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António Costa afirma que pasta de Elisa Ferreira “honra” Portugal e é estratégica para o país

Pasta da coesão e reformas

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Foto: DR / Arquivo

O secretário-geral do PS afirmou hoje que a pasta da coesão e reformas que será assumida por Elisa Ferreira como comissária europeia “honra” Portugal e permitirá o trabalho em áreas estratégicas como a coesão territorial.

António Costa falava aos jornalistas, depois de a presidente eleita da Comissão Europeia, a alemã Ursula Von der Leyen ter anunciado que a comissária designada por Portugal para integrar o futuro executivo comunitário, Elisa Ferreira, terá na sua equipa a pasta da Coesão e Reformas.

“Esta era a pasta que tínhamos acertado com a senhora Ursula Von der Leyen, penso que honra o nosso país e que, seguramente, está ao nível da qualidade da nossa comissária [Elisa Ferreira]. A pasta permitirá à comissária Elisa Ferreira – e também a Portugal – trabalhar em áreas estratégicas para o país”, sustentou o líder socialista.

António Costa referiu que a pasta que será desempenhada pela até agora vice-governadora do Banco de Portugal “é mais alargada do que é tradicional, tendo a dimensão dos fundos estruturais (FEDER e fundo de coesão)”.

“Tem dois novos fundos que financiarão a transição para a sociedade digital e para o novo paradigma energético, o novo fundo que constitui o embrião da capacidade orçamental da zona euro e a dimensão do desenvolvimento da estratégia das políticas urbanas da União Europeia”, apontou o primeiro-ministro.

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País

Rui Rio diz que o Governo “deixou degradar o Serviço Nacional de Saúde”

Presidente do PSD aponta “situação muito má” do SNS

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Foto: Divulgação / PSD

O presidente do PSD, Rui Rio, defendeu que o Governo socialista “deixou degradar o Serviço Nacional de Saúde”, criticando uma ministra que “liga pouco ou nada aos profissionais que no dia-a-dia contactam com os problemas”.

“Manda o bom senso que a ministra da Saúde ouça os profissionais. E o que é notório é que a ministra talvez ouça, mas ouvir ou não ouvir, não traz efeito prático nenhum. Liga pouco ou nada aos profissionais que no dia-a-dia contactam com os problemas. A gestão dos recursos humanos, diz-nos a Ordem dos Médicos, é quase inexistente. Este Governo, desde que tomou posse, deixou degradar o Serviço Nacional de Saúde”, disse Rui Rio.

O líder do PSD, que falava aos jornalistas no Porto após uma reunião na Ordem dos Médicos em véspera de eleições internas no partido em que não teve agenda como candidato, disse que lhe “foram apontados graves erros de gestão”, isto para além do “subfinanciamento na Saúde”.

“Temos muito desperdício. É possível fazer muito mais. É possível fazer muito melhor. A qualidade é um elemento importante para reduzir o desperdício. E outro patamar, para melhorarmos, é que Portugal tem de produzir mais, temos de ter um Produto Interno Bruto maior”, disse o presidente dos sociais-democratas.

Numa intervenção na qual se escusou a comentar a disputa eleitoral interna no PSD, bem como palavras do seu adversário, Luís Montenegro, Rui Rio disse que “não é coincidência” ter ido à Ordem do Médicos e ter ido a uma Unidade de Saúde Familiar em Lisboa porque, acrescentou, “apesar de estar em eleições internas e ter de despender muito tempo com isso”, não deixa de ser presidente do PSD.

“E tenho de atender aos principais problemas do país e a saúde é efetivamente, desde que este Governo tomou posse, um dos mais, se não o mais grave problema e sobre o qual o Governo tem mostrado mais ineficácia. Vim perguntar qual a opinião da Ordem dos Médicos sobre como resolver em Portugal uma situação que é muito má”, referiu Rui Rio.

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Ventura aceita demissão de conselheiro com e avisa que o Chega não deixa luta “contra o sistema”

Conselheiro nacional supostamente ligado a movimentos de extrema-direita

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Foto: DR

O presidente do Chega, André Ventura, confirmou, esta sexta-feira, que a direção aceitou a demissão do líder do núcleo de Mafra e conselheiro nacional Tiago Monteiro, e ressalva que o partido não deixará a luta “contra o sistema”.

“Recebi hoje, e aceitei, o pedido de demissão do conselheiro Tiago Monteiro”, indicou o deputado numa nota enviada à agência Lusa, na qual recorda que o dirigente “teve sempre enorme entrega e lealdade para com o partido”.

