Seguir o O MINHO

País

Altice Portugal realiza operação de conetividade para a Liga das Nações

em

Foto: O MINHO

A Altice Portugal associa-se à Liga das Nações, permitindo a conetividade nos estádios do Dragão, no Porto, e D. Afonso Henriques, em Guimarães, onde vão decorrer os dois jogos das meias-finais do 3.º e 4.º lugar e da final.

“Para esta operação foram passados mais de 2.000 metros de cabo cobre e 10.000 metros de fibra”, indicou, em comunicado, a empresa.

A preparação desta operação começou há mais de um mês e envolve mais de 30 profissionais da direção de operações da Altice Portugal, dentro dos estádios e envolventes.

Anúncio

País

OMS recomenda fumadores a deixarem vício para prevenir situações graves na pandemia

Covid-19

em

Foto: DR / Arquivo

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou aos fumadores que tomem medidas imediatas para deixarem de fumar, para se prevenirem de situações graves caso sejam infetados pelo novo coronavírus.

Num comunicado divulgado hoje sobre o Dia Mundial Sem Tabaco, o representante em exercício da OMS em Angola, Javier Aramburu, disse que o tabaco é uma das maiores ameaças à saúde pública, recomendado um esforço conjunto para continuar a implementar políticas abrangentes para o controlo do tabagismo.

“Nos 20 minutos seguintes à desistência do tabagismo, o ritmo cardíaco elevado e a pressão arterial do fumador baixam. Após 12 horas, o nível de monóxido de carbono na corrente sanguínea desce ao normal. Dentro de duas a 12 semanas, a circulação melhora e a função pulmonar aumenta. Após um a nove meses, a tosse e a falta de ar diminuem”, concluiu Javier Aramburu.

Por sua vez, a diretora do Instituto Nacional de Luta Antidrogas (Inalud), Ana Graça, referiu que, em parceria com a Direção Nacional de Saúde Pública e a OMS, tem-se dado destaque a ações preponderantes para o controlo do tabagismo, através da aprovação de leis e políticas que favorecem a criação de espaços públicos livres de tabaco, educação para as crianças e jovens, para os riscos, bem como o agravamento das taxas sobre o tabaco.

“O tabaco representa um obstáculo ao desenvolvimento e uma ameaça aos esforços de prevenção, tratamento e controle da covid-19”, disse Ana Graça.

A dirigente do Inalud salientou que “as mortes e as doenças relacionadas com o tabaco são fatores de pobreza, deixando as famílias sem quem as sustenta, e torna-se mais evidente agora com a pandemia da covid-19, tendo em conta os riscos que enfrentam os fumadores”.

A nota da OMS sublinhou que, anualmente, mais de oito milhões de pessoas morrem em todo o mundo devido ao tabagismo, e mais de sete milhões destas mortes resultam do consumo direto de tabaco, enquanto cerca de 1,2 milhões são devidas à exposição de não fumadores ao fumo passivo.

Adicionalmente, 94 milhões de homens, 13 milhões de mulheres e um em cada cinco adolescentes consomem produtos de tabaco. Como consequência, todos os anos, 146 mil africanos morrem de doenças relacionadas com o tabaco e as doenças relacionadas com o tabagismo representam 3,5% do total anual das despesas de saúde na região.

Angola regista 77 infetados pelo novo coronavírus e quatro mortos.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 360 mil mortos e infetou mais de 5,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Continuar a ler

País

Deputado do PS quer mais fronteiras com Espanha em Vila Real e Bragança

Covid-19

em

Foto: DR

O deputado socialista da Assembleia da República Ascenso Simões disse hoje que “ainda há caminho a fazer” na reabertura de fronteiras com Espanha, defendendo uma “abertura económica e de circulação de pessoas” nos distritos de Vila Real e Bragança.

