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Braga

Ao fim de 11 anos, familiares de três operários mortos em Braga recebem indemnização

Famílias das vítimas, de Ponte de Lima, apresentaram queixa contra negócios simulados

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Foto: DR

Ao fim de 11 anos, os familiares dos três homens que morreram soterrados na derrocada de um prédio em obras na Rua dos Chãos, em Braga, vão poder receber os 363 mil euros, mais juros, de indemnização que lhes foram arbitrados pelo Tribunal de Braga.

A execução da sentença é possível, dado que o Tribunal da Relação de Guimarães deu razão à decisão do Tribunal de Viana do Castelo de concordar, com uma ação paulina interposta pelo advogado Joaquim Magalhães, de Monção, anulando a venda de bens feita a familiares pelo empreiteiro José Cândido Armada, que era defendido pela advogada Adriana Amorim, de Ponte de Lima.

Sem bens, não era possível aos credores receber a indemnização. O Tribunal considerou fictícia a partilha de bens feita após o divórcio com a ex mulher e a doação de imóveis aos filhos após decisão de indemnização no processo-crime, em que o empreiteiro e um engenheiro foram condenados por violação das regras de segurança, a dois anos e meio de prisão, com pena suspensa, aplicando ainda 300 dias de multa, à taxa diária de dez euros, à empresa responsável pela obra.

As vítimas eram de Ponte de Lima

O acidente registou-se a 08 de setembro de 2008, quando as vítimas, de Ponte de Lima,  trabalhavam na construção de um prédio e ficaram soterradas numa vala, após o desmoronamento de um edifício contíguo.

O tribunal deu como provado que o plano de segurança “não contemplava” a abertura daquela vala, que teria 80 centímetros de profundidade, 100 centímetros de largura e oito metros de comprimento. Os arguidos não cuidaram de entaipar a vala nem promoveram estudos geológicos dos terrenos envolventes ou sobre a robustez do prédio que ruiu.

Os juízes concluíram que “agiram conscientes da possibilidade” de aquele prédio ruir e do consequente risco para a vida dos trabalhadores.Por isso, imputou-lhes uma conduta negligente, tanto mais que “era visível” o estado de degradação do prédio que ruiu, que teria 100 anos.

(notícia atualizada às 20h28 com remoção do nome dos intervenientes no processo após pedido das famílias)

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Braga

Bracarense detido na Galiza com duas mil doses de ‘coca’ escondidas no carro

Crime

em

Foto: Guardia Civil

Um bracarense, de 32 anos, foi detido na Galiza, nesta terça-feira, pela Guardia Civil, por suspeitas de ser autor de um crime contra a segurança pública, nomeadamente o transporte de droga, anunciou a policia espanhola.

O homem foi detido na Autoestrada do Atlânico, que liga Portugal ao norte da Galiza, mais concretamente em Vilaboa, Pontevedra, quando seguia no sentido Portugal-Vigo.

Em comunicado, aquela força policial dá conta de uma “atitude suspeita” do condutor quando parado numa operação de fiscalização da Guardia, provocando uma “fiscalização a fundo” da viatura.

“Foram encontrados vários invólucros escondidos no carro que continham pouco mais de duas mil doses de cocaína”, refere aquela autoridade.

O homem, residente em Braga, foi detido e presente ao tribunal de guarda de Cangas.. Ele foi preso como o suposto autor de um crime contra a segurança pública. E hoje, terça-feira, foi presente ao tribunal de Cangas para respetivas medidas de coação.

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Braga

Melinha do Braga solidária com manifestação de polícias na Taça da Liga

Junto ao estádio municipal

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Foto: O MINHO

A popular Melinha, a mais famosa adepta do SC Braga, prestou, na terça-feira, solidariedade para com os agentes da PSP e da GNR em manifestação, à porta do Estádio Municipal de Braga.

Amélia Morais, Melinha, de 83 anos, em declarações exclusivas a O MINHO, lamentou “terem de ser os próprios polícias a comprar o seu equipamento de segurança”.

No seu estilo habitual, Melinha disse mesmo que “temos um Governo de m****”, após ter saído com a sua irmã de um autocarro dos Transportes Urbanos de Braga (TUB), no qual se deslocou entre o centro da cidade e o recinto desportivo.

“O principal motivo da nossa revolta é a falta de atualização salarial, que já vem desde 2009”, disse o líder da Associação Sócio-Profissional da Polícia.

Segundo Paulo Rodrigues, a não atualização ganha contornos “mais dramáticos” face aos “baixos salários” auferidos pelas forças de segurança.

Sublinhou que um polícia em início da carreira ganha 789 euros, “só mais 39 euros que o salário mínimo”.

Há também polícias com 31 anos de serviço que, sem suplementos, ganham 1.200 euros. “É miserável”, referiu.

A concentração de profissionais da PSP e da GNR foi sempre monitorizada por um subcomissario do Comando Distrital de Braga da PSP.

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Braga

Adepto do Sporting agredido em Braga

Jogo entre Sporting e SC Braga

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Um jovem adepto do Sporting, de 26 anos, foi agredido, esta terça-feira à noite, em Braga, alegadamente por adeptos do SC Braga, após jogo da meia-final da Taça da Liga, que pôs frente-a-frente os dois clubes.

Ao que O MINHO apurou, Joel e a namorada foram comer qualquer coisa à Taberna Belga, após o jogo, que viram na televisão. Lá dentro, o jovem foi abordado por um adepto do Braga, que lhe disse que, se não tirasse a camisola que levava vestida (do Sporting), não acabava de comer.

Entretanto, Joel foi à rua fumar um cigarro, e três adeptos do SC Braga, incluindo o que o ameaçou, seguiram-no e começam a bater-lhe com um bastão.

A namorada, que também veio à rua, também foi agredida.

Joel ficou com um hematoma profundo numa perna e com a cabeça rachada (levou sete pontos).

Face à situação, gerou-se grande confusão em frente àquele conhecido espaço de restauração, com mais agressões a adeptos do Sporting e com a vinda de mais um grupo de adeptos do SC Braga.

Posteriormente, com a chegada da Equipa de Prevenção e Reação Imediata e da Equipa de Intervenção Rápida da PSP, entretanto chamadas ao local, os ânimos ficaram mais calmos.

Os alegados adeptos do SC Braga acabaram por fugir e ninguém foi identificado.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Joel Martins foi transportado para o Hospital de Braga pelos Bombeiros Sapadores de Braga. A namorada  também foi levada na mesma ambulância, não tendo sido possível apurar se seguiu viagem como acompanhante da vítima ou como ferida.

Após sair do hospital, o adepto do Sporting foi à esquadra da PSP, onde apresentou queixa.

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