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APPACDM de Braga renasce das cinzas mas ainda tem 800 mil euros de dívidas para pagar

Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental

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No total são cerca de 800 mil euros de dívida. 500 mil euros são devidos ao IEFP e cerca de 300 mil euros aos trabalhadores referentes a salários em atraso. A nova direcção da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Braga assumiu um encargo mensal de 7500 euros para pagamento ao estado o que “traz alguns constrangimentos financeiros à instituição”.

António Melo é o novo presidente da Associação e a O MINHO garante que “a instituição já tem novos acordos celebrados e projetos para o futuro. Não podemos parar”.

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

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Foi a ameaça de uma penhora das contas e dos subsídios que soar os alarmes e levou à descoberta de dívida ‘escondida’. A direcção da APPACDM de Braga, com polos em Famalicão, Esposende e Vila Verde, foi confrontada, em finais de janeiro, com uma dívida ao IEFP de cerca de 500 mil euros.

“Nós sabíamos que existia uma dívida de 375 mil euros, porque aparece nos orçamentos, o que não sabíamos é que, entre 2013 e 2018, a dívida tinha acumulado em juros 70 mil euros, o que dá os tais 450 mil euros. Foi um murro de estômago”, reconhece António Melo.

Depois de negociado um plano de pagamento de 7500 euros mensais em 60 prestações, “ficamos com algum desequilíbrio financeiro que vamos compensar com a celebração de novos acordos”.

Salários em atraso

Ora, antes do aparecimento destes ‘juros escondidos’, a direcção estava a pagar 50 euros mensais aos funcionários que tinham salários em atraso, vindos dos anos anteriores. “Tivemos que fazer reajustes. Ou chegávamos a um acordo ou então poderia haver penhoras, venda forçada de bens”.

A interrupção deste pagamento vai ser retomada porque “com os novos acordos com a Segurança Social conseguimos compensar os tais 7500 euros que estamos a pagar”.

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

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Com um orçamento de 2.700 milhões de euros, cerca de 25 são valores pagos pelos pais dos utentes, em comparticipações. “Se tivermos outras ajudas, simplificamos o valor que é preciso pagar e que estão tipificados por lei”.

A direcção vai, também, pedir reequilíbrio financeiro ao Fundo de Socorro Social. “O não pagamento da dívida estava a impedir a associação de conseguir outros financiamentos do Estado e já pedimos uma reunião ao ministro da tutela para vermos essa possibilidade”.

Lar de S. Lázaro

A Segurança Social já deu luz verde para a criação de mais sete camas no lar de S. Lázaro. “É isso que irá permitir manter algum equilíbrio nesta despesa que se vai manter durante cinco anos”, revela António Melo.

Esta requalificação poderá estar concluída até ao final do ano. “É um projeto fácil de fazer porque os dois espaços necessários estão praticamente feitos. No quarto de banho só precisamos acrescentar loiças porque as tubagens e as ligações já existem”.

O valor deve rondar os 20 mil euros. “O nosso objectivo é que houvesse uma candidatura em Julho para ver se até ao final do ano já estávamos a receber os acordos de cooperação”.

O espaço está bem localizado no centro da cidade, é ocupado por gente autónoma “porque é importante a existência de laços de solidariedade entre os jovens e que se integrem nas actividades da cidade ganhando mais visibilidade”.

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

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Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

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Com esta requalificação, os serviços centrais mudaram para Gualtar “onde temos mais espaço, e melhor acessibilidade. Nós queremos que a instituição derrube os muros e esteja presente na sociedade sem medos”, até para “cativar apoios, os que já temos não chegam para tudo”.

CAO de Lomar

O Centro de Bem-Estar ‘A Canção’, em Lomar, já tem acordo para mais 10 lugares de CAO mas este projeto “é mais vasto e implica umas centenas de milhares de euros. A única coisa que estamos a fazer é elaborar o projeto de arquitectura”.

A obra ronda os 400 mil euros e só irá ser possível avançar com o apoio de algum fundo estrutural. “O problema é que o edifício é todo em madeira, o que implica esventrá-lo e construir de raiz, o que encarece os custos. É um projeto a longo prazo”.

Complexo de Gualtar

É aqui que as prioridades da direcção se centram. “Com um grande apoio da Câmara de Braga fizemos o projeto de arquitectura e depois das especialidades num curto espaço de tempo. Tínhamos que submeter uma candidatura que depois foi aprovada faltando a decisão final da CIM-Cávado, é uma candidatura no âmbito do Portugal 20/20”.

