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Viana do Castelo

Apreendidas 2,5 toneladas de amêijoa japonesa em Viana

Bivalves tinham origem em Lisboa e destino a Espanha

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Foto: Ilustrativa / DR

A Unidade de Controlo Costeiro da GNR apreendeu hoje em Viana do Castelo cerca de 2,5 toneladas de amêijoa japonesa, no valor estimado de 25.500 euros, informou aquela força de segurança.

Em comunicado, a GNR esclarece que os 2.538 quilos de bivalves foram apreendidos durante uma ação de fiscalização rodoviária orientada para a verificação e controlo do transporte de pescado fresco e moluscos bivalves.

Os militares daquela força policial “detetaram uma viatura que transportava amêijoa japonesa (Ruditapes Philippinarum), a qual não possuía o tamanho mínimo legal para ser capturada e comercializada, quatro centímetros”.

No decurso da operação foi identificado um homem, com 48 anos, e elaborado o auto de notícia por contraordenação.

A GNR explicou que o “transporte de espécies bivalves em estado imaturo constitui uma infração punível com coima máxima de 37.500 euros”.

Os bivalves que se encontrarem vivos serão devolvidos ao seu habitat natural.

Além do tamanho mínimo legal, a amêijoa japonesa tem obrigatoriamente de ser colocada num centro de depuração licenciado para o efeito, sendo este um estabelecimento que dispõe de tanques alimentados por água do mar limpa, nos quais os moluscos bivalves vivos são colocados durante o tempo necessário para reduzir a contaminação, de forma a torná-los próprios para consumo humano.

Após este processo, são encaminhados para um centro de expedição para poderem ser colocados à venda no mercado, onde é garantida a qualidade do acondicionamento, da calibragem e da embalagem dos bivalves, evitando a sua contaminação.

Com a operação hoje efetuada, a GNR já apreendeu, desde o início do ano, mais de 9,1 toneladas de bivalves.

No início de maio, a Unidade de Controlo Costeiro da GNR apreendeu em Ponte de Lima, também no distrito de Viana do Castelo, mais de 2,6 toneladas de bivalves, no valor estimado de 22.400 euros.

Já em março, a mesma força policial apreendeu em Vila Nova de Cerveira perto de duas toneladas de amêijoa japonesa, sem tamanho mínimo legal, no valor de 17.784 euros.

Em Valença, em fevereiro, a GNR apreendeu quase duas toneladas de amêijoa japonesa, no valor de 17.100 euros.

Os bivalves tinham origem em Lisboa e destino a Espanha.

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Viana do Castelo

Citânia de Santa Luzia, em Viana, recuperada até agosto

Arqueologia

em

Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

A empreitada de conservação da Citânia de Santa Luzia, um investimento de 100 mil euros, decorre até ao mês de agosto, foi hoje anunciado.

A obra, realizada pela Câmara de Viana do Castelo, em parceria com a Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN), iniciou no mês de janeiro e incide na estabilização e restauro das alvenarias dos diferentes sistemas estruturais que constituem a Cidade Velha de Santa Luzia.

Em comunicado, a autarquia recorda que a “citânia se assume como um notável exemplar dos povoados fortificados existentes no Noroeste Peninsular, tanto pela sua dimensão, como pelo planeamento urbanístico, tipologia construtiva e caráter defensivo”.

A mesma fonte explica que a intervenção observa as técnicas construtivas tradicionais, incluindo a colocação de elementos de travamento transversal com a dimensão e o espaçamento determinado em obra.

“O assentamento será executado sem recurso à utilização de argamassas, evitando a utilização de elementos de fixação, de forma a constituir um aparelho com as características da alvenaria existente”, refere a mesma nota.

Serão utilizadas as unidades de alvenaria existentes no local, prevendo-se a possibilidade de recorrer a unidades existentes em depósito, dentro do perímetro da Cidade Velha, caso seja necessário para colmatar espaços ou proceder a reforços complementares.

Monumento Nacional desde 1926

A Citânia de Santa Luzia, classificada como Monumento Nacional em 1926, está situada no monte com o mesmo nome, sobranceiro à cidade de Viana do Castelo.

A estrutura encontra-se aberta ao público desde 1994, integrando-se num conjunto de estações arqueológicas existentes no Norte de Portugal.

Corresponde a um dos castros mais conhecidos do Norte de Portugal e um dos mais importantes para o estudo da Proto-História e da Romanização do Alto Minho.

A sua localização estratégica permitia-lhe não só dominar vastas áreas da zona litoral ribeirinha, como também controlar o movimento das entradas e saídas na Foz do Lima que, na Antiguidade, seria navegável em grande parte do seu curso.

