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Braga

Após “boatos” sobre autarca, freguesia em Vieira do Minho vai hoje a votos

Eleições intercalares

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Foto: DR / Arquivo

O PS e o movimento independente Pela Nossa Terra disputam hoje as eleições intercalares na União de Freguesias de Caniçada e Soengas, Vieira do Minho, distrito de Braga.

Estas eleições resultam na sequência da demissão de vários membros da Assembleia e da Junta de Freguesia, eleitos em 2017 na única lista que se apresentou a sufrágio, encabeçada por João Rocha.

Da junta, só o presidente, João Rocha, é que não se demitiu.

As demissões resultaram de “desentendimentos” entre os eleitos para a junta e para a assembleia de freguesia, resultantes, designadamente, de “dúvidas” levantadas sobre um cheque de 2.000 euros e um donativo de 6.000 euros de um particular para fazer um caminho.

Segundo João Rocha, começaram a circular “boatos e comentários” que nas duas freguesias que atentavam contra a dignidade, honra e bom nome dos membros do executivo.

Em setembro, e face ao mal-estar instalado, aconteceram as demissões na assembleia de freguesia e de dois membros da junta, abrindo caminho para eleições intercalares.

João Rocha volta a ser candidato, pelo movimento independente Pela Nossa Terra.

A lista do PS é encabeçada por Clara Malainho Carneiro.

Em outubro de 2019, quando das eleições Legislativas, na União de Freguesias de Caniçada e Soengas havia 558 eleitores inscritos.

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Braga

“Arca de Noé” de Braga envia sementes para a Noruega para acudir em caso de catástrofe

Banco Português de Germoplasma Vegetal

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Foto: Divulgação / CM Braga (Arquivo)

O Banco Português de Germoplasma Vegetal vai enviar 972 amostras de milho, feijão e trigo para o Banco Mundial de Sementes, na Noruega, reforçando a capacidade daquela “Arca de Noé” para acudir a uma catástrofe natural ou guerra nuclear.

Hoje mesmo, no Banco Português de Germoplasma Vegetal, em Braga, a ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, encheu e fechou a caixa em que seguirão, na próxima semana, as 972 amostras, das quais 92 de trigo, 60 feijão e as restantes de milho.

“É um momento muito importante para o país e para a bacia mediterrânica”, referiu a ministra, sublinhando que Portugal é o responsável pelo fornecimento de milho para aquela zona em caso de emergência.

Maria do Céu Albuquerque acrescentou que, paralelamente, o envio das amostras para conservação no Banco Mundial de Sementes permite garantir que as espécies portuguesas “não se perdem”.

“Os problemas que vão acontecendo com catástrofes naturais e alterações climáticas podiam levar à perda desta biodiversidade”, acrescentou.

A coordenadora do Banco Português de Germoplasma Vegetal, Ana Maria Barata, explicou que esta será a terceira vez que Portugal envia amostras para o Banco Mundial de Sementes, localizado nas ilhas Svalbard, no Ártico, em território norueguês.

O Banco Mundial de Sementes é um “cofre”, a 150 metros de profundidade, que tem depositado mais de 1 milhão de amostras de sementes de todo o mundo.

Na remessa que Portugal enviará para a semana, segue, segundo Ana Maria Barata, a “primeira coleção de trigos portugueses”, que remonta aos anos 30 do século XX e que “teve a mão” de um professor do Instituto Superior de Agronomia.

“É um momento muito importante para nós”, referiu Ana Maria Barata.

Do “banco nacional” já seguiram, anteriormente, para o “banco mundial” 247 amostras de milho e cerca de 50 de fava.

O Banco Português de Germoplasma Vegetal tem perto de 48 mil amostras de 120 espécies e é o segundo maior do mundo em milho.

Dos 1.750 bancos que há no mundo, Portugal figura entre os 170 maiores.

“Quem tem sementes, tem poder”, referiu Ana Maria Barata, para sublinhar a importância da conservação das espécies para garantir que as gerações vindouras têm acesso a alimentação.

O Banco Português de Germoplasma Vegetal integra o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, um organismo que, segundo a ministra da Agricultura, viu a sua dotação financeira reforçada em 5,6 milhões de euros no Orçamento do Estado para 2020.

Maria do Céu Albuquerque aludiu ainda à regularização do vínculo laboral dos trabalhadores daquele “banco” para sublinhar a aposta do Governo no setor.

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Braga

Grupo Casais, de Braga, vence prémio de melhor construtora no “Índice da Excelência 2019”

Quarto prémio em três meses

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O Grupo Casais foi ontem distinguido com o prémio melhor empresa do setor de Construção, Infraestruturas, Transporte e Logística, na 4.ª edição do estudo de clima organizacional e desenvolvimento do capital humano “Índice da Excelência 2019”, foi hoje anunciado.

A empresa foi distinguida numa cerimónia que decorreu no Pestana Palace Lisboa Hotel & National Monument, em Lisboa, ficando ainda em 9.º lugar na categoria de “Grandes Empresas”.

Em comunicado enviado a O MINHO, o grupo salienta que este é “o quarto reconhecimento atribuído à construtora portuguesa em apenas três meses, premiando, desta vez, a sua política de recursos humanos”.

Em novembro de 2019, a empresa conquistou dois prémios do jornal Construir – “Prémio Sustentabilidade” e, pelo terceiro ano consecutivo, “Melhor Construtora do Ano” – e o Prémio Millennium Horizontes Internacionalização, em que foi reconhecida pela sua atividade em 16 países estrangeiros, de onde provêm 74% do seu volume de negócios.

