Seguir o O MINHO

País

António Costa diz que Portugal já paga juros mais baixos que Itália e Espanha

Eleições Legislativas 2019

em

Foto: DR / Arquivo

O secretário-geral do PS, António Costa, disse no sábado que Portugal já está a pagar a dívida com juros mais baixos que Itália e Espanha, porque demonstrou ser “um país que paga o que deve”.

“Este ano vamos gastar da dívida pública menos dois mil milhões de euros do que pagávamos há quatro anos. Começámos por ficar com os juros abaixo de Itália e, desde há poucas semanas, já temos os nossos juros abaixo de Espanha. Conseguimos estes resultados, porque recuperámos a credibilidade internacional do país, conseguimos estabilidade política, devolvemos confiança a quem nos emprestou dinheiro, de que nós somos um país de gente de bem, que paga o que deve, que merece respeito e que pode merecer a confiança de toda a gente”, disse António Costa num jantar-comício realizado em Castelo de Paiva, município do norte do distrito de Aveiro.

À chegada da escola secundária da vila, onde se realizou a atividade partidária, o secretário-geral socialista tinha à espera um pequeno grupo de lesados do BES que protestava pela situação em que se encontra, mas cujas palavras de ordem foram atenuadas pelas dos jovens da JS.

No discurso perante algumas centenas de apoiantes, o líder socialista sublinhou que após vários anos [de gestão PS] com o país a crescer acima da média europeia as previsões, “mesmo as mais pessimistas”, apontam para que a situação “se mantenha nos próximos dois anos”.

“Aqui chegados podemos dizer que a taxa de desemprego está praticamente a metade daquilo que estava há quatro anos. São mais 350 mil novos postos de trabalho criados em termos líquidos no nosso país, a esmagadora maioria dos quais não são contratos a prazo, são contratos sem termo, que dão segurança e perspetivas de futuro a quem arranjou esse posto de trabalho. Conseguimos aumentar o salário mínimo nacional 20%, o rendimento médio das famílias aumentou 9,2%, hoje as famílias vivem melhor e, mesmo assim, as empresas estão a investir e a criar postos de trabalho”, disse.

Por isso, concluiu, “todos em Portugal estão hoje a viver melhor do que viviam há quatro anos”.

Num discurso marcado por muitos números, em jeito de balanço da legislatura na ótica da governação socialista, António Costa acentuou que “nestes quatro anos houve 180 mil famílias que já saíram da situação de pobreza e 280 mil famílias que deixaram de estar numa situação de privação material severa”.

“Com o crescimento económico, com a criação de emprego, com a melhoria do rendimento, com as políticas sociais que desenvolvemos, nós estamos a diminuir a pobreza e a reduzir a desigualdade”, afirmou.

Na intervenção houve ainda tempo para lembrar o investimento no Serviço Nacional de Saúde, sinalizando que se está a investir, no presente, mais 1.600 milhões de euros do que em 2015.

No rol das promessas, destacou a intenção de ser alargado a todo o país, na próxima legislatura, o modelo das Unidades de Saúde Familiares.

Anúncio

País

Polícia Marítima resgata 39 migrantes na Grécia

25 crianças

em

Foto: DR / Arquivo

A Polícia Marítima em missão na Grécia, resgatou 39 migrantes na noite de 21 de outubro, informou hoje a Autoridade Marítima Nacional em comunicado.

No decorrer de uma ação de vigilância costeira, a equipa da Polícia Marítima detetou e resgatou 39 migrantes – 25 crianças, cinco mulheres e nove homens.

Os migrantes foram transferidos para o porto de Skala Skamineas, na Grécia, e entregues às autoridades gregas.

A Polícia Marítima encontra-se integrada na operação Poseidon, sob égide da agência europeia Frontex e em apoio à Guarda Costeira grega, com o objetivo de controlar e vigiar as fronteiras marítimas gregas e externas da União Europeia, no combate ao crime transfronteiriço, no âmbito das funções de guarda costeira europeia.

Desde 2014, quando iniciou a participação na missão Poseidon, a Polícia Marítima já resgatou 6.499 migrantes.

Continuar a ler

País

Mais de um milhão de portugueses teve contacto com “fake news” no Facebook

Durante a última campanha eleitoral

em

Foto: DR / Arquivo

O MediaLab do ISCTE, que monitorizou a “propaganda e desinformação nas redes sociais”, estima que mais de um milhão de portugueses tiveram contacto com “fake news” no mês anterior às legislativas, segundo um estudo universitário.

“É a ponta do icebergue da desinformação, um problema grave”, afirmou Gustavo Cardoso, sociólogo, professor catedrático de media e sociedade que participou no projeto do MediaLab que teve o apoio do Democracy Reporting International, uma ONG com sede em Berlim, e em colaboração com o DN.

Num país “com seis milhões de portugueses com perfis no Facebook”, e “a partir de 80 exemplos” de grupos e páginas pessoais associadas à divulgação de desinformação, houve, “no mínimo, um milhão de pessoas a serem tocadas pela desinformação” no mês que antecedeu as eleições, afirmou.

O MediaLab do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, um projeto de “monitorização de propaganda e desinformação nas redes sociais”, escolheu 47 páginas pessoais e 39 grupos de Facebook, dois “viveiros” de páginas com conteúdo político, para fazer a sua análise, no mês anterior às eleições, entre 06 de setembro e 05 de outubro.

