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Alto Minho

Alvarinho de 2013 da Quinta do Regueiro ganha concurso “Os Melhores Verdes”

Medalha de Ouro

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O Quinta do Regueiro Reserva Alvarinho 2013 ganhou o concurso “os Melhores Verdes 2012”, impondo-se aos cerca de 200 vinhos participantes, e por isso recebeu a Grande Medalha de Ouro.

O concurso é promovido anualmente pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) e os premiados a edição deste ano foram divulgados hoje numa gala transmitida “online e sem público, devido às restrições impostas pela pandemia de covid-19.

O grande vencedor é um vinho de um produtor da Sub-Região de Monção e Melgaço, que deu os primeiros passos em 1988 com a plantação da primeira vinha cem por cento da casta Alvarinho e lançou a primeira colheita Quinta do Regueiro em 1999.

“Os Melhores Verdes 2021” premiaram mais de 150 vinhos de dez categorias diferentes, de acordo com a informação comunicada à agência Lusa.

“Este concurso ganha particular expressão num ano de retoma em que os produtores de vinho carecem de incentivo e de reconhecimento pela sua capacidade produtiva e de promoção”, considerou o presidente da CVRVV.

Manuel Pinheiro acrescentou serem “150 motivos de orgulho que comprovam que a Região mantém um caminho de valorização e de crescimento que é alicerçado na excelente qualidade dos vinhos que são produzidos”.

“Destacamos com satisfação que o número de colheitas iguais ou superiores a três anos a concurso continua a crescer, o que reitera a estratégia de valorização definida para a marca vinho verde”, disse ainda o presidente da Comissão.

Em declarações feitas à Lusa, Manuel Pinheiro entende que “acabou aquele mito de que o melhor vinho verde é o do ano” e acrescentou que o fim dessa velha ideia feita revela uma “aposta nova” nos vinhos com idade que “aponta o caminho do futuro”, podendo contribuir para acrescentar valor ao vinho verde.

A edição 2021 deste concurso evidencia, para a CVRVV, “a crescente aposta no potencial de guarda dos vinhos da região, registando um aumento de 6% nas inscrições em relação aos anos anteriores na categoria colheita igual ou inferior a 2018”.

O júri, composto por 12 elementos de proveniência diversa, avaliou cerca de 200 amostras em prova cega e premiou dez vinhos na categoria Ouro, outros tantos na categoria Prata e 131 na Honra.

Os vinhos premiados com ouro são o Quinta de Linhares, nos brancos, Muralhas de Monção (rosados) Aguião Superior Vinhão (tintos), Quinta do Regueiro Reserva Alvarinho 2013, Pequenos Rebentos (Loureiro), Curvos Reserva (espumantes) e Quinta do Regueiro (Alvarinho).

Os vinhos Curvos Alvarinho, Quinta de Linhares Azal e Alvarinha Aguardente Vínica Velha venceram nas categorias Regional Minho, vinho verde de casta e aguardente, respetivamente.

Manuel Pinheiro afirmou ainda que “o primeiro trimestre deste ano correu bem” para o vinho verde, com vendas “um tudo-nada acima” do que se se verificou no mesmo período de 2020, “puxado pelo mercado externo”.

Num breve olhar sobre o ano passado, o presidente da CVRVV frisou que “foi um ano desigual” para o setor. “Os pequenos produtores sofreram muito” com o encerramento da restauração ditado pela covid-19 e os de maior dimensão resistiram melhor porque se viraram para a exportação.

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