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Caminha

Ampliação em escola de Caminha cria novo espaço para academia de música

Investimento de 1,8 milhões

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Foto: DR

A ampliação da escola básica e secundária do Vale do Âncora, em Caminha, num investimento de 1,8 milhões de euros, vai permitir criar as novas instalações da Academia de Música Fernandes Fão (AMFF), informou hoje a Câmara local.

Em comunicado, o município liderado pelo socialista Miguel Alves adiantou que a ampliação daquele estabelecimento de ensino “contempla várias salas de aula, polivalentes e específicas”, estando ainda previsto “um novo acesso ao estabelecimento de ensino, a pensar nos alunos do primeiro ciclo do ensino básico”.

Segundo aquele município, “o espaço exterior será igualmente renovado, sendo redesenhados os locais destinados à prática de educação física”.

O projeto prevê para “um terreno contíguo, propriedade do município de Caminha, a construção, no âmbito do mesmo investimento, das novas instalações AMFF, com espaços destinados à parte administrativa, salas de aula, estúdio, salas de estudo individualizado e um auditório com capacidade para cerca de 170 pessoas”.

A empreitada prevê ainda a criação de “uma ligação física e funcional entre as instalações da escola básica e secundária do Vale do Âncora e o edifício da AMFF, sobretudo para que os alunos do ensino articulado possam circular entre as duas unidades sem ter de passar pelo exterior dos complexos”.

O contrato programa para a realização da intervenção vai ser assinado na sexta-feira, pelas 12:00, entre a Câmara de Caminha e o Ministério da Educação.

A sessão, que decorrerá na escola básica e secundária do Vale do Âncora, contará com a presença anunciada do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

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Caminha

Maestro de Caminha vai dirigir orquestras na Bielorrússia, Itália e Geórgia

Lourenço Cruz já recebeu sete prémios internacionais em direcção de orquestras dos quais dois primeiros lugares: “É o reconhecimento de que o estou a fazer é o caminho certo e isso é reconfortante”

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O maestro Lourenço Cruz, com raízes em Caminha, vai dirigir nos próximos meses algumas das mais importantes orquestras do Mundo. Em Minsk, na Bielorrússia, terá a seu cargo a Orquestra da Rádio Televisão da Bielorrússia e Orquestra Nacional da Bielorrússia, depois dá um salto a Itália Rimidi para ficar à frente da Chamber Orchestra e finalmente na Geórgia, a Geórgia Summer Festival.

Lourenço Cruz é filho de pais emigrados em França, onde nasceu, mas aos oito anos muda-se ‘de armas e bagagens’ para o concelho de Caminha. Apesar de ser de uma família com fortes ligações musicais, é o desporto e mais concretamente o remo, que lhe enche as medidas.

Só por volta dos 14/15 anos quando andava na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, “é que comecei a trabalhar e a estudar com mais profundidade”, é que o gosto pela música foi surgindo.

“O primeiro ano custou-me muito” mas “os professores muito bons que tive aliado ao ambiente saudável que existia foram importantes”. Aqui destaca o professor Paulo Silva, “foi ele que me pôs o bichinho da música” como um dos pilares desta altura. O trompete assume a condição de instrumento prioritário e será neste instrumento que fará a formação superior.

Foto: DR

Tira o curso no Conservatório de Música de Vigo onde o professor José Vicente Simeon o vai marcar. “Foi preciso fazer provas para entrar”.

A verdade é que a direcção de orquestra é transversal a este percurso: “sempre me interessei pelo papel dos instrumentos dentro de uma orquestra e a direcção foi sempre algo que me chamou atenção”.

Direcção de orquestra

“Gerir 80/90 pessoas depois de criar algo e fazer com que o público responda de forma positiva é o que me preenche”, diz o maestro reconhecendo que a direcção de orquestra é completa: “precisamos de investigar o compositor, o seu carácter, a época, o estilo e depois transmitir isso aos músicos para fazer com que chegue ao público. Para mim, é fantástico”.

O resultado está à vista: já recebeu sete prémios internacionais em direcção de orquestras dos quais dois primeiros lugares.

“É o reconhecimento de que o estou a fazer é o caminho certo e isso é reconfortante”.

Foto: DR

Um dos mais recentes aconteceu no concurso Internacional de Direção de Orquestra, realizado em Espanha, onde ficou em primeiro lugar entre nove concorrentes vindos de várias partes do mundo. Participar num evento como este implica “muito estudo, uma preparação prévia muito grande porque somos avaliados por um júri com um currículo enorme”.

Professor de música

Atualmente, Loureno Cruz é professor no Agrupamento de Escolas de Murça onde dirige a orquestra marcial local. Tem ainda a seu cargo a Orquestra Energia, um projeto da EDP de inclusão social e combate ao abandono escolar; o coro da Cruz Vermelha de Mirandela e a Orquestra Clássica de Trás os Montes e Alto Douro da qual é maestro titular.

Foto: DR

Depois de muitos anos em Espanha, a vontade de voltar era muita até porque “ainda há muita coisa a trabalhar na música. Somos um país de grandes artistas que precisam de recorrer ao estrangeiro para trabalhar e reconhecer o seu trabalho”. Mas os desabafos não se ficam por aqui.

“O apoio à cultura é muito desequilibrado e quem tem a faca e o queijo na mão da decisão deveria saber para que serve cada uma das áreas e formação”. Aliás para Lourenço Cruz esta pode ser “uma das explicações para que as pessoas fujam da música, sobretudo para quem estuda tanto”.

No entanto, não custa ao maestro admitir que as coisas, actualmente, estão a melhorar, sobretudo, nas grandes cidades, “onde já há espaços com comodidade, um trabalho de base interessante e pessoas que começam a ter sentido crítico”.

