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País

Ana Gomes honrada com apoio do PAN assinala convergência com ambientalistas

Eleições presidenciais

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Foto: DR / Arquivo

A candidata presidencial Ana Gomes mostrou-se hoje “muito honrada” com o apoio político do PAN à sua candidatura e admitiu “muitos pontos de convergência” entre si e os ambientalistas.


“Contactos havidos com o PAN permitiram, efetivamente, identificar muitos pontos de convergência entre ideias do PAN e da minha candidatura”, sublinhou a ex-eurodeputada socialista numa declaração à agência Lusa.

Entre esses pontos Ana Gomes apontou “a necessidade premente de defender o meio ambiente, apoiar a transição climática e melhorar os direitos de pessoas e animais”.

“É sabido que sou militante do Partido Socialista. Mas entendo que é no quadro de uma convergência de ideias mais alargada, com cidadãos, partidos e forças políticas progressistas, que a minha candidatura a Presidente da República se deve situar. Afirmei desde logo esse propósito quando me apresentei, faz hoje precisamente três semanas”, salientou, por outro lado, a diplomata.

PAN declara apoio a Ana Gomes

Ana Gomes manifestou a convicção de que a estabilidade que todos defendem para Portugal sairá reforçada pela capacidade de a Presidente da República recolher apoios alargados.

“Entendo que essa estabilidade, que todos desejamos e ambicionamos para Portugal e para os portugueses, ficará mais reforçada se a Presidente da República tiver a capacidade de acolher e de integrar na sua proposta apoios políticos alargados. É nesse sentido que saúdo e me sinto muito honrada com o apoio do PAN à minha candidatura”, acentuou.

A estabilidade política, segundo a candidata, “passa por essa convergência”.

“A Presidência da República tem um papel central na estabilidade do sistema político. Papel central esse que lhe é conferido pela própria Constituição da República Portuguesa, designadamente, em matéria de separação de poderes”, assinalou ainda.

O PAN manifestou hoje o apoio público à candidatura de Ana Gomes a Presidente da República na sequência de uma decisão da Comissão Política do partido.

É o segundo partido a manifestar o apoio a Ana Gomes, depois do Livre.

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País

SNS ainda sem contratos com enfermeiros aposentados

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Nenhum enfermeiro aposentado foi contratado até agora para reforçar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) no combate à Covid-19, após o apelo do primeiro-ministro, segundo a Ordem dos Enfermeiros e do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

Há cerca de um mês, a 31 de outubro, o primeiro-ministro, António Costa anunciou que o Governo ia contratar enfermeiros reformados para fazer rastreios de contactos da covid-19, medida incluída no conjunto de resposta à segunda vaga da pandemia.

“Não temos conhecimento de nenhum processo de contratação de enfermeiros aposentados para este contexto. Há bolsas de recrutamento, mas para a contratação em hospitais específicos”, disse Guadalupe Simões, dirigente nacional do SEP, em declarações à Lusa.

O Sindicato só concorda com esta medida “no contexto de pandemia e de uma extrema dificuldade em contratar enfermeiros porque não existem disponíveis”, fatores que revelam “o quão desfalcado estava o SNS em termos de recursos humanos e a necessidade de existência de um plano de contratação”, acrescentou.

A Bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, revelou que também não tem conhecimento de contratações, com as quais não concorda.

”Não devíamos estar a trazer reformados para aqui ou para ali, aquilo que temos de fazer é reforçar as unidades de saúde públicas e fazer o melhor possível dentro dos recursos que temos e que estão desorganizados dentro do SNS”, disse à Lusa Ana Rita Cavaco.

Relativamente à vontade destes profissionais aposentados de regressar ao SNS, a Bastonária disse que “eles não têm grande interesse em voltar a trabalhar”, com base naquilo que é do conhecimento da Ordem.

“São pessoas que já trabalharam muitos anos numa profissão de desgaste rápido e de risco, e que nunca foi reconhecida como tal. Não sei se eles quererão regressar depois de terem dado tanto ao país”, revelou Ana Rita Cavaco.

Na opinião do SEP, Guadalupe Simões disse que não existem “dúvidas nenhumas de que há uma grande revolta e até alguma desmotivação por parte dos enfermeiros que sentem que são descartáveis e que não são devidamente reconhecidos.”

Contudo, a dirigente sindical considerou que os profissionais reformados “sentem que as pessoas precisam deles e, por isso, a sua disponibilidade para os doentes e para os serviços é total.”

A contratação destes enfermeiros será feita de forma idêntica aos médicos reformados e vão exercer funções nas unidades de saúde pública das administrações regionais de saúde e das unidades locais de saúde, conforme adiantado pelo primeiro-ministro aquando da comunicação desta medida.

De acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde, em Portugal, morreram 4.209 pessoas dos 280.394 casos de infeção confirmados

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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País

Sentimento económico e expectativas de emprego afundam na zona euro em novembro

Economia

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Foto: DR / Arquivo

O indicador de sentimento económico caiu acentuadamente na zona euro e União Europeia (UE) em novembro, após recuperação parcial, enquanto as expectativas de emprego afundaram pelo segundo mês consecutivo, devido à pandemia de covid-19, divulgou hoje Bruxelas.

Segundo as estimativas da Direção-Geral dos Assuntos Económicos e Financeiros (DG ECFIN) da Comissão Europeia, o indicador de sentimento económico “caiu acentuadamente” em 3,5 pontos para 87,6 na zona euro e em 3,6 pontos para 86,6 na UE em novembro.