O conselheiro nacional do Chega Tiago Monteiro, líder do núcleo de Mafra, renunciou, esta sexta-feira, aos cargos que desempenhava, um dia depois de ter sido noticiado que pertenceu a um movimento extremista, disse à Lusa fonte do partido.

Numa investigação publicada esta semana, a revista Sábado refere que Tiago Monteiro teve ligações à Nova Ordem Social (NOS), movimento liderado por Mário Machado e entretanto suspenso, tendo inclusivamente estado à frente do núcleo de Sintra daquela organização.

A mesma fonte adiantou que a renúncia de Tiago Monteiro está relacionada com as declarações que o presidente do partido proferiu na quinta-feira, em conferência de imprensa.

André Ventura salienta que “o partido não se afastará, no entanto, da linha ideológica definida de luta incessante contra o sistema instalado”.

Falando aos jornalistas no parlamento, no dia em que foi publicada a investigação, Ventura adiantou que não iria tolerar nem admitir “qualquer presença em órgãos dirigentes de militantes que estejam ou tenham estado ligados, quer a atos violentos, quer a atos subversivos, ligados a movimentos extremistas, movimentos violentos ou movimentos racistas”.

O presidente do Chega assinalou, na altura, que exigiu “a todos os que foram envolvidos” na investigação “que fizessem um desmentido imediato de qualquer ligação atual ou passada a movimentos como o NOS, ou outros”.

Aos dirigentes que tenham estado ligados a organizações deste género, André Ventura comprometeu-se a retirar a confiança política.

Fonte do partido disse que o líder da concelhia de Mafra, que exercia aquela responsabilidade de forma provisória até haver eleições naquele órgão, não fez esse desmentido.

Contacto pela Lusa, o dirigente recusou-se a prestar declarações, não querendo sequer confirmar a renúncia aos cargos que desempenhava no Chega.

A revista Sábado dá conta de que existem mais responsáveis do Chega que já tiveram ligações ao NOS ou a outras organizações deste género, como é o caso do presidente da Mesa da Convenção Nacional, Luís Filipe Graça.

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Mais 111 milhões para obras nas escolas com prioridade para remoção do amianto

Orçamento do Estado 2020

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Foto: Arquivo

O ministro da Educação anunciou no parlamento uma verba adicional de 111 milhões de euros para obras nas escolas, com prioridade para os estabelecimentos com estruturas com amianto.

“Conseguimos agora alocar 111 milhões de euros adicionais, em sede de reprogramação, para várias dezenas de novas intervenções nas escolas públicas de norte a sul do país”, anunciou Tiago Brandão Rodrigues, durante a audição conjunta das comissões de Orçamento e Finanças e de Educação, Ciência e Juventude, para debater a proposta de Orçamento do Estado para 2020 (OE2020).

O ministro apontou que, nos últimos quatro anos, o seu Ministério juntamente com mais de uma centena de autarquias conseguiram realizar 700 obras avaliadas em mais de 700 milhões de euros.

Nestas obras de requalificação, a prioridade será dada à remoção de amianto levando a cabo um trabalho já iniciado no anterior mandato e que Tiago Brandão Rodrigues promete agora continuar.

As verbas para estas obras estão inscritas no OE2020 “como prioridade do Fundo de Reabilitação e Conservação Patrimonial”.

O ministro garantiu que será dada uma “sequência ainda mais intensa ao trabalho já desenvolvido desde 2016 em mais de duas centenas de escolas, logrando remover o dobro dos materiais com amianto retirados no quadriénio anterior, entre 2011 e 2015”.

Tiago Brandão Rodrigues prometeu ainda iniciar este ano “a concretização no terreno de um verdadeiro plano de valorização e rejuvenescimento da carreira docente”.

Sobre esta matéria, o ministro explicou que a ideia passa por fazer um diagnóstico das necessidades de docentes e uma melhoria da “sua formação inicial e contínua”.

Quanto às novidades na área do Desporto, Tiago Brandão Rodrigues defendeu que 2020 será “um ano de celebração olímpica a paralímpico”, estando previsto “um notável investimento acumulado de 25 milhões de euros naqueles que envergam a nossa camisola”.

O Programa de Reabilitação de Infraestruturas Desportivas tem previsto no OE2020 uma verba de 2,5 milhões de euros, ou seja, “duas vezes e meia a mais do que em 2017”, quando o programa foi lançado, disse o ministro.

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