal permite ao visitante interagir, através de um mapa de todo o distrito de Viana do Castelo, com os quatro pontos de referência do Barroco existentes em cada um dos dez concelhos da região”.

“Este é um elemento importante, porque solidifica este projeto como sendo um centro para toda uma região. Esta é uma Porta de Entrada para o barroco do Alto Minho”, especificou o arqueólogo.

Através “do mapa interativo, a viagem a um determinado ponto do Alto Minho pode ser definida pelo próprio visitante, virtualmente, com uma imagem de 360 graus, em 4K”.

A plataforma móvel, disponível numa primeira fase para sistema Android, permite ao utilizador aceder a um QR code e descarregar a rota escolhida para o telemóvel.

“A partir daí, podemos sair para o território porque todo o percurso fica cartografado no nosso dispositivo GPS ou na aplicação do ‘Google Maps’”, sublinhou Nuno Soares.

O novo espaço, que tem na figura de um anjo barroco, “elemento muito presente” no templo, a sua imagem de marca, está ainda equipado com vários outros ecrãs que ligam os visitantes a três temas, a sociedade e o pensamento, cultura e arte e o monumento igreja Espírito Santo, classificado como imóvel de interesse público do século XVII, como forma de potenciar o seu uso cultural, pedagógico e turístico.

A criação do centro interpretativo implicou “a recuperação total” do templo e do seu acervo, intervenção que representa “valor acrescentado para o setor turístico”, proporcionando “outro tipo de oferta aos visitantes que procuram o concelho”.

A inauguração no domingo do centro interpretativo será assinalada com um concerto de piano pelo maestro Rui Massena, pelas 22:00.

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Arcos de Valdevez

Costa inaugura remodelação de escola em Arcos de Valdevez e presta “grande tributo” aos professores

Escola Básica 2,3/S de Arcos de Valdevez

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Foto: Divulgação/Governo

O primeiro-ministro, António Costa, prestou hoje um “grande tributo” ao trabalho que os professores “têm desenvolvido e que, mais uma vez, este ano desenvolveram”.

Arcos de Valdevez pede deslocalização do ensino superior para dinamizar interior

“Uma escola são aqueles que estão na escola, que vivem, trabalham e estudam na escola. No início de final do ano letivo presto grande tributo pelo trabalho que têm desenvolvido e que, mais uma vez, este ano desenvolveram”, referiu.

O chefe do executivo, que discursava na cerimónia de inauguração das obras de remodelação da Escola Básica 2,3/S de Arcos de Valdevez, com cerca de 30 anos e 1.200 alunos, disse também que “uma escola é muito mais do que um edifício”.

“Quem melhor ensina as crianças é também quem melhor sabe definir o que as crianças precisam e como podem aprender. São os professores e as professoras. A todos e a todas, no final deste ano letivo, muitos parabéns pelo que fizeram, bom trabalho para o futuro”, disse.

António Costa destacou as três reformas “centrais” para o futuro da escola, introduzidas nos últimos três anos e meio, como a descentralização da educação para os municípios, a autonomia das escolas e a flexibilização curricular.

“São a chave, assentam e dependem da confiança total que temos de ter na comunidade educativa para ser capaz, porque é capaz de fazer mais e melhor”, disse.

O primeiro-ministro referiu ainda que “não é possível investir em educação, sem investir também em instalações”.

A este propósito, António Costa apontou as obras de requalificação das escolas de Amarante e Arcos de Valdevez que hoje inaugurou como dois exemplos “do esforço que o país voltou a fazer nas instalações escolares depois de um enorme desinvestimento motivado pela crise e pela forma como foi desenhado o Portugal 2020, que reduziu em 84% as verbas disponíveis para a requalificação das escolas”.

“Foi possível, em parceria com as autarquias, no esforço da reprogramação do Portugal 2020, poupando como a ‘carochinha’ para poder mobilizar verbas do Orçamento do Estado para investir nas escolas. Temos, neste momento, cerca de 700 escolas onde as obras foram concluídas, estão a ser concluídas ou estão em curso. A última que faltava arrancar, arrancou ontem [terça-feira] que foi a da António Arroio [em Lisboa]”, referiu.

A recuperação da Escola Básica 2,3/S de Arcos de Valdevez representou um investimento superior a 4,1 milhões de euros, que implicou um investimento municipal de 1,2 milhões de euros e financiamento comunitário de cerca de 2,7 milhões.

Na cerimónia de inauguração da requalificação da escola básica esteve também presente o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

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Arcos de Valdevez

Arcos de Valdevez pede deslocalização do ensino superior para dinamizar interior

António Costa inaugurou remodelação de escola no concelho

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Foto: Divulgação/Governo

O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez sugeriu hoje ao primeiro-ministro a deslocalização de cursos do ensino superior para os denominados territórios de baixa densidade (TBD), para “reter e atrair talentos e reforçar a atratividade”.

