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Alto Minho

Arcos de Valdevez investe 100 mil euros para relançar turismo

Covid-19

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Foto: Divulgação / Arquivo

A Câmara de Arcos de Valdevez vai investir 100 mil euros nas duas fases de um programa de apoio ao turismo, hoje apresentado, que inclui um novo portal para promoção do setor, afetado pela pandemia de covid-19.


Em declarações hoje à agência Lusa, o presidente João Manuel Esteves explicou que a primeira fase do Programa de Apoio ao Turismo de Arcos de Valdevez (PATAV), orçada em 50 mil euros, arranca este mês, “destinada às pessoas do concelho que estiveram na primeira linha de combate à pandemia do novo coronavírus”.

“Vamos oferecer uma noite num alojamento local e um jantar para duas pessoas. Nesta fase, o apoio destina-se aos profissionais que operam no concelho nas áreas da saúde, socorro, forças de segurança, colaboradores dos lares de idosos e do serviço de apoio domiciliário das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS). Os vales serão para descontar nos hotéis e restaurantes que aderirem ao PATAV. É uma forma de reconhecermos o trabalho que desenvolveram no período de emergência de combate e, ao mesmo tempo, ajudarmos a economia local”, especificou.

O autarca de Arcos de Valdevez explicou que a partir de hoje os restaurantes e hotéis podem aderir ao PATAV, através de inscrição a formalizar no novo portal criado pela autarquia, sendo que na próxima semana arrancará o período de inscrição para os interessados em beneficiar deste apoio.

A segunda fase do projeto, “de igual valor financeiro, será lançada no verão, mas os vales a atribuir serão para descontar na época baixa, a partir de setembro”, disse.

Já o sítio na Internet hoje apresentado [www.visitarcos.pt] reúne “todas as atividades disponíveis, que podem ser feitas em casal, em família ou em grupo, informação sobre restaurantes, pastelarias, sobre as quintas que promovem degustação de vinho, bem como toda a programação cultural e gastronómica da vila”.

“O portal desenvolvido pela autarquia disponibiliza uma ferramenta de planeamento. O turista escolhe as experiências que quer viver e a plataforma junta as propostas e cria um roteiro de viagem num destino seguro, de confiança e que tem muitos atrativos”, referiu o autarca.

Em maio a Câmara de Arcos de Valdevez lançou um programa de apoio a famílias com quebra temporária de rendimentos, devido à pandemia de covid-19, através de vales de compras no comércio tradicional, num investimento de 100 mil euros.

O próximo programa de apoio terá como alvo os produtos endógenos do concelho.

Portugal contabiliza pelo menos 1.424 mortos associados à covid-19 em 32.700 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Relativamente ao dia anterior, há mais 14 mortos (+1%) e mais 200 casos de infeção (+0,6%).

O número de pessoas hospitalizadas desceu de 474 para 471, das quais 64 se encontram em unidades de cuidados intensivos.

O número de doentes recuperados é de 19.552.

Portugal entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, que sexta-feira foi prolongado até 14 de junho, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

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Viana do Castelo

Filme rodado em Viana com Vítor Norte e Sara Sampaio estreia a 22 de outubro

“Sombra”

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Foto: Divulgação

Já foi anunciada a data de estreia do filme “Sombra”, rodado em Viana do Castelo com um elenco de luxo de atores. De acordo com a produção da película, a data para as salas de cinema está marcada para o próximo dia 22 de outubro, através da NOS Audiovisuais.

Inspirado na história de amor, força e coragem da mãe de Rui Pedro, criança desaparecida há cerca de 22 anos em Lousada, o filme realizado por Bruno Gascon conta com nomes como Ana Moreira, Miguel Borges, Vítor Norte, Sara Sampaio e Ana Bustorff, entre outros.

Vitor Norte e Sara Sampaio “rodam” filme em Viana entre outubro e novembro

Ana Moreira, a atriz principal, foi já galardoada por filmes como “Transe”, “Os Mutantes”, Filme do Desassossego”, “Tabu” ou “A Corte do Norte”.

Ana Moreira durante o filme “Sombra”. Foto: Divulgação

As filmagens foram, na sua grande maioria, rodadas na capital do Alto Minho, entre setembro e novembro de 2019, existindo um apoio por parte da autarquia para com a produtora do filme. Para além da Câmara Municipal, são ainda parceiros a Viana Film Commission, a Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas, o Instituto do Cinema e do Audiovisual, a RTP, a Pic Portugal, entre outros.

Sinopse

Em 1998, Isabel tinha a família perfeita até que um dia chega a casa e descobre que o seu filho de 11 anos desapareceu. A partir desse momento tudo muda.

Apesar da cobertura mediática do caso e da existência de um suspeito a justiça falha constantemente e Isabel percebe que somente ela poderá manter viva a busca por Pedro. Passam-se quinze anos e apesar de todos os obstáculos que encontra Isabel vai continuar a fazer de tudo para reencontrar o filho que todos querem que esqueça, mas que ela acredita que ainda está vivo. Uma mãe sabe. 

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Alto Minho

Depois de 86 casos, Melgaço está sem qualquer infetado com covid-19

Pandemia

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Foto: DR

O concelho de Melgaço anunciou esta terça-feira ter atingido a total recuperação dos últimos doentes infetados com covid-19.

