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Canoagem

Apuramento Olímpico: Erro da organização deixa seleção de canoagem retida em Budapeste

Canoístas portugueses decidem em Szeged apuramento para Tóquio 2020

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Fernando Pimenta à partida do Aeroporto do Porto: Foto: Facebook

Um ‘mal-entendido’ da organização dos mundiais de canoagem da Hungria atrasou um dia para esta terça-feira a chegada da seleção de Portugal a Szeged, condicionando a sua preparação para o momento decisivo rumo a Tóquio2020.


“Viajar à tarde para chegar à noite e descansar era a nossa ideia. Não sei como foi possível, mas a organização não tinha a informação da nossa chegada. Não encontraram solução e tivemos de improvisar dormida em Budapeste. Só hoje, após o almoço, e depois de vários inconvenientes adiamentos, desbloquearam a situação e viemos para Szeged, a 175 quilómetros”, lamentou Ricardo Machado.

Em declarações à agência Lusa, o vice-presidente da Federação portuguesa referiu que este contratempo, entre outras coisas, “causou natural ‘stress’ e ansiedade” ao grupo e alterou “o plano de treinos e rotina de descanso” para a competição, que principia já na quarta-feira.

“São muitas equipas, 102 países e mais de 1.000 atletas. Pode acontecer… pena que tenha sido connosco. De qualquer forma, isto não nos abate. A equipa está muito bem preparada, confiante e mais do que motivada para lutar pelo apuramento para os Jogos Olímpicos”, completou.

Teresa Portela em K1 200 e Hélder Silva em C1 200 são os primeiros a entrar em ação, num dia em que Fernando Pimenta vai fazer K1 500, “prova de cujo resultado vai abdicar”.

“Quando o inscrevemos ainda não sabíamos se a prova colidia em termos de horários com os 1.000 metros, que são a prioridade. Como assim é, ele vai apresentar-se, mas ficará pelas eliminatórias”, assumiu.

De quarta-feira a domingo, os mundiais de canoagem definem boa parte das vagas para os Jogos Olímpicos Tóquio2020, sendo que o apuramento terá uma segunda fase, continental, e ainda mais restrita, em maio de 2020.

Com o foco nos Jogos do Japão estão mais de 1.000 canoístas em representação de 102 países.

A Lusa viajou a convite da Federação Portuguesa de Canoagem.

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Canoagem

João Ribeiro destaca-se nos Nacionais de canoagem

Fernando Pimenta revalidou o título nos 1.000 metros

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João Ribeiro. Foto: DR / Arquivo

O canoísta olímpico João Ribeiro conquistou hoje os títulos nacionais de velocidade em K1 200 e 500 metros, distância na qual venceu Fernando Pimenta, que revalidou o título nos 1.000 metros.

João Ribeiro manteve o cetro nos 500 metros, após bater Fernando Pimenta e Messias Baptista, colegas no Benfica, enquanto nos 200 se superiorizou a Hugo Rocha, do Clube Náutico de Marecos, e Kevin Santos, do Sporting.

Fernando Pimenta continua imbatível nos 1.000 metros, desta vez tendo como colegas de pódio Fábio Cameira, do Alhandra Sporting Club, e Emanuel Silva, do Sporting, colega do K2 1.000 que há oito anos conquistou para Portugal a prata em Londres2012.

No setor feminino, Francisca Laia, do Sporting, revalidou o título de K1 200 metros, ao ser mais forte do que as benfiquistas Joana Vasconcelos e Teresa Portela.

Joana Vasconcelos impôs-se nos 500 metros, à frente de Teresa Portela e Sara Sotero, do Clube do Mar Costa do Sol.

Destaque ainda para os triunfos de Marco Apura, do Clube Náutico de Crestuma, em C1 500 e 1.000 metros, enquanto Inês Penetra, do Gemeses, é a nova campeã nacional de C1 200 e 500.

Devido à pandemia da covid-19, o plano de contingência da canoagem contempla apenas provas de K1 e C1, pelo que em 2020 não haverá campeões de K2, K4, C2 e C4.

O Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Velho recebeu hoje cerca de 400 canoístas, divididos em grupos de distância, por forma a ter o menor número de atletas possível em simultâneo no complexo.

