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Ao fim de 10 anos, grupo de Vizela volta a expor numa das maiores feiras do mundo, em Paris

Polopiqué exporta 97% da produção e é um dos principais fornecedoras da Zara

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Foto: Polopiqué

É um regresso anunciado e que está prestes a concretizar-se. O grupo têxtil Polopiqué, com sede dividida entre Vizela e Santo Tirso, vai voltar a expor na Primére Vision de Paris, uma das maiores feiras mundiais no âmbito da moda. Foram 10 anos ausentes de uma mostra que conta, duas vezes por ano, com dezenas de expositores portugueses (e centenas vindas de todos os cantos do mundo).

De acordo com o Jornal T, a Polopiqué estará na PV Paris, entre 05 e 07 de julho, “focada no conceito texagility (o controlo da produção desde a fiação até à confeção), bem como na importância do design, da tecnologia e da inovação”. Irá, também, apresentar novidades no que diz respeito a matérias-primas, com novas coleções de tecidos e malhas.

Recorda a mesma fonte que a empresa desenvolveu um novo “serviço de vestuário 3D que possibilita infinitas soluções e promete continuar a apostar no desenvolvimento tecnológico”.

Fundada em 1996 por Luís e Filipa Guimarães, a Polopiqué inicialmente recorria à subcontratação da produção, mas passou a criar ou a adquirir empresas que produzissem o que necessitava. Exporta, atualmente, 97% da produção, sendo uma das maiores fornecedoras da Inditex, dona da Zara.

O jornal PortugalTêxtil, aponta 1.132 expositores na edição física da feira (e 58 em versão digital),  divididos pelas áreas de fios, tecidos, peles, design, acessórios e confeção.

Portugal marca presença com 63 expositores (é o quarto país mais representado), numa lista liderada pela Itália (326), Tunísia (212) e França (154).

China, Espanha, Coreia do Sul, Índia, Reino Unido e Japão são os restantes países com maior número de expositores.

De acordo com uma biografia publicada no portal digital Compete 2020, a cargo do Governo, é dito que o Grupo Polopiqué “é uma referência mundial no setor têxtil presente em mais de 40 países”.

Em 2003, o grupo adquiriu uma empresa de acabamentos de tecidos, depois duas fiações e a tecelagem/tricotagem e, em 2013, a confeção e uma unidade de produção de energia (cogeração).

“Empresa líder na indústria têxtil de vestuário, que se distingue pela sua inovação e verticalidade, sendo capaz de dominar todas as fases do processo produtivo têxtil, desde a fiação, passando pela tecelagem e ultimação, até à confeção e comercialização de produtos de alta qualidade”, acrescenta a descrição no Portugal da Compete 2020.

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