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Braga

Antigo candidato à presidência do Benfica julgado em Braga por burla e fuga ao fisco

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O economista e empresário Jaime Antunes negou hoje que tenha burlado o proprietário de uma quinta em Alenquer, mas confessou que encaminhou para uma conta na Suíça 1,5 milhões de euros que ganhou com o negócio, para fugir ao Fisco.

No Tribunal de Braga, no início do julgamento do processo em que é acusado de burla e branqueamento de capitais, o antigo candidato à presidência do Sport Lisboa e Benfica afirmou que encaminhou os 1,5 milhões de euros para a Suíça para “esconder o percurso do dinheiro” e, assim, não ter de pagar os respetivos impostos. “Não é o meu perfil [fugir ao fisco], mas aconteceu”, disse Jaime Antunes (na foto).

jaime-antunes

No entanto, adiantou que já pagou os impostos devidos ao Estado português (132 mil euros), ao abrigo do Regime Excecional de Regularização Tributária.

O pagamento é confirmado por uma sentença, de junho de 2016, do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, onde Jaime Antunes foi julgado por um crime de fraude fiscal, acabando por ser absolvido.

Em causa está, tanto no processo julgado em Lisboa como no que hoje começou a ser julgado em Braga, um negócio relacionado com a Quinta da Puceteira, situada em Alenquer, a curta distância da Ota, para onde chegou a ser equacionada a construção de um novo aeroporto.

Trata-se de um prédio rústico, na altura sem capacidade construtiva, tendo o seu proprietário, Manuel Silva, contactado Jaime Antunes, presidente do Conselho de Administração da empresa “Frontino – Turismo, SA”, alegadamente para lho tentar vender.

Segundo contou hoje Jaime Antunes, não houve acordo quanto ao preço, mas Manuel Silva e a Frontino decidiram constituir, a meias, uma sociedade que ficaria com a titularidade do terreno e se encarregaria de o valorizar, nomeadamente pugnando junto da câmara para o dotar de capacidade construtiva, no âmbito da revisão do Plano Diretor Municipal (PDM).

A ideia seria implementar um projeto imobiliário turístico, com moradias, campo de golfe e piscina.

A Frontino pagou 750 mil euros pela sua metade na sociedade.

Jaime Antunes disse que, a partir daí, desenvolveu diversas diligências e promoveu estudos com vista à valorização do terreno.

Entretanto, Manuel Silva terá começado a sentir dificuldades financeiras e manifestado vontade de desistir do projeto, preferindo vender o terreno, “para fazer dinheiro”.

A Frontino acedeu sair da sociedade e ceder a sua quota a Manuel Silva, recebendo por isso um milhão de euros.

Jaime Antunes, por sua vez, pediu para ele, e recebeu, 1,5 milhões de euros, a troco do trabalho e das despesas que teve na “valorização” do terreno.

Estes 1,5 milhões de euros foram pagos em três cheques, que foram depositados primeiro numa conta que o filho de Manuel Silva abriu expressamente para o efeito num banco na Suíça.

Dessa conta, transitou para uma conta que Jaime Antunes detinha também na Suíça, em nome de uma empresa de que era proprietário.

São precisamente estes 1,5 milhões de euros que estão na origem da acusação de burla, já que, segundo o Ministério Público, teria havido na altura a promessa de que aquele valor seria devolvido a Manuel Silva caso o aeroporto não fosse construído na Ota.

Uma promessa negada por Jaime Antunes.

Manuel Silva acabou por vender a quinta a um empreiteiro de Braga, por 3,5 milhões de euros.

 

 

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Braga

Motociclista ferido após acidente em Braga

Em Crespos

em

Foto: O MINHO

Um homem, de 64 anos, sofreu ferimentos na sequência de uma colisão com um automóvel, a meio da tarde deste domingo, em Crespos, concelho de Braga.

A vítima seguia na EN 205 quando se deu a colisão, por circunstâncias ainda não apuradas.

No local estiveram os Bombeiros Sapadores e a equipa médica da VMER de Braga.

O acidentado foi transportado para o hospital local com ferimentos num braço, sendo considerado “ferido ligeiro”, disse fonte do CDOS.

A GNR registou a ocorrência.

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Braga

Colisão violenta faz quatro feridos em Vieira do Minho

Acidente

em

Fotos cedidas a O MINHO por Duarte Prestes

Quatro pessoas ficaram feridas, entre os quais um jovem de 16 anos, após uma colisão entre duas viaturas ligeiras na Rua da Igreja, em Soutelo, concelho de Vieira do Minho, disse a O MINHO fonte dos bombeiros.

Desconhecem-se ainda as causas do acidente, apenas que terá envolvido duas viaturas, com uma delas a colidir contra um poste da EDP, derrubando o mesmo, que acabou por atingir os intervenientes.

Foto cedida a O MINHO por Duarte Prestes

Foto cedida a O MINHO por Duarte Prestes

Foto cedida a O MINHO por Duarte Prestes

Foto cedida a O MINHO por Duarte Prestes

No local estiveram os Bombeiros de Vieira do Minho que efetuaram o transporte dos quatro feridos.

Uma ambulância dos Bombeiros de Póvoa de Lanhoso também foi ativada para transportar o jovem de 16 anos mas acabou por ser desmobilizada, com a vítima a ser transportada em conjunto com a mãe, na mesma ambulância.

As vítimas, todas da mesma família, foram transportadas para o Hospital de Braga com ferimentos considerados ligeiros.

Segundo fonte da Proteção Civil, o alerta foi dado cerca das 15:08.

A GNR registou a ocorrência.

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Braga

Padres de Braga dão a volta ao vírus no regresso das missas abertas

Covid-19

em

Foto: DR

Diferentes párocos do concelho de Braga deram a volta às recomendações da Direção-Geral de Saúde para o regresso das eucaristias, celebrando-as fora da igreja.

Em Ferreiros, o padre Miguel Simões celebrou, este domingo, a eucaristia no pavilhão municipal. Apesar da adesão não ter sido significativa, revelando ainda alguma timidez dos fiéis em marcar presença, a paróquia colocou cadeiras no recinto para alguns dos presentes, enquanto outros ficaram pela bancada já existente.

Também em Priscos, após desafio do padre João Torres, uma associação cultural local e a junta de freguesia disponibilizaram as instalações do pavilhão local para a celebração da eucaristia.

Em Guisande, o mesmo pároco, João Torres, celebrou missa no campo de futebol local, onde estiveram mais de 100 pessoas.

Durante a semana, as missas terão lugar nas igrejas paroquiais, já que a afluência de fiéis é substancialmente menor.

Portugal entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

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