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Alto Minho

Alto Minho e Galiza “afogados” por única passagem na fronteira

Valença

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Foto: DR / Arquivo

O diretor do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho disse hoje que o território se encontra “afogado” por uma única passagem na fronteira entre os dois países e a situação está a tornar-se “insustentável”.


“A situação está a tornar-se insustentável, já que o território do Minho se encontra afogado por uma única passagem de fronteira, a que liga Valença, no Alto Minho, a Tui, na Galiza, o que impossibilita as intensas relações socioeconómicas entre ambas margens do rio Minho”, afirmou Uxío Benítez, citado numa nota hoje enviada à imprensa, na sequência de uma reunião daquele organismo, realizada na quinta-feira, por videoconferência.

As fronteiras terrestres entre Portugal e Espanha vão continuar encerradas até às 00:00 de 15 de junho devido à pandemia de covid-19, segundo a resolução de Conselhos de Ministros publicada, na quarta-feira, em Diário da República.

O controlo das fronteiras terrestres com Espanha está a ser feito desde as 23:00 do dia 16 de março em nove pontos de passagem autorizada devido à pandemia de covid-19, e terminava às 00:00 de quinta-feira este controlo.

No distrito de Viana do Castelo, o único ponto de passagem autorizado é o que liga a cidade de Valença a Tui, na Galiza.

Uxío Benítez defendeu a “implementação de medidas reivindicativas contundentes e visíveis que chamem a atenção para esta problemática, além de continuar a trabalhar a vertente administrativa para conseguir abrir um maior número de pontos transfronteiriços”.

Constituído em fevereiro de 2018 e com sede em Valença, no distrito de Viana do Castelo, o AECT Rio Minho abrange um total de 26 concelhos: os 10 municípios do distrito de Viana do Castelo que compõe a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho e 16 concelhos galegos da província de Pontevedra.

Na nota, aquela organismo manifesta “um profundo mal-estar pela existência de um único ponto de passagem na fronteira” entre as duas regiões transfronteiriças, “especialmente no que respeita aos trabalhadores transfronteiriços”.

O AECT Rio Minho e “os representantes das eurocidades da raia minhota [Valença e Tui, Vila Nova de Cerveira e Tomiño, Monção de Salvaterra do Minho] decidiriam reforçar o protesto devido à não reabertura de fronteiras”, numa posição que disse ser “corroborada pela Junta da Galiza”.

“Esta postura consensual é sustentada pela recente publicação do Observatório Transfronteiriço Espanha-Portugal que indica que, dos 60 pontos existentes entre ambos os países, os de Valença-Tui, Cerveira-Tomiño e Monção-Salvaterra do Minho estão entre os seis com maior fluxo de tráfego transfronteiriço, somando, entre as três, mais do 50% do trânsito de veículos”.

Já o vice-diretor do AECT Rio Minho e presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira, sublinhou que “esta posição visa insistir junto das instâncias do poder, quer o lado português quer do lado espanhol, sensibilizando-as para esta problemática, tanto mais que a situação sanitária de ambos os lados da fronteira do rio Minho é, neste momento, muito idênticos, com uma evolução claramente favorável”.

“Se é possível assegurar condições de segurança sanitária entre Valença e Tui, também o será nas outras fronteiras, mediante a boa coordenação das forças de segurança dos dois países e, se necessário, com a colaboração das autarquias que, como sempre, estão disponíveis para colaborar”, frisou.

Fernando Nogueira adiantou que “esta preocupação será novamente remetida para o Governo e grupos parlamentares, equacionando-se a possibilidade de se promover uma petição pública conjunta, no sentido de alcançar a aplicação destas medidas reivindicadas”.

No final do encontro, “ficou ainda acordado que, nos próximos dias, serão convocados os restantes concelhos da raia para consensualizar algumas medidas de protesto, com o intuito de criar um maior impacto junto dos Governos de Portugal e Espanha”.

Portugal contabiliza 1.289 mortos associados à covid-19 em 30.200 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

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Alto Minho

Monção vai requalificar 17 quilómetros de rede viária

Obras públicas

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Foto: DR / Arquivo

A Câmara de Monção vai investir 1,3 milhões de euros a requalificar mais de 17 quilómetros de rede viária municipal, em 12 freguesias, para garantir “uma circulação mais segura e facilitar o acesso às habitações”, informou hoje a autarquia.


“A requalificação destes traçados rodoviários reflete um passo importante para quem reside naquelas áreas do concelho, assegurando-lhes uma circulação mais segura e fluída, assim como melhores condições no acesso às habitações. Pode, também, contribuir para a fixação das pessoas nos seus locais de origem ou para a atração de novos moradores”, afirmou o presidente da câmara, António Barbosa, citado numa nota hoje enviada às redações.

No documento, a autarquia do distrito adiantou que, “neste momento, sete obras públicas na rede viária municipal estão em condições de avançar no terreno”.

“Em conjunto, os investimentos, contratualizados e prontos a iniciar-se representam um valor global próximo de 1,3 milhões de euros, decorrendo em 12 freguesias do território, num total ligeiramente superior a 17 quilómetros de extensão”, sustenta.

As intervenções agora anunciadas têm ainda um objetivo de valorização turística do território, “particularmente, nas zonas de montanha, com espaços verdes e águas refrescantes, cada vez mais procuradas pelos turistas”.