A equipa do MediaLab identificou mais de 6.500 posts no Facebook com conteúdo de desinformação ou “fake news” produzidas pelo “viveiro” das páginas pessoais, que tiveram, naquele mês, mais de 1,1 milhões de interações, pessoas que ou puseram um “like”, comentaram ou partilharam uma determinada publicação que a equipa considera desinformação, em graus diferentes de classificação.

No caso dos grupos abertos, em que várias pessoas escrevem livremente, o estudo aponta para a existência de mais de 45 mil publicações, com mais de dois milhões de interações (fazer um gosto ou “like”, comentário e partilha), entre setembro e outubro.

Nas duas semanas de campanha eleitoral, as interações foram mais de um milhão, entre as páginas e os grupos no Facebook.

E dois terços do conteúdo dos dois “viveiros” é “potencialmente desinformativo”, afirmou Inês Narciso, investigadora do ISCTE-IUL, que deu exemplos de publicações no Facebook entre as várias categorias de etiquetas, como “acusações não fundamentadas”, “factos imprecisos”, “spin de imagem”, “factos incorretos” ou ainda com “uso descontextualizado de fontes fidedignas”, entre 18 utilizadas no estudo.

O estudo da MediaLab concluiu que as “acusações não fundamentadas” foram os casos mais numerosos.

O pico das interações nos “viveiros” do Facebook analisados foi atingido em 04 de outubro, dia em que o primeiro-ministro e líder do PS se exaltou com um idoso no Terreiro do Paço, em Lisboa, depois de este ter dito a António Costa que estava de férias quando se deram os grandes incêndios de Pedrógão Grande (Leiria), em junho de 2017 – uma “fake news”.

Ao contrário de outros países europeus onde a desinformação anda associada a notícias sobre imigrantes e imigração, os temas mais abordados em Portugal, tanto nas páginas pessoais ou grupos, foram os políticos e a corrupção.

A equipa do MediaLab pegou em vários conteúdos, analisou-os, fez “fact checking” e apresentou alguns exemplos de páginas com nomes como “O País do Mete Nojo”, “Lesados do Estado”, “A Culpa é do Passos” ou ainda “Burlados do Continente”.

Como o da página de Mário Gonçalves, um “contribuinte farto de pagar a boa vida de corruptos e mafiosos”, que, com base em “factos imprecisos”, escreveu na sua conta no Facebook: “Novo Banco perdoa 25 milhões à Malo Clinic! Os ricos safam-se sempre!”.

Ou ainda a publicação do Tugaleaks que usa um “título impreciso”: “Escândalo! Magistrados reformam-se com o valor bruto do último salário.”

Continuar a ler

País

Amazon Web Services destaca o “ecossistema de inovação” existente em Portugal

Economia

em

Foto: Divulgação

O diretor-geral da Amazon Web Services (AWS) para o sul da região EMEA destacou, em declarações à Lusa, o “ecossistema de inovação” em Portugal e sublinhou o contributo da tecnológica na formação de talento.

Miguel Alava é o responsável da AWS para a região sul da Europa, Médio Oriente e África, onde se inclui o mercado português.

“Abrimos o escritório em Portugal há um ano, mas já tínhamos clientes”, referiu Miguel Alava, que adiantou que a tecnológica, que pertence ao grupo Amazon, não poderia estar “mais contente” com a sua presença no mercado português.

“Já tínhamos clientes em Portugal, apoiados remotamente, mas queríamos ter uma relação mais profunda”, daí a abertura do escritório, explicou.

“Acreditamos que a inovação permanente é obrigatória para todos, para todas as sociedades, empresas e para todos os países. Se pararmos de inovar perdemos o carrossel, não seremos mais relevantes”, apontou o diretor-geral da AWS.

Nessa perspetiva, destacou, Portugal tem dado cartas no que respeita a aposta na inovação.

“Tudo o que se está a passar em Portugal, com a Web Summit, com todas as coisas que acontecem no ecossistema de inovação, acho que a sociedade e o país entenderam o salto que pode acontecer em Portugal com este movimento”, prosseguiu.

Questionado sobre qual é a estratégia da AWS para o mercado português, Miguel Alava disse que não é diferente dos outros países onde a tecnológica, que desenvolve serviços de computação em nuvem (‘cloud’), está presente.

No entanto, destacou que a AWS quer dar o seu contributo no “enorme movimento por trás do ecossistema de inovação” em Portugal.

Isso passa pela formação de pessoas, disse, já que o talento é um dos recursos mais procurados no processo de digitalização.

“Estamos a formar em Portugal mais de 1.000 estudantes”, disse, adiantando que além disso têm o programa AWS Educate, que disponibiliza formação gratuita a estudantes através de instituições como a Fundação Champalimaud, por exemplo.

“Ajudamos o ecossistema de inovação com o nosso programa Activate”, dirigido a ‘startups’, permitindo que estas cresçam e desenvolvam o seu negócio, referiu Miguel Alava.

“Queremos estar perto destas empresas”, salientou, apontando ainda que a AWS também mantém uma relação próxima com os ‘venture capital’ (capital de risco).

A AWS não divulga dados detalhados sobre os mercados que opera, pelo que Miguel Alava não revelou quantos clientes tem no mercado português. Entre os clientes conhecidos estão a Outsystems e a Federação Portuguesa de Futebol.

A tecnológica abriu o escritório em Portugal em setembro de 2018.

A AWS realizou na terça-feira o seu primeiro grande evento em Portugal, que decorreu na Nova SBE, tendo Miguel Alava adiantado que a nível global a tecnológica registou um aumento de 37% da carteira de clientes no segundo trimestre deste ano.

Continuar a ler

Populares