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Esposende

Animais de companhia permitidos em duas praias de Esposende

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Foto: DR

As praias da Ramalha Sul e Suave Mar, ambas em Esposende, distrito de Braga, podem a partir desta terça-feira ter presentes animais de companhia, no âmbito do Plano Estratégico Municipal para o Bem-Estar Animal, criado pela autarquia.


Fonte da Câmara Municipal de Esposende referiu à Lusa que a escolha destas praias se prendeu com o facto de se situarem “fora de zonas concessionadas, onde não é possível que os animais estejam presentes”.

Ainda assim, explicou a fonte, as praias escolhidas ficam perto das áreas concessionadas “para as pessoas poderem usufruir dos serviços e equipamentos que estas disponibilizam, sem deixar os animais sozinhos ou longe”.

A autarquia salientou ainda que o projeto é contínuo, sendo que as infraestruturas disponibilizadas, como a sinalética e um conjunto de material de limpeza com depósitos para dejetos, vão estar “permanentemente disponíveis”.

A iniciativa enquadra-se no Plano Estratégico Municipal para o Bem-Estar Animal, apresentado em maio, e tem como objetivos a “sensibilização da população para a importância do não abandono e da adoção animal, a esterilização, vacinação dos animais e a reavaliação das estratégias de acolhimento”.

Em Esposende, no centro da cidade, está prevista a criação de um espaço de interação para os animais, o Parque Agility, que “ainda vai ser construído e que vai ser um local onde os animais podem interagir uns com outros, sem trela, acompanhados dos donos”, avançou o município.

O Plano conta ainda com um protocolo com os Bombeiros Voluntários de Fão, “que vão socorrer os animais feridos abandonados na via pública”, e uma parceria com a Ordem dos Médicos Veterinários, que vai permitir que as “famílias de estratos sociais desfavorecidos beneficiem de um Cheque Veterinário”.

Campanhas de adoção e projetos de intervenção social em que os animais terão papel de destaque junto de grupos de risco como idosos, pessoas com deficiência e crianças com necessidades educativas especiais, são outros dos destaques do plano.

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Cávado

Voluntários recolhem uma tonelada de lixo nas praias de Esposende

Ambiente

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Foto: Divulgação / CM Esposende

Um grupo de voluntários recolheu, em cerca de duas horas, perto de uma tonelada de lixo marinho em cinco praias de Esposende, numa ação que serviu para assinalar o Dia Internacional de Limpeza Costeira.

Em comunicado, a câmara de Esposende explica que os 178 participantes recolheram resíduos trazidos pelo mar para o areal ou “esquecidos” pelos banhistas, arrastados pelos rios e linhas de água, assim como artefactos utilizados normalmente pelos pescadores, “contribuindo para preservar os habitats abrangidos e melhorar significativamente a imagem destes locais”.

Por esta via, finaliza o texto, “o município de Esposende, através da Esposende Ambiente, está a contribuir para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, nomeadamente no que se refere ao ODS 13 – Ação Climática, ODS14 – Proteger a Vida Marinha, ODS 15 – Proteger a Vida Terrestre e ODS 17 – Parcerias para a Implementação dos Objetivos de Sustentabilidade”.

A ação foi organizada pela empresa municipal Esposende Ambiente, em colaboração com a Associação Rio Neiva e a Onda Magna, apoiadas pela Fundação Oceano Azul.

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Cávado

Filha salvou da morte pai esfaqueado pela mulher em Esposende

Julgamento continua esta terça-feira no Tribunal de Braga

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Foto: Ilustrativa / DR

A filha do homem que terá levado uma facada nas costas da mulher, Eliana Yurlev Henão, de 37 anos, uma colombiana, na casa onde viviam – quando ele dormia – em Marinhas, Esposende, é ouvida esta terça-feira no Tribunal de Braga, na segunda sessão do julgamento.

A jovem, de nome Maria, agora com 18 anos, acudiu ao pai quando este foi atingido pela faca, salvando-o de uma provável morte por perda de sangue: “Ouvi os gritos dele, fui a correr e arranjei uns panos molhados para estancar o sangue que jorrava intensamente”, contou a testemunha ao juiz na fase de inquérito. “ E consegui”.

Esta versão vai ser hoje repetida perante o coletivo de juízes.

Mulher que esfaqueou o marido em Esposende diz que não se lembra do crime

A jovem garante que, ao contrário do que diz a Eliana, foi ela que acordou com os gritos, não tendo sido chamada pela madrasta: “O meu pai deitou tanto sangue que, no final, quando veio a ambulância, eu própria estava ensanguentada da cabeça aos pés”.

A vítima, António Ganas, não pediu nem vai pedir qualquer indemnização pela facada – isto se o coletivo de juízes o der como provado. “A única coisa que quer é que ela o deixe em paz”, disse fonte da família.

