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Alto Minho e Galiza aprovam documento em defesa de descontos na A28

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Os dez municípios do Alto Minho e nove associações empresariais da região e da Galiza aprovaram, esta sexta-feira, um documento a enviar ao governo a exigir a reavaliação da decisão que excluiu a A28 do regime de descontos nas portagens.

“Estamos profundamente magoados e chocados. Não aceitamos de modo algum que a A28 tenha sido excluída deste regime de descontos. É um duro golpe para uma região que tem apresentado resultados”, afirmou, esta sexta, em conferência de imprensa, o presidente da Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC), Luís Ceia.

O responsável, que é também presidente do Conselho Empresarial do Alto Minho (CEVAL) e que falava no final de uma reunião de trabalho realizada em Viana do Castelo, afirmou tratar-se de uma “enorme machadada nas relações entre o Norte de Portugal e a Galiza, sem paralelo ao longo da fronteira entre os dois países“.

O memorando foi aprovado pelas dez Câmaras Municipais que integram a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, por cinco associações empresariais da região e pelo Centro de Cooperação Empresarial Transfronteiriço (CECOTRAN), Confederação Empresarial de Pontevedra (CEP), Confederação Empresarial de Orense, e Câmara de Comércio, Indústria e Navegação de Tui.

Além de pedir explicações sobre “a duplicidade de critérios do governo”, ao não incluir a A28 no regime de reduções do valor das portagens, os municípios e os empresários reclamam a “reavaliação” da decisão e exigem “a eliminação do pórtico de Neiva daquela autoestrada”, que está localizado à entrada de uma zona industrial do concelho de Viana do Castelo.

O representante da Confederação Empresarial de Pontevedra, Medardo Arias, manifestou “solidariedade empresarial e económica” à região.

Disse que o “governo português é soberano para tomar as decisões que entender”, mas manifestou “preocupação” pela tomada de medidas “que prejudiquem as relações comerciais transfronteiriças, intensas há muitos anos”.

“Não nos devemos esquecer que estamos no extremo da União Europeia (UE) e isso é um inconveniente muito importante para o transporte de mercadorias para poder competir com países como a Alemanha e França”, disse, defendendo o incremento das acessibilidades entre as duas regiões.

“Temos que nos unir para criar uma frente comum. A Galiza e o Norte de Portugal tem mais de seis milhões de habitantes. Vemos com preocupação todos os entraves que se coloquem às relações entre estas regiões”, adiantou.

O presidente da CIM do Alto Minho, o socialista José Maria Costa disse acreditar que o “governo vai dialogar” e “receber a região”, referindo-se à reunião “urgente” pedida esta semana ao ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques.

“Todas as medidas são possíveis, caso o diálogo não seja construtivo. Temos muita esperança que o senhor ministro, que é um homem de bom senso, vai perceber a justeza das nossas reivindicações e a necessidade de ter um critério equitativo para todas regiões do país”, disse.

Costa, que é também presidente da Câmara de Viana do Castelo, garantiu que a região “reúne todas as condições” para beneficiar dos descontos que entram em vigor a 01 de agosto.

“O índice de poder de compra no Alto Minho é de 80.4 enquanto no Algarve é de 96.7. Também estamos numa zona de fronteira tal como o Algarve. Reunimos exatamente as mesmas condições até mais desfavoráveis que o próprio Algarve. Os algarvios não são diferentes dos alto minhotos. São portugueses como os outros e, por isso, exigimos as mesmas condições”, referiu.

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