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Ânimos acalmaram em Lisboa e passam a clima de festa pela liberdade

Após confrontos violentos com apoiantes de movimentos de extrema-direita
Ânimos acalmaram em lisboa e passam a clima de festa pela liberdade
Foto: Lusa

Os ânimos na zona do Rossio, em Lisboa, acalmaram pelas 18:00 de hoje, depois de confrontos violentos, envolvendo apoiantes de movimentos de extrema-direita, e passou a um clima de festa, sobretudo com os manifestantes que desceram a Avenida da Liberdade.

As centenas de elementos policiais que estiveram presentes na zona do Rossio durante a tarde para garantir a segurança de todos deixou, cerca das 18:00, de ser tão visível, após os apoiantes de movimentos de extrema-direita, inclusive do partido Ergue-te, do movimento Habeas Corpus e do grupo 1143, terem desmobilizado.

Antes, registaram-se dois momentos de confrontos, com a polícia a ter de intervir, um deles pelas 16:00, com a detenção do presidente do Ergue-te, Rui Fonseca e Castro, após ter sido avisado de que a manifestação não estava autorizada e que estava a incorrer num crime de desobediência, tendo também sido detido outro cidadão por resistência e coação, segundo a PSP.

Cerca das 17:00, houve outro momento de confronto, entre apoiantes de extrema-direita e a manifestantes anti-fascistas, inclusive alguns que vinham da Avenida da Liberdade, o que obrigou a PSP a intervir e, depois, a formar um cordão policial de segurança, a separar os grupos antagónicos, com perto de meia centena de operacionais, incluindo as Equipas de Intervenção Rápida.

Pelas 18:00, milhares de pessoas ocupavam a zona do Rossio e o Largo de São Domingos, onde se voltou a ver filas para a ginjinha e grupos de turistas com guias a mostrar a cidade.

A maioria das pessoas concentradas a esta hora vinham da Avenida da Liberdade, com cravos vermelhos, símbolo da Revolução de Abril que hoje se comemora.

Entre os que passaram por esta zona esteve também o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos.

No meio do Largo de São Domingos ouvia-se música associada ao 25 de Abril de 1974, que ecoa através de uma coluna, e muitos são os que cantavam e dançavam, num ambiente de festa no dia da liberdade.

Inicialmente, o Ergue-te e o movimento Habeas Corpus, com o apoio do grupo de extrema-direita 1143, anunciaram uma manifestação com “porco no espeto” no Martim Moniz, a partir das 15:00 desta sexta-feira.

No entanto, essa concentração teve o parecer negativo da PSP, com a justificação de “manifestações/concentrações antagónicas para a mesma hora e área geográfica” com “desígnios e posicionamentos ideológicos distintos e antagónicos” e a necessidade de “garantir a ordem e tranquilidade públicas”.

A Câmara de Lisboa, presidida por Carlos Moedas (PSD), seguiu o parecer da PSP e, por isso, não deu aval à realização da iniciativa de movimentos de extrema-direita.

Na Praça do Martim Moniz, pelas 15:00 de hoje, mais de uma centena de cidadãos juntaram-se para contestar a ação da extrema-direita.

Perante isto, o partido Ergue-te e os restantes grupos de extrema-direita passaram a concentração para o Largo de São Domingos, junto ao Rossio e a cinco minutos da Praça do Martim Moniz.

Enquanto os apoiantes de movimentos de extrema-direita gritavam por Salazar, responsável pela ditadura em Portugal, os anti-fascistas afirmavam: “25 de Abril sempre, fascismo nunca mais”.

 
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