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Alto Minho

Alto Minho distribui 600 mil euros por municípios para reduções nos transportes

Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes Públicos

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Foto: DR / Arquivo

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho vai distribuir mais de 600 mil euros do Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes Públicos (PART), pelos 10 municípios da região aplicarem as reduções tarifárias nos transportes públicos.

Em comunicado enviado hoje à agência Lusa, a CIM do Alto Minho adiantou que aquela forma de aplicar os 602.466 euros atribuídos ao território, dos quais 14.694 euros comparticipados pelos seus dez municípios, foi acordado, por unanimidade, no conselho intermunicipal da estrutura.

A CIM do Alto Minho abrange dez concelhos do distrito de Viana do Castelo: Viana do Castelo, Caminha, Vila Nova de Cerveira, Valença, Paredes de Coura, Monção, Melgaço, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e Ponte de Lima.

Segundo a CIM Alto Minho, “em 2019, a aplicação do PART privilegiará uma lógica de política de transportes de proximidade orientada para o reforço da coesão social e económica à escala eminentemente concelhia”.

“Neste primeiro ano, cada autoridade de transportes municipal estruturou o PART em função das especificidades da sua população, das características distintivas do seu território, ou dos próprios apoios que anteriormente já concedia, definindo o conjunto de medidas de redução tarifária, ou de aumento da oferta / rede que considerou mais adequado para procurar aumentar gradualmente a utilização dos transportes coletivos em particular nas deslocações internas da sua população, numa perspetiva de reforço da coesão concelhia”, especifica a associaão de municípios.

A CIM do Alto Minho adianta que “as medidas a desenvolver em 2019, estão a ser objeto de concertação e decisão por parte dos municípios, perspetivando-se que a respetiva operacionalização e divulgação por parte de cada uma das autoridades de transportes municipais possa ser assegurada, na maioria dos casos, até ao final do 1º semestre do corrente ano”.

A Câmara de Viana do Castelo, capital de distrito, anunciou este mês que vai iniciar a aplicação de descontos nos transportes públicos no dia 01 de junho, num investimento de 217 mil euros.

Na nota hoje enviada à Lusa, a CIM do Alto Minho disse estar em curso, “a estruturação dos documentos de base para o processo de concessão / contratualização dos serviços de transportes regulares de passageiros no território do Alto Minho, que reforçará as condições para a prossecução de uma política tarifária sustentável, abrangendo, de forma integrada, quer a escala municipal, quer também os níveis intermunicipal e inter-regional”.

Segundo a estrutura, a “grande maioria das deslocações no Alto Minho tem uma natureza intraconcelhia, representando 83 % dos movimentos pendulares totais”.

“O objetivo inicial da aplicação do PART, neste primeiro ano, é contribuir para criar condições que incentivem o reforço gradual da utilização dos transportes coletivos por parte da população local, em particular, no acesso aos principais serviços coletivos territoriais de proximidade sediados no concelho”, especifica a associação de municípios”, sustentou.

A Câmara de Viana do Castelo decidiu “implementar um conjunto de ações como a gratuitidade do transporte escolar aos alunos do ensino secundário, numa ação inovadora que representa um investimento superior a 100 mil euros e atingindo 731 alunos”.

Ao abrigo do Programa de Apoio à Redução do Tarifário dos Transportes (PART), está também prevista “a redução em 50% do custo do bilhete ou passe aos utentes que utilizam os miniautocarros que circulam no centro da cidade de Viana do Castelo”, bem como “a introdução da gratuitidade para utilizadores da rede da concessão dos transportes urbanos entre o Parque de Estacionamento do Campo d’Agonia (PECA) e a Zona de Atividades Económicas da Praia Norte (Praia do Coral)”.

Em causa está também “a redução em 50% do custo do bilhete ou passe dos utilizadores da rede da concessão dos transportes urbanos para as zonas industriais do Neiva, 1ª e 2ª fases e Alvarães, e Meadela”.

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Alto Minho

Queixas de moradores força mudança de local do Festival Sonic Blast em Moledo

Nova localização discutida na terça-feira

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Foto: Facebook de Sonic Blast

O presidente da Câmara de Caminha disse, esta sexta-feira, que as queixas da população de Moledo estão na origem da mudança de local do Sonic Blast e que na terça-feira haverá uma reunião para analisar um novo espaço para o festival.

Em declarações à agência Lusa, Miguel Alves adiantou ter recebido um abaixo-assinado de moradores de Moledo, lançado após à edição de 2019, queixando-se do “barulho e dos danos que o som excessivo causava nas habitações mais próximas do evento”.

O autarca reconheceu a “dimensão e projeção interessante” que o festival de rock psicadélico e ‘stoner rock’ atingiu, adiantando que a nova localização deverá ficar resolvida na reunião que irá decorrer na Câmara de Caminha, na terça-feira, pelas 15:00.

Contactado pela Lusa, o presidente da Junta de Freguesia de Moledo, Joaquim Guardão, confirmou as reclamações dos moradores, adiantando que “as pessoas não estão contra o festival, mas contra o local onde decorre”, em pleno centro da freguesia.

