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Futebol

Aníbal Pinto de “consciência limpa” diz ser a “‘cola’” do processo

Football Leaks

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Foto: DR / Arquivo

Aníbal Pinto, arguido no caso Football Leaks pelo crime de extorsão na forma tentada, disse hoje ter a “consciência limpa enquanto advogado”, reafirmando que a sua presença no processo serve como “‘cola’ para manterem Rui Pinto”.


“Acho que sou a ‘cola’ neste processo, que foi necessário para manterem Rui Pinto. Cá estou eu a cumprir a minha obrigação como cidadão, mas sempre com a honra e a dignidade de saber e ter a consciência limpa enquanto advogado e na qualidade de advogado. Os advogados têm de morrer com os clientes e têm de cumprir a lei”, afirmou, à entrada da segunda sessão do julgamento, no Campus da Justiça, em Lisboa.

Na primeira sessão, Aníbal Pinto falou perante o coletivo de juízes, presidido por Margarida Alves, durante a parte da manhã e toda a sessão da tarde, sendo hoje novamente ouvido.

“Não tem dificuldade nenhuma dizer aquilo que é verdade. O tribunal vai, finalmente, decidir e esclarecer tudo, se há crimes, se não há crimes. Por mim, estou absolutamente tranquilo”, garantiu, dizendo ser “absolutamente evidente” que se trata de um contrato de trabalho para contratar Rui Pinto, ao invés de uma tentativa de extorsão, como alega a acusação.

Explicando terem existido “muitos sinais vermelhos” de que algo não era lícito, Aníbal Pinto realçou “um sinal absolutamente verde, que era a existência de um colega e de um advogado”.

“Os advogados têm de confiar nos advogados, têm de ser leais com toda a gente. Há pessoas que têm de entender que há advogados que não têm preço, que nunca denunciam os clientes, que nunca violam a sua conduta e deontologia”, frisou.

Rui Pinto, de 31 anos, vai responder por um total de 90 crimes: 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência e seis de acesso ilegítimo, visando entidades como o Sporting, a Doyen, a sociedade de advogados PLMJ, a Federação Portuguesa de Futebol e a Procuradoria-Geral da República, e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por extorsão, na forma tentada

Este último crime diz respeito à Doyen e foi o que levou também à pronúncia de Aníbal Pinto.

O criador do Football Leaks encontra-se em liberdade desde 07 de agosto, “devido à sua colaboração” com a Polícia Judiciária e “sentido crítico”, mas está, por questões de segurança, inserido no programa de proteção de testemunhas, em local não revelado e sob proteção policial.

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Futebol

Sporting e FC Porto empatam a dois golos em Alvalade

I Liga

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Foto: Twitter / FC Porto

O Sporting, que abriu e fechou o marcador, e o campeão FC Porto empataram hoje a dois golos, em encontro da quarta jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado à porta fechada no Estádio José Alvalade.

Nuno Santos, aos nove minutos, e o argentino Luciano Vietto, aos 87, marcaram os tentos dos ‘leões’, enquanto o colombiano Uribe, aos 25, e o mexicano Corona, aos 45, faturaram para os ‘dragões’, que somaram o segundo jogo sem vencer.

Na Classificação, o FC Porto e o Sporting, que tem menos um jogo disputado, mantiveram-se igualados, com sete pontos, provisoriamente a dois do líder Benfica, de visita no domingo ao reduto do Rio Ave.

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Futebol

Bruno de Carvalho e Octávio Machado condenados por insultos ao Conselho de Arbitragem

Em 2015

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Foto: DR

O Supremo Tribunal Administrativo confirmou as penas de suspensão e as multas aplicadas pela Federação Portuguesa de Futebol aos antigos, presidente do Sporting, Bruno de Carvalho e dirigente, Octávio Machado, por declarações ofensivas – proferidas na época 2015/16 e a propósito das nomeações de árbitros – para com o Conselho de Arbitragem e contra o seu Presidente, de então, Vítor Pereira. Os dois ex-dirigentes desportivos haviam sido condenados, respetivamente, a 113 e a 75 dias de suspensão, bem como a multas de 2.869 euros e 1.913 euros.

A FPF considerou insultuosa a linguagem que ambos usaram em 2015/16 contra o órgão e contra Vítor Pereira.
Os dois ex-dirigentes recorreram, então, para o Tribunal Arbitral de Desporto (TAD), o qual, em 2017, revogou os castigos – numa decisão com o voto contra do advogado e juiz, Nuno Albuquerque, de Braga – considerando que as declarações, “ainda que contundentes e ásperas” estavam “no limite” da chamada “linguagem do futebol” não sendo difamatórias.

A FPF recorreu, então para o TCAS – Tribunal Central Administrativo do Sul, o qual confirmou a decisão do TAD dizendo que Vítor Pereira, sendo “um conceituado árbitro e figura pública, por certo deterá a necessária robustez psicológica para não se sentir melindrado”
O TCAS concluiu que as declarações dos dois ex-dirigentes sportinguistas não “atingiram o núcleo essencial das qualidades morais necessárias à sua autoestima e a não se sentir desprezado pelos outros”.

Difamação inaceitável, diz o Supremo

Face a esta segunda sentença, a FPF foi até à última instância, o Supremo, que veio dar-lhe razão, ao considerar que, e em resumo, “a denominada “linguagem desportiva” não permite que se profiram insultos e se façam difamações dirigidas aos árbitros e muito menos a quem os nomeia”.

