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Desporto

António Salvador destaca papel económico e social do futebol contra a pandemia

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O presidente do SC Braga considerou hoje que “o futebol é um setor muito relevante” para Portugal, como “atividade económica, mas também enquanto agente social”, destacando o papel das instituições desportivas no combate à pandemia de Covid-19.

António Salvador abordava, em comunicado publicado pelo sítio oficial dos bracarenses na Internet, a doação do clube ao Hospital de Braga, no âmbito do combate à pandemia, de 10 ventiladores, 15.500 máscaras e 500 fatos de proteção, tornada pública na sexta-feira.

Para António Salvador, o SC Braga Solidário, projeto de âmbito social do clube, “como tantas outras entidades associadas ao desporto, também é a prova do que o futebol tem uma importância social, tantas vezes distorcida e adulterada”.

“O futebol é um setor muito relevante para este país, não apenas enquanto atividade económica, mas também enquanto agente social”, reforçou.

Para o presidente dos ‘arsenalistas’, “o futebol não é uma ilha” e “as instituições desportivas sentem esta crise como um enorme desafio, cientes da responsabilidade dos seus atos de gestão e da quantidade de empregos e de vidas que estão dependentes desta atividade”.

“Num tempo em que o futebol para, as obrigações dos clubes não cessam e, por isso, devemos sentir honra e gratidão por termos no desporto tantas instituições, como acontece com o SC Braga, que conseguem não apenas respeitar todos os seus compromissos e obrigações como gerar e promover comportamentos de responsabilidade social”, pode ler-se.

O dirigente exaltou ainda o empenho de jogadores e treinadores, cuja contribuição permitiu comprar dois desses ventiladores, e também de dois dos principais patrocinadores do clube.

“Confesso que foi para mim uma enorme alegria a forma espontânea e genuína como o nosso grupo de trabalho se uniu, ao saber desta iniciativa, para apoiar o seu clube. Dou os parabéns a todos os jogadores e treinadores pelo seu compromisso e pela sua consciência social e quero mais uma vez agradecer-lhes, não apenas por serem grandes profissionais, mas por serem igualmente enormes seres humanos”, pode ler-se.

António Salvador deixou ainda uma palavra de “orgulho” nos sócios e adeptos do SC Braga, após tomar conhecimento “de vários pequenos gestos que ajudam a fazer uma grande diferença”.

“A cidade de Braga e o seu povo têm demonstrado uma enorme união para combater este momento que atravessamos e, por isso, envio um abraço muito especial a todos aqueles que, das formas mais diversas e na medida das suas possibilidades, têm revelado a sua noção de bem comum”, disse.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, infetou mais de 265 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 11.100 morreram. Das pessoas infetadas, mais de 90.500 recuperaram da doença.

O surto começou na China, em dezembro de 2019, e espalhou-se por mais de 182 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, que se encontra em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira, a Direção-Geral da Saúde elevou hoje o número de casos confirmados de infeção para 1.280, mais 260 do que na sexta-feira. O número de mortos no país subiu para 12.

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Futebol

João Carlos Teixeira aceita discutir redução de salário no Vitória

Covid-19

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João Carlos Teixeira
Foto: Facebook Vitória SC

O futebolista João Carlos Teixeira afirmou hoje estar disposto a negociar a redução do salário auferido no Vitória SC, depois de a pandemia da Covid-19 ter ditado a interrupção da I Liga portuguesa.

Apesar de nenhum dos 18 clubes do escalão ter anunciado, para já, reduções nos salários dos jogadores, o médio ofensivo, de 27 anos, realçou que o surto do novo Coronavírus está a atingir o futebol “pela negativa” e mostrou-se disponível para “ajudar” o Vitória SC, se a administração presidida por Miguel Pinto Lisboa entender a redução salarial como medida necessária.

“Em relação a assuntos monetários, para já nada nos foi ainda informado. Mas falo por mim e, acredito, pelos meus companheiros: vamos tentar ajudar o clube. Se isso tiver de acontecer, não vamos ser o problema. Vamos tentar ser a solução. Neste momento, o que precisamos é de harmonia e de entreajuda entre as pessoas para que as coisas não sejam piores do que já vão ser”, disse aos jornalistas, numa videoconferência promovida pelos minhotos.

