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País

António Costa afasta possibilidade de nacionalizar EDP e Galp

Eleições Legislativas 2019

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Foto: Facebook de António Costa (Arquivo)

O primeiro-ministro e secretário-geral do PS, António Costa, recusou esta quarta-feira a intenção do Bloco de Esquerda de nacionalizar a EDP e a Galp, considerando que o Partido Socialista e o BE têm um “programa próprio”.

Num debate promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP), em Lisboa, e respondendo à questão sobre a possibilidade de nacionalização da EDP e Galp na próxima legislatura, como defende o Bloco de Esquerda, António Costa afirmou que “não é de todo” o objetivo.

“O programa do Partido Socialista não é o programa do Bloco de Esquerda. Recomendo a leitura, é um programa próprio”, disse o secretário-geral do PS, sublinhando que “cada um tem o seu programa e seguramente o BE há de bater-se por essas nacionalizações, que não constam do programa do PS”.

No âmbito do ciclo de debates dedicado às eleições legislativas, a CCIP convidou hoje António Costa para responder às perguntas do presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, Bruno Bobone, e de empresários.

O secretário-geral do PS destacou a presença do Estado na TAP, sublinhando que essa participação “em nada prejudicou a boa gestão” da empresa.

“Para nos é absolutamente fundamental ter a TAP e a presença do Estado no capital da TAP, como se tem revelado, em nada prejudicou uma boa gestão da TAP, que tem vindo a crescer e a ter a sua capacidade de investimento muito forte”, referiu.

Frisando que a companhia se tem “desenvolvido bem”, António Costa manifestou-se convicto que “a grande maioria dos sócios privados da TAP está satisfeita com a presença do Estado”.

Para o primeiro-ministro, a posição do Estado protege “a TAP de qualquer vicissitude que o sócios privados possam ter no futuro”.

No debate, António Costa falou também dos salários em Portugal, considerando que “os níveis salariais são baixos” e que “o problema não se coloca só no ordenado mínimo”.

“Uma das razões pelas quais começa a ser difícil haver aumentos muito significativos do salário mínimo é que está muito encostado ao salário mediano”, disse, remetendo a questão salarial para a concertação social.

“Aquilo que nós propomos é que no início da próxima legislatura possa haver um acordo global na concertação social quanto ao conjunto da política de rendimentos”, frisou.

Respondendo ainda a um empresário, António Costa afirmou que, caso o PS não tenha condições para executar o programa, vai ter de o negociar.

“Há quatro anos não houve condições para executar o programa que tínhamos e tivemos que negociar. Houve pontos que não eram propostas nossas e tivemos que assumir. Houve propostas nossas que não pudemos executar e tivemos que deixar cair”, disse ainda.

O presidente do PSD, Rui Rio, vai ser o próximo candidato às eleições legislativas que vai passar pela Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, a 10 de setembro.

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País

Sociedades médicas pedem mais impostos sobre produtos de tabaco e nicotina

Cigarros e vaporizadores de tabaco são os alvos principais da Sociedade Portuguesa de Pneumologia

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Foto: DR

A Sociedade Portuguesa de Pneumologia encabeça uma carta de diversas organizações da área da saúde enviada à Assembleia da República a pedir que o Orçamento do Estado 2020 contemple um aumento dos impostos sobre os produtos de tabaco e nicotina.

A carta, assinada por organizações como a Sociedade Portuguesa de Oncologia, Sociedade Portuguesa de Pediatria, Associação Nacional dos Médicos de Saúde Publica, Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar e a Ordem dos Farmacêuticos, entre outras, alerta os deputados “para a atual situação da política fiscal dos produtos de tabaco em Portugal”.

“É imperioso que todos os responsáveis do Governo defendam as políticas intersetoriais de saúde pública visando o controlo do principal fator modificável – o tabaco – causador da maior e da mais evitável carga de doença e morte prematura da população portuguesa (…), ameaçando, por estas razões, a sustentabilidade do desenvolvimento socioeconómico e do Serviço Nacional de Saúde”, escrevem.

Os signatários lembram que “a redução do consumo de tabaco é um objetivo maior da convenção-quadro de controlo de tabagismo da Organização Mundial da Saúde (OMS) que Portugal ratificou, assim como da agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável e dos Direitos Humanos (OMS, 2019)”.

“É imperioso, em sede de Orçamento do Estado, dar a devida atenção e relevo ao assunto (…), já que uma das mais adequadas e efetivas políticas públicas para o controlo e redução consistente do consumo de tabaco é a aplicação sistemática de taxas e impostos em todos os produtos sem exceção”, defendem.

Dizem igualmente que a tributação do tabaco é “a medida isolada mais eficaz e custo-efetiva para diminuir o consumo”, sobretudo entre os jovens e os grupos populacionais com rendimentos mais baixos, “os quais apresentam uma maior vulnerabilidade para fumar e menores recursos para cessar o consumo”.