Para Tóquio2020 estão já apurados Fernando Pimenta, João Ribeiro, Emanuel Silva, Messias Baptista, David Varela e Teresa Portela nas regatas em linha e ainda Antoine Launay no slalom. Norberto Mourão fará a estreia da paracanoagem lusa.

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Canoagem

Duas empresas portuguesas juntam-se e criam um sabonete especial para canoístas

De Vila do Conde

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Foto: DR / Arquivo

Duas empresas portuguesas, a Nelo e a Ach Brito, juntaram conhecimentos para criar um sabonete próprio para desengordurar as mãos dos canoístas, para transporte nas embarcações, sem que haja desperdícios.

“‘Mais do que nunca um fiel amigo’, acho que foi isto que o João Ribeiro escreveu no Instagram dele e mostrava o sabonete no barco”, contou o mentor da ideia, André Santos, referindo-se à publicação na rede social do canoísta da seleção nacional, 20 vezes campeão nacional.

André Santos relatava à Lusa qual foi a primeira reação, de que teve conhecimento, do novo produto que a Nelo colocou no mercado, juntamente com a Ach Brito, há sensivelmente uma semana.

“Tem tido uma adesão engraçada e é o conjugar de duas marcas portuguesas de Vila do Conde e acho que vamos conseguir ter aqui um produto que é também uma imagem de Portugal”, considerou o responsável.

A primeira encomenda foi de 500 sabonetes, que estão a ser comercializados, somente, pelos canais oficiais da empresa e, como “a procura está a surpreender”, uma vez que “achava que as pessoas não estariam dispostas a pagar por este produto”, já admite que “está pensada uma próxima encomenda de 1.500”.

“O sabonete tem a principal função de desengordurar as mãos do atleta para uma maior tração à pagaia e tem uma forma de se encaixar no próprio barco que é a grande vantagem e também daí a importância da dimensão”, explicou.

Nesse sentido, “a Ach Brito fez um sabonete à dimensão idealizada” pela Nelo, ou seja, “tem de ser grande o suficiente para esfregar as duas mãos ao mesmo tempo, mas tem de ser pequeno o suficiente para ir dentro do barco sem incomodar o atleta”.

“A necessidade premente de os atletas terem as mãos completamente desengorduradas quando iniciam um treino ou uma prova, seja em competição ou não, tem-nos feito pensar ao longo dos anos em arranjar uma solução”, contou à Lusa o diretor executivo da empresa de produtos de canoagem.

André Santos admitiu que, “desde que a moda dos sabonetes nas plataformas das provas pegou, há 10, 12 anos”, a Nelo se começou a questionar do que poderia fazer para “ajudar os atletas, mas acabar com aqueles sabonetes que todos usavam e que acabavam por ficar espalhados nas plataformas”.

Tendo em conta que a empresa se dedica a produtos ligados à canoagem e não tanto à higiene pessoal, “a oportunidade surgiu antes do Natal passado, numa conversa informal com a Ach Brito, curiosamente, uma empresa geograficamente próxima da Nelo”, uma vez que ambas têm sede em Vila do Conde, no distrito do Porto.

“A Ach Brito, que é uma referência nacional no sabonete e no produto nacional e original, e a ideia foi eles desenvolverem um sabonete que fosse ao encontro dessa necessidade de desengordurar completamente as mãos num tamanho específico”, explicou André Santos.

Do lado da Nelo, ficou a responsabilidade de “desenvolver uma solução que permitisse o transporte e o acomodar dentro da embarcação para que o atleta o tivesse sempre com ele e o pudesse utilizar e voltar a colocar no barco e no dia a seguir voltar a usar sem o perder e sem grandes desperdícios, uma vez que está em contacto constante com a água”.

Uma parceria “muito bem acolhida” pela Ach Brito, admitiu o ponto de ligação no projeto, uma vez que é uma empresa portuguesa “a trabalhar preferencialmente com fornecedores portugueses e parceiros portugueses e foi nesse sentido que o desafio cresceu entre estas duas empresas de renome, até internacional”.

“São duas entidades profissionais e boas naquilo que fazem que podem estar agrupadas e levarem um bocadinho mais além a portugalidade e foi um nesse sentido que tentámos concretizar este projeto”, contou Catarina Carvalho.

