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Arcos de Valdevez

Arcos de Valdevez pede deslocalização do ensino superior para dinamizar interior

António Costa inaugurou remodelação de escola no concelho

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Foto: Divulgação/Governo

O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez sugeriu hoje ao primeiro-ministro a deslocalização de cursos do ensino superior para os denominados territórios de baixa densidade (TBD), para “reter e atrair talentos e reforçar a atratividade”.


João Manuel Esteves (PSD) referiu que “a deslocalização de cursos do ensino superior de escolas ou faculdades para o concelho ou outros do interior, numa parceria entre Governo, câmaras municipais e universidades ou politécnicos, iria dinamizar as economias locais, criar mais oportunidades, emprego qualificado e empreendedorismo”.

“Certamente que os custos da deslocação seriam muito inferiores aos que atualmente se tem nas cidades com dezenas de milhares de alunos, com problemas de instalações, alojamento, deslocações e outros”, referiu durante o discurso que proferiu na cerimónia de inauguração das obras de remodelação da Escola Básica 2,3/S de Arcos de Valdevez, na presença de António Costa e do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

A recuperação da escola, com cerca de 30 anos e 1.200 alunos, representou um investimento superior a 4,1 milhões de euros, que implicou um investimento municipal de 1,2 milhões de euros e financiamento comunitário de cerca de 2,7 milhões.

João Manuel Esteves disse que nos últimos cinco anos o município investiu dez milhões de euros na educação e quer continuar a “melhorar as escolas” do concelho.

Por isso, pediu mais um milhão de euros dos fundos comunitários para “continuar a construir uma escola cada vez mais inclusiva, participativa e desafiadora de talento”.

“Por isso solicitamos o apoio do senhor primeiro-ministro e ao ministro da Educação para obtermos fundos comunitários nesta reprogramação do Norte 2020, para realização de obras no bloco 4 desta escola básica 2,3, melhorar os outros centros educativos e melhorar o mobiliário e equipamento, nomeadamente ao nível das novas tecnologias”, especificou.

Além da deslocalização de cursos do ensino superior para o interior, João Manuel Esteves apontou a “melhoria da mobilidade” como outra solução para contrariar a desertificação daqueles territórios.

“Solicitamos a execução com a maior brevidade no âmbito do Plano Nacional de Investimentos 2030, da ligação do IC28 [itinerário complementar] ao parque empresarial de Mogueiras, onde ainda recentemente abriu mais uma empresa que empregou mais de 200 trabalhadores e há outras em processo de expansão”, referiu.

A requalificação da Estrada Nacional (EN) 101, da EN202 entre Tabaçô e Jolda (S. Paio) e da EN304 entre Arcos de Valdevez e Soajo, que “se encontram em mau estado de conservação”, foi outra das medidas reclamadas pelo autarca.

João Manuel Esteves defendeu ainda a necessidade de ser concretizada a ligação do IC 28, em Arcos de Valdevez/Ponte da Barca à fronteira da Madalena/Ourense, em Espanha, com reforço das ligações rodoviárias ao mercado económico transfronteiriço e europeu (nomeadamente à estação de Celanova do TGV da linha Madrid-Galiza e à autoestrada A52).

“Esta obra faz parte do Plano de Proximidade da Infraestruturas de Portugal, com a denominação ‘460 – EN 203/304-1 Beneficiação entre Ponte da Barca e Lindoso’, para lançamento no ano de 2017 e com uma dotação de 3,5 milhões de euros”, destacou.

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Alto Minho

Arcos de Valdevez decreta luto municipal pela morte do bispo de Viana

Óbito

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Foto: Divulgação / Diocese de Viana do Castelo

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez expressou hoje publicamente “profundo pesar e consternação” pelo “trágico desaparecimento” de D. Anacleto Oliveira, na sexta-feira, vítima de acidente de viação.

Numa nota enviada à Lusa, a Câmara Municipal de Arcos de Valdevez sublinha que D. Anacleto Oliveira, bispo da Diocese de Viana do Castelo foi “uma personalidade marcante para a vida das populações de Arcos de Valdevez e do Alto Minho, pela sua capacidade intelectual e espiritual, simplicidade, humildade, dialogante e proximidade”.

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez refere ainda ter decretado luto municipal no dia do funeral.

O bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, morreu na sexta-feira, aos 74 anos, na sequência do despiste do automóvel que conduzia na Autoestrada do Sul (A2) perto de Almodôvar, no distrito de Beja.