As organizações que assinam o documento destacam a “falta de ambição das políticas fiscais dos diversos governos e da Assembleia da República” a este nível e pedem uma “política de tributação eficaz” do imposto especial sobre o consumo de tabaco.

Recordam ainda que recentemente “surgiram no mercado novos produtos de tabaco e de inalação de nicotina que estimulam o consumo e promovem a dependência da nicotina, a preços comerciais baixos”, uma situação que dizem dever-se a uma “tributação ineficaz”.

“Atualmente, a evidência de que os cigarros eletrónicos e o tabaco aquecido contêm substâncias tóxicas e carcinogénicas com grande potencial para lesar a saúde humana, é incontestável”, defendem, citando as mais recentes informações da Direção-geral da Saúde e da Organização Mundial da Saúde sobre esta matéria.

Lembram igualmente as preocupações da OMS para com os casos de lesões pulmonares agudas graves e as mortes provocadas por cigarros eletrónicos nos Estados Unidos e sublinham a declaração da Organização Mundial da Saúde que indica que “os argumentos de redução de danos e melhoria da saúde pública pela utilização destes novos produtos não estão comprovados e devem ser proibidos”.

A carta recorda a atualização dos impostos introduzida em 2017 sobre o líquido contendo nicotina para consumo em cigarros eletrónicos, que as organizações consideram “incompreensivelmente reduzido”, e defende que há “um desagravo fiscal, com atualizações muito pouco significativas da fiscalidade” no que se refere ao tabaco aquecido.

“Em Portugal, a fiscalidade do tabaco tem-se traduzido por aumentos pouco significativos que não se refletem de um modo similar em todos os produtos, permitindo que os consumidores troquem para marcas ou produtos mais acessíveis, como as cigarrilhas ou o tabaco de enrolar, ou ainda para os novos produtos de tabaco aquecido e cigarros eletrónicos”, acrescentam.

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PS avança com voto de condenação formal de André Ventura por xenofobia

Líder do Partido Chega terá sugerido o regresso de Joacine Moreira ao seu país de origem

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Foto: Facebook / DR

A líder parlamentar do PS anunciou, esta quarta-feira, que vai propor na Assembleia da República uma condenação formal do deputado do Chega, André Ventura, por “xenofobia”, depois deste ter sugerido a deportação da deputada do Livre, Joacine Katar Moreira.

Joacine Katar Moreira apresentou uma proposta para a devolução de património existente nos museus portugueses aos países de origem nas antigas colónias de Portugal, o que levou a seguir André Ventura a propor a devolução desta deputada do Livre ao seu país de origem.

“O PS condena veementemente as afirmações proferidas contra um deputado, que são xenófobas. O convite feito a qualquer cidadão para sair e voltar ao seu país de origem é inadmissível numa sociedade democrática e é inadmissível em Portugal. Isto, para o PS, não passará sem uma condenação formal no espaço próprio, que é o parlamento”, declarou Ana Catarina Mendes.

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Instituto Nacional de Estatística confirma desemprego nos 6,7% em novembro e estima nova subida em dezembro

Estima-se que dezembro será também um “mês de subida”

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Foto: maiscursos.org / DR

A taxa de desemprego aumentou para 6,7% em novembro passado, mais 0,2 pontos percentuais face ao mês anterior e em linha com as previsões feitas há um mês pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que estima nova subida para 6,9% em dezembro.

“Em novembro de 2019, a taxa de desemprego situou-se em 6,7%, valor superior em 0,2 pontos percentuais ao do mês anterior e em 0,3 pontos percentuais ao de três meses antes e igual ao do mesmo mês de 2018”, refere o INE.

O valor de novembro confirma a estimativa provisória divulgada há um mês.

Para dezembro de 2019, o INE avança uma estimativa provisória da taxa de desemprego de 6,9%, valor superior em 0,2 pontos percentuais ao do mês anterior e 0,3 pontos percentuais por comparação com três meses antes e com dezembro de 2018.

A estimativa provisória do INE para a população desempregada em dezembro é de 357,7 mil pessoas, um acréscimo de 2,5% (8,8 mil) em relação ao mês anterior e de 4,3% (14,8 mil) face ao mês homólogo de 2018.

Já a população empregada terá recuado 0,3% (16,1 mil) face ao mês anterior e 0,1% em comparação com o mês homólogo de 2018, para 4.839,0 mil pessoas.

Em dezembro, a taxa de desemprego dos jovens terá aumentado para 19,3%, mais 0,6 pontos percentuais em relação ao mês precedente, enquanto a dos adultos terá sido de 5,9%, o que corresponde a um aumento de 0,1 pontos percentuais relativamente ao mês anterior.

Segundo o INE, em novembro do ano passado, e comparando com o mês precedente, a população desempregada aumentou 9,8 mil pessoas (2,9%) e a população empregada diminuiu 10,4 mil pessoas (0,2%).

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