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Alto Minho quer mais passagens na fronteira com a Galiza

Covid-19
Alto minho quer mais passagens na fronteira com a galiza
Foto: GNR / Arquivo

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho pediu ao Governo a reabertura de novos pontos de passagem na fronteira com a Galiza, para permitir “um relacionamento mais intenso” entre as duas regiões, informou hoje o presidente José Maria Costa.

“A CIM do Alto Minho aprovou na sua última reunião um pedido a enviar aos ministérios dos Negócios Estrangeiros, da Economia e da Coesão Territorial. Para alguns concelhos do Alto Minho a relação com a Galiza é vital, como é caso de Valença, entre outros. Mesmo Viana do Castelo. Sabemos que ao nível da hotelaria e restauração 30 a 40% dos clientes são oriundos da Galiza”, afirmou.

Devido à pandemia de covid-19 as fronteiras terrestres entre Portugal e Espanha vão continuar encerradas até às 00:00 de 15 de junho, segundo a resolução do Conselho de Ministros, publicada na quarta-feira em Diário da República.

O controlo das fronteiras terrestres com Espanha está a ser feito desde as 23:00 do dia 16 de março em nove pontos de passagem autorizada devido à pandemia de covid-19, e terminava às 00:00 de quinta-feira este controlo.

No distrito de Viana do Castelo, o único ponto de passagem autorizado é o que liga a cidade de Valença a Tui, na Galiza.

Na sexta-feira, o diretor do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho disse que o território se encontra “afogado” por uma única passagem na fronteira entre os dois países e a situação está a tornar-se “insustentável”.

“A situação está a tornar-se insustentável, já que o território do Minho se encontra afogado por uma única passagem de fronteira, a que liga Valença, no Alto Minho, a Tui, na Galiza, o que impossibilita as intensas relações socioeconómicas entre ambas margens do rio Minho”, afirmou Uxío Benítez.

Hoje, durante numa conferência de imprensa conjunta da Câmara e da Associação Empresarial e Viana do Castelo (AEVC) para o lançamento de uma campanha de apoio ao comércio tradicional, o autarca José Maria Costa insistiu na proposta que disse já ter sido apresentada ao Governo para a criação de um projeto-piloto na fronteira entre o Alto Minho e a Galiza, que permitisse avaliar o impacto do retomar das relações entre os dois países.

“A Galiza tem tido um bom comportamento do ponto de vista sanitário e já não tem, há algum tempo, situações críticas. Há um trabalho muito sério a ser feito na segurança do desconfinamento e na preparação da época balnear. Temos feito esse acompanhamento. Esta poderia ser uma experiência que se poderia fazer para permitir um relacionamento mais intenso na atividade comercial e turística”, afirmou o também presidente da Câmara de Viana do Castelo.

José Maria Costa sublinhou que compete aos dois Estados definirem o relacionamento transfronteiriço, mas reforçou ser “muito importante que, logo que possível, a abertura da fronteira seja feita”.

“Sabemos como os nossos amigos galegos gostam de vir a Portugal, o nosso bacalhau é mais do que famoso, mas são também grandes compradores nas feiras, no comércio”, frisou.

A campanha “Compre em Viana, apoie o Comércio Local” hoje lançada pela Câmara e pela AEVC visa “transmitir e demonstrar a confiança e segurança na utilização dos equipamentos, no acesso aos alojamentos hoteleiros, restaurantes, cafés, pastelarias e estabelecimentos comerciais da cidade e do concelho”.

A ação está integrada na iniciativa “Havemos de ir a Viana”, de promoção da cidade e do concelho no pós-estado de Emergência, lançada pelas duas entidades com o objetivo de promover a reativação do comércio, restauração e hotelaria vianenses.

Na apresentação da campanha de apoio ao comércio, o presidente da Câmara referiu que o objetivo passa por lançar, até final do ano, ações temáticas dirigidas a cada um dos setores, desde o artesanato, ao traje regional, ao ouro, à restauração e à oferta hoteleira vocacionada para o turismo náutico e de natureza”.

Já o presidente da AEVC disse que desde o início da pandemia esta “é a sexta ação de apoio ao comércio, restauração e similares”, destacando o selo “Comércio Seguro”, lançado no início deste mês e que já conta com a adesão de 1.200 estabelecimentos.

A iniciativa “Comércio Seguro” pretende reativar o comércio tradicional local através de um selo que garante que o negócio está a cumprir todas recomendações de prevenção da Covid-19, emanadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Os ‘kits’, que incluem o selo, são atribuídos mediante a assinatura de uma declaração de compromisso e incluem um guia com as recomendações da DGS.

Portugal contabiliza 1.330 mortos associados à covid-19 em 30.788 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia divulgado hoje.

 
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