“A melhoria dos acessos poderá levar também à afirmação dos valores naturais, patrimoniais e gastronómicos das freguesias, bem como à valorização das estruturas existentes e à eventual concretização de novos empreendimentos capazes de atrair mais gente”, referiu o município.

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Viana do Castelo

El Mundo destaca Viana como local seguro para passar férias

Imprensa internacional

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Foto: El Mundo

O jornal espanhol El Mundo destacou Viana do Castelo como um dos dez locais em Portugal onde os espanhóis podem dar uma escapadinha nas férias.


A explorar locais favoráveis, Portugal beneficiará de um corredor e de abertura de fronteiras com nuestros hermanos a partir do próximo dia 01 de julho, e o El Mundo recomenda a princesa do Lima.

Depois de recomendar outras nove cidades portuguesas, maioritariamente no Sul e zona Oeste do país, o El Mundo termina a viagem no estuário do Lima, onde encontram a “renomeada” Viana do Castelo.

“Aqui convém subir à basílica de Santa Luzia, que coroa a cidade, para desfrutar das vistas do litoral português”, começa por destacar a publicação.

Aconselha ainda a passear “sem rumo” no centro da cidade, onde as ruas levam até à Praça da República. Recomendam ainda as praias, que, dizem, “não faltam” na zona. Destacam ainda o Forte do Paço e a praia de Afife.

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Alto Minho

Alto Minho “completamente desiludido” com falta de mais passagens para a Galiza

Covid-19

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Foto: CM Vila Nova de Cerveira / Facebook

O presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira disse hoje estar “completamente desiludido” com os governos de Portugal e Espanha por “desvalorizarem” o impacto da reposição de fronteiras nos municípios portugueses e galegos banhados pelo rio Minho.


“Lamentamos a descoordenação dentro do governo e entre governos, mas lamentamos ainda mais a desvalorização que fazem da situação concreta da região de fronteira do rio Minho, sistematicamente prejudicada por políticas centralistas dos sucessivos governos que não atendem às justas reivindicações das populações de fronteira, ignorando ou desconhecendo a realidade local”, afirmou Fernando Nogueira, citado numa nota enviada à imprensa.

O autarca, que é também vice-diretor Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho, lamentou ainda o facto de o assunto não ter sido abordado na reunião do Conselho de Ministros, na quinta-feira.

“Estamos completamente desiludidos”, frisou.

Fernando Nogueira disse esperar “uma minimização desta injustiça”, e reforçou que a luta dos municípios da raia vai continuar, “por ser justa”.

O controlo das fronteiras terrestres com Espanha está a ser feito desde as 23:00 do dia 16 de março em nove pontos de passagem autorizada devido à pandemia de covid-19.

Atualmente, no distrito de Viana do Castelo, a ponte nova sobre o rio Minho, que liga as cidades de Valença e Tui, é o único ponto de passagem autorizado para trabalhadores transfronteiriços e transporte de mercadorias.

A reabertura das fronteiras entre Portugal e Espanha está prevista para 01 de julho.

Para o diretor do AECT Rio Minho, Uxio Benitez, citado na mesma nota enviada às redações, sublinhou que, “mesmo que ambos os governos avancem ou não com o dia 22”, os dois países “estão a falar de abertura total das fronteiras com caráter geral para o turismo”.

“Os governos não entendem, nem conhecem que antes dessa abertura para os turistas estão os trabalhadores transfronteiriços e a cidadania transfronteiriça. Aquele trabalhador que tem que percorrer 100 quilómetros a mais ou aquele comerciante que não pode abrir porque não podem passar os seus clientes. Precisamos de uma solução imediata, pois esta é uma situação injusta”, sustentou.

O primeiro-ministro, António Costa, desvalorizou na quinta-feira “alguns anúncios unilaterais” do governo espanhol, que já foram desmentidos, sobre a reabertura das fronteiras com Espanha, considerando que “está tudo esclarecido” e que “está reposta a normalidade”.

O Governo espanhol esclareceu na quinta-feira que a abertura das fronteiras à “mobilidade internacional segura” terá lugar a partir de 01 de julho e não a 22 de junho, como tinha indicado a ministra do Turismo, uma mudança de posição de Madrid depois de Lisboa ter pedido “esclarecimentos” e manifestado estar “surpreendido” com as declarações da responsável governamental.

Na quarta-feira, presidentes de câmara portugueses e galegos de municípios banhados pelo rio Minho exigiram a reabertura “imediata” de mais três pontos entre Portugal e Espanha de forma a corrigir o que dizem ser uma injustiça dos dois Estados.

Doze dos 14 autarcas portugueses e galegos com municípios localizados ao longo de 70 quilómetros do rio Minho realizaram uma ação de protesto conjunta no meio da ponte internacional da Amizade, que liga Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo, a Tomiño, na Galiza, em Espanha, encerrada desde a reposição de fronteiras entre os dois países.

Do lado português participaram os autarcas de Melgaço (PS), de Monção (PSD), Valença (PSD), Paredes de Coura (PS) e Vila Nova de Cerveira (movimento independente), tendo faltado apenas Caminha(PS). Do lado espanhol marcaram presença os sete autarcas de A Guarda, O Rosal, Tominõ, Tui, Salvaterra do Miño, As Neves e Arco. Não marcaram presença os autarcas de Crecente e Caniza.

Portugal contabiliza pelo menos 1.465 mortos associados à covid-19 em 33.969 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

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