“O Grupo Casais tem vindo a implementar uma estratégia vertical que nos permite responder ao mercado atual, à nossa dispersão geográfica e às dificuldades que o setor enfrenta após uma crise severa e prolongada, nomeadamente, a falta de mão de obra. A nível interno, implementamos a ‘Cultura Casais”, que é fundamental para assegurarmos a coesão e o alinhamento com a estratégia organizacional numa empresa com 4.500 colaboradores, dispersos por 17 mercados. Fomentamos a mobilidade dos nossos trabalhadores, a formação contínua na ‘Academia Casais’ e a partilha de experiências entre eles para fazer face à escassez de mão de obra. A nível externo, estamos focados em projetos que nos permitam manter o nosso alto padrão de qualidade”, explica António Carlos Rodrigues, CEO do Grupo Casais. “Estes prémios são o reconhecimento e o produto dessa estratégia e, é por isso, que chegam das mais diversas áreas”, acrescenta.

Essencialmente, a estratégia seguida pelo Grupo Casais, nos últimos anos, refere o grupo, é de aposta nos recursos humanos, de verticalização de operações, de concentração no core business da construção, de reforço da internacionalização e, sobretudo, de aposta na criação, conservação e disseminação do conhecimento produzido na empresa transparece nas distinções que tem vindo a somar.

Em 2020, mercado português deverá crescer

Atualmente, presente em 17 áreas geográficas – além de Portugal, Alemanha, Angola, Argélia, Bélgica, Brasil, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Estados Unidos, França, Gana, Gibraltar, Holanda, Marrocos, Moçambique, Qatar e Reino Unido –, o Grupo Casais atingiu, no ano passado, um volume de negócios agregado de 514 milhões de euros, 74% por cento dos quais provenientes da sua atividade internacional. Registou, assim, um crescimento de 8% face ao ano anterior. Angola e Portugal são os dois principais mercados da Casais, mas António Carlos Rodrigues antecipa que, em 2020, o volume de negócios em solo nacional deverá crescer.

“Estamos a crescer em Portugal, impulsionados pelo aumento da procura no setor privado, encontrando-nos particularmente envolvidos em tudo o que é edificação, nomeadamente nas áreas de escritórios, residencial e hoteleira. Tudo aponta para que este ano possamos solidificar a nossa atividade nas mesmas geografias em que estamos presentes, sendo que Portugal poderá voltar a ser o nosso maior mercado”, aponta CEO da Casais.

Excelência Global da Organização de 71,9%

António Carlos Rodrigues não hesita em apontar a “boa equipa” como um dos pilares do sucesso do Grupo. “Temos hoje colaboradores de 23 nacionalidades e, na empresa, falam-se vários idiomas. No entanto, existe apenas uma cultura. Tal acontece porque temos uma boa equipa, que nos assegura uma grande capacidade de desmultiplicação”.

As conclusões do estudo “Índice da Excelência 2019”, desenvolvido pela Neves de Almeida | HR Consulting, em parceria com a Human Resources Portugal e o INDEG-ISCTE, em que o Grupo Casais participou pela primeira vez na categoria de Grandes Empresas, apontam para um Índice de Excelência Global de 71,9%, acima da média registada pelas 18 grandes empresas participantes, de 70%.

“Esta distinção vem confirmar a resposta a uma pergunta que nos fazem constantemente: o que fez a Casais de diferente para ter ultrapassado a crise que afetou todo o setor da construção? A Casais ultrapassou a crise porque deixou de ser uma empresa de construção e passou a ser uma empresa de gestão de pessoas. Quando passamos a fasquia de 1.500 colaboradores passamos a ser uma empresa que constrói pessoas e são as pessoas que constroem obras. Nós construímos líderes em todas as funções e isso é que nos permitiu ultrapassar a crise”.

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Braga

Agressor que esfaqueou jovem em Braga terá sido atacado quando entrava num Uber

Agressões

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Foto: DR / Arquivo

O agressor que terá esfaqueado um jovem de 25 anos junto à Estação de Comboios de Braga alega legítima defesa, apurou O MINHO junto de fonte das autoridades.

O homem, com cerca de 30 anos, estaria a sair da estação quando foi abordado por um grupo de jovens que, alegadamente, o queriam agredir.

Este encaminhou-se para um Uber, que já tinha solicitado, quando um grupo de mais de dez elementos terá pontapeado a viatura quando este se preparava para entrar.

O agressor terá então puxado de uma faca e espetado a mesma no abdómen de um dos elementos do grupo, afeto aos Red Boys, claque do SC Braga, criando grande alvoroço.

O agressor, conhecido elemento de um grupo antifascista de Braga, acabou por sair do local e contactar no imediato a PSP, assumindo o esfaqueamento. Explicou às autoridades, que se deslocaram a casa do agressor, que terá agido sempre em legítima defesa.

Ao que O MINHO apurou, por motivações políticas, o agressor queixa-se de já ter sido alvo de dois ataques em Braga, situação que foi já confirmada pela Polícia Judiciária.

Recorde-se que por volta das 22h30 desta quinta-feira, um jovem foi esfaqueado no abdómen por um objeto cortante, na sequência de altercações junto à Estação de Comboios de Braga.

No local estiveram os Bombeiros Voluntários de Braga e a VMER, assim como uma patrulha da PSP.

O ferido, considerado ligeiro, foi transportado para o Hospital de Braga.

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