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Alojamento turístico com subidas de 6,6% nos hóspedes e 2,6% nas dormidas em agosto

Instituto Nacional de Estatística

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Porto. Foto: DR / Arquivo

O setor do alojamento turístico registou em agosto aumentos homólogos de 6,6% nos hóspedes e de 2,6% nas dormidas para 3,3 milhões e 9,5 milhões, respetivamente, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os proveitos totais aumentaram 6,4% em agosto face ao mesmo mês de 2018, acelerando face à subida de 5,6% em julho e atingindo 630,1 milhões de euros, enquanto os proveitos de aposento (502,0 milhões de euros) cresceram 6,5%, também acima do aumento de 5,0% no mês anterior.

O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) foi de 84,4 euros (mais 1,5%, quando tinha crescido 0,2% no mês anterior) e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) também acelerou, correspondendo a 115,9 euros, uma subida de 2,5% que superou o aumento de 0,4% do mês anterior.

Em agosto de 2019, a estada média (2,88 noites) reduziu-se 3,7% (-4,4% nos residentes e -3,2% nos não residentes), enquanto a taxa líquida de ocupação (68,3%) recuou 1,9 pontos percentuais (-1,4 pontos percentuais em julho).

O mercado interno registou um crescimento superior ao dos mercados externos, contribuindo com 3,4 milhões de dormidas, num aumento de 3,2% (+3,1% em julho), tendo as dormidas dos mercados externos (peso de 64,3% em agosto) crescido 2,3% (+2,4% em julho) e atingido 6,1 milhões.

Segundo o INE, nos primeiros oito meses do ano, as dormidas aumentaram 4,0%, com contributos positivos quer dos residentes (+6,6%), quer dos não residentes (+2,9%).

O mercado britânico (18,1% do total das dormidas de não residentes em agosto) registou um aumento de 1,1% em agosto, uma evolução semelhante à verificada nos primeiros oito meses do ano (+1,2%), enquanto as dormidas de hóspedes espanhóis (17,7% do total) cresceram 4,1%, acumulando um aumento de 7,4% desde o início do ano.

Já o mercado francês (12,2% do total) registou um ligeiro decréscimo em agosto (-0,3%), tendo diminuído 2,0% no conjunto dos oito primeiros meses do ano, e as dormidas de hóspedes alemães (8,8% do total) mantiveram a tendência de quebra, recuando 8,3% em agosto e 6,6% desde o início do ano.

O INE destaca ainda os mercados norte-americano, brasileiro e irlandês (quotas de 4,6%, 4,2% e 4,1%, respetivamente), pelos crescimentos de 21,4%, 19,8% e 19,4%, respetivamente, em agosto, e de 19,3%, 14,0% e 9,5% em termos acumulados.

Desde o início do ano, aponta também o crescimento de 15,5% registado pelo mercado chinês.

As dormidas de hóspedes espanhóis (12,1% do total) cresceram 7,6% em julho, e 8,4% desde janeiro, enquanto os mercados brasileiro e norte-americano (quotas de 5,9% e 5,7%, respetivamente) aumentaram 18,3% e 10,3% em julho, contra aumentos de 13% e 19% em termos acumulados no ano.

Em agosto, registaram-se aumentos das dormidas em todas as regiões com exceção da Madeira (-4,0%), destacando-se o Norte com um crescimento de 6,8%, o Alentejo (+5,8%) e os Açores (+5,5%).

Já o Algarve concentrou 36,0% das dormidas, seguindo-se a Área Metropolitana de Lisboa (quota de 21,2%).

Desde o início do ano, o realce do INE vai para os acréscimos apresentados pelo Norte (+9,7%) e Alentejo (+8,7%).

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Avaliação bancária atingiu recorde de 1.111 euros por metro quadrado em abril

Dados do INE

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Foto: O MINHO / Arquivo

O valor mediano da avaliação bancária atingiu em abril o recorde de 1.111 euros por metro quadrado, apesar da pandemia de covid-19, segundo os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O valor de 1.111 euros por metro quadrado, registado em abril, é o mais alto desde pelo menos janeiro de 2011, a primeira data da série estatística do INE.

Ainda em abril, apesar da situação de pandemia de covid-19, o número de avaliações bancárias reportado foi de cerca de 22 mil, apenas ligeiramente inferior a abril de 2019 (-2%). Já face a março deste ano a redução foi de 12%.

Já em termos comparativos, o valor mediano da avaliação bancária de abril (1.111 euros por metro quadrado) representa mais um euro face ao valor mediano de março (0,1% em termos relativos) e mais 96 euros em relação a abril de 2019 (mais 9,5% em termos relativos).