Uma obra estrutural na ordem dos 500 mil euros. “Inicialmente candidatámos 300 mil euros mas depois verificamos que os telhados precisavam de uma intervenção urgente”. Os 85 mil euros a mais estão assegurados pelo Orçamento Participativo que a APPACDM ganhou. A autarquia também prometeu um apoio de 40 mil euros.

Em Gualtar, estão 73 jovens e destes 45 são apoiados pelo estado.

“Portanto, há 25 jovens dos quais não recebemos dinheiro e, fazendo as contas por alto, são
cerca de 150 mil euros por ano que nós estamos a apoiar com a mesma qualidade e com o
acesso aos mesmos serviços. Parecendo que não, é este tipo de coisas que causa
constrangimentos bastante acentuados ao longo do ano”.

Esposende

António Melo revelou a O MINHO que o edifício da instituição em Esposende, também, vai entrar em obras. Um projeto de 400 mil euros para servir 30 utentes.

“É muito parecido com o de Gultar é todo em madeira e interrogo-me como as pessoas fazem um trabalho de qualidade e com total empenho com aquelas condições. Fizemos um trabalho junto da Câmara Municipal e tivemos a feliz noticia que eles vão apoiar em cerca de 35 mil euros para a elaboração de um novo projeto de arquitectura e de especialidades para o CAO”.

Listas de espera

Apesar de se chamar de Braga, a APPACDM tem delegações em Famalicão (60 jovens), Esposende (29) e Vila Verde (40) a que se juntam os 110 das valências de Braga. No total são 240 jovens para 150 funcionários.

“Há uma lista de espera bastante grande, sobretudo, para os lares. Não me custa a aceitar que haja 40 jovens em lista de espera”.

‘11 filhos’

Há 11 utentes na instituição que não têm nenhum tipo de retaguarda ou se a têm o tribunal decidiu que não são capazes de acompanhar a vida desses jovens.

Por isso, é o presidente da associação que assume a sua tutoria. “É uma situação confrangedora. Se assumimos a missão a nível individual os encargos são enormes. O que ficou decidido é que o presidente da direcção que estiver assumirá a tutoria desses jovens”.

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

António Melo assumiu-se agora como presidente, depois do ato eleitoral no início do ano mas presidia à comissão administrativa saída da turbulência porque passou a APPACDM.

“Eu nem penso muito nisso, porque apesar de ser um serviço voluntário, é muito exigente e com muitas responsabilidades. Construir edifícios e fazer projetos, desde que se mantenha equilíbrio financeiro da instituição, consegue-se com apoios mas o nosso maior empenhamento é o desenvolvimento interno de uma cultura institucional diferente da que temos hoje, isto é, nós temos que valorizar muito as pessoas que temos cá. Há pessoas que sentem a pressão da exigência do seu posto de trabalho”.

A mudança de paradigma passa por dar melhores condições financeiras a quem está todos os dias com os utentes que “podem ter comportamentos imprevisíveis”.

“Querermos ter um local de trabalho onde as pessoas queiram estar. Queremos refundar um centro de formação dentro da instituição, transformar mentalidades, a forma de estar, de entrega, transformar esta casa num local de encontro, de vivência cívica”.

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Ave

Vizela: Morreu o empresário Salvador Lopes Teixeira

Administrador da empresa Costa & Teixeira – Indústria de Calçado

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Foto: Direitos Reservados

O empresário vizelense Salvador Lopes Teixeira morreu, esta segunda-feira, aos 54 anos, na habitação onde residia, em Nespereira, no concelho de Guimarães.

De acordo com a Rádio Vizela, que avança a notícia,  o administrador da empresa Costa & Teixeira – Indústria de Calçado foi encontrado por um filho, caído no chão, no interior de casa.

Salvador Lopes Teixeira era, ainda, sócio do projeto Urban, também ligado ao calçado, e de um negócio de restauração na cidade de Vizela.

No local do óbito estiveram os bombeiros locais e a VMER de Guimarães, acionados, cerca das 17:09, para uma situação de paragem cardiorrespiratória.

O corpo foi removido para o Hospital Senhora da Oliveira para autópsia.

A GNR tomou conta da ocorrência, ainda que, segundo disse a O MINHO fonte dos Bombeiros Voluntários de Vizela, não há qualquer suspeita “de nada, a não ser motivos de saúde”.

