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Arcos de Valdevez: Isabel sofre de ELA e precisa urgentemente de ajuda

Vamos ajudar?

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Foto: Facebook Nós, e agora ELA

Em janeiro de 2017 foi caminhar na ecovia de Arcos de Valdevez quando começou a notar “uma diferença no pé esquerdo, perda de força e arrastamento de pé”.

Foi aí que iniciou o calvário de Isabel Silva, residente em Gondoriz, Arcos de Valdevez, atravessando os meses seguintes por entre exames e internamentos, até que chegou o diagnóstico “assustador”: Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

Não existe cura para esta doença que afeta o sistema nervoso de forma degenerativa e progressiva, mas é possível melhorar a qualidade de vida dos utentes. E Isabel precisa de ajuda para isso, depois de ter sido atirada para uma cadeira de rodas, uma das consequências iniciais da doença.

Esta quarta-feira foi lançada pela família uma conta solidária, devidamente autorizada pelo Ministério da Administração Interna, de forma a angariar fundos para a compra de uma carrinha adaptada, para transportar Isabel e a sua cadeira de rodas elétrica.

Apesar de existirem comparticipações do Estado para este tipo de doentes, a burocracia atrasa de tal forma os pagamentos que muitos chegam já depois do utente falecer.

Numa tentativa de se alhear a esse problema, Isabel realça que hoje [quarta-feira], inicia “mais uma batalha”, para que “possa passar mais tempo com a filha e família”.

Com o tempo, Isabel vai deixar de conseguir cuidar de si própria. Mas, mesmo assim, consegue ver um lado “positivo”.

“O melhor é ver o lado positivo, os dias que ainda tenho para estar com os que amo, os passeios a locais novos onde ainda poderei ser levada para conhecer, os mimos, abraços e beijos que ainda posso dar e receber à minha filha, ao meu companheiro, à minha família e às minhas amigas”, destaca.

Isabel adianta que a conta solidária estará aberta durante sete dias, para a colaboração de todos.

Esta quarta-feira, o marido e dois irmãos estiveram no programa televisivo “Júlia”, na SIC, para divulgar a história da arcuense. “Há muita gente que só oferece ajuda quando já não é preciso, quando é demasiado tarde, por isso é que deixamos este apelo agora”, disse Pedro Silva, marido e cuidador informal de Isabel.

Foi-se criando, ao longo desta noite, uma onda de solidariedade para com Isabel, aparecendo várias testemunhos de como ela “estava sempre pronta para ajudar”, quando tinha saúde para isso.

Rui Ferreira, responsável pelo grupo coral da freguesia, escreveu e divulgou uma “carta aberta” à Fábrica da Igreja de Gondoriz, salientando que a mesma prestou “vários serviços à igreja”, quer através do grupo coral, na catequese, leituras ou no arranjo de altares.

“Ela e a sua família não foram as únicas, mas sempre foram das primeiras a dizer: Estamos aqui para servir a igreja“, apontou no mesmo documento enviado à entidade religiosa.

Como ajudar?

TITULAR: Pedro Miguel Oliveira Da Silva
IBAN: PT50 0035 0102 00052212 430 10
BIC: CGDIPTPL

Esclerose Lateral Amiotrófica

Filomena Borges, responsável pelo departamento de comunicação da Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica (APELA), já havia explicado a O MINHO que este tipo de aquisições [carrinha adaptada] acarretam “demoras” do Estado nas comparticipações aos utentes que sofrem desta doença que afeta a comunicação entre cérebro e músculos.

A responsável daquela associação explicou que existem, atualmente, cerca de 800 casos identificados com ELA em Portugal, surgindo 200 novos casos a cada ano, e que a Segurança Social, através do Estado, disponibiliza apoios para garantir o direito à mobilidade, como é o caso de adaptar viaturas, mas também à comunicação.

Acrescentou, todavia, que estes processos são “muito demorados e os doentes que submetem estes pedidos” nem sempre chegam a usufruir deles em vida, dada a “imprevisibilidade da doença” que não tem ainda qualquer cura.

Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)

Filomena Borges sumarizou as caraterísticas da ELA, apontando que esta doença surge quando os “neurónios motores responsáveis deixam de transmitir informação entre o cérebro e os músculos, porque morrem precocemente, paralisando o doente”.

“É uma doença profundamente incapacitante, sem causas definidas e sem cura, que, em proporções imprevisíveis, vai tomando conta do corpo da pessoa”, acrescentou.

É uma doença sem reabilitação possível, mas com a possibilidade de assegurar qualidade de vida, através de fisioterapia, terapia da fala, psicologia, entre outros métodos clínicos.

Explicou que a doença pode manifestar-se inicialmente com dificuldades em mover os membros ou de falar e deglutir, afetando ainda a pressão respiratória. “Esta doença, por ser incapacitante, acaba por ser não só da pessoa que a tem mas também da própria família, dos cuidadores informais”.

Segundo dados da mesma associação, existem atualmente cerca de 800 portugueses diagnosticados com Esclerose Lateral Amiotrófica, surgindo cerca de 200 novos casos a cada ano.