Ascenso Simões, deputado do PS eleito pelo distrito de Vila Real, falava à margem da visita ao concelho de Montalegre, na fronteira entre a freguesia portuguesa de Tourém com a localidade espanhola de Calvos de Randím, um dos três pontos que a partir de 01 de junho têm horários para atravessar a fronteira entre Portugal e Espanha.

Um despacho que determina os horários para atravessar a fronteira entre Portugal e Espanha, nas localidades de Rio de Onor (Bragança), Tourém (Vila Real) e Barrancos (Beja), na sequência da pandemia, foi publicado na quinta-feira em Diário da República (DR).

O despacho conjunto dos ministros dos Negócios Estrangeiros e da Administração Interna refere que a decisão decorre de uma resolução do Conselho de Ministros, de 16 de março, sobre reposição, “a título excecional e temporário”, do controlo “de pessoas nas fronteiras” entre Portugal e Espanha, no âmbito da situação de pandemia da doença provocada pelo novo coronavírus.

Em relação a Tourém, o ponto de passagem autorizado através da fronteira terrestre entre os dois países é às segundas e quintas-feiras, entre as 06:00 e as 08:00 e das 17:00 às 19:00.

Ascenso Simões, que visitou o território juntamente com o deputado Francisco Rocha, socialista também eleito por Vila Real, lembrou que “ainda falta responder a outras solicitações”.

“Há territórios que têm uma economia dependente de Espanha, e vice-versa. O que queremos para esses espaços é uma abertura económica e de circulação das pessoas que residem nesses espaços e é isso que continuamos a trabalhar”, garantiu.

Em causa estão pontos de passagem como em Sendin, também no concelho de Montalegre, que faz fronteira com a localidade espanhola de Baltar, e na fronteira da Eurocidade Chaves-Verín, ambas no distrito de Vila Real, e ainda na ligação entre Miranda do Douro e Salamanca, no distrito de Bragança, explicou.

O deputado lembrou que Espanha continua em estado de emergência, o que implica “limitações no âmbito de fronteiras”.

“É algo que temos de entender e compreender que continua a ser diferente da situação em Portugal. Temos de ter cuidados para equilibrar o retorno à normalidade económica sem pôr em causa as conquistas que já fizemos em termos do impacto da pandemia no território”, vincou, explicando ser positivo a inclusão de Montalegre numa das três fronteiras a abrir parcialmente.

Para o presidente da Câmara de Montalegre, Orlando Alves, a abertura, ainda que parcial, da fronteira em Tourém é importante no apoio aos agricultores e produtores de gado que têm terrenos em Espanha.

“Com a aproximação do período para o corte do feno seria uma produção perdida se não abrissem a fronteira, permitindo que os produtores pecuários de Tourém possam arranjar sustento para passar o período de invernia e ter o gado bem tratado”, vincou.

Orlando Alves alertou ainda para o “cumprimento rigoroso” das normas que irá ser feito naquela fronteira.

“Haverá um controlo rigoroso e quem prevaricar estará sujeito a multas e por isso quero deixar um aviso à população das localidades limítrofes com Tourém, pois só passa naquele espaço quem vai trabalhar os terrenos do lado de lá e a população está identificada pelo SEF e GNR”, sublinhou.

O autarca de Montalegre continua a solicitar a abertura da fronteira com Espanha em Sendim, pelos “fluxos que alimentam a atividade comercial de um lado e do outro”.

“Está toda a gente ansiosa por implementar esse tipo de movimentos, pois há gente jovem que trabalha em Baltar e tem de dar uma volta por Vila Verde da Raia [concelho de Chaves, num dos pontos de passagem autorizado para Espanha] o que constitui um prejuízo muito grande”, realçou.

