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Alto Minho

Alvarinho de Monção e Melgaço em busca do título de “Denominação de Origem”

Vinho verde

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Foto: DR

O novo presidente da Associação de Produtores de Alvarinho (APA) de Monção & Melgaço defendeu hoje a Denominação de Origem (DO) por considerar que seria a “cereja no topo do bolo” para um vinho de excelência.


“Um dos objetivos da nova direção passa pela criação de uma Denominação de Origem (DO) para o Alvarinho, dentro da região dos vinhos verdes. É um objetivo que poderá demorar dois a três anos, para podermos criar uma sub-região ainda com maior excelência. A DO seria a cereja no topo do bolo”, disse hoje à agência Lusa, o enólogo Anselmo Mendes.

A nova equipa para o triénio 2020/2022, foi eleita no dia 22. A direção presidida por Anselmo Mendes integra ainda os produtores Joana Santiago, da Quinta de Santiago, e Paulo Rodrigues, da Quinta do Regueiro.

Outro dos projetos da nova direção, a concretizar nos próximos cinco anos, passa por “fazer a caracterização da região, criando uma “biblioteca” que “mostrará, de forma científica, a razão da diferenciação da sub-região Monção e Melgaço”.

“Queremos identificar as quintas que existem ao longo do vale do Minho, na sub-região Monção e Melgaço, para fazer uma zonagem vínica do território e criar uma biblioteca para a abrir à comunidade, aos jornalistas nacionais e internacionais da especialidade e aos produtores para se perceber que dentro de uma microrregião ainda há diferenciação”, explicou.

Segundo Anselmo Mendes o acordo que alarga, em 2021, a produção de Alvarinho a outras zonas do país, “fez crescer as vendas e a notoriedade do vinho” que se produz na sub-região, mas defendeu que “ainda há espaço para fazer mais”.

“Já demos um grande passo com o acordo e com o que se tem feito nesta região que é a locomotiva do vinho verde, mas ainda temos espaço para ir mais em frente. Não queremos só fazer promoção, mas também, juntamente com as universidades estudar um bocado aquilo a que chamam de ‘terroir’. Perceber melhor o que é que ele imprime ao vinho”, especificou.

Em 2015, a produção de Alvarinho foi alargada a outras zonas do país, fora dos dois concelhos do distrito de Viana do Castelo em resultado de um acordo alcançado pelo Grupo de Trabalho do Alvarinho (GTA), constituído pelo anterior Governo PSD/CDS e liderado pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (VRVV), defensora do uso da denominação Alvarinho aos 47 municípios que a integram.

A portaria (n.º152/2015), que permite liberalizar o uso da denominação Alvarinho na região dos vinhos verdes, estabeleceu que a exclusividade de Monção e Melgaço na produção de Vinho Verde Alvarinho se manteria até 2021.

O acordo foi aceite pelo município de Monção. Já os produtores de Melgaço, acionistas da empresa “Quintas de Melgaço”, cuja maioria do capital é detido pela autarquia, contestam o acordo, considerando que “prejudica” a sub-região.

Aproximar os produtores e profissionalizar a associação são outros dos objetivos da nova direção da APA que “elegeu primeira vez uma mulher [Joana Santiago] para funções de direção, e quer apostar em jovens produtores”.

A APA representa os produtores dos dois municípios do distrito de Viana do Castelo que desde 1908 detêm, a exclusividade de produção do vinho Alvarinho.

A APA representa perto de 80% dos agentes económicos daquela sub-região demarcada centenária, sendo que “os dois grandes agentes económicos da sub-região, a adega cooperativa de Melgaço e as Quintas de Melgaço não integram a associação”.

Segundo Anselmo Mendes, este ano serão produzidos oito milhões de quilogramas daquela uva. A seleção “das melhores” dá origem a cerca de dois milhões de garrafas de vinho Alvarinho.

A exportação representa 10% do total das vendas anuais, sobretudo para mercados da América do Norte e norte da Europa, além de outros países com forte presença de emigrantes portugueses, como a França.

“Neste momento, o mercado nórdico é o mais importante para o Alvarinho. Só para o mercado sueco seguem, por ano, 150 mil garrafas”, frisou o enólogo.

Segundo dados de junho, da CVRVV, as vendas de vinho de Monção e Melgaço “aumentaram 30%” desde a assinatura do acordo que alarga o âmbito da utilização da designação Alvarinho a toda rotulagem da Região dos Vinhos Verdes (RVV).

A sub-região de Monção e Melgaço tem uma área total de 45 mil hectares, 1.730 dos quais cultivados com vinha, sendo que a casta Alvarinho ocupa cerca de 1.340 hectares.

A sub-região tem no mercado 253 marcas de verde, produzidas por 2.085 viticultores e 67 engarrafadores.

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Alto Minho

Covid regressa a Caminha. Há um infetado

Pandemia

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Foto: Luís Valadares / CM Caminha / Divulgação (Arquivo)

Foi sol de pouca dura. O concelho de Caminha regista um novo infetado com covid-19, depois de vários dias com o ‘contador’ a zero. O anúncio foi feito pela ULSAM, citada pelo jornal C.