E sublinha o acórdão a que O MINHO teve acesso: “Mal seria que as expressões utilizadas pelos arguidos, se enquadrassem numa crítica meramente opinativa no seio do fervor desportivo, dado que não se limitam a enunciar factos objectivos ou a exprimir opiniões acerca da sua qualificação à luz das regras do jogo; pelo contrário, são de molde, a colocar em crise, quer objetiva, quer subjetivamente, a arbitragem em Portugal, a honra e reputação dos árbitros em questão e, em particular, a do Presidente do Conselho de Arbitragem, configurando insultos, injúrias e difamações em relação aos visados, que extravasam o direito de liberdade de expressão”.

As declarações de Bruno e Octávio

Em janeiro de 2016 e após o jogo Sporting/Tondela, Bruno de Carvalho afirmou, referindo-se a Vítor Pereira: “os jogos não se jogam nas quatro linhas; gosto pouco de estar a brincar ao futebol. O Senhor Vítor Pereira já ultrapassou todos os limites do ridículo!”. No mesmo dia, no Facebook, escreveu: “inacreditável! A pressão dos árbitros já mete nojo! Querem provocar o pânicos nos árbitros que dirigem o Sporting CP e ainda passar a mensagem de que os jogadores do Sporting têm de estar sempre punidos (na lista estão já Slimani e João Mário). Vítor Pereira já não perdeu só o bom-senso a nomear, mas toda a noção do ridículo”.

A 23 do mesmo mês, em artigo no jornal A Bola classsificou o líder da arbitragem como estando em “total desnorte”, dizendo que “o futebol se joga fora das quatro linhas”.

Bruno de Carvalho tinha a agravante de já ter sido condenado, em 2015, pela prática de infração disciplinar de “lesão da honra e da reputação”.

Octávio falou em “coação”

No que toca a Octávio Machado, o acórdão evoca declarações à SIC/Notícias em dezembro de 2015 após uma conferência de imprensa de antevisão do jogo União da Madeira/Sporting e nas quais acusou o Conselho de Arbitragem, de “coagir os árbitros que apitam o Sporting”.

Em abril de 2016, Octávio teceu críticas, aos jornais O Jogo e A Bola sobre a nomeação do árbitro João Capela para a partida entre a Académica de Coimbra e o Benfica, lembrando que, “em 14 jogos arbitrados por Capela o Benfica venceu 13 e empatou um”.

Em 11 de novembro de 2015, Octávio Machado criticou, também, a arbitragem de Cosme Machado no jogo entre o Sporting e o Arouca, afirmando que “as imagens televisivas mostram que a verdade dos factos não é a que vem no relatório do árbitro” . E acrescentou: “os sportinguistas já não duvidam que o facto de o Sporting ir em primeiro na classificação incomoda muita gente!”

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Futebol

“[Galeno] Dei-lhe dois berros para o acordar”

Carlos Carvalhal

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Foto: DR

Declarações após o jogo SC Braga-Nacional (2-1), da quarta jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Carlos Carvalhal (treinador do SC Braga): “O Nacional ainda não tinha perdido, é uma equipa difícil, que, se apanhar alguém distraído, vai tirar-lhe pontos.

Preparámos muito bem o jogo, os nossos jogadores foram inexcedíveis e fizemos a melhor exibição até hoje. Temos vindo a subir de rendimento de jogo para jogo e fizemos 90 minutos muito consistentes.

Podíamos ter ido com 3-0 para o intervalo e, na segunda parte, a tónica foi a mesma, a controlar o jogo, a dispor de oportunidades muito boas para matar o jogo. O adversário fez um golo de forma fortuita, mas a forma como a nossa equipa reagiu não entrou em pânico, geriu o jogo com bola até ao fim. Quem olha para o resultado pensa que o Braga sentiu dificuldades, mas não e justificava-se um desnível maior no resultado.

Dei-lhe dois berros para o acordar, estava a jogar cheio de estilo e quando resolveu jogar à Galeno, mudou o jogo.

Criar muitas oportunidades de golo tem sido a nossa tónica e isso é bom, é sinal de que a identidade está bem assimilada. Vejo isto pelo lado positivo. Vamos melhorar e crescer, mas essa linha de crescimento não é linear. As nossas equipas acabam melhor do que começam, estou muito satisfeito com o nível de hoje, foi uma exibição muitíssimo boa.

(Regresso do público na quinta-feira, diante o AEK, para a Liga Europa) A excitação é crescente, o jogo de quinta-feira vai ser diferente, queremos ter adeptos e o Braga tem uma massa adepta muito forte e participativa. Os clubes que têm esse tipo de massas adeptas têm sido penalizados porque os adeptos dão aporte, se calhar, de 20 por cento às equipas.

Temos um nucelo de capitães da equipa, com o Fransérgio, Esgaio, Matheus, Ricardo Horta, Rui Fonte e Paulinho, quem usa a braçadeira é uma decisão minha, por vezes tem a ver com um fator mais motivacional, só isso”.

– Luís Freire (treinador do Nacional): “Já sabíamos que ia ser um jogo complicado, tentámos contrariar a pressão mais agressiva do Braga, mas falhámos o timing da pressão.

Queríamos conseguir ter mais bola do que tivemos, como nos últimos três jogos, mas perdemos bolas em zonas iniciais de construção. Num grande remate, o Braga marcou o primeiro golo, o que traduzia a sua superioridade, e depois fez o segundo golo até ao intervalo.

Ao intervalo, pedimos para defender mais juntos, ter mais bola no meio campo ofensivo e procurar o nosso golo, sem nos expor. O Braga não fez o terceiro, nós conseguimos o nosso já perto do fim e não tivemos tempo de fazer mais nada.

Vitória justa. Da nossa parte, fica a ideia de que tentámos ser iguais a nós próprios, mas não conseguimos, perdemos por mérito do adversário, foram eles a mandar mais no jogo.

Koziello lesionou-se no último treino, fraturou o dedo médio da mão direita, e ficou indisponível para o jogo. Demos oportunidade ao Francos Ramos, que tem experiência na I Liga”.

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