O controlo das fronteiras terrestres com Espanha está a ser feito desde as 23:00 do dia 16 de março em nove pontos de passagem autorizada devido à pandemia de covid-19 e termina às 00:00 de 15 de junho.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 360 mil mortos e infetou mais de 5,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Em Portugal, morreram 1.383 pessoas das 31.946 confirmadas como infetadas, e há 18.911 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

Continuar a ler

País

Primeira grande exposição de Yoko Ono em Portugal inaugurada sábado em Serralves

No Porto

em

Foto: Divulgação

O Museu de Serralves, no Porto, inaugura este sábado a exposição “O Jardim da Aprendizagem da Liberdade”, de Yoko Ono, onde vão estar expostos trabalhos como “Maçã” e “EX IT”.

Em entrevista à agência Lusa, o diretor do museu e curador da mostra, Philippe Vergne, disse que a exposição é marcada por algumas peças históricas, como por exemplo o trabalho “Maçã” (1966) e o livro de instruções e desenhos de Yoko Ono “Grapefruit”, no qual a artista mostra como é que o público pode fazer as obras em casa.

“Nas peças históricas temos a ‘Maçã’, que é uma espécie de ícone de Yoko Ono. Há uma obra que é muita discreta e que não é espetacular, do ponto de vista do objeto, que é o livro ‘Grapefruit’ (1964), que são todas as definições conceptuais e instruções que Yoko Ono dá para que o público possa construir ele próprio as obras”, declarou.

Philippe Vergne destaca também “EX IT”, obra realizada nos anos 1990 e constituída por cem caixões de diversos tamanhos — homem, mulher, criança — e por cem árvores que deles emergem, sendo uma “metáfora construída pela associação da vida (árvore) e da morte”, explica um comunicado do museu.

A exposição, que conta com um total de 297 peças, estende-se ao Parque de Serralves, onde estão erguidas peças de palavras com cerca de dois metros de área, bem como obras como “Garden Sets”.

Na exposição “O Jardim da Aprendizagem da Liberdade” pode constatar-se a “universalidade” da artista – viúva do músico John Lennon-, e como ela conseguiu “cristalizar uma época” nas suas obras, considerou Philippe Vergne, referindo que a artista sempre lutou contra todos os tipos de violência, designadamente violência contra as mulheres.

“A violência feita contra as mulheres é um dos temas da obra de Yoko Ono, mas também a violência em geral”, afirmou o diretor do museu.

“É a primeira vez que há uma grande exposição de Yoko Ono em Portugal e espero que o público português se interesse, porque é uma exposição que, por um lado, aborda temas muito sérios, problemáticos e problemas que começaram no século XX e que continuam a construir a nossa época como o racismo”, disse Vergne.

Por outro lado, acrescentou, “é uma exposição interativa, e dá a ideia de liberdade a o público possa tocar nas obras”, considerando que Yoko Ono “trouxe honra ao estatuto de artista ‘avant garde’ e marcou a história de arte na segunda metade do século XX”.

A exposição exibe também vários filmes, alguns deles realizados em parceria com John Lennon, em que se desafia a ”noção tradicional de realização” para pertencer à “corrente americana da cultura do filme independente dos anos 1960”.

A exposição vai também ter patentes em Serralves algumas performances criadas pela artista, como por exemplo “Bag Piece” (1964), que convida o espectador a entrar num saco, que pode ser individual ou duplo e despir-se e voltar a vestir-se, porque dentro de um saco uma pessoa é “apenas alma, despojada de qualquer característica diferenciadora”, de cor, idade ou sexo.

Esta exposição abrange a produção da artista desde as primeiras obras concebidas ainda na década de 1950 até à atualidade e foi “desenhada especificamente para os espaços do Museu de Serralves”.

Yoko Ono, 86 anos, nasceu em Tóquio, no Japão, em 1933 e mudou-se para Nova Iorque em 1953, após ter estudado filosofia no seu país de origem.

O nome da artista fica ligado ao coletivo artístico Fluxus, cujo fundador, George Maciunas, lhe facultou a oportunidade de apresentar a sua primeira exposição individual, em 1961.

A exposição de Yoko Ono vai ficar patente em Serralves até dia 15 de novembro.

Continuar a ler

Populares