Uma produção que “não foi difícil, porque a Ach Brito já tem esse sabonete mais técnico”, mas que obrigou à “adaptação de material antigo da empresa, com a reativação de equipamento que já estava parado, para o adaptar às exigências da Nelo”.

“Um processo um pouco complexo, porque foi muito manual. É uma cunhagem feita um a um, é uma máquina já bastante antiga que temos, mas era algo que seria possível realizar, por termos instrumentos para isso. É um bocadinho um sabonete personalizado, quase como se fosse um produto exclusivo”, descreveu Catarina Carvalho.

Ainda só com venda através da Nelo, o sabonete pode ser alvo de “uma produção contínua”, atendendo que “a ideia inicial era ter o sabonete pronto antes dos Jogos Olímpicos Tóquio2020”, que foram adiados para 2021, devido à pandemia de covid-19.

“Aliás, até parece que foi pensado por causa da pandemia, mas não, isso acaba por ser uma espécie de bónus, porque o sabonete dá outra segurança ao atleta que, frequentemente, leva as mãos à cara, seja aos óculos ou a limpar o suor e, nesta altura de pandemia, com este sabonete, também tem a garantia de que as mãos estão bem desinfetadas”, rematou André Santos.

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Canoagem

Equipa sénior de canoagem regressa aos estágios

Covid-19

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Foto: DR/Arquivo

A equipa portuguesa sénior de canoagem regressou aos estágios, após uma paragem devido à pandemia de covid-19, em Avis e no Gerês, anunciou hoje a federação da modalidade.

“Fernando Pimenta, Emanuel Silva, João Ribeiro, Messias Baptista, David Varela, Teresa Portela, Joana Vasconcelos e Francisca Laia, atletas incluídos no Projeto Olímpico, estão de regresso aos estágios, depois de a pandemia de covid-19 ter limitado bastante o treino dos atletas de alto rendimento da equipa nacional sénior”, refere o organismo, em comunicado.

Segundo a federação, até final do mês de maio Fernando Pimenta e Joana Vasconcelos, ambos atletas do Benfica, acompanhados pelo técnico nacional Hélio Lucas, vão estar em estágio em Avis, no concelho de Portalegre.

No Gerês, no Rio Caldo, o técnico Rui Fernandes vai trabalhar com o K4 masculino, constituído por Emanuel Silva e David Varela, Sporting Clube de Portugal, e João Ribeiro e Messias Baptista, do Benfica, até ao dia 30 de maio.

A canoísta Francisca Laia, que representa o Sporting, encontra-se em estágio no Rio Caldo, no Gerês, acompanhada pelo técnico nacional Leonel Correia, enquanto a benfiquista Teresa Portela, se mantém em preparação domiciliária.

Nas canoas, Marco Apura (Clube Náutico de Crestuma) e Bruno Afonso (Clube Náutico de Mértola) iniciam, na segunda-feira, um estágio no Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Velho, local onde os atletas integrados no Projeto Paralímpico já retomaram a sua preparação.

“É o regresso ao trabalho possível, ainda aguardando algumas definições relativamente à possibilidade de realização de competições internacionais este ano”, afirmou Ricardo Machado, vice-presidente da Federação Portuguesa de Canoagem (FPC).

O responsável assegurou que “todos os atletas, equipa técnica e ‘staff’ de apoio foram submetidos a testes serológicos” e que foram “tomadas medidas em termos de organização dos estágios, por forma a minimizar o risco de contágio”.

A FPC refere ainda que na próxima semana devem iniciar-se os estágios das equipas de sub-23, “com um número de atletas reduzido, de forma a garantir o distanciamento e o alojamento em quartos individuais de todos os atletas”.

Após a declaração de pandemia, em 11 de março, as competições desportivas de quase todas as modalidades foram disputadas sem público, adiadas – Jogos Olímpicos Tóquio2020, Euro2020 e Copa América -, suspensas, nos casos dos campeonatos nacionais e provas internacionais, ou mesmo canceladas.

Os Jogos Olímpicos Tóquio2020 foram adiados para o verão de 2021.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 328 mil mortos e infetou mais de cinco milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,8 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.277 pessoas das 29.912 confirmadas como infetadas, e há 6.452 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

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