João Carlos Teixeira evocou esses mesmos problemas financeiros com que os clubes se podem deparar para defender que “era importante” o campeonato, com 10 jornadas ainda por realizar, poder terminar, “mesmo com jogos à porta fechada”.

Para a conclusão da prova ser possível, o médio formado no Sporting vincou que as equipas deveriam regressar à competição até junho ou julho, com os plantéis a realizarem uma “mini pré-época” de quatro semanas para ficarem “bem fisicamente” e a Liga Portuguesa de Futebol Profissional a decidir se haveria jogos ao fim de semana e à semana ou apenas nos fins de semana.

Com oito golos em 26 jogos oficiais, dois deles no triunfo sobre o Paços de Ferreira (2-1), que antecedeu a paragem, em 08 de março, João Carlos Teixeira reconheceu que a época 2019/20 estava a ser “a melhor” da carreira, tendo explicado a subida de rendimento face a anos anteriores com o sistema tático montado pelo treinador Ivo Vieira.

“Adapto-me bem ao estilo de jogo, pela liberdade que me dá em campo. Permite-me estar mais perto da área, fazer mais golos, para estar em mais zonas e espaços do campo. Estava a aproveitar da melhor forma e as coisas estavam a correr bem”, disse o jogador da equipa que ocupa o sexto lugar, com 37 pontos.

Questionado sobre a continuidade do técnico, cujo contrato com os vimaranenses termina em 30 de junho de 2020, o médio, ex-jogador do FC Porto e do Sporting de Braga, realçou que a “estrutura” vitoriana é que deve esclarecer o futuro de Ivo Vieira.

O jogador confessou ainda que gostaria de ver o Liverpool, clube da I Liga inglesa ao qual esteve vinculado entre 2012 e 2016 e onde ainda guarda pessoas com quem “mantém contacto”, como o avançado Roberto Firmino, sagrar-se campeão, se o campeonato for retomado – tem 25 pontos de vantagem para o segundo, Manchester City, a nove jornadas do fim.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 142.300 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 2 de abril, registaram-se 140 mortes e 6.408 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde.

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Futebol

Perdas “muito elevadas para indústria do futebol”, dizem especialistas

Covid-19

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Foto: DR/Arquivo

A paragem do futebol nacional devido à pandemia covid-19 trará perdas “muito elevadas” para a indústria do futebol e os seus vários agentes, apontaram à agência Lusa os especialistas em direito do desporto Alfredo Silva e Daniel Sá.

Segundo o professor da Escola Superior de Desporto de Rio Maior e coordenador da licenciatura de Gestão das Organizações Desportivas Alfredo Silva, as perdas para a indústria do futebol, na qual inclui “clubes, SADs, ‘media’, fornecedores de marketing, eventos, alimentação, equipamentos” e outros, são “muito elevadas”.

Pelas contas do docente universitário, o “impacto global” de uma paragem de um mês, por exemplo, será “superior a 40 milhões de euros”, em números estimados a partir de uma observação do fluxo económico das SAD de Benfica, FC Porto e Sporting.

O especialista em marketing desportivo e diretor executivo do Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM) Daniel Sá divide em três cenários as possibilidades de impacto da pandemia.

Por um lado, segundo explicou à Lusa, um em que “a Liga não chega a terminar”, outro em que a Liga “é retomada de uma forma ou outra, com um ‘play-off’ ou outra solução intermédia”, e um terceiro em que se consegue “terminar a época com todos os jogos restantes”.

Salvaguardando que “o impacto é muito diferente consoante cada um destes cenários”, a possibilidade de terminar todos os jogos restantes na I Liga mostra uma tendência “negativa, mas bastante reduzida”, prevendo-se até “mais adesão de público, por ter estado tanto tempo afastado”.