João Manuel Esteves (PSD) referiu que “a deslocalização de cursos do ensino superior de escolas ou faculdades para o concelho ou outros do interior, numa parceria entre Governo, câmaras municipais e universidades ou politécnicos, iria dinamizar as economias locais, criar mais oportunidades, emprego qualificado e empreendedorismo”.

“Certamente que os custos da deslocação seriam muito inferiores aos que atualmente se tem nas cidades com dezenas de milhares de alunos, com problemas de instalações, alojamento, deslocações e outros”, referiu durante o discurso que proferiu na cerimónia de inauguração das obras de remodelação da Escola Básica 2,3/S de Arcos de Valdevez, na presença de António Costa e do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

A recuperação da escola, com cerca de 30 anos e 1.200 alunos, representou um investimento superior a 4,1 milhões de euros, que implicou um investimento municipal de 1,2 milhões de euros e financiamento comunitário de cerca de 2,7 milhões.

João Manuel Esteves disse que nos últimos cinco anos o município investiu dez milhões de euros na educação e quer continuar a “melhorar as escolas” do concelho.

Por isso, pediu mais um milhão de euros dos fundos comunitários para “continuar a construir uma escola cada vez mais inclusiva, participativa e desafiadora de talento”.

“Por isso solicitamos o apoio do senhor primeiro-ministro e ao ministro da Educação para obtermos fundos comunitários nesta reprogramação do Norte 2020, para realização de obras no bloco 4 desta escola básica 2,3, melhorar os outros centros educativos e melhorar o mobiliário e equipamento, nomeadamente ao nível das novas tecnologias”, especificou.

Além da deslocalização de cursos do ensino superior para o interior, João Manuel Esteves apontou a “melhoria da mobilidade” como outra solução para contrariar a desertificação daqueles territórios.

“Solicitamos a execução com a maior brevidade no âmbito do Plano Nacional de Investimentos 2030, da ligação do IC28 [itinerário complementar] ao parque empresarial de Mogueiras, onde ainda recentemente abriu mais uma empresa que empregou mais de 200 trabalhadores e há outras em processo de expansão”, referiu.

A requalificação da Estrada Nacional (EN) 101, da EN202 entre Tabaçô e Jolda (S. Paio) e da EN304 entre Arcos de Valdevez e Soajo, que “se encontram em mau estado de conservação”, foi outra das medidas reclamadas pelo autarca.

João Manuel Esteves defendeu ainda a necessidade de ser concretizada a ligação do IC 28, em Arcos de Valdevez/Ponte da Barca à fronteira da Madalena/Ourense, em Espanha, com reforço das ligações rodoviárias ao mercado económico transfronteiriço e europeu (nomeadamente à estação de Celanova do TGV da linha Madrid-Galiza e à autoestrada A52).

“Esta obra faz parte do Plano de Proximidade da Infraestruturas de Portugal, com a denominação ‘460 – EN 203/304-1 Beneficiação entre Ponte da Barca e Lindoso’, para lançamento no ano de 2017 e com uma dotação de 3,5 milhões de euros”, destacou.

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Arcos de Valdevez

Câmara de Arcos de Valdevez abre inquérito a morte por afogamento de funcionário

Vítima procedia a trabalhos de limpeza da praia fluvial da Valeta

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Foto: DR

O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, João Manuel Esteves, lamentou hoje “profundamente” a morte de um funcionário da autarquia e informou da abertura de um inquérito às causas do afogamento do homem de 57 anos.

O autarca social-democrata informou que, em coordenação com a Autoridade Para as Condições de Trabalho (ACT), vai ser realizado um inquérito para apurar as causas do acidente que vitimou um funcionário da equipa de cantoneiros que, hoje de manhã, procedia a trabalhos de limpeza da praia fluvial da Valeta.

João Manuel Esteves adiantou ter apresentado “as condolências à mulher e à filha do funcionário da autarquia, a quem está a ser prestado todo o apoio psicológico, e será garantido outro apoio que aquelas venham a necessitar”.

Um funcionário da Câmara de Arcos de Valdevez morreu, hoje, afogado no rio Vez quando procedia à limpeza do açude daquele curso de água, disse à Lusa o comandante dos bombeiros locais.

Segundo Filipe Guimarães, o funcionário, de 57 anos “não sabia nadar” e não estava equipado com colete salva vidas, sendo que “também não usava linha de vida”, um equipamento de segurança no trabalho.

“Os colegas aperceberam-se que tinha caído, atiram-se ao rio mas não o conseguiram localizar, porque as águas estavam muito turvas devido aos trabalhos de limpeza em curso”, explicou o comandante dos bombeiros de Arcos de Valdevez.

De acordo com o Filipe Guimarães, o homem, natural da freguesia de Rio Frio trabalhava para a autarquia “há muitos anos”.

O alerta foi dado cerca das 09:57.

Ao local compareceram 11 operacionais e quatro viaturas dos bombeiros, ambulância de Suporte Imediato de Vida e a GNR.

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