Depois de 86 casos confirmados ao longo dos últimos três meses e meio, 61 deles no lar Pereira de Sousa, na Santa Casa da Misericórdia, o município anunciou hoje ter chegado aos zero casos ativos, com o total de 74 recuperados.

Infelizmente, morreram doze pessoas durante o processo que assolou um dos concelhos mais a Norte do país.

Em comunicado, o município dá conta da ‘boa nova’, mas pede à população para não facilitar: “Não temos casos positivos no nosso Município, mas temos de continuar a ser defensivos. A proteger-nos. A proteger os outros”.

Apela ainda aos melgacenses para, quando saírem, o façam “em segurança”: “O vírus não anda sozinho. Somos nós que o transportamos. Se seguirmos à risca todas as diligências, vamos conseguir”, refere a mesma nota.

Já o distrito de Viana do Castelo conta com 618 casos acumulados desde o início da pandemia, mas apenas 23 estão ativos, encontrando-se em vigilância no lar e/ou hospitalizados.

Em todo o distrito há o registo de 530 pacientes recuperados, existindo 55 óbitos a lamentar.

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Viana do Castelo

Viana pondera instalar ilhas de produção de energia no rio Lima

Energia solar

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Foto: Ilustrativa / DR

O presidente da Câmara de Viana do Castelo disse hoje estar a ser analisada a instalação de três ilhas flutuantes de produção de energia solar no rio Lima para “acautelar” o seu impacto na utilização do espelho de água.

“Os nossos serviços estão a fazer análise técnica do projeto. A nossa preocupação é que o espaço a ser utilizado por aquelas infraestruturas não conflitue com usos pré-existentes, nomeadamente, a atividade piscatória e os desportos náuticos. A atividade no rio Lima tem de compatibilizar todo o tipo de usos”, afirmou hoje à agência Lusa José Maria Costa.

Em causa o PROTEVS, um projeto-piloto que prevê a instalação, por um prazo máximo de cinco anos, de três ilhas no espelho de água a poente do porto comercial de Viana do Castelo, em área de jurisdição da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) para o desenvolvimento de unidades de geração de energia com recurso a fontes renováveis de irradiação solar.

O projeto, em fase de consulta pública até ao dia 20, da empresa portuguesa Solarisfloat, é considerado “uma solução única no mundo, na área do solar fotovoltaico flutuante”.

Contactado hoje pela Lusa, o o presidente da Câmara de Viana, o socialista José Maria Costa, explicou que o parecer da autarquia sobre o projeto “ainda não está fechado”.

“Somos favoráveis a projetos de inovação e este é um projeto de inovação. Agora, queremos acautelar essa utilização do espelho de água com toda a atividade existente no rio Lima. O rio Lima é utilizado para inúmeras atividades. Três ilhas com a dimensão prevista [duas delas com uma área circular com de 38 e 44 metros de diâmetro] pode causar conflitos com outras utilizações e nós queremos acautelar essa situação”, sustentou.

No dia 22 de junho, foi publicado em Diário da República o edital para a atribuição do título de utilização privativa do domínio público hídrico para instalação das três ilhas por um prazo máximo de cinco anos, no espelho de água a poente do porto comercial de Viana do Castelo, em área de jurisdição da APDL para o desenvolvimento de unidades de geração de energia com recurso a fontes renováveis de irradiação solar.

Segundo o edital, uma das plataformas flutuantes, designada “PROTEVS+, tem 180 módulos fotovoltaicos dispostos numa área circular de 38 metros de diâmetro. Uma outra ilha, a “PROTEVS Single 360 tem 364 módulos fotovoltaicos dispostos numa área circular de 44 metros de diâmetro, sendo que uma terceira ilha será “representativa para simular disposição” das restantes.

O documento aponta um prazo de 30 dias úteis para os interessados se pronunciarem sobre o projeto.

Em resposta escrita a um pedido de esclarecimento enviado pela Lusa, o diretor-geral da Solarisfloat, João Felgueiras, explicou que após a conclusão da consulta pública, a instalação das ilhas deverá começar em setembro.

“Trata-se de uma ilha com módulos fotovoltaicos com rotação a um ou dois eixos a implementar em lagos, lagoas, albufeiras e reservatórios de água. Este sistema de rotação, seguindo o sol, assegura uma constante otimização de produção, traduzindo-se em ganhos até 30%, quando comparáveis com soluções estáticas. O PROTEVS é uma solução modular, escalável, de fácil e rápida instalação, sem necessidade de mão-de-obra qualificada”, especificou.

Segundo João Felgueiras, serão instaladas no rio Lima três ilhas do segmento do solar fotovoltaico flutuante – duas para produção de energia e uma para testes e validações”.

“As ilhas irão produzir cerca de 476,8 MWh/ano, energia que será canalizada para a APDL e injetada para autoconsumo. Estima-se que a energia produzida permita abastecer, em média, 120 habitações, considerando o consumo per capita em 2017 (dados Pordata)”, disse.

De acordo com João Felgueiras, o ROTEVS foi alvo, nos últimos anos, de vários testes e validações por diversas entidades, que comprovam o total respeito pelas questões ambientais, tendo sido desenvolvido um trabalho, em conjunto com a APDL, de forma a não causar impacto em qualquer atividade já existente”.

O projeto a instalar em Viana do Castelo pela Solarisfloat, empresa do setor das energias renováveis do grupo português JP, “envolve um investimento privado de cerca de 300 mil euros e recorre a Investigação e Desenvolvimento (I&D) 100% nacional”.

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