A Câmara Municipal de Viana do Castelo decretou dois dias de luto municipal pela morte do bispo Anacleto Oliveira.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, numa nota divulgada pela Presidência, lamentou a morte “repentina e trágica” do bispo Anacleto Oliveira e apresentou “sentidas condolências” à sua família e à Igreja Católica.

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Alto Minho

Um trabalhador infetado e quatro em isolamento numa fábrica de Arcos de Valdevez

Covid-19

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Foto: DR

Um trabalhador da fábrica Mora, sediada em Arcos de Valdevez, testou positivo para a covid-19, confirmou O MINHO junto de fonte da empresa. Outros quatro trabalhadores foram dispensados para recolher a isolamento obrigatório nos seus domicílios enquanto aguardam testagem para o vírus.

De acordo com Jorge Hilário, diretor-geral da Mora Portugal, a empresa continua a laborar, uma vez que tem adotado várias medidas do plano contigencial que evitam possíveis contágios. No entanto, quatro colaboradores que estiveram junto à pessoa contagiada foram colocados em quarentena após recomendação da delegada de saúde daquele concelho do Alto Minho.

“Temos um caso positivo. A pessoa em causa acusou sintomas de febre na passada terça-feira, pelo que lhe dissemos para ficar em casa e contactar a saúde 24”, explica a O MINHO o diretor-geral, assegurando que é “prática recorrente” sempre que alguém apresente sintomas associados ao novo coronavírus.

“O próprio funcionário disse logo ao chefe que iria fazer teste de despiste por livre vontade, mas a verdade é que, depois desse episódio na terça-feira, não voltou a apresentar quaisquer sintomas”, conta o responsável da empresa.

“Hoje, pelas 7:00 horas, fomos informados que o trabalhador em causa tinha testado positivo, pelo que tomei logo conta da situação e segui o protocolo, ligando para a Saúde 24, que me deu instruções. Às 7:30 falei com a delegada de saúde e ela confirmou as instruções que me tinham dado através daquela linha de atendimento médico, passando a delegada a tomar conta da ocorrência”, acrescentou Jorge Hilário.

A empresa recolheu o nome dos quatro trabalhadores que estiveram mais próximos à pessoa infetada e estes já não entraram ao trabalho, que seria pelas 08:00 horas desta sexta-feira.

Jorge Hilário diz que agora os quatro colaboradores também vão ser rastreados e ficam em casa enquanto aguardam o resultado dos testes. Nenhum apresenta sintomas.

Sobre a laboração não ter sido interrompida, o engenheiro explica que foram feitos alguns ajustes perante os cerca de 100 trabalhadores, mas que tem a ver por uma questão de precaução, uma vez que não existe proximidade no local de trabalho entre os colaboradores. “Temos umas instalações novas, amplas, e todos trabalham separados por acrílicos, o que nos dá alguma segurança para crer que não existiu contágio”, disse o responsável.

No entanto, o diretor-geral reforça que, na próxima segunda-feira, quando já se saberá o resultado dos restantes trabalhadores, não possa mudar o protocolo, uma vez que caso existam muitos casos, a empresa pode mesmo parar a laboração. Todavia, a empresa continua em plenas funções durante o fim de semana.

O último relatório divulgado pela Unidade Local de Saúde do Alto Minho, a que O MINHO teve acesso, indicava onze casos ativos de covid-19 no concelho de Arcos de Valdevez, num total acumulado de 94 casos desde o início da pandemia. Há 74 pessoas recuperadas e nove óbitos a lamentar.

Portugal regista hoje mais 6 mortos e 780 novos casos de infeção por covid-19, em relação a quinta-feira, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 67.176 casos de infeção confirmados e 1.894 mortes.

Há ainda 45.053 recuperados, mais 259 do que ontem.

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Alto Minho

Arcos de Valdevez dinamiza economia digital

Novas tecnologias

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Foto: DR / Arquivo

A Câmara de Arcos de Valdevez e a Associação Comercial e Industrial de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca (ACIAB) vão avançar com uma parceria para promover e dinamizar a economia digital no concelho, informou hoje a autarquia.

Em comunicado enviado às redações, o município explicou que “o protocolo de parceria a estabelecer entre as partes visa a atribuição de um apoio financeiro, pelo município, no valor máximo de 12 mil euros”.

A parceria “prevê a utilização das novas tecnologias de informação para promover a economia local, através da promoção e dinamização das empresas, do apoio à retoma da economia local, do apoio à transição para a economia digital e do estímulo à inovação e criatividade”.

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