Os outros dois cenários dão lugar a previsões “mais complicadas”, porque os clubes “mantêm praticamente todos os custos e perderam quase todas as receitas”, a começar pela bilheteira.

Com mais de 3,5 milhões de espetadores em 2018/19, o que equivale, pelas contas de Daniel Sá, a um rendimento de 80 milhões de euros de bilheteira, na parte remanescente do campeonato, por agora suspensa, há aí a fatia “mais interessante”, uma vez que são “jogos decisivos”.

Assim, estima o especialista, a perda pode chegar a “um quarto das receitas de bilheteira, que estão concentradas na fase final”.

Se Daniel Sá considera que o problema se estende também aos direitos de transmissão, que deverão ser renegociados, e a patrocinadores “de Liga, federação e clubes”, Alfredo Silva concorda que a área “designada ‘commercials'”, que inclui alugueres, os museus e venda de produtos licenciados e publicidade, vai sofrer, podendo chegar a “perdas mensais de nove milhões de euros”.

“O ‘merchandising’ não tem tanta expressão em Portugal, mas é uma fatia no meio de tudo isto. Com as lojas fechadas, as vendas caem. Por outro lado, há as transferências de jogadores, porque sem jogos os jogadores não valorizam, e o mercado está condicionado”, atira Daniel Sá.

O docente universitário no IPAM realça ainda que o mercado português enquanto “vendedor” de futebolistas está ameaçado por “esta crise que afeta toda a gente”, porque “todos os clubes europeus terão menos dinheiro”.

Daniel Sá alerta ainda para os riscos “de desemprego, de redução salarial e renegociação” de condições contratuais, ainda que veja esta, também, como uma oportunidade para “repensar algumas coisas no futebol”, como o excesso de competições e o “televisionamento a mais” dos jogos, porque diz não saber “se o mercado aguenta tanto”.

O novo coronavírus surgiu na China, em dezembro de 2019, mas o surto espalhou-se por todo o mundo, tendo levado a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Inicialmente alguns eventos desportivos foram disputados sem público, mas, depois, começaram a ser cancelados, adiados – entre os quais se destacam os Jogos Olímpicos Tóquio2020, o Euro2020 e a Copa América – ou suspensos, nos casos dos campeonatos nacionais e internacionais de todas as modalidades.

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Desporto

Organização espera novas datas dos Jogos Olímpicos esta semana

Tóquio2020

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Foto: DR/Arquivo

As novas datas dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, adiados para 2021 devido à pandemia de covid-19, deverão ser conhecidas durante esta semana, afirmou o presidente da comissão organizadora japonesa, Yoshiro Mori.

“Penso que o presidente do COI [Comité Olímpico Internacional], Thomas Bach, fará um anúncio durante esta semana”, a respeito das datas em que o evento poderá decorrer em 2021, revelou Mori, em conferência de imprensa.

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A comunicação social japonesa tem noticiado que os responsáveis pela organização de Tóquio2020 poderão aproveitar o adiamento dos Jogos Olímpicos para anteciparem a prova para a primavera de 2021, evitando dessa forma o calor excessivo no verão, que já tinha provocado alterações ao programa inicial deste ano.

O COI já tinha alterado o local da realização da maratona e das provas de marcha para Sapporo, no extremo norte do Japão, a fim de limitar os riscos de saúde dos participantes, devido às temperaturas elevadas que se fazem sentir no verão em Tóquio.

“Temos uma quantidade incalculável de desafios para ultrapassar, mas o maior de todos relaciona-se com as datas. Devemos tomar uma decisão rapidamente para podermos avançar para os outros”, observou o presidente da comissão organizadora.

Os Jogos Olímpicos Tóquio2020 foram adiados para 2021 devido à pandemia da covid-19, numa decisão inédita tomada na terça-feira passada pelo COI, “para salvaguardar a saúde dos atletas, de toda a gente envolvida nos Jogos Olímpicos e de comunidade internacional”.

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O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 697 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 33.200. Dos casos de infeção, pelo menos 137.900 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril, registaram-se 119 mortes e 5.962 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito no domingo pela Direção-Geral da Saúde.

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