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Arcos de Valdevez: ‘Pequeno Tibete Português’ já voltou a ser o que era. Cratera de 100 metros já foi reparada

Derrocada ocorreu em 2021
Arcos de valdevez: 'pequeno tibete português' já voltou a ser o que era. Cratera de 100 metros já foi reparada

Já está concluída a 2.ª fase da recuperação da derrocada que ocorreu em Sistelo, aldeia conhecida por “pequeno Tibete português”, em Arcos de Valdevez, em junho de 2021, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a autarquia refere que esta 2.ª fase, com o valor de 475.724 euros, e “repôs, com rigor, a urografia, os socalcos (e seus suportes), as infraestruturas de rega e agrícolas – pré-existentes ao deslizamento de terras – garantindo a reconstituição da paisagem natural, declarada pela UNESCO como reserva mundial da biosfera e classificada como monumento nacional – Paisagem Cultural de Sistelo”.

Arcos de valdevez: 'pequeno tibete português' já voltou a ser o que era. Cratera de 100 metros já foi reparada
Obra concluída. Foto: CM Arcos de Valdevez
Arcos de valdevez: 'pequeno tibete português' já voltou a ser o que era. Cratera de 100 metros já foi reparada
Obra concluída. Foto: CM Arcos de Valdevez

A autarquia assinala que, “numa primeira fase da obra procedeu-se a obras de reposição e drenagem das águas pluviais da bacia hidrográfica, o Município pretende agora repor a ‘paisagem natural’ que foi destruída, quer pela derrocada propriamente dita, quer pela posterior abertura dos caminhos de acessos às frentes de obra para os equipamentos e transporte dos materiais de construção”.

No total, as duas intervenções tiveram um custo total mais de 1,4 milhões de euros.

Arcos de valdevez: 'pequeno tibete português' já voltou a ser o que era. Cratera de 100 metros já foi reparada
Derrocada abriu cratera de 100 metros. Foto: BV Arcos de Valdevez
Arcos de valdevez: 'pequeno tibete português' já voltou a ser o que era. Cratera de 100 metros já foi reparada
Derrocada abriu cratera de 100 metros. Foto: BV Arcos de Valdevez

Como O MINHO noticiou, o aluimento de terras ocorreu em 28 de junho de 2021, no lugar da Igreja, freguesia de Sistelo, tendo daí resultado uma cratera com 100 metros de extensão, 12 de metros de largura e cerca de seis metros de profundidade.

A intervenção foi cofinanciada pelo FEDER em 1.335.600 euros.

A obra resultou de uma parceria entre o município e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e é considerada de “primordial importância para a recuperação e segurança do local e da população e para a sustentabilidade e valorização ambiental de Sistelo”.

A classificação da aldeia como Monumento Nacional da paisagem cultural da aldeia de Sistelo foi promulgada pelo Presidente da República em dezembro de 2017 e publicada em Diário da República em janeiro de 2018.

Encaixada no fundo de um vale, nos limites do Parque Nacional da Peneda-Gerês e conhecida como o “pequeno Tibete português”, devido aos seus socalcos, a aldeia do Sistelo tem cerca de 270 habitantes e é iminentemente rural.

Os socalcos verdes, junto ao rio Vez, representativos “da relação que o homem desenvolveu com a natureza e a forma como a moldou”, as casas típicas, os moinhos e os espigueiros são “marcas de um passado com centenas de anos”.

 
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