“Não tentei matá-lo”

Na primeira sessão, e conforme O MINHO noticiou, a mulher declarou: “Não sei. Não fui eu que o esfaqueei, nem tentei matá-lo”. E, posteriormente, veio a acrescentar que se ‘enrolou’ com o marido numa briga e que este caiu em cima da cama, tendo sido espetado pela faca que ali estaria. Foi esta a versão dada ao Tribunal de Braga pela imigrante colombiana, já naturalizada portuguesa, a qual contou que, na noite do crime, em abril de 2018, discutiu com o marido, o português António Maria Ganas, após ter ido à cozinha beber água e comer uma maçã. Diz ter pegado numa faca para cortar a fruta e ter ido dormir para o quarto em que estava com dois adolescentes, um filho seu e uma jovem de 16 anos, filha dele. Afirmou que não sabe o que sucedeu depois, nem mesmo o destino da faca, só se lembrando de ter acordado os filhos e chamar o 112. Atribuiu as discussões do casal a ciúmes do marido.

Esta versão é desmentida pela vítima que disse a O MINHO que ela o esfaqueou nas costas, enquanto dormia, deixando-lhe uma parte da lâmina, com nove centímetros, no corpo, o que lhe perfurou um pulmão e chegou ao coração. E ainda tentou impedi-lo de respirar. “Mente. Quando foi detida disse à PJ de Braga e ao juiz que me tinha dado uma facada para me matar. Está no processo”, acrescentou.

No final da audiência, a arguida empurrou, deitando-a ao chão, a mãe da vítima, tendo-lhe ainda chamado puta, o que lhe vai valer novo inquérito judicial no Tribunal, tendo como testemunhas alguns jornalistas que presenciaram os factos.

Entretanto, António Ganas disse a O MINHO que apresentou duas outras queixas-crimes contra a mulher, de quem já pediu o divórcio. Diz que, quando saiu do hospital, ela tinha vendido um Audi seu e que os pertences pessoais que tinha em casa desapareceram.

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Cávado

Esposende vai recuperar moinhos para criar parque temático

Parque Temático de Moinhos de Vento

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Foto: Divulgação / CM Esposende

A Câmara de Esposende vai arrancar com a obra de recuperação de três moinhos de vento, propriedades do município, iniciando assim a primeira fase do processo de constituição do Parque Temático dos Moinhos de Vento da Abelheira, em Marinhas, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a autarquia dá conta de que esta recuperação dos moinhos insere-se no âmbito da candidatura Qualificação das Experiências de Turismo da Natureza no Minho – Redes de Visitação da Natureza – Moinhos da Abelheira/Esposende, integrada na Estratégia de Eficiência Coletiva PROVERE, financiada a 85% e terá um investimento de 155 mil euros.

Esta ação integra-se na estratégia de promoção do Turismo no Município de Esposende através da valorização e preservação do seu património material e imaterial.

A intervenção global está prevista para os sete moinhos, mas nesta fase a autarquia vai avançar com a recuperação dos três edifícios que são propriedade da Câmara.

“No futuro ficará ali implantado o parque temático ligado às energias renováveis e ao ciclo do pão”, refere Benjamim Pereira, presidente da Câmara de Esposende.

As obras de conservação abrangem os moinhos de vento números “3”, “6” e “7”, os quais são já propriedade do município, mas o futuro parque temático abrange sete espaços expositivos, onde será apresentado todo o processo que envolve a sementeira e a recolha do grão, assim como os diversos processos necessários à sua preparação para a moagem.

Aos moinhos estarão associados os temas da eletricidade; do ciclo do pão e da etnografia a ele associado; das questões ambientais do uso de energias; das respostas sensoriais que a cultura do cereal permite experimentar através do tato, olfato e visão, às questões sobre os cereais híbridos ou geneticamente modificados. Um dos espaços, distinto pelo aspeto arquitetónico vanguardista, abordará o futuro da energia.

Relativamente ao moinho “3”, a autarquia pretende3 fazer a recuperação funcional a partir dos vestígios remanescentes no local, recuperando toda a informação tecnológica e capitalizando os resultados na reconstituição fidedigna do moinho (no que respeita a materiais, técnicas construtivas, volumes, paleta de cores, soluções tecnológicas tradicionais e molinologia local).

No que se refere aos outros dois moinhos, pretende uma recuperação parcial, garantindo emprego de técnicas não invasivas e consequentemente a preservação da integridade dos elementos existentes.

Esposende reúne vários moinhos eólicos e hidráulicos. Entre os núcleos dos engenhos de moagem movidos pela força do vento, além dos de Abelheira estão referenciados os de Cedovém em Apúlia, entre outras unidades disseminadas pelo concelho.

Refira-se que a Casa das Marinhas, foi inspirada, arquitetada e construída a partir de um moinho e transformada em habitação, pelo conceituado arquiteto esposendense Viana de Lima. Portugal assinala o Dia Nacional dos Moinhos a 07 de abril

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