“Não têm descanso e, além de não dormirem antes, durante e depois de cada dia do festival [que decorre em agosto], queixam-se de que o som forte lhes provoca danos nas casas”, referiu.

Joaquim Guardão explicou que “a Câmara de Caminha e a junta estão a desenvolver todos os esforços para encontrar um novo local, mais longe das casas, para instalar um festival muito importante para a freguesia e que, este ano, terá a sua décima edição”.

“É uma mais-valia para Modelo e para Caminha. Não queremos que o festival saia do concelho. Acredito que da reunião da próxima terça-feira sairá fumo branco”, afirmou o autarca.

Joaquim Guardão especificou que as últimas nove edições do festival decorreram “na Rua da Costa, próximo do edifício da junta de freguesia, no espaço de um parque infantil, bem no centro de Moledo”.

O novo espaço em estudo “fica situado nas proximidades da antiga estrada velha”, como é localmente conhecida, “mais distante do centro de Moledo, mas igualmente bem localizado”.

A Lusa contactou o organizador do festival, Ricardo Rios, que se escusou a fazer comentários, remetendo uma posição sobre o assunto para um comunicado que irá emitir, sem, no entanto, especificar quando.

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Alto Minho

APPACDM de Ponte de Lima com exposição na Fundação Bienal de Cerveira

“Confrontos vividos por diversos autores”

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Foto: Facebook de APPACDM de Ponte de Lima

“Confrontos”, da autoria dos alunos da delegação de Ponte de Lima da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) é uma das três exposições de pintura a inaugurar no sábado, em Cerveira, e que iniciam o plano de atividades da Fundação da Bienal de Arte de Cerveira (FBAC) para 2020.

Em causa, para além de “Confrontos”, estão as exposições “Ilha dos Imortais”, de Tereza Trigalhos, e “Global Make-Up Program”, de Zoran.

A exposição da APPACDM “debruça-se sobre os confrontos vividos por diversos autores, sejam individuais, únicos e irrepetíveis, onde as intenções rumam à construção de projetos de vida e nos transportam para novos mundos, recorrendo à pintura, à cerâmica e diversas técnicas mistas”.

“Em termos das artes plásticas destaco as obras de Tereza Trigalhos e Zoran, até pelos seus currículos, mas é também muito importante para a FBAC a mostra dos trabalhos dos alunos da APPACDM, por resultar do trabalho do nosso serviço educativo”, afirmou, esta sexta-feira, à Lusa o diretor artístico da fundação, Cabral Pinto.

As exposições “Ilha dos Imortais”, “Global Make-Up Program” e “Confrontos” vão ser inauguradas, no sábado, às 16:00, no Museu Bienal de Cerveira, com a presença dos artistas representados.

Para Tereza Trigalhos, citada num comunicado enviado à imprensa, o objetivo da sua mostra consiste em “perpetuar a liberdade através de um apelo a que os seres se tornem livres e que não fiquem agarrados àquilo que nos querem impor”.

Já a mostra de Zoran, segundo o diretor coordenador do MAC – Movimento Arte Contemporânea e Ensino, Álvaro Lobato de Faria, representa “um entendimento globalmente vivido e vivenciado por cada um de nós quotidianamente, em que cada indivíduo é, talvez, o seu único passivo, acrítico e impudico espetador”.

O plano de atividades da FBAC para 2020, adiantou Cabral Pinto, prevê ainda, na primavera, a exposição 220 Edições de Arte: Ação e Luz2, de Silvestre Pestana e, entre 10 de julho a 13 de setembro, a XXI Bienal de Vila Nova de Cerveira, com o tema “Diversidade – Investigação. O Complexo Espaço da Comunicação pela Arte”.

A mostra “Mulheres Artistas na coleção da FBAC”, que retratará “o acervo e a intervenção das mulheres na pintura e nas artes”, e a exposição “De outro Modo”, de três artistas do Porto (Sobral Centeno, Vasco Coutinho e Manuel Porfírio), completam a programação de 2020.

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Alto Minho

Mais dois quilómetros de ecovia com passadiços em Arcos de Valdevez

Investimento de 175 mil euros

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Passadiços do Vez. Foto: O MINHO

A Câmara de Arcos de Valdevez aprovou, na última reunião do executivo, o arranque do procedimento concursal relativo à “Expansão da Rede de Ecovias – Ecovia de Loureda/Cabreiro”, com preço base de 175 mil euros.

“Com o presente projeto pretende-se realizar os trabalhos de implantação de uma ecovia com uma extensão aproximada de cerca de dois mil metros, e que permita a alteração à ecovia existente, desde o Poço das Caldeiras a S. Sebastião, que se desenvolvia ao longo de estrada municipal», lê-se no comunicado enviado a O MINHO.

O trajeto proposto desenvolve-se “de forma contínua ao longo do rio, em pavimento natural e passadiços”, disse a O MINHO fonte da Câmara.

A ideia passa por tornar o percurso “mais agradável e seguro para quem o quiser realizar e irá, ao mesmo tempo, aumentar o potencial turístico da ecovia, a qual já é procurada por milhares de turistas”, sublinha a mesma fonte.

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