Com este novo caso, o concelho marítimo passa a contar com 22 casos acumulados desde o início da pandemia: 20 recuperados, um ativo e um óbito.

A morte deu-se ainda no início de maio, “uma senhora com alguma idade, que é de Vila Praia de Âncora, mas estaria num lar da Maia, zona onde residirá a filha”, disse na altura Miguel Alves, presidente da Câmara.

Portugal regista hoje mais 2 mortes e 235 novos casos de infeção por covid-19, dos quais 149 na região de Lisboa e Vale do Tejo, em relação a quinta-feira, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 53.783 casos de infeção confirmados e 1.772 mortes.

Há 39.374 casos recuperados, mais 197.

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Viana do Castelo

Trotinetas elétricas chegam às praias de Viana a 15 de agosto (com uso gratuito)

Mobilidade

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Foto: Divulgação

A iniciativa “Trotinetar Portugal” vai passar por Viana do Castelo entre 15 e 31 de agosto, permitindo aos transeuntes a utilização gratuita de uma trotineta elétrica para passear nas praias da capital do Alto Minho.

A promoção está a cargo das lojas ‘Roady – Centro Auto’, integrantes do grupo Os Três Mosqueteiros, que detêm o Intermarché e o Bricomarché.

Nesta primeira fase, as viaturas elétricas, cinco no total, vão estar disponíveis junto aos acessos de entrada da Praia Norte, não sendo necessário pagar qualquer maquia para desfrutar de um passeio que se pode estender até outras praias.

A empresa fez uma parceria com a Câmara de Viana de forma a “promover” a mobilidade suave neste tipo de viaturas que têm ganho notoriedade nas principais cidades europeias ao longo dos últimos anos.

Rita Teles, responsável do departamento de comunicação da Roady, disse a O MINHO que o objetivo da ‘Trotinetar Portugal’ passa por promover a mobilidade alternativa e posicionar a marca como “próxima de todos”.

A partir das 10:00 horas deste sábado, as trotinetas ficam à disposição dos interessados, sob tutela da Câmara. “A Roady faz a instalação e a autarquia fica responsável pela gestão das mesmas”, adianta Rita Teles.

O ator Tiago Teotónio Pereira será o embaixador desta iniciativa.

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Alto Minho

Teatro de Ponte de Lima reabre em setembro para comemorar 124 anos

Cultura

em

Foto: Divulgação / CM Ponte de Lima

O Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, reabre portas em setembro, coincidido com o aniversário dos 124 anos da sala de espetáculos e com programação definida para últimos quatro meses de 2020, hoje apresentada publicamente.

Na conferência de imprensa, o presidente da câmara, Victor Mendes, destacou que a programação apresentada reflete a preocupação do executivo com a “democratização do acesso cultura, de retorno à normalidade, de incremento da atividade cultural, nomeadamente através de apoios a associações locais, e dos serviços educativos”.

A “programação comemorativa dos 124 anos do Teatro Diogo Bernardes terá início a 18 de setembro com o concerto de Márcia, no dia 19 será a vez da atuação de João Pedro Pais e, dia 20, o primeiro espetáculo para a infância, juventude e famílias, público pela companhia Opera ISTO, que apresentará duas sessões, à tarde, do espetáculo ‘A Rolha do Rei D’Aonde?’”.

O Teatro Diogo Bernardes, de estilo italiano, foi construído em 1893, e inaugurado em 1896, tendo sido remodelado e renovado em 1999. Tem capacidade para acolher 310 espectadores.

“Nos próximos meses, vamos investir cerca de 89 mil euros, em 42 espetáculos, o que representa um valor de 2.119 euros por espetáculo. […] Independentemente destes valores, os preços que praticamos são muito baixos, exatamente para permitir que, independentemente, da condição social e económica todos tenham oportunidade de vir ao Teatro Diogo Bernardes”, referiu o autarca do CDS, que apelou à “responsabilidade” do público na prevenção da propagação do novo coronavírus.

“Conciliar a economia com a saúde pública depende da responsabilidade dos cidadãos. Deste modo podemos ajudar os nossos empresários”, disse o autarca.

O autarca destacou ainda, em outubro, projetos musicais variados como Noiserv, Brigada Victor Jara, um concerto da Associação Porta Jazz com o projeto de João Martins “100 ms”, o fado de Coimbra pela voz de Dario Ribeiro, Samuel Úria e, pela primeira vez, a integração do Teatro Diogo Bernardes no festival nacional Misty Fest, com um concerto inédito em estreia, com dois músicos de referência da nova geração do jazz nacional, João Barradas e Ricardo Toscano.

Em dezembro, apontou “o regresso da dança contemporânea com Sinais de Pausa, uma coprodução da companhia Paulo Ribeiro e do teatro Diogo Bernardes”.

“Amado Monstro, com interpretação de Marcantonio Del Carlo e João Didelet, será a nossa proposta na área do teatro e, na área da música, o concerto de Tiago Bettencourt e o concerto de Natal, na Igreja Matriz de Ponte de Lima, resultado do IV Encontro de Música Medieval de Ponte de Lima Caminho Português de Santiago, que integra a competente residência artística internacional”, especificou.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 750 mil mortos e infetou quase 21 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.770 pessoas das 53.548 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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