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Alto Minho

Alunos de Viana lançam cozinha autossustentável (totalmente ‘wireless’)

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Uma cozinha totalmente autossustentável, sem necessidade de nenhuma ligação à rede elétrica ou à de abastecimento de água, criada por alunos do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), vai ser apresentada na sexta-feira.


O coordenador do curso de mestrado em ‘design’ integrado, Ermano Aparo explicou que se trata de um espaço de preparação de alimentos “wireless”.

“Não precisa de água porque tem um reservatório interno que garante uma autonomia até 30 litros e possui um sistema de bateria de 12 volts que garante a iluminação aos cerca de 28 metros cúbicos da cozinha”, explicou.

A cozinha inclui “um módulo compacto de forno e placa a lenha, uma geleira para conservar os alimentos, e uma micro estufa para plantas aromáticas”.

O projeto NMEETON vai ser apresentado publicamente, na sexta-feira, pelas 20:00, na sede da Associação de Intervenção Social, Cultural e Artística (AISCA), no âmbito da exposição “PRO POP”.

No imediato, a cozinha, concebida por 19 alunos daquele curso em parceira com três empresas, poderá ter aplicação prática “em eventos efémeros”, como ‘showcooking’ ou festivais, mas “o objetivo é que possa ser colocado ao serviço das pessoas, por exemplo, em situações de desastres naturais, ou em países menos desenvolvidos, já que permite a preparação de refeições com qualidade alimentar”.

“Este projeto foi concebido com o apoio de outros cursos do IPVC, entre os quais, o de Engenharia Alimentar que permitiu que o espaço possa garantir segurança alimentar na confeção dos alimentos”, adiantou.

Resultado de um ano de investigação, e mais seis meses para fazer nascer a nova cozinha, o projeto NMEETON envolveu a empresa Costa & Sá (Viana do Castelo), a Gamadaric (Oliveira de Azeméis), e a Corticeira Amorim.

O espaço é construído com uma estrutura completamente desmontável, recorrendo a materiais como o metal, a fibra de vidro, o alumínio, o corian, mas também integrando materiais naturais como o aglomerado de cortiça, a madeira e o junco.

Em 2014, os alunos do IPVC agora envolvidos no projeto da cozinha ‘wireless’, lançaram em 2014, em parceria com empresas e instituições da região, uma bicicleta com três rodas, em madeira e com motor elétrico.

“Após o sucesso do projeto da tricicleta esta cozinha quer mostrar que a investigação aplicada, num modelo de experimentação académica, pode tornar-se um instrumento fundamental para a criação de novos modelos de desenvolvimento entre o mundo empresarial e a academia”, disse o docente.

Na apresentação do projeto, onde marcará presença o criador do conceito Farm Cultural Park, o italiano Andrea Bartoli, a ‘chef’ Margarida Rego irá confecionar uma refeição para demonstrar a funcionalidade da cozinha “wireless”.

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Viana do Castelo

Viana aprova criação da Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga

Decisão unânime

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Foto: CM Caminha / Arquivo

A Câmara de Viana do Castelo aprovou esta sexta-feira por unanimidade, em reunião camarária, a proposta de criação da Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga, que inclui mais quatro concelhos do Alto Minho.

Com aquela decisão, o executivo municipal autorizou o município de Viana do Castelo a “constituir com [os concelhos de] Ponte de Lima, Caminha e Vila Nova de Cerveira, uma associação de municípios com fins específicos que garantirá a gestão futura Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga”.

“Enquanto a nova associação não estiver constituída, será a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho a dar cobertura do ponto de vista do chapéu jurídico”, especificou o presidente da Câmara de Viana do Castelo, durante a apresentação da proposta.

A criação da nova área protegida que “observa o disposto no Regime Jurídico da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, aprovado no Decreto-Lei n.º 142/2008, de 24 de julho”.

A serra d’Arga abrange uma área de 10 mil hectares nos concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Viana do Castelo e Ponte de Lima, dos quais 4.280 hectares se encontram classificados como Sítio de Importância Comunitária.

Segundo o Orçamento do Estado, o Governo quer criar em 2020 um ‘cluster’ do lítio e da indústria das baterias e vai lançar um concurso público para atribuição de direitos de prospeção de lítio e minerais associados em nove zonas do país.

A Serra d’Arga é uma das áreas que deve ser abrangida.

A proposta que o executivo de Viana do Castelo hoje aprovou, refere que “a Serra d’Arga constitui uma área emblemática, pela vastidão das paisagens agrestes do seu topo e também pela singularidade dos seus valores naturais”.

O documento enumera os “10 tipos de ‘habitat’ de importância comunitária, a extraordinária riqueza florística, com 546 espécies de plantas vasculares, incluindo 32 espécies raras ou ameaçadas de extinção, a presença confirmada de mais de 180 espécies de vertebrados selvagens, entre as quais espécies raras e emblemáticas como o lobo, a salamandra-lusitânica e o bufo-real”.

Segundo o documento, “a Serra d’Arga detém um património cultural singular pela sua situação geográfica, mas também pela forma como as atividades humanas foram desenvolvidas, de modo, ao longo do tempo, garantir a sustentabilidade das populações”.

Os cinco municípios envolvidos no processo de criação da área protegida “acreditam que, a exemplo da experiência obtida com a classificação e consequente gestão intermunicipal de outras áreas de Paisagem Protegida de Interesse Regional, a da Serra d’Arga, contribuirá para a conservação da natureza e da biodiversidade em presença na serra e por conseguinte no Noroeste Peninsular”.

A decisão foi tomada na sessão extraordinária convocada pela maioria socialista a pedido dos vereadores do PSD e CDU para discutir o abate de 20 árvores, na avenida do Cabedelo, em Darque, previsto nas obras de construção de uma rotunda de acesso ao porto de mar da cidade.

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Alto Minho

Caminha investe mais de 400 mil euros na reabilitação do centro histórico

Segunda fase da empreitada

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Foto: CM Caminha

A Câmara de Caminha iniciou a segunda fase da empreitada de reabilitação urbana do centro histórico, num investimento de mais de 400 mil euros, que deverá prolongar-se por cerca de 180 dias, foi hoje divulgado.

Em nota hoje enviada à imprensa, a autarquia realçou que o projeto visa a “qualificação do ambiente urbano, do espaço público e das vivências por ele proporcionadas, através da melhoria do desenho e do mobiliário urbano, da pavimentação de arruamentos e passeios, da introdução de elementos arbóreos, da eliminação de barreiras arquitetónicas e visuais e da renovação das infraestruturas no subsolo”.

A empreitada pretende ainda “intervir ao nível da organização da circulação automóvel de forma a permitir o alargamento de passeios, arborização, ou estacionamento, devolvendo-se a esta artéria a dinâmica comercial desejada e as ações de rua inerentes a um espaço com esta centralidade”.

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Alto Minho

Arcos de Valdevez dinamiza economia digital

Novas tecnologias

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Foto: DR / Arquivo

A Câmara de Arcos de Valdevez e a Associação Comercial e Industrial de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca (ACIAB) vão avançar com uma parceria para promover e dinamizar a economia digital no concelho, informou hoje a autarquia.

Em comunicado enviado às redações, o município explicou que “o protocolo de parceria a estabelecer entre as partes visa a atribuição de um apoio financeiro, pelo município, no valor máximo de 12 mil euros”.

A parceria “prevê a utilização das novas tecnologias de informação para promover a economia local, através da promoção e dinamização das empresas, do apoio à retoma da economia local, do apoio à transição para a economia digital e do estímulo à inovação e criatividade”.

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