Por regiões, os valores medianos de avaliação bancária mais elevados registaram-se na Área Metropolitana de Lisboa (1.483 euros por metro quadrado, valor recorde desde 2011 mas igual ao registado no mês de março) e no Algarve (1.482 euros por metro quadrado, um euro menos do que em março, quando foi atingido o recorde desde 2011).

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Chamadas pelo telefone fixo crescem pela primeira vez desde 2013

Covid-19

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Foto: O Minho / Arquivo

O volume de minutos das chamadas telefónicas originadas na rede fixa cresceu 1,5% no primeiro trimestre, atingindo cerca de 1,1 mil milhões de minutos, o primeiro aumento homólogo desde 2013, divulgou hoje a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).

“Trata-se do primeiro aumento homólogo desde o primeiro trimestre de 2013, e está relacionado com as medidas excecionais tomadas a propósito da covid-19, que entraram em vigor em março, e que provocaram uma alteração significativa dos padrões de utilização do serviço telefónico fixo”, refere o regulador das comunicações, numa nota enviada à imprensa.

Segundo a Anacom, na primeira semana de estado de emergência (16 a 22 de março) o tráfego de voz fixa cresceu 61% face à semana anterior à declaração de pandemia (02 a 08 de março).

Também a duração média das chamadas originadas na rede fixa aumentou cerca de 17 segundos no primeiro trimestre deste ano, face ao período homólogo.

Já a duração média das chamadas nacionais entre dois telefones fixos aumentou 27 segundos.

A Anacom relembra que, nos primeiros três meses de 2019, este tipo de tráfego tinha diminuído 15,9% face ao mesmo período do ano anterior.

No trimestre em análise, o número de clientes do serviço telefónico fixo na modalidade de acesso direto era de cerca de 4,1 milhões, mais 85 mil do que no primeiro trimestre de 2019, refletindo um crescimento de 2,1%.

Relativamente às quotas de mercado, entre janeiro e março deste ano, a quota de clientes de acesso direto da MEO atingiu 42,1%, seguindo-se o Grupo NOS com 35,9%, a Vodafone com 18,3% e o Grupo NOWO/Onitelecom com 3,4%.

De acordo com a Anacom, a Vodafone foi o único operador cuja quota aumentou, um ponto percentual.

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País

ERSE publica modelo de adesão a rede de carregamentos de automóveis elétricos

Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos

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Foto: DR / Arquivo

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) publicou hoje o modelo de adesão à rede de mobilidade elétrica, garantindo aos utilizadores de veículos elétricos acesso a qualquer ponto de carregamento público independentemente do comercializador de eletricidade.

Na diretiva hoje publicada em Diário da República, a ERSE define como aspeto fundamental do regime de funcionamento das condições de adesão à mobilidade elétrica a “multiplicidade de relações jurídicas inerentes à adesão” à mobilidade elétrica, tendo em vista garantir a unicidade e a simplicidade contratual, no respeito do equilíbrio e liberdade contratual das partes.

As presentes condições gerais concretizam o modelo, estabelecido no Regulamento da Mobilidade Elétrica (RME), que estabelece a existência de um contrato de adesão à rede de mobilidade elétrica, celebrado entre todos os comercializadores de eletricidade para a mobilidade elétrica (CEME), operadores do ponto de carregamento (OPC) e detentores de pontos de carregamento (DPC) e a Entidade Gestora da Mobilidade Elétrica (EGME).

“Desta forma, garante-se que todos os utilizadores de veículos elétricos (UVE), independentemente do seu CEME, têm acesso a todos os pontos de carregamento de acesso público de qualquer OPC, sem exigir a obrigação de celebração de contratos entre cada CEME (representante dos UVE) e OPC, de forma individualizada”.

A diretiva da ERSE aprova, além das condições gerais do contrato de adesão à rede da mobilidade elétrica, a metodologia de cálculo das garantias a prestar junto da Entidade Gestora da Mobilidade Elétrica (EGME), que entram em vigor em meados de junho (no 15.º dia após a publicação no Diário da República).

Quanto à faturação, a diretiva determina que, na ausência de acordo, a faturação relativa às tarifas da EGME tem periodicidade mensal e prazo de pagamento de 30 dias após a receção da fatura.

A entidade que gere a rede de postos de carregamento, a Mobi.e, anunciou na sexta-feira que os carregamentos de carros elétricos vão ser todos pagos a partir de 01 de julho, data em que “termina o período transitório da rede Mobi.e, iniciando-se o pagamento dos carregamentos nos Postos de Carregamento Normal de acesso público”.

“Com a conclusão do processo de concessão de toda a rede de postos de carregamento público, a fase plena de mercado a que agora se dá início configura-se como o derradeiro passo para a concretização do modelo português da mobilidade elétrica”, assinalou na altura a entidade presidida por Luís Barroso.

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