A nível mundial, de acordo com informação disponibilizada pela CUF, os dados variam muito segundo o tipo de estudo e a população em causa mas estima-se que existam três a cinco casos de Esclerose Lateral Amiotrófica por cada 100 mil pessoas a nível global.

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Alto Minho

Tuna junta-se para cantar “Havemos de ir a Viana” a partir de casa

Em tempos de confinamento, a Hinoportuna – Tuna do Instituto Politécnico de Viana do Castelo lançou, este domingo, um videoclipe da música “Havemos de ir a Viana”, feito a partir das casas dos seus membros. Vídeo: YouTube

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Em tempos de confinamento, a Hinoportuna – Tuna do Instituto Politécnico de Viana do Castelo lançou, este domingo, um videoclipe da música “Havemos de ir a Viana”, feito a partir das casas dos seus membros.

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Covid-19: Confirmado primeiro infetado em Cerveira

Coronavírus

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Foto: DR / Arquivo

Um habitante de Vila Nova de Cerveira deu positivo no teste para Covid-19, informou hoje a autarquia, naquele que é o primeiro caso confirmado no concelho, até à data.

Num comunicado divulgado nas redes sociais, a câmara municipal acrescenta que “a entidade de saúde responsável pela comunicação dos dados não nos reportou nem a idenficação da pessoa, nem a freguesias a que pertence, no entando, dado o historial conhecido, suspeitamos que possa tratar-se de um caso anteriormente sinalizado em Mentrestido”.

Imagem: Facebook de CM Cerveira

Até às 24:00 de sábado, registaram-se 5.962 casos confirmados no país, devido à Covid-19. Morreram 119 pessoas.

Covid-19: 119 mortes e 5.962 casos confirmados no país

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Alto Minho

PCP questiona Governo sobre o encerramento “ilegal” de panificadora de Caminha

Camipão

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Foto: DR / Arquivo

O PCP questionou a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social sobre o encerramento “ilegal” de uma panificadora em Caminha, que deixou cerca de 60 trabalhadores no desemprego.

“De acordo com informação prestada ao grupo parlamentar do PCP, a empresa Camipão, com sede no lugar da Cruz Velha, em Vila Praia de Âncora, parou o seu funcionamento ilegalmente, deixando aproximadamente 60 trabalhadores no desemprego”, refere a pergunta dirigida ao Governo pela deputada do PCP, Diana Ferreira e a que a agência Lusa teve hoje acesso.

No documento, a deputada comunista adianta que “desde 2018 se verificavam situações de incumprimento dos direitos laborais na empresa”, apontando “atrasos no pagamento de subsídios de férias e Natal e dos salários”.

“Estas situações na Camipão foram denunciadas por várias organizações sindicais que solicitaram a intervenção da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT). No dia 20 o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte requereu ação inspetiva, com caráter de urgência, dado até aquela data a empresa não ter pago metade do salário do mês de janeiro, bem como a totalidade do salário de fevereiro”, explica a deputada.

No requerimento enviado ao Governo, a deputada comunista acrescenta que a “Camipão não regularizou o pagamento do subsídio de Natal de 2018 a alguns trabalhadores, nem pagou o subsídio de Natal, a todos os trabalhadores, referente ao ano de 2019”.

“O extenso rol de irregularidades apontadas pelo sindicato, abrange ainda ilegalidades na marcação de férias, nas categorias profissionais e no cumprimento de direitos consagrados na contratação coletiva. No dia 25 a empresa encerrou todos os seus estabelecimentos, sem ter notificado por escrito os trabalhadores”, aponta.

Diana Ferreira sublinhou que “o encerramento ocorre num período em que os trabalhadores estão com o salário e subsídio de Natal em atraso, facto que já havia originado sérios problemas”.

“O sentimento de injustiça dos trabalhadores – que têm obrigações pessoais, familiares, contas para pagar – perante a situação relatada é muito grande”, reforça.

A deputada comunista quer saber “se Governo tem conhecimento da situação e como explica que ao longo de anos, a empresa ter praticado este incumprimento dos seus deveres sem que seja conhecida intervenção da ACT”.

Diana Ferreira reclama ainda esclarecimentos sobre as medidas que o Governo vai tomar para que sejam “integralmente respeitados” os direitos dos trabalhadores , se vai “tentar salvaguardar os postos de trabalho e a viabilidade da empresa” e como vai agir para garantir o “urgente pagamento do subsídio de desemprego aos trabalhadores afetados”.

Anteriormente a Lusa tentou, sem sucesso, contactar o administrador da empresa, José Presa, que, nas últimas eleições autárquicas foi eleito vereador do PSD na Câmara de Caminha, mandato que viria a suspender, em maio de 2019, por um ano.

Na altura a Lusa contactou o presidente da câmara, o socialista Miguel Alves, que disse não poder confirmar o encerramento, acrescentando que “na quarta-feira a Camipão suspendeu a produção de pão e fechou as lojas por haver intranquilidade e desconforto entre os funcionários”.

“A câmara teve de arranjar outra empresa para fornecer o pão para servir aos alunos e famílias carenciados do concelho a quem o município está a assegurar refeições neste período de pandemia da covid-19. Fomos avisados menos de 24 horas antes da suspensão da laboração”, explicou.

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