Na forja está outro projeto que o está a entusiasmar: na rede de escolas de música do Caribe, em Medellin, Colômbia, vai ser desenvolvido um projeto, no seguimento do trabalho com a Orquestra Energia, para resgatar as crianças com condições sociais mais desfavorecidas.

Enquanto isso não acontece irá dirigir orquestras na Bielorrússia, Itália e Geórgia.

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Caminha

Artbeerfest em Caminha com 50 cervejeiros e 315 cervejas em prova

Programa inclui concertos, DJ’s, degustações e tasquinhas

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Foto: DR / Arquivo

A edição 2019 do Artbeerfest, que vai decorrer entre os dias 11 e 14 de julho, em Caminha, vai contar com a presença de 50 cervejeiros e 315 cervejas em prova, metade das quais marcas estrangeiras.

Em comunicado, a organização do festival afirmou hoje que estarão representadas cervejas dos Estados Unidos da América, Dinamarca, Itália, Alemanha, Noruega, Espanha, Croácia, Hungria, Grécia, Estónia, Israel, Escócia, entre outros países.

O programa inclui concertos, DJ’s, degustações e tasquinhas, esperando a organização, a cargo da Og&associados e da Câmara Municipal de Caminha, receber cerca de 30.000 visitantes.

A edição 2019 será marcada pela estreia mundial do primeiro documentário sobre cerveja artesanal em Portugal, da autoria da jornalista/documentarista Catarina Neves.

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Caminha

Câmara de Caminha reúne-se na Serra d’Arga com lítio na ordem de trabalhos

Esclarecimento à população

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Foto: DR / Arquivo

O executivo municipal de Caminha vai reunir-se, na segunda-feira, na União de Freguesias de Arga de Baixo, Arga de Cima e Arga de São João, para esclarecer a população sobre a prospeção e exploração de lítio na Serra d’Arga.

“A reunião vai servir para esclarecer a população do que se passa, do que pode vir a passar-se mas também do que se passou num passado recente, em 2010, em que a Câmara de Caminha, foi chamada a pronunciar-se sobre prospeção de lítio na Serra d’Arga, e nada disse”, afirmou hoje à Lusa o presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves.

A reunião pública descentralizada, que decorre sempre na última segunda-feira de cada mês, está marcada para as 18:30, e tem, como habitualmente, um único ponto da ordem de trabalhos, desta vez sobre a eventual prospeção e exploração de lítio na Serra D’Arga.

Na terça-feira, Miguel Alves, apelou à mobilização de autarcas, população e movimentos cívicos do Alto Minho para a “luta” que a região tem pela frente de contestação à prospeção e exploração de lítio.

“As câmaras não têm como garantir que não existirá prospeção e exploração de lítio. As câmaras municipais têm capacidade de garantir que lutarão para que isso não aconteça até à última gota de sangue. O Estado português é que terá de tomar essa decisão. Não estou a ver, qualquer governo, qualquer um que esteja à frente de um governo tomar uma posição contra toda a população”, afirmou, em São Lourenço da Montaria, em Viana do Castelo, no final da apresentação do projeto intermunicipal “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”.

O autarca socialista disse que o município de Caminha “foi notificado na segunda-feira, por carta, pela Direção Geral de Energia e Geologia, para se pronunciar sobre o concurso de prospeção e exploração de minérios no âmbito do concurso anunciado em maio pelo Governo”.

Segundo o autarca, o projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”, já apresentado publicamente, envolvendo os concelhos de Caminha, Viana do Castelo e Ponte de Lima, visa a classificação da Serra d’Arga como Área de Paisagem de Protegida de âmbito regional, “será a muralha que sustentará a batalha da região contra qualquer invasão que faça mal ao território”.

“Tudo o que atentar contra este equilíbrio e contra esta riqueza terá a oposição da Câmara de Caminha. Nós temos uma mina, mas uma mina de biodiversidade, essa capacitação para criar riqueza a partir de valores naturais culturais e paisagísticos “, reforçou.

O projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”, “incide sobre o território classificado como Sítio de Importância Comunitária da Rede Natura 2000 Serra d’Arga, correspondendo a uma área com 4.493 hectares, totalmente inserida na sub-região do Alto Minho, e cuja conservação florística e faunística é imperativa”.

A classificação daquele território como Área Protegida de âmbito regional pretende “reforçar o seu caráter único enquanto ativo territorial e produto turístico emergente”.

O projeto intermunicipal implicou um estudo entre o vale do Âncora e o maciço serrano, que incluiu o levantamento das espécies existentes.

Foram identificadas 1.124 espécies de flora, entre as quais uma raridade em Arga de Cima, no concelho de Caminha, a ‘Scrophularia Bourgaeana’ que se pensava estar extinta em território nacional.

Foram ainda identificadas 126 aves, dez anfíbios, 12 répteis, 23 mamíferos não voadores e dez voadores, e cinco espécies de peixes, além de 60 elementos geológicos.

O estudo permitiu ainda fazer “o levantamento do património construído, mais de 600 exemplares, entre igrejas, cruzeiros, alminhas, moinhos, fontanários”.

A investigação foi realizada pelas empresas Território XXI, Floradata, Wenature, Miew Creative Studio, no âmbito de uma candidatura dos três municípios a fundos do Norte 2020, no valor de 350 mil euros.

Foram efetuados atlas da flora, fauna e geologia, o inventário do património material, trilhos suportados por novas tecnologias através de uma aplicação móvel (app), um vídeo promocional e um documentário, reunidos numa página na Internet criada para o projeto.

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