“Após a recuperação parcial do indicador entre maio e setembro e da ampla retoma em outubro, esta é a primeira queda após uma outra acentuada na primeira vaga de covid-19”, explica aquele departamento do executivo comunitário.

Por seu lado, no que toca ao indicador de expectativas de emprego, registou o “segundo declínio mensal consecutivo”, ao descer 3,3 pontos em ambas as regiões, para 86,6 na zona euro e 87,2 na UE.

Nestas estimativas, que têm por base inquéritos às empresas e aos consumidores, a DG ECFIN explica que o declínio no indicador de sentimento económico foi “alimentado pela [perda de] confiança no comércio a retalho, nos serviços e entre os consumidores”, enquanto a confiança “na indústria e na construção resistiu, apresentando deteriorações comparativamente suaves”.

Entre as maiores economias da zona euro, o indicador afundou mais em Itália (-8,7) e França (-4,8), sendo que as perdas foram mais contidas na Alemanha (-2,8) e Espanha (-2,0).

Relativamente ao indicador de expectativas de emprego, a segunda queda mensal consecutiva “reflete as expectativas de emprego em larga escala no comércio a retalho, bem como as moderadamente mais baixas nos serviços e na construção”, justifica ainda a DG ECFIN.

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País

Microsoft assina memorando com Governo que inclui investir até 1 milhão em programa para ‘startups’

Economia

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Foto: DR / Arquivo

A Microsoft assinou hoje um memorando de entendimento com o Governo para acelerar a recuperação económica, segundo o qual prevê investir até um milhão de euros na criação do programa “Highway to 5 Unicorns”, apoiando cinco ‘startups’ portuguesas.

A tecnológica prevê ainda contratar 300 pessoas, num total de 1.500 colaboradores na Microsoft Portugal.

A parceria estratégica para o setor digital estabelecida hoje com o Governo português visa “reforçar a estratégia de transição digital do país nos setores público e privado e acelerar a recuperação económica do mercado nacional”, refere a tecnológica, em comunicado.

Assente em três pilares estratégicos – pessoas, empresas e Estado digital -, o memorando de entendimento, assinado pelo ministro de Estado e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, e pela a diretora-geral da Microsoft Portugal, Paula Panarra, conta com iniciativas previstas até final de 2022.

“Na área de pessoas, a Microsoft vai disponibilizar recursos para ajudar as pessoas na aquisição de competências e na preparação para o mercado de trabalho; no pilar empresas, irá disponibilizar ferramentas para a inovação e transformação digital e, por fim, no pilar Estado digital, a Microsoft vai ajudar a acelerar a modernização do Estado e o reforço da capacitação dos seus colaboradores”, sublinha a tecnológica.

No pilar pessoas, no âmbito da Global Skills Initiative, “estão a ser disponibilizados de forma gratuita cerca de 100 cursos em português, com base em conteúdos da Microsoft, Linkedin e GitHub”.

A iniciativa “pretende capacitar 25 milhões de pessoas em todo o mundo e 100 mil em Portugal com as competências digitais necessárias para se prepararem para o mercado de trabalho no pós-pandemia”, salienta a Microsoft, que destaca também a renovação da parceria com o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), “na criação de academias da Microsoft Imagine Academy, com cursos que pretendem promover a certificação e a capacitação tecnológica de mais de 70 mil alunos portugueses”.

No pilar empresas, “a Microsoft irá continuar a apostar no plano de crescimento de recursos humanos altamente qualificados em Portugal”, pelo que “irá contratar mais 300 pessoas”.

Além disso, “irá investir até um milhão de euros na criação do programa ‘Highway to 5 Unicorns’, apoiando cinco ‘startups’ portuguesas procurando promover a descentralização e o empreendedorismo no interior do país e ilhas”.

Está também prevista a expansão do programa de aceleração “Microsoft for Startups”, “das atuais 40 para 100 ‘startups’ portuguesas, disponibilizando tecnologia na ‘cloud’ gratuita e acesso a oportunidades com clientes”.

No pilar Estado digital, a Microsoft vai promover um programa de desenvolvimento de competências para reforçar a qualificação dos trabalhadores da Administração Pública, “através da disponibilização de conteúdos formativos de base tecnológica e realização de 20 ‘webinars’ de formação para cerca de 100 mil funcionários públicos”.

“No futuro próximo, Portugal terá uma oportunidade única para realizar investimentos que permitirão incrementar as qualificações da força de trabalho e, sobretudo, desenvolver a requalificação de ativos. A transição digital coloca muitos desafios ao trabalho e o país precisa de qualificar a população para que possa estar à altura destes desafios”, afirmou Pedro Siza Vieira, citado no comunicado.

“Estou convicto que esta parceria reforça o compromisso coletivo do Estado português para a capacitação digital, imperativa para que o país possa alcançar um novo capítulo de prosperidade e produtividade”, salientou o governante.

“Este memorando vem reforçar o nosso papel enquanto agentes da recuperação económica e resiliência digital tão necessárias no contexto atual, assim como na construção de um futuro mais sustentável. Em conjunto com o Governo, parceiros e associações, pretendemos potenciar a tecnologia como motor de crescimento económico e dar resposta às necessidades de um mercado que é cada vez mais global e digital”, acrescentou, por sua vez, a diretora-geral da Microsoft Portugal, tecnológica que celebra 30 anos no mercado português.

A Microsoft refere que com este memorando “reforça a sua colaboração com o Plano de Ação para a Transição Digital” do país.

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