 

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Alto Minho

Vem aí uma ecovia e passadiços com uma casa na árvore em Valença

“Potenciar o turismo de natureza”

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Foto: DR

Valença já está a ultimar a construção de uma nova ecovia ao longo do rio Minho, para além de passadiços e uma casa na árvore junto ao Mosteiro de Sanfins, anunciou esta segunda-feira a autarquia local.

A Ecovia das Veigas, ao longo do rio Minho, terá uma extenção de 5,6 quilómetros e é “uma aposta no turismo verde” que atravessa as freguesias de Valença, Ganfei e Verdoejo.

De acordo com a Câmara de Valença, esta ecovia será um percurso complementar à Ecopista do Rio Minho, iniciando-se em Cais, seguindo paralela ao rio até Verdoejo, com ligação à ecopista já existente.

Neste novo percurso, é possível aceder a miradouros com vista privilegiada para Tui [Galiza], passagem no banco de areia de Arinhos, ilhotas, parque de merendas, cais e na pesqueira dos Frades, para além das ilhas de Ranhão e do Conguedo e ainda da lagoa do rio Novo.

Passadiços e Casa na Árvore no Mosteiro de Sanfins

Mas a ecovia não é a única novidade anunciada pela autarquia. A quinta do Mosteiro de Sanfins também vai apresentar um novo circuito interpretativo, com passadiços, casa da árvore, pergulas de leitura, binóculos panorâmicos, observatórios de avifauna, parque infantil e de merendas e pontos de descanso em lagos.

De acordo com o município, este novo percurso percorrerá, também, a Igreja Românica, as ruínas, a Capela da Senhora do Loreto, as fontes e o moinho, de forma a potenciar o turismo de natureza.

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Viana do Castelo

Vinte e oito pescadores de Viana do Castelo recebem 500 mil euros por parque eólico

Compensação financeira

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Foto: retirada do cartaz "Seminário - A Economia do Mar" (CEVAL) / Arquivo

O presidente da Câmara de Viana do Castelo informou hoje ter sido decidida uma compensação financeira de meio milhão de euros às 28 embarcações de pesca local diretamente afetadas pela instalação de um parque eólico ao largo do concelho.

O socialista José Maria Costa, que falava aos jornalistas no final da segunda reunião hoje realizada com uma delegação de pescadores, disse que, dos 500 mil euros, 400 vão ser suportados pela Rede Elétrica Nacional (REN) e os restantes 100 mil euros pela EDP renováveis.

Inicialmente a EDP Renováveis disponibilizou uma verba de 200 mil euros para compensar essas embarcações, mas os pescadores não aceitaram aquele valor e chegaram a equacionar não participar, na terça-feira, na procissão ao mar em honra da Senhora d’Agonia. O protesto ficou hoje sem efeito após o acordo alcançado.

Em causa está o Windfloat Atlantic (WFA), um projeto de uma central eólica ‘offshore’ (no mar), em Viana do Castelo, orçado em 125 milhões de euros, coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis.

As 28 embarcações de pesca local serão diretamente afetadas pela interdição da pesca na envolvente (0,5 quilómetros de cada lado) do cabo submarino, com cerca de 17 quilómetros de extensão, que vai ligar o parque eólico flutuante à rede, instalada em Viana do Castelo.

“Penso que é uma boa notícia. Conseguimos ter uma compensação justa para os pescadores face aos impedimentos que vão ter no futuro”, afirmou José Maria Costa, que sublinhou a “colaboração” das secretarias de Estado das Pescas e da Energia.

O porta-voz dos 28 pescadores, António Coimbra, disse que “dentro do possível foi um acordo satisfatório para todos”.

António Coimbra garantiu que o protesto inicialmente previsto para a procissão ao mar fica sem efeito e que as 28 embarcações de pesca local vão participar na homenagem à padroeira.

“Vamos participar. Essa posição de força [de ausência na procissão] foi tomada não de livre vontade, mas de certa maneira empurraram-nos para isso. A única maneira de chamar a atenção das autoridades políticas deste país é a demonstração de força”, acrescentou.

Além da compensação financeira, António Coimbra revelou que o acordo hoje alcançado inclui “futuras regalias”, que não quis especificar.

Já José Maria Costa disse tratar-se de “melhorias relacionadas com a atividade dos pescadores, no porto de pesca”, tendo sido identificadas “algumas situações pontuais” que irá tentar, “até final do ano, resolver com a administração portuária”.

O representante legal dos pescadores, o advogado Pedro Meira realçou “o papel decisivo do presidente da Câmara”

“Um papel de mediador, discreto. Conseguiu que as partes chegaram a bom porto. Foi fundamental, essencial”, destacou Pedro Meira.

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