O povoado apresenta características muito próprias, principalmente ao nível das estruturas arquitetónicas, com destaque para o aparelho poligonal, utilizado em algumas casas, que apresentavam uma planta circular com um vestíbulo ou átrio e que, em alguns casos, albergavam fornos de cozer pão.

Intervenção surge após estudo de impacte ambiental

Esta intervenção surge na sequência do estudo de impacte ambiental de consolidação do parque empresarial de Lanheses.

“Considerando-se ser necessário implementar medidas compensatórias referentes à salvaguarda do património existente no concelho de Viana do Castelo, a autarquia optou por alocar o investimento no projeto de conservação das ruínas arqueológicas da Cidade Velha de Santa Luzia”, finaliza a autarquia.

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Alto Minho

Viana do Castelo pede medidas “específicas” para pequeno comércio e serviços

Covid-19

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Foto: Tripadvisor

A Câmara e a Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC) vão pedir ao ministro da Economia medidas “específicas” para o pequeno comércio e serviços, afetados pela perda de “rendimento” devido à pandemia da covid-19.

Em comunicado hoje enviado às redações, na sequência de uma reunião que decorreu hoje entre o autarca socialista, José Maria Costa, e o presidente da AEVC, Manuel Cunha Júnior, os dois responsáveis justificam o pedido de apoios com a “especificidade do tecido económico de Viana do Castelo e do Alto Minho”.

“Prevalecem pequenas empresas de comércio local ou de pequenas atividades de serviços e de restauração e hotelaria”, sublinham os dois responsáveis que efetuaram a “monitorização” do impacto da pandemia.

No conjunto de propostas a enviar numa carta dirigida ao ministro Pedro Siza Vieira, José Maria Costa e Manuel Cunha Júnior pedem uma “resposta rápida e eficaz aos sócios de microempresas e aos trabalhadores independentes” que, asseguram, “ficam excluídos da quase totalidade, ou mesmo totalidade”, dos apoios já anunciados pelo Governo “devido à especificidade da sua atividade e do seu regime contributivo”.

“As moratórias de créditos vão implicar que aumente o valor da dívida, com a inclusão dos juros não pagos durante o período de suspensão, e [fazem com] que simultaneamente também aumente o valor dos juros associados ao crédito como consequência do aumento do seu montante. Tal não poderá acontecer. Os bancos e as sociedades de garantia mútua terão de assumir a sua quota parte no impacto desta crise”, argumentam.

Para os responsáveis, “os empréstimos a conceder às empresas devem ter uma taxa de juro zero”, sendo “urgente adequar os mecanismos de obtenção dos apoios às medidas agora tomadas” para que não haja demora na disponibilização dos formulários.

A isenção da Taxa Social Única (TSU) às empresas que durante esta crise não necessitem de recorrer ao regime de ‘lay-off’ ou a outro regime de suspensão de contratos de trabalho e acelerar o pagamento de projetos cofinanciados pelo Estado português ou por fundos europeus”, são outras das ações reclamadas.

A AEVC representa cerca de 1.100 associados.

De acordo com números avançados anteriormente à Lusa por Manuel Cunha Júnior mais de 80% das 600 lojas comerciais instaladas na área urbana de Viana do Castelo fecharam portas por causa da pandemia.

Segundo o presidente da AEVC, “o tecido empresarial instalado em todo o concelho de Viana do Castelo integra cerca de 3.400 empresas, perto de 1.000 dos setores de hotelaria, restauração e similares”.

“No concelho de Viana do Castelo mais de 70% das empresas encerraram por causa da pandemia de Covid-19”, especificou.

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Viana do Castelo

Cadáver de golfinho dá à costa no rio Lima, em frente à biblioteca de Viana

Terá morrido há vários dias

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Foto: Rui Canosa

O cadáver de um golfinho arrojou no estuário do rio Lima, em Viana do Castelo, confirmou O MINHO junto de fonte da Polícia Marítima.

O animal já terá morrido “há alguns dias”, sendo arrastado para a zona do estuário do rio Lima, algo que “não é muito habitual”.

Foto: Rui Canosa

Segundo a mesma fonte, é “relativamente frequente” golfinhos mortos darem à costa em Viana, mas tradicionalmente em locais da linha de costa, como nas praias. “No rio não é muito normal”, assegura a fonte.

Os serviços municipais responsáveis estão já a mobilizar os instrumentos necessários para a remoção do cadáver, que se encontra em frente à biblioteca municipal.

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