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Arcos de Valdevez: 540 mil euros para acabar recuperação de derrocada em Sistelo

Lançado concurso da 2.ª fase

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Foto: BV Arcos de Valdevez / Arquivo

A 2.ª fase da recuperação do aluimento de terras em 2021 na aldeia monumento nacional de Sistelo, Arcos de Valdevez, foi hoje lançada a concurso por 540 mil euros, de acordo com o anúncio publicado em Diário da República.

De acordo com o documento, a empreitada com o valor base de 540,380.27 euros tem um prazo de execução de 100 dias.

O aluimento de terras, no lugar da Igreja, freguesia de Sistelo, classificada como monumento nacional, ocorreu em junho de 2021.

A derrocada abriu uma “cratera” com 100 metros de extensão, 12 de metros de largura e cerca de seis metros de profundidade. Por precaução, 31 pessoas foram retiradas de casa.

A primeira fase da empreitada, num investimento de 950 mil euros, iniciada em maio, já está concluída e incluiu a “criação de acessos, limpeza do local onde ocorreu derrocada, a recuperação da linha de água por forma a garantir a pretendida continuidade dos socalcos, muros, regos, caminhos, ramadas e culturas”,

A segunda fase da operação, agora lançada a concurso público, “contempla reposição da paisagem natural que existia antes do deslizamento, nomeadamente, a reposição e modelação do terreno”, entre outros trabalhos.

A conclusão desta intervenção está prevista para o primeiro trimestre de 2023.

As duas fases da empreitada são apoiadas por fundos comunitários, ao abrigo do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (COMPETE 2020) – Transição Climática – Intervenções de Reabilitação da Rede Hidrográfica.

A obra resultou de uma parceria entre o município e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e é considerada de “primordial importância para a recuperação e segurança do local e da população e para a sustentabilidade e valorização ambiental de Sistelo”.

A classificação da aldeia como Monumento Nacional da paisagem cultural da aldeia de Sistelo foi promulgada pelo Presidente da República em dezembro de 2017 e publicada em Diário da República em janeiro de 2018.

Encaixada no fundo de um vale, nos limites do Parque Nacional da Peneda-Gerês e conhecida como o “pequeno Tibete português”, devido aos seus socalcos, a aldeia do Sistelo tem cerca de 270 habitantes e é iminentemente rural.

Os socalcos verdes, junto ao rio Vez, representativos “da relação que o homem desenvolveu com a natureza e a forma como a moldou”, as casas típicas, os moinhos e os espigueiros são “marcas de um passado com centenas de anos”.

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