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Aprovado concurso para construção de nova casa mortuária em Viana do Castelo

Concurso público
Aprovado concurso para construção de nova casa mortuária em viana do castelo
Projeto da nova Casa Mortuária de Viana do Castelo

A maioria socialista na Câmara de Viana do Castelo e a vereadora da CDU aprovaram hoje a abertura do concurso público para a construção de uma nova casa mortuária na cidade, pelo valor base de 800 mil euros.

Além da abertura do concurso, foi hoje aprovado em sessão ordinária municipal, realizada com recurso a videoconferência, o caderno de encargos da obra e a nomeação do júri daquele procedimento concursal.

O sentido de voto dos dois vereadores do PSD dividiu-se entre a oposição de Paula Veiga e a abstenção de Hermenegildo Costa. Já a única vereadora da CDU na autarquia, Cláudia Marinho, votou favoravelmente.

O novo equipamento está previsto para “os terrenos do horto municipal, aproveitando a proximidade ao cemitério existente e o seu enquadramento com a área ajardinada envolvente”.

A construção proposta, “com uma área bruta de 561,70 metros quadrados, agrega dois volumes, um mais baixo que se constitui como área de circulação e de ligação entre os diferentes espaços, visualmente aberto para a área ajardinada, e o volume mais alto, que integra as quatro salas mortuárias, mais fechadas para o exterior e com iluminação zenital”.

A galeria que “dará acesso às salas mortuárias, áreas sanitárias, salas de família e sala de apoio faz a comunicação entre os vários espaços exteriores, desde a área de acesso automóvel, a zona ajardinada correspondente ao atual jardim do horto municipal, até ao arruamento pedonal criado a poente e que faz a ligação ao largo da Igreja do Convento da Ordem Terceira de São Francisco, Igreja de Santo António e galeria de acesso ao cemitério municipal”.

Segundo a proposta da autarquia socialista, “as salas mortuárias que se distribuem ao longo da galeria correspondem a quatro espaços autónomos e foram projetadas para oferecer uma certa polivalência, podendo dois dos espaços constituir uma única área com maior capacidade – duplicação de área – após abertura da parede, que é constituída por painéis acústicos que separam as duas salas”.

O projeto prevê que “cada uma das salas mortuárias tenha um espaço específico para o féretro, que poderá ser fechado por painéis de vidro, constituindo um espaço ventilado e arrefecido, separado do restante espaço, mas perfeitamente visível”.

O projeto prevê ainda a remodelação do espaço exterior, propondo uma área ajardinada, com circuitos pedonais estruturados.

Na declaração de voto que apresentaram, os dois vereadores do PSD referem “concordar com a necessidade de um espaço condigno para a celebração das cerimónias fúnebres”, mas “entendem fundamental dar lugar a um debate público sobre o assunto”.

“A construção da casa mortuária no espaço previsto implica não salvaguardar o património que sobrou da Quinta do Mosteiro, património que foi completamente desvirtuado ao longo dos tempos, devendo ser preservado e requalificado”, defendem, considerando ser “primordial rentabilizar o património existente, numa perspetiva de reconversão e requalificação das capelas e dos espaços adjacentes à igreja de Santo António”.

Acrescentam ser “importante não hipotecar o futuro dos terrenos do horto municipal, que podem servir para outros projetos que venham a ser necessários, evitando um investimento de quase um milhão de euros”.

Aquelas razões sustentam a abstenção de Hermenegildo Costa e o voto contra de Paula Veiga. Na declaração de voto a vereadora social-democrata acrescenta “existir alternativa” ao projeto da maioria socialista, “com base numa discussão pública alargada”.

 
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